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fluidez

Estado dá novo passo para construção de ponte no centro da Capital

Empresa para fornecimento e instalação da estrutura pré-moldada foi escolhida, mas licitação para obras complementares está sendo refeita

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Saiu nesta segunda-feira a escolha da empresa que vai fornecer as estruturas de concreto e instalar a ponte sobre o córrego Prosa, no entroncamento da Rua Itaquiraí com a Avenida Ricardo Brandão, na região central de Campo Grande. A empresa Concrelaje venceu a licitação e vai receber R$ 1.545.192,58. 

O valor ficou próximo do montante de R$ 1,5 milhão que o Estado esperava gastar para instalação da ponte de 17 metros de comprimento e 16,5 de largura que vai dar maior fluidez ao trânsito da região. 

Após a construção da ponte haverá um ponto de retorno para acessar tanto a rua Itaquiraí quanto a Avenida Ricardo Brandão nos dois sentidos das vias. Atualmente, quem desce pela Itaquiraí é obrigado a convergir para a direita quando chega na avenida.

Assim que forem concluídas as obras, será possível cruzar o córrego e convergir à esquerda, segundo a assessoria da Agesul.

Além disso, quem trafega pela Ricardo Brandão pela margem direita do córrego conseguirá entrar à esquerda quando chegar a esta nova ponte para subir a Rua Itaquiraí, podendo entrar no supermercado sem necessidade de fazer o retorno na quadra seguinte. 

A publicação desta segunda-feira saiu seis dias depois de o governo do Estado informar que fracassou outra licitação ligada à mesma obra, que é para os serviços de “reforma de macrodrenagem” no entorno desta ponte.  A previsão é de que sejam investidos em torno de R$ 800 mil nestas obras. 

Esta segunda licitação foi reaberta na última sexta-feira e a previsão é de que as propostas sejam abertas no próximo dia 13. Porém, os trabalhos de instalação da ponte pré-moldada já podem começar antes mesmo desta obra paralela. 

SÉRIE DE INVESTIMENTOS

Antes deste investimento para melhorar o sistema viário da região central, o Governo do Estado já havia firmado parcerias para uma série de outros investimentos em recuperação e implantação de asfalto novo na Capital, totalizando quase R$ 130 milhões.

Deste total, R$ 73 milhões estão sendo investidos na implantação de uma nova via de acesso à região das Moreninhas, em um prolongamento da Avenida Rita Vieira. Cerca de um terço da primeira etapa da obra está concluída. 

Outro investimento significativo, de R$ 16,3 milhões, está sendo feito na revitalização da Avenida Duque de Caxias, em um trecho de cerca de 9 quilômetros entre o aeroporto e o Indubrasil. Obras de recapeamento também estão previstos para vias como Bom Sucesso, Fátima do Sul, João Pedro de Souza e 15 de Novembro, entre outras, totalizando mais R$ 7,4 milhões. 

Em bairros como Caiobá, Jardim Nashiville e North Park está previsto investimento de R$ 16,3 milhões na pavimentação de 24 ruas, totalizando em torno de 4 quilômetros de asfalto novo. 

Outros R$ 16 milhões estão sendo aplicados nas regiões do Jardim Noroeste e Cententário. Para o Jardim Noroeste estão previsto R$ 10,9 milhões  para obras de drenagem e pavimentação. No Centenário, pouco mais de quatro quilômetros de ruas receberão asfalto novo, com investimento de R$ 5,3 milhão. 

 

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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