Cidades

Auxílio escolar

Estudantes que recebem "pé de meia" salta de 26 mil para 43,7 em MS

Aumento percentual de 68% antecipado na manhã desta quarta-feira pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que participa de agenda na Capital

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O número de estudantes que recebem o “Pé-de-Meia” salta de 26 mil para 43,7 mil em Mato Grosso do Sul, aumento percentual de 68% antecipado na manhã desta quarta-feira (13) pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O anúncio acontece junto do governador ao lado do governador Eduardo Riedel, às 9h30 na sede do IFMS. 

Em entrevista ao Bom Dia MS,  Santana falou sobre a ampliação de vagas e de como o benefício possibilita que os alunos se mantenham estimulados com o ensino. “No último censo escolar, nós perdemos cerca de 480 mil jovens que em um ano abandonaram a escola pública no ensino médio”, disse. 

“O apoio financeiro do pé de meia veio para dar esse apoio, claro, com contrapartida do jovem, frequência de 80%, onde no final do ano ele recebe uma bolsa de R$ 1 mil, estímulo e incentivo para garantir a permanência desse jovem.”, disse Santana. De acordo com o  ministro, o número de alunos beneficiados pelo “bônus” saltou de 53% em 2023 para 84% neste ano. 

Entenda o repasse 

Lançado em novembro de 2023, o “Pé-de-Meia” é um programa de incentivo financeiro voltado a estudantes matriculados no ensino médio público beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), e funciona como uma poupança para a permanência e a conclusão escolar de estudantes nessa etapa de ensino.  

Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe o pagamento de incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento. No caso da Educação de Jovens e Adultos, ao comprovar matrícula, o estudante recebe incentivo de R$ 200, e incentivo mensal de R$ 225, pela frequência; ambos disponíveis para saque.

O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, valor que só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio. A contar as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores  podem chegam a R$ 9,2 mil por aluno. 

Além do anúncio, o ministro falou sobre o Programa Pé-de-Meia para as licenciaturas, bolsas para apoiar estudantes que ingressem na universidade para seguir a carreira docente.

“Dentro dessas ações vai ter um incentivo, que vai ser até o Pé-de-Meia da licenciatura, que é para estimular jovens que estão fazendo o Enem já possam ingressar na universidade com uma bolsa de apoio para que cursem a área pretendida com o estímulo financeiro.”

Nesta quarta-feira

Na ocasião, o ministro também assinará uma ordem de serviço para a construção da segunda etapa do bloco da Unidade da Criança e da Mulher do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), vinculado à Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

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Operação "IFRIT"

Família movimentou mais de 500 milhões com drogas e armas, diz Receita

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira e utilizava forte armamento, drones, blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados

04/11/2026 10h20

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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A organização criminosa, alvo da operação "Ifrit" deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), seria liderada por uma família composta por três irmãos, seus filhos e outros parentes, segundo a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil (RFB). Segundo os órgãos de segurança, as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático indicaram que o grupo movimentou um valor superior a R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos de apuração.

A organização criminosa tinha como principal atividade o tráfico internacional de drogas e de armas de fogo, caracterizada pelo emprego de violência, elevado poder econômico e ampla capacidade logística.

Os recursos teriam circulado por intermédio de contas vinculadas aos investigados, operadores financeiros, empresas de fachada e negócios simulados utilizados para ocultar a origem e a destinação dos valores.

As análises fiscais conduzidas pela Receita Federal identificaram indícios de mecanismos de lavagem de dinheiro envolvendo "laranjas", ocultação patrimonial e dissimulação de fluxos financeiros, resultados corroborados por monitoramentos, interceptações e outras medidas investigativas.

Em Mato Grosso do Sul, entre os alvos da investigação estão policiais militares e três civis, que foram afastados de seus cargos, além de um policial rodoviário federal.

Um dos agentes de segurança é o investigador Douglas Tobias, que foi alvo também na Operação Infiltrados e teve sua prisão revogada ontem (3). Adel Hassan Haidar, empresário do setor hoteleiro e automotivo em Ponta Porã, também está entre os investigados.

O advogado Luiz Renê Gonçalves, que representa a defesa do policial Douglas Tobias, comentou sobre a operação de hoje e também sobre a revogação de seu cliente.


"Douglas Tobias, na Operação Infiltrados, obteve ontem (3) uma importante vitória com a revogação de uma prisão preventiva agora reconhecidamente injusta pela Justiça. Na Operação Ifrit acompanhamos a busca e apreensão cumprida regularmente hoje, mas ainda não tivemos acesso aos autos da medida cautelar e do inquérito, logo não temos condições de manifestar sobre o caso. De todo modo, Douglas Tobias mais uma vez demonstrou se tratar de pessoa idônea, profissional exemplar e que nada tem a esconder, estando à disposição para prestar esclarecimentos e esperando que se faça justiça", disse o advogado.

Estrutrura da organização criminosa

A materialidade das atividades atribuídas ao grupo foi corroborada por apreensões de drogas, armas, munições e outros elementos vinculados a integrantes da organização criminosa em diferentes estados, além de eventos relacionados a crimes violentos associados à sua atuação.

De acordo com as instituições, a organização criminosa possuia elevado grau de estruturação, com atuação transnacional, significativa capacidade financeira e logística para praticar os crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de capitais, corrupção e outros delitos correlatos praticados de forma estável e permanente, ao menos, desde 2018.

As drogas e armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru, sendo posteriormente internalizados no Brasil por meio da faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Após a internalização, as cargas ilícitas eram distribuídas para diversos municípios do Estado e para outras unidades da federação, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

As investigações também indicam a utilização do território brasileiro como plataforma logística para armazenamento, transporte e remessa de entorpecentes destinados ao mercado europeu, notadamente à Espanha e a Portugal.

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Os elementos colhidos pelas autoridades federais indicam vínculos com facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), além da colaboração de agentes públicos que teriam fornecido informações estratégicas e apoio às atividades da organização.

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira, utilizando armamento de elevado poder ofensivo, equipamentos de comunicação, drones, veículos blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados.

Operação Ifrit

A operação cumpre 76 mandados de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, Justiça Federal de 1º Grau.

Ao todo, participam da ação, 22 auditores-fiscais e 7 analistas tributários da Receita Federal do Brasil, além de 450 policiais federais.

Após a Justiça Federal de Campo Grande autorizar as medidas judiciais, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos nas ruas São Félix, Ceará e na avenida Cônsul Assaf Trad, no condomínio de luxo Alphaville. Em um dos endereços, os policiais encontraram arma, munições, apreenderam celulares e dinheiro em espécie.

INFRAESTRUTURA

Jardim Jerusalém recebe pacote de obras avaliado em R$ 5,2 milhões

Trabalhos incluem drenagem, construção de bacia de contenção e pavimentação de 1,2 quilômetro de vias

04/11/2026 09h30

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande irá fazer o investimento de R$ 5,2 milhões para obras de drenagem e pavimentação no bairro Jardim Jerusalém. Os trabalhos se iniciaram na Avenida João Garcia de Carvalho Filho, com a implantação da rede de drenagem para receber a pavimentação. 

As intervenções ocorrem em outros trechos e pistas, o projeto também contempla os ramos A e B, a Rua Bronzita, a Avenida Oceania e a Rua Aragonita.

Ao todo a rede de drenagem terá 1.963 metros e também contará com a construção de uma bacia de contenção. Já a nova pavimentação será de 1,2 quilômetros. 

A empresa responsável pelas obras, a Engeotec Construções terá o prazo contratual de 240 dias para realização dos serviços e a previsão de conclusão em junho de 2027. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), ficará responsável por realizar a fiscalização do trabalho. 

Para a prefeita Adriane Lopes os investimentos em pavimentação, atendem a reivindicações antigas dos moradores da região. 

“São investimentos aguardados há décadas e que agora estão chegando aos bairros, mudando a realidade das famílias. Nosso compromisso é proporcionar mais conforto, segurança e comodidade à população, com ruas pavimentadas, transitáveis e preparadas para os períodos de chuva”, afirmou a prefeita. 

Na região do Bandeira, os investimentos em obras de pavimentação e drenagem já se aproximam de R$ 14 milhões. As intervenções fazem parte do programa Vira CG Infraestrutura.

A iniciativa prevê mais de R$ 280 milhões em investimentos ao longo de 2026 para a execução de pavimentação asfáltica, drenagem, recapeamento e implantação de ciclovias. Ao todo, mais de 200 ruas de Campo Grande serão contempladas com obras de infraestrutura.
 

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