Cidades

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F1 promete mais emoção nas pistas

F1 promete mais emoção nas pistas

Redação

12/03/2010 - 00h53
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A Federação Internacional de Automobilismo permanece na eterna busca de devolver à Fórmula 1 os bons tempos de competição, com emocionantes ultrapassagens. Na tentativa, a instituição resolveu fazer um pacote de mudanças bastante significativo para o ano de 2010, para motivar tanto quem corre, quanto quem assiste. A primeira alteração, e a mais emblemática delas, é em relação ao reabastecimento. A partir deste ano, as equipes deverão largar com quantidade de combustível suficiente para todo o circuito. E só poderão entrar nos boxes para realizar reparos rápidos ou troca de pneus. Segundo a FIA, a regra – que já chegou a valer entre os anos de 1984 e 1993 – está relacionada à redução de custos de transporte do equipamento de reabastecimento, além de ser um incentivo para que os projetistas melhorem a economia de combustível e reduzam o peso dos carros. Na prática, a mudança influenciará toda competição. Isso porque, todos os carros largarão pesados, com o tanque cheio. Logo, leva vantagem quem tem o motor mais econômico, o carro mais leve e o piloto que saiba administrar as aceleradas até a chegada da bandeira quadriculada. “É a mudança mais importante no regulamento. Os carros vão largar com cerca de 180 kg de combustível, enquanto costumavam a largar com 80 kg. O carro não manterá o mesmo comportamento durante a corrida, o que significa que o piloto deverá saber quando acelerar e dosar o uso de freios e dos pneus”, analisa Celso Itiberê, jornalista e comentarista de Fórmula 1 da rádio CBN, reforçando que os pilotos não poderão exceder o limite de 18 mil giros do motor. Com o carro mais pesado no início da prova – e, obviamente, com uma pior relação peso/potência – a questão é saber se os pilotos vão querer arriscar grandes esticadas e ultrapassagens antes do meio da prova. Mas essa adaptação começa na prétemporada, quando os pilotos testam os carros. O piloto brasileiro Rubens Barrichello, da equipe Williams, já andou na Espanha com um carro com tanque maior e buscou se adaptar à nova norma. “Foi positivo o fato de andarmos com muita gasolina, embora o comportamento do carro seja sempre difícil com tanque cheio. Não sabemos com quanta gasolina os outros carros andaram, mas o nosso trabalho foi bom, tendo em vista ser o primeiro do ano na pista”, avalia. E nada como beneficiar ainda mais o campeão de uma corrida – aquele que foi competente para administrar o combustível e ainda chegar na frente – com pontos que incentivam a competição. Nesta temporada, a FIA restabeleceu este número. A partir de agora, os primeiros dez colocados marcam. O primeiro leva 25 pontos – o que supervaloriza a vitória –, enquanto o segundo marca 18. O terceiro e o quarto levam 15 e 12 pontos, respectivamente. Na sequência, do quinto ao décimo colocados há premiações de 10, 8, 6, 4, 2 e 1 ponto. “Isso resulta em um maior equilíbrio para a prova, enquanto dá destaque ao vencedor”, opina Luciano Burti, comentarista e ex-piloto da F1 e atual da Stock Car. Mas se a escuderia não estiver satisfeita com seu desempenho e quiser trocar de piloto no meio da temporada, terá de prestar atenção nas regras. O piloto substituto poderá testar o carro durante um dia antes da estreia, mas o escolhido deve ter estado fora da Fórmula 1 por, no mínimo, duas temporadas. Já no quesito aerodinâmica, as escuderias têm permissão de fazer apenas seis testes, em vez de oito, como na última temporada. Mas há uma exceção. A FIA permite que alguns desses testes possam ser substituídos por quatro horas no túnel de vento. Outra mudança ainda não muito discutida é em relação aos pneus dianteiros, que devem ser 3 cm mais estreitos. “Todos vão tentar fazer um veículo mais leve, mas com esse pneu mais fino será difícil controlá-lo na dianteira. O resultado disso nas pistas poderá ser bem interessante”, anima-se Celso Itiberê. Interessante também é a entrada de novas escuderias na competição. Só este ano, entram na disputa a malaica Lotus F1 Racing – com os pilotos italiano Jarno Trulli e o finlandês Heikki Kovalainen –, a americana USF1 – com o argentino José María López –, a inglesa Virgin – com o alemão Timo Glock e o brasileiro Lucas di Grassi – e a espanhola Hispania Racing Team – com o brasileiro Bruno Senna e o indiano Karun Chandhok. “As expectativas são bem realistas, e nosso objetivo, no momento, é ter um carro confiável, que termine as corridas. Aí vamos trabalhar para melhorar e chegar nas equipes de ponta, mas estamos confiantes em curto e médio prazo para evoluirmos”, afirma o piloto brasileiro Lucas di Grassi. Numa mistura de pilotos experientes e mais jovens, escuderias de trad ição e novatas, a temporada deve ser, no mínimo, estimulante. “Pelo menos oito pilotos devem ganhar corridas ao longo do ano e brigar pelo campeonato”, completa Luciano Burti.

UEMS

Universidade divulga lista de inscritos no PROUEMS

Ensino Público Estadual tem programa para ingressar à 25 cursos de graduação que exige apenas o histórico escolar do ensino médio

16/03/2026 12h30

Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) divulgou nesta segunda-feira, a lista de inscritos no Processo Seletivo por histórico escolar, o Prouems 2026. Com início ainda neste ano letivo, os novos estudantes preenchem as vagas remanescentes e de cadastro reserva.

Por meio do Diário Oficial do Estado (DOE), o edital lista as inscrições deferidas no Anexo II, e indeferidas no Anexo III.

No Anexo I, o documento disponibiliza um formulário de recurso para aqueles que não concordarem com o resultado de deferimento e indeferimento. O recurso deverá ser preenchido de hoje até amanhã às 23h59min e enviado no e-mail [email protected], no formato de PDF.

A Universidade ofertou por meio do programa 355 vagas em variados cursos de graduação nos 11 municípios que têm unidades, sendo em: Aquidauana, Campo Grande (unidades Moreninhas e Santo Amaro), Cassilândia, Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Paranaíba e, por fim, Ponta Porã.

PROUEMS

Destinado para aqueles que já concluíram o ensino médio, ou cursos equivalentes, que comprovem a conclusão da etapa escolar até a data prevista de matrícula, o programa seleciona a partir das notas da escola para quem deseja ingressar à Universidade.

Na efetivação da matrícula será obrigatória a apresentação do certificado de conclusão e outros documentos exigidos em edital específico de convocação.

Confira os cursos ofertados: Administração Pública; Ciências Biológicas; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Ciências Sociais; Dança; Engenharia Ambiental e Sanitária; Engenharia de Alimentos; Engenharia Física; Engenharia Florestal; Física; Geografia; História; Letras com habilitação em Português/Espanhol; Letras com habilitação em Português/Inglês; Matemática; Pedagogia; Química; Química Industrial; Química Tecnológica e Agroquímica; Sistemas de Informação; Teatro; Tecnologia em Gestão Ambiental; Tecnologia em Produção Sucroalcooleira; Turismo.

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R$ 407 milhões

Com queda de 32% no lucro, Energisa recebe último aval para mais 30 anos em MS

Parecer do Tribunal de Contas da União permite que a concessionária renove o contrato para se manter em 74 dos 79 municípios de MS

16/03/2026 12h20

Balanço relativo a 2025 revela que a Energisa obteve lucro líquido de R$ 407 milhões, o que equivale a R$ 1,1 milhão por dia

Balanço relativo a 2025 revela que a Energisa obteve lucro líquido de R$ 407 milhões, o que equivale a R$ 1,1 milhão por dia

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Ao mesmo tempo em que reportou queda de 32,6% no lucro líquido, a Energisa recebeu, na semana passada, do Tribunal de Contas da União (TCU), o último aval que ainda faltava para que renove por mais 30 anos o contrato de concessão para exploração do serviço de distribuição de energia em 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Agora, só falta a assinatura do novo contrato com o Ministério das Minas e Energia. 

O aval foi concedido na quarta-feira (11) e no dia seguinte a concessionária divulgou em seu site o balanço financeiro relativo a 2025 revelando a queda no lucro no ano passado na comparação com o ano anterior, passando de R$ 603,7 milhões para R$ 407 milhões. Apesar da queda, o saldo é de R$ 1,1 milhão por dia.

Uma  das explicações para este recuo significativo foi a queda no consumo, o que foi resultado da expansão dos sistemas de energia solar e da queda  nas temperaturas, explica a empresa. 

"A maioria das classes teve recuo do consumo, sobretudo a classe comercial (-7,2%), seguida pela residencial (2,5%), principalmente pelas temperaturas mais amenas, e rural (-7,3%)", diz trecho do balanço anual.

Além disso, o lucro líquido sofreu impacto por conta da devolução de R$ 66,7 milhões relativos à devolução de PIS/COFINS cobrado indevidamente em anos aneriores. 

Porém, se forem levados em consideração os números totais, o faturamento da concessionária teve aumento da ordem de 5,2%. A receita operacional líquida passou de R$ 4,52 bilhões em 2024 para R$ 4,75 bilhões no ano seguinte. 

Além disso, a concessionária teve aumento no número de consumidores. "A Companhia encerrou o período com 1.171.193 unidades consumidoras cativas, número 1,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, e com 1.137 consumidores livres,  apresentando um crescimento de 46,5%", diz nota da empresa. 

CONCESSÃO

O serviço de distribuição de Energia está nas mãos da iniciativa privada desde o dia 4 de dezembro de 1997, quando o Governo do Estado vendeu a Enersul e recebe a bolada de R$ 625,55 milhões. 

Para efeito de comparação, em 1997 a empresa que venceu o leilão, a Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas), desembolsou o equivalente a 570 milhões de dólares. Pela cotação de hoje, seriam em torno de R$ 2,8 bilhões de reais para explorar o serviço por 30 anos.

Naquela época, apenas 40% da Enersul ainda pertenciam ao governo de Mato Grosso do Sul, que mesmo assim foi obrigado a destinar boa parte de sua parcela ao pagamento de dívidas com a União. Cerca de R$ 100 milhões ficaram nos cofres do governo estadual. O restante das ações já estavam nas mãos da Eletrobrás. 

Depois da venda inicial, a Enersul trocou de mãos algumas vezes, mas desde então os consumidores daqui pagam na conta de energia todos os investimentos que a concessionária faz em redes de transmissão ou em subestações. Isso significa, segundo  Rosimeire da Costa, presidente do conselho de consumidores, que toda a estrutura  pertence à população de Mato Grosso do Sul. 

Agora, porém, a concessão será renovada sem a exigência de pagamento, já que concessionária ainda tem créditos relativos a investimentos já realizados se compromete a continuar investindo. 

Segundo Rosimeire da Costa, antes da assinatura do contrato a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda deve realizar uma audiência pública para confirma que a Energisa está cumprindo todas as exigências legais para que possa renovar o contrato.

Uma das principais alteração do novo contrato é que o índice de correção da tarifa deixa de ser o IGPM e passa a ser o ICPA, que normalmente é mais vantajoso para o consumidor. Entre os anos 2017 e 2022, o IGPM acumulado foi de 61,21%. No mesmo período, os preços corrigidos pelo IPCA subiram apenas 28,42%. 

Nos últimos 12 meses, porém, a situação se inverteu. Agora, o IGPM está negativo, em 2,6%. O IPCA, por sua vez, é de 3,8%. E é este índice  negativo que será levado em consieração para a próxima correção das tarifas praticadas pela Energisa em Mato Grosso do Sul. A nova tafira vigora a partir do próximo dia 8 de abril. Em abril de 2025, o reajuste médio foi de 1,33%. 

No início do processo de renovação a Aneel informou que a meta era assinar o contrato pelo menos dois anos antes do vencimento do atual (3 de dezembro de 2027). Porém, até agora isso não ocorreu. 

O Correio do Estado procurou a Energisa em busca de informações sobre a provável data em que deve ocorrer a renovação oficial da concessão. Até a publicação da reportagem, porém, não havia obtido retorno. 

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