Cidades

Operação Mass Flow

Gerente fraudava medidor e vendia gás natural com diferença de R$0,23

Segundo a MSGás, a fraude impediu a empresa de ampliar seus negócios com postos concorrentes, resultando em um prejuízo de aproximadamente R$2 milhões. O gerente segue preso e deve passar por audiência de custódia na tarde de hoje (23).

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Investigações da Polícia Civil descobriram que o gerente de um posto de gasolina na Avenida Calógeras, preso em flagrante na tarde de ontem (22), manipulava o medidor de gás natural para vender o produto com uma diferença de até R$0,23 em relação aos concorrentes.

Conforme as investigações da Operação Mass Flow, deflagrada na tarde de ontem (22), foram descobertos casos semelhantes de fraude em todo o Brasil, e os postos abastecidos pela empresa em Campo Grande passaram a ser monitorados.

Durante a observação dos seus clientes, a empresa fornecedora de gás natural suspeitou de um posto de combustível na Rua Coronel Quito, esquina com a Avenida Calógeras, e decidiu realizar uma visita ao local.

Nesta última visita, os representantes da MSGás observaram diversas irregularidades.

Segundo a Polícia Civil, foi observado na oficina do fornecedor que o medidor de gás não estava travado. No entanto, durante a análise, foi encontrada uma abertura, semelhante a um furo, no índice do medidor. De acordo com a análise da MSGás, quando o gerente inseria um arame ou material fino nesse furo, o medidor deixava de registrar o gás, sem interromper o consumo, evidenciando a fraude.

Ainda na tarde de ontem, a Polícia Civil, junto com representantes da empresa de gás, constatou que o medidor atual foi fraudado. Quando o medidor antigo foi levado para manutenção, outro hidrômetro de vazão foi instalado, permitindo o monitoramento de vazamentos online através de um sistema digital.

O medidor fraudado estava localizado nos fundos de uma conveniência do posto, onde apenas o gerente tinha acesso, pois ele era o único com a chave do cadeado.

Ainda durante a operação de ontem, o gerente afirmou repetidamente que iria buscar a chave para que os representantes pudessem analisar o hidrômetro. No entanto, durante esse intervalo, ele desabilitava o dispositivo.

“O que aconteceu neste posto de gasolina foi muito grave. Em conversas com a MSGás, eles relataram que não conseguiam expandir seus negócios com outros postos da região porque esse gerente lucrava com essa fraude. A MSGás teve um prejuízo de R$2 milhões, pois o gerente desse posto ganhava R$0,23 a mais em relação à concorrência”, relatou ao Correio do Estado o delegado da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Reginaldo Salomão.

Até o momento, o dono do posto de combustível não foi localizado, pois reside em outro estado. O gerente, que não teve o nome revelado, foi preso em flagrante e responderá pelos crimes de furto mediante fraude.

Na delegacia, a fiança não foi arbitrada. Assim, ele deve passar por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (23).

 

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Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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