Cidades

Crise na Líbia

Filho de Kadafi pode ter morrido em bombardeio

Filho de Kadafi pode ter morrido em bombardeio

Terra

23/03/2011 - 08h37
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A secretária de Estado americano, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que há relatórios não confirmados indicando que um dos filhos do líder líbio, Muammar Kadafi, pode ter morrido nos ataques aéreos da coalizão contra a Líbia. No entanto, Hillary não identificou a origem da informação ou qual filho de Kadafi foi morto.

Hillary também afirmou que alguns dos colaboradores mais próximos de Muammar Kadafi podem estar pedindo ajuda ao exterior para encontrar uma saída para o líder líbio.

Embora alguns veículos de imprensa avaliem que esta ajuda poderia ser interpretada como uma solicitação de asilo político, a diplomata americana não mencionou o exílio, mas disse que pessoas próximas a Kadafi estão avaliando suas opções.

"Temos ouvido que gente próxima a ele está acudindo a pessoas que conhecem ao redor do mundo, África, Oriente Médio, Europa, América do Norte e outros lugares, perguntando: 'o que podemos fazer? Como podemos acabar com isto? O quê acontecerá depois?'", disse Hillary.

Em uma entrevista à emissora de televisão ABC, a secretária de Estado indicou que não lhe consta que o próprio Kadafi tenha realizado gestões buscando esta aproximação, mas disse: "sei que há gente supostamente atuando em seu nome que esteve fazendo isso".

Para Hillary, o comportamento de Kadafi é imprevisível. "Parte é teatro. Parte é uma espécie de jogo, para tentar emitir uma mensagem a um grupo, outra mensagem a outros", afirmou.

Segundo a secretária americana indicou, depois da resolução 1973 aprovada pela ONU para estabelecer uma zona de exclusão aérea na Líbia, Kadafi anunciou um cessar-fogo, mas "imediatamente incitou suas forças a se movimentarem até mais rápido rumo a Benghazi", o principal reduto rebelde.

Em sua primeira entrevista desde o início dos ataques aéreos, no sábado, Hillary disse que a realidade na Líbia é muito dinâmica, mas que a comunidade internacional enviou uma clara mensagem: "queremos que Kadafi deixe o poder e que haja uma transição para um futuro diferente para o povo da Líbia".

Hillary considerou difícil que a Líbia alcance uma transição em direção à democracia se Kadafi se mantiver no poder. "Se queremos que a Líbia seja um país estável, pacífico e algum dia democrático, é muito pouco provável que possa alcançar isso se (Kadafi) ficar no poder como está fazendo", ressaltou.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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