Cidades

multa administrativa

Fraudador contumaz volta a fazer maracutaia na Saúde de MS

A Mega Comércio de Produtos Hospitalares foi multada em R$ 803 mil por "conluio, em diversos Pregões Eletrônicos" para aquisição de produtos médico-hospitalares

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Reabilitadas por decisões judiciais depois de terem sido multadas administrativamente e serem banidas do mercado local por conta de fraudes em licitações e pagamento de propina a servidores do Hospital Regional de Campo Grande, duas empresas de serviços médico-hospitalares voltaram a ser flagradas em maracutaias e levaram multa superior a R$ 1,44 milhão aplicada pela Controladoria-Geral do Estado. 

A empresa Mega Comércio de Produtos Hospitalares Ltda, que tem longo hisórico de escândalos envolvendo o Hospital Regional de Campo Grande, foi punida em R$ 803.358,13  e a Universal Produtos Hospitalares, em R$ 643.133,47, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado do dia 5 de setembro. 

As mesmas empresas já haviam sido punidas administrativamente em 2021 por terem fraudado a venda de 20 mil máscaras hospitalares ao Governo do Estado em 2020

Naquele ano, a Mega entregou máscaras diferentes das previstas em contrato e por isso foi multada em R$ 599,8 mil. As máscaras, que deveriam ser do modelo N95, eram inadequadas para uso no Hospital Regional..  A Universal levou punição menor, de apenas CR$ 6,8 mil. De acordo com a controladoria, ela participou de conluio no procedimento de cotação de preços.

Na época, conforme investigação do Ministério Público, o proprietário da empresa Mega,  Emerson Ludwig, foi flagrado afirmando, em 9 de junho de 2020, que “10 mil daquela eu não consigo vender nem pros mendigo na rua aqui há há há há”. O áudio foi obtido mediante autorização judicial e faz parte de denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) decorrente da Operação Parasita. 

A investigação encontrou a confissão do próprio empresário falando sobre a má qualidade das máscaras em plena pandemia. “Essa que nós tamo vendendo, Rafael. Em hospital não dá para usar, entendeu? Ela não tem filtro, não tem nada. É isso que eu estou te falando. E às vezes pode dar um B.O.. Então, mas vamos arriscar, vamo arriscar os zói pra ver. O máximo que pode fazer é nós pedir cancelamento”. 

Além das multas, as duas empresas chegaram a ficar proibidas de participarem de licitações na administração estadual. “Contudo, as sanções aplicadas se encontram suspensas em virtude de decisão judicial liminar”, informou, em nota enviada ao Correio do Estado nesta segunda-feira (9), a Controladoria-Geral do Estado 

Agora, segundo a Controladoria, as novas punições foram aplicadas com base na Lei Anticorrupção “e decorrem da participação de ambas, em conluio, em diversos Pregões Eletrônicos destinados ao Registro de Preços para fornecimento de produtos médicos-hospitalares ao governo estadual”. A Controladoria, porém, não divulgou detalhes deste suposto conluio.

MAIS CORRUPÇÃO

A empresa Mega Comércio de Produtos Hospitalares e seu proprietário também estiveram entre os principais alvos da Operação Parasita, desencadeada em dezembrode 2022 pelo Ministério Pùblico de Mato Grosso do Sul. 

“Até o momento, as investigações já apontam prejuízo de mais de 14 milhões de reais nos últimos anos, mediante compras fraudulentas. A título de exemplo, uma das comercializações simuladas, com valores em torno de 2,5 milhões de reais, destinou-se à aquisição do produto contraste, em quantidade suficiente para cerca de quatro anos, sendo que, por não ter sido entregue, o material se encontra em falta no hospital, inviabilizando exames e procedimentos essenciais a inúmeros pacientes”, informou a assessoria do MPE no dia 7 de dezembro daquele ano, data em que foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.

Nesta investigação o ministério Público demonstrou que o empresário Emerson Ludwig foi flagrado dando até  um carro novo (um Prisma) como pagamento de propina a Rehder Batista dos Santos, que era coordenador de Logística e Suprimentos e diretor Administrativo e Financeiro do Hospital Regional. 

Mas, apesar da série de indícios, em janeiro do ano ano passado a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça permitiu que a Mega voltasse a participar de licitações. E foi por conta desta autorização que ela conseguiu participar dos certames e voltou a fazer combinação de preços com supostos concorrentes para vencer as disputas. 

Rede Pública

Hospital abre pronto atendimento pediátrico 24h pelo SUS em MS

O novo pronto atendimento pediátrico do HU-UFGD começou a funcionar nesta segunda-feira (23) e deve ajudar a reduzir a sobrecarga na rede pública de saúde

23/02/2026 10h33

Reprodução

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O Pronto Atendimento Pediátrico Referenciado (PAP-R) do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) iniciou os atendimentos nesta segunda-feira (23), em Dourados.

O atendimento será realizado na Unidade da Mulher e da Criança (UMC), com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Serão recebidos na unidade pacientes entre 29 dias e 12 anos incompletos, mediante encaminhamento pela Regulação do Município ou pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A população deve continuar buscando atendimento pediátrico nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), na Policlínica de Atendimento Infantil (PAI) ou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), conforme a urgência ou a gravidade do caso.

Serão recebidas demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhadas de Dourados e dos demais municípios da macrorregião. O objetivo do novo serviço é ampliar a rede local, com atendimento aos casos clínicos mais graves.

O superintendente do HU-UFGD, Hermeto Paschoalick, destacou que a oferta de novas vagas representa o fortalecimento do SUS na região.

“Atualmente, existe um déficit no serviço de plantão pediátrico pelo SUS na cidade. Nesse sentido, o PAP-R será um importante apoio ao atendimento prestado pela UPA, pelo SAMU e pelo Hospital da Missão nos casos mais graves. Não vamos substituir a UPA ou a Missão, mas seremos um serviço de apoio qualificado e esperamos fazer a diferença, especialmente no cuidado às crianças indígenas”, comenta.

Além disso, conforme destacou o superintendente, a estrutura da unidade proporcionará mais segurança aos profissionais de saúde, assim como contribuirá para a formação de novos profissionais generalistas capacitados a atuar no atendimento às crianças.

“De modo geral, vamos cumprir a missão de melhorar ainda mais a formação de especialistas pediatras”, concluiu Hermeto.

Capacitação

Para preparar as equipes assistenciais que vão atuar no novo serviço, a UCA e a Divisão de Enfermagem do HU-UFGD realizaram, no início de fevereiro, uma semana de capacitações, marcando “o pontapé inicial” da implantação do serviço e contemplando temas essenciais para o novo modelo de assistência pediátrica no hospital.

O gerente de Atenção à Saúde do HU-UFGD, Tiago Amador, afirmou que o avanço representa importante fortalecimento da linha de cuidado pediátrica, qualificando a assistência à população do SUS e ampliando os cenários de prática e formação em saúde no âmbito hospitalar.

“Parabenizamos todas as equipes envolvidas pelo empenho, comprometimento e resiliência demonstrados ao longo de todo o processo de implantação. Temos ciência dos desafios inerentes à implementação de novos serviços assistenciais, mas a dedicação coletiva permitiu a concretização de mais este serviço para a população de Dourados e da macrorregião”, afirmou.

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OAB

OAB cita "natureza perpétua" e pede fim de inquérito das fake news

Documento assinado pelo presidente, Beto Simonetti, foi enviado ao STF

23/02/2026 09h40

Valter Campanato/Agência Brasil

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Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (23) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o encerramento de investigações de “duração indefinida”, em especial o chamado “inquérito das fake news”.

O documento é assinado pelo presidente, Beto Simonetti, e demais integrantes do Conselho Federal da OAB, bem como pelos presidentes das 27 secções estaduais e distrital da entidade. O texto expressa “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781 [fake news]”.

O texto pede “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua, em especial daqueles que, por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa”.

O inquérito das fake news foi aberto em 2019 por ordem do então presidente do Supremo, Dias Toffoli, de ofício, isto é, sem provocação externa, seja do Ministério Público ou de qualquer outra instituição ou pessoa. O ministro Alexandre de Moraes foi então escolhido como relator, sem sorteio ou distribuição regular.

Na ocasião, a medida, considerada incomum, em especial devido à maneira como foi definida a relatoria, foi justificada como sendo necessária para apurar ameaças e ataques virtuais que tinham os ministros do Supremo como alvo. Ao longo dos anos, contudo, foram abertas dezenas de linhas de investigação contra centenas de pessoas, com inúmeras prorrogações do prazo para o encerramento do processo.

No ofício, a OAB reconhece que o inquérito “nasceu em contexto excepcional”, e que por isso seus procedimentos heterodoxos acabaram sendo validados pelas instituições em "circunstâncias extraordinárias”, mas que por esse mesmo motivo a apuração deve ser conduzida “com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem”.

“O Inquérito n.º 4.781, instaurado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de tramitação, o que, por si só, recomenda exame cuidadoso sob a ótica da duração razoável dos procedimentos e da necessária delimitação de seu objeto”, observa o texto.

A OAB apresenta ainda como justificativa para o pedido de encerramento do processo os “relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que, embora possam merecer apuração rigorosa por canais próprios, não se apresentam de forma imediatamente aderente ao núcleo originário que justificou a instauração do inquérito”.

O texto faz referência indireta à operação deflagrada neste mês pela Polícia Federal (PF), por ordem de Moraes, no âmbito desse inquérito, contra quatro servidores da Receita Federal que foram apontados como suspeitos de vazar informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e seus familiares. Em decisão sigilosa, foram determinadas medidas como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento das funções.

O ofício menciona ainda o “tom intimidatório” que, ao ver da OAB, é alimentado pela persistência de um quadro de pouca clareza quanto ao objeto e à duração de inquéritos como o das fake news, algo que seria “incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”.

A ordem cita ainda ser indispensável proteger o livre exercício profissional de jornalistas e advogados, conforme proteção conferidas pela Constituição a esses profissionais.

“A advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”, afirma o documento.

Ao final, a OAB solicita que seja marcada uma audiência com Fachin para que tais preocupações sejam expostas em pessoa pelos representantes da ordem.

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