A ex-mulher do prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), acusa o mandatário de violência doméstica e requereu à Justiça a expedição de medida protetiva contra ele.
O pedido foi feito à Polícia Civil e consta em boletim de ocorrência registrado contra o prefeito do município, distante 292 quilômetros de Campo Grande. A vítima narrou aos policiais que eles estão separados há 16 dias e que conviveu com Juliano Ferro por seis meses.
Nesta segunda-feira (26), a vítima disse que retirou seus pertences da casa em que morava com Juliano e, depois, dirigiu-se a uma chácara, onde também havia objetos pessoais dela. Na chácara, após breve conversa, enquanto organizava suas coisas, o prefeito de Ivinhema teria pegado o telefone celular da vítima, um iPhone 17 Pro Max (modelo top de linha da Apple), e o quebrado ao bater o aparelho contra uma pedra do jardim.
A vítima afirmou aos policiais que iria a uma delegacia, ao que ele teria respondido: "pode ir, não vai dar em nada".
Ela pediu para representar criminalmente contra Juliano Ferro, solicitou medida protetiva e registrou boletim de ocorrência por violência doméstica.
Versão do prefeito
Nas redes sociais, onde se autoproclama "o prefeito mais louco do Brasil", Juliano Ferro apresentou sua versão dos fatos e minimizou o ocorrido narrado por sua ex-mulher. Ele confirmou os danos ao telefone celular, mas destacou: "Nem mesmo no boletim está escrito que eu agredi ela", disse a seus milhares de seguidores.
Ele também afirmou que nunca agrediu a ex-mulher e que buscava uma separação amigável, deixando-a livre para retirar seus pertences quando quisesse e propondo pagar o aluguel de um apartamento por aproximadamente três meses.
"Tivemos um desacordo lá, mas sempre assim, nunca agressão, nada. Aconteceram algumas coisas, mas nunca tivemos agressão nem de um lado, nem do outro", afirmou.
No vídeo, ele disse ainda que não há necessidade de medida protetiva, reiterando que, segundo sua versão, não houve agressão.

