Cidades

SEGURANÇA

Fuzis antidrones são usados pela PF durante COP15 em Campo Grande

Equipamento permite o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

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Durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande, a Polícia Federal (PF) implementou ações técnicas e operacionais de defesa contra ameaças aéreas não tripuladas, especificamente armas especializadas para impedir os voos não autorizados de drones.

Com o equipamento, as equipes técnicas realizam o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

As medidas integram o planejamento de segurança do evento e têm como objetivo identificar, monitorar e neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

O emprego das armas antidrones está aliado a protocolos de resposta imediata, o que permite atuação preventiva e coordenada diante de riscos decorrentes de operações aéreas não autorizadas.

Na hipótese de detecção de drones não autorizados nas áreas monitoradas, os policiais acionam o protocolo específico, que pode incluir interferência no controle da aeronave, identificação do operador e adoção das medidas legais cabíveis.

A PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15, contribuindo para a segurança das delegações, das autoridades presentes e da população em geral, bem como para o pleno andamento das atividades oficiais previstas na programação.

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tragédia

Homem morto por Bernal era fiscal de rendas do Governo do Estado

Roberto Carlos Mazzini havia arrematado uma casa em um leilão e o ex-prefeito se recusou a entregá-la. O auditor foi atingido por dois tiros e Bernal se entregou à polícia

24/03/2026 16h00

Roberto Carlos Mazzini havia comprado, em leilão, uma casa leiloada pela Caixa Econômica Federal, mas Bernal não quis entregá-la

Roberto Carlos Mazzini havia comprado, em leilão, uma casa leiloada pela Caixa Econômica Federal, mas Bernal não quis entregá-la

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Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, morto a tiros pelo ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, na tarde desta terça-feira (24), era fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda, um dos cargos mais cobiçados do Executivo Estadual. 

Seu salário no começo de março foi de R$ 69,1 mil e desde 2008 atuava como fiscal concursado no Governo do Estado. Ele havia comprado, por pouco mais de R$ 2,4 milhões, a casa que pertencia a Bernal, na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande, em um leilão judicial.

Atualmente o fiscal estava lotado em em um posto de atendimento da Sefaz na Acrisul, em Campo Grande. Conforme a informação inicial, Alcides Bernal fez pelo menos três disparos e dois deles atingiram o servidor público.

No interior do carro do fiscal, que estava próximo ao local do crime, foi encontrada uma notificação extrajudicial, datada de 20 de fevereiro deste ano, enviada por Carlos Mazzini, na qual o comprador estava dando prazo de 30 dias para que Bernal esvaziasse a casa e entregasse as chaves. A morte ocorreu quatro dias depois deste prazo final. 

Neste documento consta a informação de que a recusa de entrega acarretaria em um aluguel mensal equivalente a 1% do valor do imóvel. Este aluguel mensal, segundo Carlos Mazzini, seria de R$ 24.135,45, deixando claro que ele pagou mais de R$ 2,4 milhões no leilão realizado pela Caixa Econômica Federal.

Em um primeiro pregão, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou. Depois, o valor caiu e o fiscal tributário acabou comprando a mansão. 

Esta mesma notificação informa que o leilão foi adjudicado pela Caixa em abril de 2023 e que desde então ele tentava assumir a casa localiza em área nobre de Campo Grande e na qual o ex-prefeito já morou.

Socorristas ainda fizeram manobras de reanimação durante 25 minutos, mas ele acabou morrendo no local.  Logo depois dos disparos o ex-prefeito se apresentou na Depac Cepol, na região do bairro Tiradentes.  Roberto Carlos estava acompanhado de um chaveiro, que será testemunha-chave das investigações iniciais. 

EX-RADIALISTA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos em em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos, sendo o segundo mais bem votado. 

Em 2012 lançou campanha para prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Girot, no segundo turno, com 62,55% dos votos válidos. Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas perdeu a disputa. 

NOTA DO SINDICATO

O sindicato que representa os servidores emitiu nota lamentando o assassinato.

"É com profunda consternação e indignação que recebemos a notícia do assassinato do nosso colega Roberto. Ele era um servidor dedicado, pai de família e, acima de tudo, uma pessoa honrada. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. A perda deixa uma lacuna irreparável no seio da família e em toda a nossa categoria, que hoje se encontra enlutada."

 

ex-prefeito

Bernal se recusa a entregar imóvel e mata comprador a tiros

Vítima, um homem de 61 anos, tentava tomar posse de uma casa na Rua Antônio Maria Coelho, mas o ex-prefeito de Campo Grande impediu o acesso. Bernal acabou se entregando à polícia

24/03/2026 15h14

Crime aconteceu em frente à casa na qual Alcides Bernal já morou, na Rua Antônio Maria Coelho

Crime aconteceu em frente à casa na qual Alcides Bernal já morou, na Rua Antônio Maria Coelho

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O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, 60 anos, se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (24) depois de assassinar Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, que tentava tomar posse de um imóvel na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande.

Conforme informações iniciais, a vítima chegou ao imóvel um pouco antes das 14 horas acompanhado com um chaveiro e o ex-prefeito se recusou a entregar a casa, fazendo disparos contra Roberto Carlos. Depois disso, Bernal abandonou o local e momentos depois se apresentou à polícia.

Durante cerca de 25 minutos os socorristas ainda tentaram reanimar a vítima, que acabou morrendo no local. Bernal fez pelo menos três disparos e dois atingiram Roberto Carlos, que teria comprado a casa em um leilão judicial. 

Roberto Carlos, segundo a polícia, já estava no interior do imóvel, na varanda, quando foi surpreendido pelos disparos feitos pelo ex-prefeito. Ainda não há informações se Alcides Bernal entregou a arma do crime. 

A casa onde ocorreu o crime estava desocupada e até 15:30 horas ela permanecia completamente isolada, para permitir o trabalho da perícia. 

HISTÓRICO

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos em em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos, sendo o segundo mais bem votado. 

Em 2012 lançou campanha para prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Girot, no segundo turno, com 62,55% dos votos válidos. Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas perdeu a disputa. 

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