Cidades

Custo

Governo vai gastar R$ 650 mil para manter peixes do Aquário

Valor é inferior aos R$ 3 mi gastos com empresa que capturou e manteve peixes

ALINY MARY DIAS

17/07/2015 - 09h20
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O Governo do Estado oficializou nesta sexta-feira (17) a cooperação entre a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect) para manutenção dos peixes que sobreviveram ao frio e habitarão o Aquário do Pantanal. O valor ficou em R$ 650 mil por 12 meses, bem abaixo dos R$ 5,2 milhões firmados em contrato e R$ 3 milhões gastos com empresa que capturou e manteve os peixes de outubro do ano passado até o mês de maio.

De acordo com o termo de cooperação assinado hoje entre o diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Jaime Verruck e Marcelo Turine, diretor-presidente da Fundect.

No documento, está detalhado que a Fundect será responsável, durante 12 meses, a desenvolver técnicas para manter as espécies respeitando o cronograma de execução, que não foi divulgado.

O Imasul será o órgão responsável por repassar os recursos à fundação. Ao todo, serão R$ 650 mil, ou seja, R$ 54,1 mil por mês para o serviço. O valor é bem superior aos mais de R$ 3 milhões pago a Anambi Análise Ambiental para fazer praticamente o mesmo serviço durante oito meses.

PROBLEMAS

Máquinas estão paradas por falta de combustível e energia elétrica nas obras do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. A denúncia foi feita por trabalhadores da obra, que gravaram um vídeo mostrando a situação do local.

Na gravação, um funcionário afirma que máquinas consideradas essenciais para o serviço não não estão funcionando e o tanque que abastece os equipamentos está vazio “porque não tem dinheiro para pagar o combustível”.

Além disso, betoneiras, equipamentos usados para mistura de materiais de concreto ou argamassa, também está parada por falta de energia. Devido aos problemas, o funcionária relata que a única atividade realizada no local é o serviço de limpeza.

A assessoria de comunicação do Governo do Estado confirmou que houve um problema de falta de luz no local, mas que a responsabilidade é de competência da empreiteira responsável pela obra.

Ainda segundo o governo, somente as áreas que necessitam de energia tiveram as obras paradas e os demais serviços não foram afetados. Não há informações sobre o que ocasionou a falta de energia.

AQUÁRIO

Firmado em abril do ano passado, o contrato com valor inicial de R$ 2,7 milhões com a empresa do arquiteto que projetou o Aquário do Pantanal tinha prazo de 270 dias para ser finalizado.

A obra emblemática da gestão de André Puccinelli (PMDB) deveria ser inaugurada em novembro de 2014 e agora não há prazo para conclusão. O custo da obra, estima-se, passa dos R$ 300 milhões. Inicialmente, o Governo pretendia gastar R$ 87 milhões na obra.

 

Saúde

Casos de gripe crescem e MS entra em alerta de risco

No cenário nacional, o Estado está em situação de risco com o crescimento da SRAG a curto e longo prazo

02/04/2026 17h30

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS FOTO: Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Em meio ao surto de Chikungunya em Mato Grosso do Sul, outra doença vem crescendo de forma silenciosa e colocando o Estado em níveis de risco perigosos: a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

De acordo com a Fiocruz, em todo o País, os casos da doença apresentam sinal de aumento nas tendências a longo prazo, mesmo com índices de estabilidade em períodos de tempo menores.

Pelo menos 18 estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas, especialmente nos casos relacionados à Influenza A, o vírus da gripe.

Entre elas, Mato Grosso do Sul continua com níveis de crescimento, colocando a capital Campo Grande entre as 14 capitais que apresentam sinais de crescimento e nível de atividade da Síndrome em alerta, risco ou alto risco. 

No caso de MS, o avanço da SRAG nas últimas duas semanas deixa o Estado em risco, com probabilidade de crescimento de mais de 95%, com base nas atividades das últimas seis semanas. 

Em Campo Grande, o avanço da doença deixa a capital em alerta, mesmo com a probabilidade máxima de crescimento a longo prazo. 

De acordo com o Boletim, a influenza A tem sido o principal fator causador do aumento de casos graves entre jovens, adultos e idosos, perfis que demandam atenção por concentrarem o maior número de óbitos registrados pela doença. 

Nas últimas quatro semanas, o vírus foi responsável por 27,4% dos casos positivos da Síndrome no Brasil e 36,9% dos óbitos. 

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MSFonte: Boletim InfoGripe Fiocruz

Monitoramento

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava 885 casos de SRAG, sendo 340 com agente etiológico identificado, 408 não especificados e 137 aguardando a classificação final. 

O maior índice de casos foi registrado em crianças de 0 a 9 anos, com 412 registros. 

Além disso, também foram contabilizados 87 óbitos pela doença, com maior incidência na população de idade mais avançada, com 25 mortes no público de 80 anos ou mais. 

O causador mais comum da Síndrome é o Rinovírus, identificado em 186 casos no Estado.  O vírus é a causa mais comum do resfriado comum e responsável por grande parte das infecções respiratórias superiores. 

Além do resfriado, o rinovírus é a segunda causa mais comum de bronquiolite em crianças, atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 20 casos de SRAG em Mato Grosso do Sul. 


 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Homem fica inconsciente após ser agredido com pedradas na cabeça no bairro Mário Covas

Os agressores passaram a madrugada bebendo e usando entorpecentes, juntamente com a vítima

02/04/2026 16h45

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Residencial Mário Covas, uma moradora testemunhou um caso de lesão corporal grave. Diante da gravidade dos fatos, a mulher acionou o serviço de emergência para informar que, em frente à sua residência, dois indivíduos e uma mulher agrediam um homem. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (DEPAC-CEPOL) como tentativa de homicídio qualificado com emprego de tortura ou outro meio insidioso.

De acordo com os relatos da moradora, os autores bateram na vítima com pedras grandes, na região da cabeça. Após as agressões, a pessoa ficou desacordada, aparentando estar em óbito. A solicitante indicou aos policiais o possível endereço dos rapazes.

Diante das informaçes, a equipe policial se deslocou até o local, onde realizou contato com os responsáveis pelos autores. O pai relatou que, ao acordar para ir ao trabalho, ouviu uma confusão nas proximidades, e foi informado por terceiros de que um indivíduo estaria sendo morto nas imediações.

Ele, então, suspeitou que a vítima pudesse ser seu filho. Em seguida, foi até o lugar indicado e constatou que seus dois filhos estavam agredindo uma terceira pessoa. Os rapazes foram apontados como autores do fato.

O pai não soube informar a motivação das agressões, acrescentando que seus filhos passaram a madrugada fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecentes, juntamente com a pessoa que estaria sendo agredida, tendo o fato ocorrido nas primeiras horas da manhã.

A vítima foi socorrida pela equipe da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) e encaminhada ao Hospital Santa Casa. Em razão da gravidade das lesões, os policiais não tiveram mais informações sobre a pessoa, já que esta se encontrava inconsciente no momento do atendimento.

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