Cidades

VACINAÇÃO COVID

Governo inicia distribuição de vacina bivalente, mesmo com atraso na entrega de 209 mil doses

Os imunizantes deveriam chegar ao Estado em um voo solidário, mas houve uma mudança de translado

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) decidiu iniciar a distribuição das 32.400 doses da vacina Pfizer Bivalente para os municípios do Estado, após atraso na chegada da segunda remessa de imunizantes, que estava prevista para essa segunda-feira (13). Devido a uma mudança no voo solidário, as demais 209.796 doses estão previstas para chegar nessa terça-feira (14). 

Ao todo, serão 242.196 doses da vacina Pfizer Bivalente, entregues pelo Ministério da Saúde ao Estado. Além dos imunizantes, a SES recebe também 35 mil doses de vacina infantil, sendo 30 mil da Pfizer Pediátrica e 5 mil da Pfizer Baby. Ainda nessa terça, chegam mais 15 mil doses de vacina Coronavac. 

A Secretaria de Saúde informou que a segunda remessa será entregue aos municípios na próxima sexta-feira (17). Cada vacina é direcionada para um grupo em específico, a Pfizer Bivalente será usada como reforço, para crianças a partir dos 12 anos de idade e adultos. 

Os grupos prioritários para a vacina bivalente estão previstos na primeira fase da Campanha Nacional de Imunização, que são os idosos a partir de 70 anos de idade, pessoas que vivem em instituições de longa permanência a partir dos 12 anos, abrigados, trabalhadores dessas instituições, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, e profissionais da saúde. 

Para participar do esquema com a vacina bivalente, as pessoas devem esperar a partir de quatro meses desde a última dose de reforço ou do esquema primário com vacinas monovalentes. 

As doses de Coronavac que devem chegar ao Estado, serão direcionadas para finalizar o esquema vacinal em crianças de três e quatro anos de idade. Já a Pfizer Baby é indicada para crianças de seis meses a dois anos, 11 meses e 29 dias de idade, com ou sem comorbidades. O esquema de vacinação em bebês será composto por três doses, com o intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda; e de oito semanas entre a segunda e a terceira dose. 

A Pfizer Pediátrica é direcionada para crianças de cinco a onze anos de idade, e o esquema de vacinação é de duas doses, com um intervalo de oito semanas entre as vacinações. A dose de reforço nessa ocasião deve ser aplicada após quatro meses da segunda dose. 

NARCOTRÁFICO

PF mira grupo ligado ao tráfico e bloqueia R$ 50 milhões

Operação Suécia XXXV cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná

22/09/2026 09h00

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína Divulgação

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Suécia XXXV, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada pelo tráfico transnacional de pelo menos 1,3 tonelada de cocaína. A ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A Justiça também determinou medidas de sequestro de até R$ 50 milhões em bens dos investigados. Entre o patrimônio alcançado pelas ordens judiciais estão imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo estaria envolvido no transporte de pelo menos 1.302 quilos de cocaína que ingressaram no Brasil pelo Paraguai. A quantidade foi contabilizada a partir de quatro apreensões realizadas ao longo das apurações.

Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira, os policiais apreenderam imóveis, ativos financeiros, joias, relógios de luxo, veículos e armas de fogo que estavam em posse dos investigados.

A operação busca avançar na identificação dos integrantes da organização e atingir a estrutura patrimonial utilizada pelo grupo. O bloqueio e o sequestro de bens têm como objetivo impedir que recursos supostamente relacionados à atividade criminosa permaneçam sob controle dos investigados.

As diligências da Operação Suécia XXXV continuam nos três estados.

Segurança Pública

Mato Grosso do Sul tem salto de assassinatos em meio à guerra de facções

Briga entre Comando Vermelho e PCC por território influenciou no número de homicídios registrados este ano no Estado

22/09/2026 08h15

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS Foto: Agência Brasil

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A briga entre Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) por domínio de territórios em Mato Grosso do Sul tem contribuído para que 2026 seja o ano com mais mortes dos últimos nove anos. De janeiro a setembro, ocorreram 405 homicídios no Estado, um aumento de 22% em relação a 2025.

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que este foi o primeiro ano em que o Estado ultrapassou a marca das 400 execuções em nove meses desde 2018.

Em 2025, por exemplo, foram registradas 332 mortes de janeiro a setembro, isso contabilizando os 30 dias do mês, já os dados deste ano compreendem o período de janeiro até o dia 20.

O aumento está diretamente ligado a guerra entre as duas maiores facções criminosas do País, que, desde o ano passado, têm travado uma batalha sangrenta pelo domínio de regiões próximas às fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.

Matéria do Correio do Estado deste mês já apontava o ano como o mais sangrento da guerra entre as facções. Segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (Uicc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a estimativa é de que mais de 100 pessoas já tenham sido mortas em razão desse conflito neste ano.

“A guerra de facções já está aí há um tempo, e ela já fez várias vítimas aqui do Estado. A gente não tem o número exato, mas, talvez, seja o ano mais sangrento de Mato Grosso do Sul nessa guerra de facções. Mais de 100 [já morreram] só aqui”, afirmou o promotor, que participou de investigação sobre perfis de supostos membros do CV que estariam publicando fotos de pessoas que seriam membros do PCC e que estariam “marcadas para morrer”.

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

Segundo a investigação, pelo menos 24 pessoas, que seriam membros do PCC, estariam nessa lista de jurados de morte.

Por fazer fronteira seca com a Bolívia e com o Paraguai, Mato Grosso do Sul é usado por organizações criminosas como corredor para o transporte de maconha e cocaína, porém, a facção criminosa com maior presença no Estado sempre foi o PCC, originário de São Paulo, estado que faz divisa com MS.

Entretanto, nos últimos anos, o Comando Vermelho tem intensificado sua presença no Estado, principalmente na região norte, na divisa com o Mato Grosso, unidade federativa onde é mais atuante.

Um exemplo da briga entre as facções foi o triplo homicídio cometido neste fim de semana em Nova Andradina. Foram mortos Daniel Matos Alves, de 32 anos, Eliane Franco, de 37 anos, e Raissa Franco, de 21 anos. Segundo a polícia, o crime foi atribuído a integrantes do Comando Vermelho. Um adolescente de 14 anos também ficou ferido gravemente e foi encaminhado para o hospital.

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