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Estrutura em obra do estádio do Corinthians cai, mata dois e fere outros dois

Estrutura em obra do estádio do Corinthians cai, mata dois e fere outros dois

G1

27/11/2013 - 12h30
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Um acidente nas obras do estádio do Corinthians ocorrido na tarde desta quarta-feira (27) deixou duas pessoas mortas, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

O acidente mobilizou equipes dos bombeiros . Uma estrutura, que seria um guindaste e estava do lado de fora do estádio, tombou e atingiu parte da estrutura das arquibancadas.

Um caminhão que estava nesta área externa foi atingido e um operário, que ficou preso dentro da cabine, morreu, de acordo com os bombeiros. Outras duas pessoas morreram, segundo os bombeiros.

Dois feridos foram socorridos pelo helicóptero Águia da PM. Segundo coronel Maria Yamamoto, chefe da comunicação da PM, os dois funcionários se feriram após duas gruas da obra se desprenderem e os atingirem.

Os bombeiros afirmaram ter sido chamados para atender ocorrência na Avenida Miguel Ignácio Curi, 900, Itaquera, São Paulo, às 12h54min.

A assessoria de imprensa do Corinthians confirma a ocorrência do acidente que deixou funcionários que trabalhavam no Itaquerão feridos, mas não soube informar detalhes.

FAZENDA SÃO SEBASTIÃO

Famasul diz que invasão de fazenda não tem relação com indígenas de direita

Presidente da Famasul afirmou que o discurso de Zeca do PT foi "infeliz" ao afirmar que invasão da Fazenda São Sebastião tem viés político

17/06/2026 17h35

Marcelo Bertoni, presidente da FAMASUL

Marcelo Bertoni, presidente da FAMASUL GERSON OLIVEIRA

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A invasão e depredação da Fazenda São Sebastião, no sábado (13), em Sidrolândia, segue com desdobramentos entre indígenas e produtores rurais e, quatro dias após o ocorrido, continua repercutindo na mídia sul-mato-grossense.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) concedeu coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (17), sobre o assunto.

Na ocasião, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni abordou vários temas, como números relativos ao campo, conflitos agrários em outros estados, descontentamento/preocupação dos produtores rurais, apoio da Famasul aos agricultores e, ainda, comentou a respeito do discurso feito pelo deputado estadual Zeca do PT, em considerar que a invasão foi feita por “indígenas de direita”.

Confira detalhadamente os assuntos abordados na coletiva de imprensa:

1. FAMASUL DESACREDITA QUE INVASÃO ESTEJA LIGADA A DIREITA

Bertoni não acredita que a invasão esteja ligada a indígenas “de direita”, como citou o deputado estadual Zeca do PT.

“Eu respeito muito o deputado Zeca, o ex-governador, mas eu acredito que essa falada dele é infeliz. É uma visão completamente distorcida, sem ofendê-lo. Isso não é uma questão de direita e esquerda, é uma questão de direitos e propriedade de territórios. Eu não consigo pensar da mesma forma que o deputado. Isso não é um ato politizado, isso é um ato brutal, um terrorismo de uma propriedade que é onde foi praticado por algum grupo de indígenas”.

2. PREOCUPAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS

Bertoni enfatizou que os produtores rurais estão preocupados com novos ataques de grupos criminosos.

“A Famasul vê com muita preocupação, e as entidades todas que estão aqui também, principalmente esse ataque que a gente vem sofrendo. Eu fico doído porque eu não consigo ajudar o produtor, o colaborador dele, que me liga de madrugada, porque eu atendo de madrugada”.

Vale ressatar que a Fazenda Limoeiro, em Amambai, foi ocupada por indígenas nesta quarta-feira (17), fato que causa ainda mais temor dos agricultores.

3. APOIO DA FAMASUL AOS PRODUTORES

A Famasul ajuda os produtores rurais mantendo uma interlocução com o poder público: Governo de MS, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e Polícia Militar (PMMS).

“Toda a parte de interlocução com o governo do Estado, nosso secretário Carlinhos da Sejusp. Nesse momento estão acompanhando um embarque, um gado que tem lá dentro que nós precisamos tirar”.

4. CONFLITOS AGRÁRIOS EM OUTROS ESTADOS

A invasão de terras não é um problema apenas em MS, mas também em outros estados brasileiros, como Rondônia, Bahia e Rio Grande do Sul.

“É uma coisa que está acontecendo no Brasil. Nós temos aí uma articulação que não é só aqui, nós tivemos conflitos há meses atrás em Rondônia, tivemos principalmente ali na região de Teixeira de Frentes, também na Bahia, e alguns outros lugares no Rio Grande do Sul”, contou.

Segundo o presidente, o Brasil possui mais de 12 milhões de hectares envolvidos em disputas fundiárias, sendo 275 mil hectares em Mato Grosso do Sul de áreas que passam por um processo de delimitação.

3. AUSÊNCIA DE SOLUÇÕES

 Na visão de Bertoni, solucionar o conflito agrário é algo demorado pois está relacionado ao impasse de quem deve arcar com a indenização ao proprietário rural, que pode chegar ao valor de R$ 300 bilhões no Brasil. 

“Passamos dez meses em uma mesa de conciliação, com mais de 150 horas de discussões sobre diversos temas, e ainda assim os avanços foram limitados. Ninguém quer assumir essa conta. E essa é uma das razões para a demora e a morosidade. O resultado é insegurança para todos os envolvidos, tanto para os produtores quanto para os indígenas”.

5. NÚMEROS DO CAMPO

Na ocasião, Bertoni trouxe alguns números durante o seu discurso:

  • Brasil possui mais de 12 milhões de hectares envolvidos em disputas fundiárias, sendo 275 mil hectares em Mato Grosso do Sul de áreas que passam por um processo de delimitação
  • MS tem 150 propriedades invadidas e nenhuma delas, na questão indígena, tem reintegração de posse cumprida
  • Brasil tem 1,7 milhão de indígenas declarados pelo IBGE

Participaram da coletiva de imprensa o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni; presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Celso Ramos Regis e o presidente da comissão de Assuntos Agrários e Agronegócio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), Thiago Amorim.

INVASÃO

Fazenda São Sebastião/Terra Indígena Buriti (17,2 mil hectares) foi invadida por indígenas da Aldeia Buriti, em 13 de junho de 2026, na área rural de Sidrolândia, a 90 quilômetros de Campo Grande.

O grupo ateou fogo, derrubou árvores, instalou barricadas – para atrapalhar a chegada da polícia –, roubou maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado, fez ameaças de morte, rendeu com arma de fogo e manteve em cárcere os proprietários/funcionários da fazenda.

A sede foi destruída e a atividade rural foi comprometida. Com isso, o proprietário arca com prejuízos incalculáveis e a propriedade terá que ser reconstruída do zero, afirmou Bertoni, sem falar os valores do prejuízo.

De acordo o presidente, a Fazenda São Sebastião é propriedade particular e não terras indígenas.

“São áreas de propriedade particular e a justiça entendeu, em duas instâncias, que elas não são terras indígenas. Essa propriedade permanece em posse legal dos produtores rurais, que adquiriram a área de boa fé e possui documentação regularmente constituída, a qual o Estado vendeu essas áreas para o produtor”, disse Bertoni, em discurso.

O QUE LÍDERES INDÍGENAS DIZEM

Líderes indígenas (caciques) cogitam que a invasão da Fazenda São Sebastião tenha sido organizada por indígenas de direita e não pelos povos originários de esquerda.

Isto porque as ocupações realizadas por indígenas esquerdistas são pacíficas e articuladas entre as lideranças. Geralmente, quando há ocupação, lideranças indígenas divulgam, inclusive para a imprensa, a organização e articulação das ocupações – fato que não aconteceu desta vez, o que causou estranheza.

Neste episódio, o grupo de indígenas agiu de forma violenta, o que, de acordo com parlamentares petistas, leva a crer que o movimento foi organizado por indígenas de direita, coincidentemente em ano eleitoral e às vésperas da visita de Lula a Mato Grosso do Sul.

Nove caciques e lideranças indígenas de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti disseram que a ocupação da Fazenda São Sebastião trata-se de um “episódio isolado”, pois, não participaram de articulações e não foram informados sobre a ocupação.

Deputado estadual, José Orcírio, mais conhecido como Zeca do PT, recebeu informações, por meio de nota do Conselho do Povo Terena, de que a ocupação teria envolvimento direitista e sido organizada pelo secretário de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti, Rodrigues Alcântara, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

“Até onde apuramos, esse Rodrigues Alcântara e outros indígenas lideram um movimento de direita na região de Dois Irmãos do Buriti e de Sidrolândia de apoio às pré-candidaturas de Reinaldo Azambuja, Viviane Luiza e Odilon Ribeiro. Portanto, cai por terra a narrativa que está sendo espalhada pela direita de que as ocupações deste domingo teriam alguma relação com o PT. Muito pelo contrário, trata-se de uma armação política para criar uma tensão às vésperas da visita que o presidente Lula deve fazer ao estado em breve", explicou Zeca.

O QUE PRODUTORES RURAIS DIZEM

Entidades rurais repudiam veementemente a invasão na Fazenda São Sebastião no sábado (13).

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) chamou a invasão de “ato criminoso”.

“A Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, repudia com veemência o ato criminoso ocorrido na Fazenda São Sebastião, no município de Sidrolândia, neste sábado (13). A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo. É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque na fazenda São Sebastião. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune. A Famasul continuará atuando de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul”.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) também emitiu nota de repúdio contra o ocorrido.

“A Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) manifesta sua indignação e repúdio aos graves atos de violência registrados na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, neste sábado (14). A Acrissul se solidariza com os proprietários, familiares e trabalhadores atingidos por mais este episódio de violência no campo, que gera insegurança e ameaça a paz social no meio rural. Eventuais disputas sobre posse ou propriedade devem ser resolvidas exclusivamente pelos meios legais e pelas instituições competentes. Não cabe a qualquer grupo impor sua vontade pela força. A entidade reafirma que a garantia da propriedade privada, o respeito ao Estado de Direito e a segurança jurídica são princípios fundamentais para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil. A Acrissul também entende que o Governo Federal deve atuar com firmeza na condução da política indigenista e na solução dos conflitos fundiários, evitando que a demora e a insegurança jurídica continuem alimentando episódios de violência”.

Consórcio Guaicurus

Juiz muda de ideia e libera os R$ 46 milhões para "manutenção do transporte coletivo"

De acordo com o juiz Eduardo Lacerda, não há mais perigo de movimentação financeira indevida ou ocultação de valores devido à determinação da intervenção no Consórcio Guaicurus

17/06/2026 17h25

Intervenção no Consórcio Guaicurus foi determinada na última terça-feira (16)

Intervenção no Consórcio Guaicurus foi determinada na última terça-feira (16) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, voltou atrás da decisão que bloqueava R$ 46 milhões das contas das empresas que integram o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público de Campo Grande. 

Na decisão assinada na tarde desta quarta-feira (17), o juíz determinou a liberação dos valores bloqueados para que sejam usados na "manutenção adequada dos serviços públicos de transporte coletivo". 

Além disso, os bens não podem ser utilizados pelos antigos administradores, bem como por empresas ligadas ao grupo, ficando autorizada somente a movimentação pelos interventores nomeados pela Prefeitura de Campo Grande. 

O descumprimento da determinação pode gerar responsabilização civil e criminal. 

A pedido da ação popular, interposta por Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, o juíz determinou o bloqueio dos valores em dinheiro ou ativos financeiros existentes nas contas bancárias das empresas Viação Campo Grande, Viação Cidade Morena, Viação São Francisco e Jaguar Transportes Urbanos, as quais compõem o Consórcio Guaicurus.

No entanto, na decisão de hoje, o juiz considerou que o decreto de intervenção, que foi publicado também na última terça-feira, já foi o suficiente para inibir risco de movimentação financeira ou ocultação de valores por parte dos administradores afastados. 

Além disso, o juiz ainda teceu elogios à prefeita Adriane Lopes (PP) pela "corajosa decisão de intervenção".

"Percebo que a atual Prefeita é permanentemente vítima de preconceitos historicamente direcionados às  mulheres que ocupam posição de liderança, além de machismo e misoginia (nunca se viu alguém tão perseguido na imprensa, por tudo e por qualquer coisa), mas ao decretar a intervenção nos precários serviços de transporte coletivo, a Prefeita teve a coragem que muitos homens não tiveram, já que este problema se arrasta há muitos anos. O que lhe cabe agora, com a intervenção e todas as suas consequências, é atuar de forma implacável na construção de um novo modelo de transporte coletivo que atenda às exigências de qualidade exigidas pela coletividade Campo-grandense, e o Poder Judiciário também atuará neste intento", diz em trecho do documento. 

Intervenção

Na manhã de ontem (16), a Prefeitura de Campo Grande publicou, na edição do Diário Oficial (Diogrande), o decreto A intervenção na concessão do transporte coletivo de Campo Grande, executado pelo Consórcio Guaicurus, decretada nesta terça-feira (16) pela prefeita Adriane Lopes (PP) não irá trazer alterações para usuários e funcionários durante o período de 180 dias.

O interventor Aléxandre Adriano Lisandro de Oliveira explicou que o primeiro passo será fazer um diagnóstico mais aprofundado sobre a situação do Consórcio Guaicurus e a prestação do serviço, para que ao fim do prazo a prefeitura possa tomar uma decisão "correta e acertada".

Além de Aléxandro, que já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (MT), também fazem parte da equipe de intervenção o economista e consultor empresarial Rodolfo Bahiense Fernandes, como interventor administrativo-financeiro; Alexandre Souza Moreira será o interventor jurídico, ele ocupa cargo de confiança na Agetran e é chefe da Junta Administrativa de Recursos de Infrações e Transportes; e Robson Tadeu Pereira, como interventor operacional.

De acordo com Adriane, como foi proposta uma intervenção pacífica, a equipe nomeada irá atuar promovendo a troca da diretoria das empresas que formam o Consórcio para uma avaliação financeira e orçamentária e para entender se houve e quais os problemas surgiram no decorrer dos anos de concessão.

Oliveira explicou que a intervenção é um procedimento legal, previsto para contratos de concessão de serviços públicos em crise e que, no caso do Consórcio Guaicurus, foi feito um levantamento que concluiu que havia a necessidade de entrar com a intervenção para buscar informações dentro de dentro da empresa.

Ele acrescentou que a intervenção funciona como uma nova gestão, com novos diretores entrando de forma temporária. Essa equipe terá acesso a documentos e poderá avaliar todos os dados, sem restrições. 

No período, toda a gestão ficará a cargo dos interventores, que também serão responsáveis pela folha de pagamento, manutenção do sistema, diesel, dentre outros.

Ao término da intervenção, a prefeita, em vista do relatório final dos interventores e do resultado do procedimento administrativo, decidirá sobre: o encerramento da intervenção e a devolução do serviço à atual gestão do Consórcio, com ou sem condicionantes; a aplicação de sanções contratuais cabíveis; a decretação da caducidade da concessão, mediante processo administrativo específico; e a adoção de outras medidas administrativas e judiciais pertinentes.

Colaborou João Pedro Flores

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