Cidades

R$ 407 milhões

Com queda de 32% no lucro, Energisa recebe último aval para mais 30 anos em MS

Parecer do Tribunal de Contas da União permite que a concessionária renove o contrato para se manter em 74 dos 79 municípios de MS

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Ao mesmo tempo em que reportou queda de 32,6% no lucro líquido, a Energisa recebeu, na semana passada, do Tribunal de Contas da União (TCU), o último aval que ainda faltava para que renove por mais 30 anos o contrato de concessão para exploração do serviço de distribuição de energia em 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Agora, só falta a assinatura do novo contrato com o Ministério das Minas e Energia. 

O aval foi concedido na quarta-feira (11) e no dia seguinte a concessionária divulgou em seu site o balanço financeiro relativo a 2025 revelando a queda no lucro no ano passado na comparação com o ano anterior, passando de R$ 603,7 milhões para R$ 407 milhões. Apesar da queda, o saldo é de R$ 1,1 milhão por dia.

Uma  das explicações para este recuo significativo foi a queda no consumo, o que foi resultado da expansão dos sistemas de energia solar e da queda  nas temperaturas, explica a empresa. 

"A maioria das classes teve recuo do consumo, sobretudo a classe comercial (-7,2%), seguida pela residencial (2,5%), principalmente pelas temperaturas mais amenas, e rural (-7,3%)", diz trecho do balanço anual.

Além disso, o lucro líquido sofreu impacto por conta da devolução de R$ 66,7 milhões relativos à devolução de PIS/COFINS cobrado indevidamente em anos aneriores. 

Porém, se forem levados em consideração os números totais, o faturamento da concessionária teve aumento da ordem de 5,2%. A receita operacional líquida passou de R$ 4,52 bilhões em 2024 para R$ 4,75 bilhões no ano seguinte. 

Além disso, a concessionária teve aumento no número de consumidores. "A Companhia encerrou o período com 1.171.193 unidades consumidoras cativas, número 1,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, e com 1.137 consumidores livres,  apresentando um crescimento de 46,5%", diz nota da empresa. 

CONCESSÃO

O serviço de distribuição de Energia está nas mãos da iniciativa privada desde o dia 4 de dezembro de 1997, quando o Governo do Estado vendeu a Enersul e recebe a bolada de R$ 625,55 milhões. 

Para efeito de comparação, em 1997 a empresa que venceu o leilão, a Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas), desembolsou o equivalente a 570 milhões de dólares. Pela cotação de hoje, seriam em torno de R$ 2,8 bilhões de reais para explorar o serviço por 30 anos.

Naquela época, apenas 40% da Enersul ainda pertenciam ao governo de Mato Grosso do Sul, que mesmo assim foi obrigado a destinar boa parte de sua parcela ao pagamento de dívidas com a União. Cerca de R$ 100 milhões ficaram nos cofres do governo estadual. O restante das ações já estavam nas mãos da Eletrobrás. 

Depois da venda inicial, a Enersul trocou de mãos algumas vezes, mas desde então os consumidores daqui pagam na conta de energia todos os investimentos que a concessionária faz em redes de transmissão ou em subestações. Isso significa, segundo  Rosimeire da Costa, presidente do conselho de consumidores, que toda a estrutura  pertence à população de Mato Grosso do Sul. 

Agora, porém, a concessão será renovada sem a exigência de pagamento, já que concessionária ainda tem créditos relativos a investimentos já realizados se compromete a continuar investindo. 

Segundo Rosimeire da Costa, antes da assinatura do contrato a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda deve realizar uma audiência pública para confirma que a Energisa está cumprindo todas as exigências legais para que possa renovar o contrato.

Uma das principais alteração do novo contrato é que o índice de correção da tarifa deixa de ser o IGPM e passa a ser o ICPA, que normalmente é mais vantajoso para o consumidor. Entre os anos 2017 e 2022, o IGPM acumulado foi de 61,21%. No mesmo período, os preços corrigidos pelo IPCA subiram apenas 28,42%. 

Nos últimos 12 meses, porém, a situação se inverteu. Agora, o IGPM está negativo, em 2,6%. O IPCA, por sua vez, é de 3,8%. E é este índice  negativo que será levado em consieração para a próxima correção das tarifas praticadas pela Energisa em Mato Grosso do Sul. A nova tafira vigora a partir do próximo dia 8 de abril. Em abril de 2025, o reajuste médio foi de 1,33%. 

No início do processo de renovação a Aneel informou que a meta era assinar o contrato pelo menos dois anos antes do vencimento do atual (3 de dezembro de 2027). Porém, até agora isso não ocorreu. 

O Correio do Estado procurou a Energisa em busca de informações sobre a provável data em que deve ocorrer a renovação oficial da concessão. Até a publicação da reportagem, porém, não havia obtido retorno. 

DÍVIDAS

Inadimplentes em MS ganham tempo para renegociar dívidas bancárias

Governo Federal prorrogou o prazo do programa Desenrola Brasil até o fim de agosto

02/08/2026 09h30

Em MS, as dívidas estão concentradas em pendências com bancos e cartões de crédito, o que representa 28,32%

Em MS, as dívidas estão concentradas em pendências com bancos e cartões de crédito, o que representa 28,32% Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1º), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito.

As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

De acordo com o Serasa, em Mato Grosso do Sul , ao todo, 1.312.916 pessoas estão em situação de inadimplência. Esse número totaliza R$ 11,1 bilhões em dívidas. As dívidas estão concentradas em pendências com bancos e cartões de crédito, o que representa 28,32%, ou seja, cerca de 371 mil pessoas. O Serasa aponta que os consumidores inadimplentes em MS têm um total de 6.179.542 dívidas registradas.

De acordo com o último Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado em junho pelo Serasa,  MS possui 60,34% de inadimplentes na população adulta e ocupa a terceira posição quando se trata deste recorte, ficando atrás apenas do Amapá (65,12%) e Distrito Federal (62,96%).

Ainda de acordo com o Serasa, a maior concentração de inadimplentes está em Campo Grande, onde há 501.765 pessoas nessa situação.

Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

 


 

HOMICÍDIO

Homem é executado a tiros em aldeia de Dourados

A vítima foi abordada por dois homens em uma moto, os quais efetuaram os disparos que acertaram a cabeça e o ombro de Janielton

02/08/2026 08h30

Homicídio ocorreu por volta das 23h30, deste sábado (1)

Homicídio ocorreu por volta das 23h30, deste sábado (1) Crédito: Dourados News

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Um homem, identificado como Janielton Morales Machado, de 32 anos, foi assassinado, na rotatória que dá acesso à aldeia Jaguapiru, em Dourados. O caso ocorreu por volta das 23h30, deste sábado (1).

Segundo a Polícia Civil, a vítima passava pelo local, quando foi abordado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo, sendo que dois deles atingiram a cabeça e o ombro do homem, que morreu no local.

Compareceram no local do crime policiais da Polícia Militar Rodoviária (PMR), Polícia Militar, Polícia Civil e Perícia Técnica, para dar apoio e fazer os levantamentos a cerca do episódio.

O corpo de Janielton foi encaminhado para o Instituto Médico Odontológico Legal (Imol), de Dourados, onde deverá ser submetido a exame de necropsia, para então ser liberado para sepultamento.

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