Cidades

CAMPO GRANDE

Grupo de advogados divulga parecer contra aumento do IPTU

Entidade pede para Câmara, a suspensão do decreto que elevou a taxa de lixo e retorno do desconto de 20% no pagamento à vista

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A Associação dos Advogados Independentes (ADVI) passou a integrar oficialmente o movimento contrário ao aumento do IPTU e da taxa de lixo em Campo Grande. A entidade protocolou, no domingo (11), ofício à Câmara Municipal solicitando providências legislativas urgentes para barrar o reajuste aplicado pelo Executivo para 2026.

No documento encaminhado ao presidente da Casa, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy, a ADVI pede a suspensão do decreto municipal que elevou a taxa de lixo acima da correção inflacionária de 5,32% do IPCA-E, além da restauração do desconto de 20% para pagamento à vista do IPTU e da taxa correlata.

Segundo a associação, a majoração foi realizada de forma indevida por meio de decreto, utilizando como base o chamado PSEI/2026, o que, conforme o parecer jurídico apresentado, teria resultado em aumento real da cobrança, prática que, de acordo com a ADVI, viola princípios constitucionais e a legislação tributária.

Entre as medidas propostas, a entidade defende a edição de um decreto legislativo pela Câmara para sustar os efeitos do ato do Executivo que alterou a base de cálculo da taxa de lixo. O argumento é de que a Prefeitura teria extrapolado o poder regulamentar ao promover aumento real sem autorização legislativa.

A associação cita que já existe, em tramitação na Casa de Leis, um Projeto de Decreto Legislativo com esse objetivo e reforça que a Câmara possui competência constitucional para sustar atos normativos do Executivo que exorbitem o poder regulamentar.

Desconto 

Outro ponto central do parecer é a defesa da volta do desconto de 20% para pagamento à vista do IPTU e da taxa de lixo, benefício que vinha sendo concedido há mais de cinco décadas e que deixou de constar na legislação de 2026.

A ADVI sustenta que o desconto integra a política fiscal do município desde 1973 e que sua supressão abrupta compromete a segurança jurídica, além de afetar o planejamento financeiro de famílias e empresas. Para a entidade, a medida também tende a impactar negativamente a adimplência e a arrecadação.

No documento, a associação informa ainda que já ajuizou Ação Civil Pública com o mesmo objetivo: suspender o aumento da taxa de lixo e garantir o retorno do desconto de 20%. A ação aguarda análise de pedido liminar.

A ADVI afirma que a iniciativa tem caráter cívico e colaborativo e que permanece à disposição da Câmara para contribuir com dados e análises técnicas sobre o tema.

Imbróglio

IPTU 2026 está polêmico em Campo Grande (MS).

Contribuintes discordam do valor cobrado no imposto, reivindicam a volta dos 20% de desconto para pagamento à vista e até mesmo contestam o recebimento do carnê para quem é isento.

De segunda (5) a sexta-feira (9), a Central de Atendimento ao Cidadão - William Maksoud amanheceu lotada, com filas gigantescas, de pessoas em busca de explicações sobre o valor abusivo do IPTU.

Em 7 de janeiro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) exigiu esclarecimentos formais à prefeitura sobre os critérios adotados no reajuste do imposto e da taxa de coleta de lixo. O Tribunal queria saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados, se houve atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) ou de outros instrumentos de avaliação imobiliária e qual o impacto estimado do aumento na arrecadação do Município.

Em 8 de janeiro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) acionou a Justiça, por meio de mandado de segurança, para retomar o desconto de 20% no pagamento à vista e determinar que a prefeitura limite-se na cobrança apenas à correção monetária de 5,32% em relação ao ano anterior.

Ainda em 8 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande resolveu adiar o pagamento à vista para 12 de fevereiro.

Em 9 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande determinou que a primeira parcela do IPTU 2026 deve ser paga até 10 de dezembro, que, até então, venceria em 12 de janeiro.

IPTU

O IPTU é um imposto brasileiro, de competência municipal, que deve ser pago por pessoas que tenham propriedades dentro do perímetro urbano.

A arrecadação do tributo municipal é convertido em melhorias para a cidade, nas áreas de segurança, educação, saúde, infraestrutura e lazer.

O valor do imposto é composto por:

  • Valor venal (tamanho do terreno/área construída, tipo/padrão da construção, localização e uso)
  • Alíquota municipal
  • Taxa de Coleta de Lixo (TCL)

Quem não paga IPTU, corre risco de perder a posse do imóvel. De acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), o IPTU foi reajustado em 5,32% em 2026.

As formas de pagamento são:

  • À vista, com 10% de desconto – vencimento em 12 de fevereiro
  • Parcelado, em 12 vezes – vencimento em dias de feriados, finais de semana ou não úteis, o pagamento deverá ser feito no primeiro dia útil subsequente. A primeira parcela vence em 10 de dezembro

**Colaborou Naiara Camargo** 

CRIME

Jovem é presa com munições de fuzil e maconha em MS

A abordagem ocorreu em frente à residência da jovem

12/01/2026 11h00

No interior do veículo, os agentes localizaram munições de fuzil e outros entorpecentes

No interior do veículo, os agentes localizaram munições de fuzil e outros entorpecentes Divulgação

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Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante na noite de domingo (11), em Ponta Porã, após ser flagrada transportando drogas e munições de fuzil durante uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul na região da fronteira com o Paraguai.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), que desenvolviam diligências para coibir o tráfico de drogas e armas, crimes recorrentes na faixa da fronteira. Durante o trabalho investigativo, os policiais passaram a monitorar a movimentação da suspeita, que estaria utilizando um Toyota Corolla para fazer o transporte dos materiais ilícitos. 

A abordagem ocorreu na Rua Benjamin Constant, em frente à residência da jovem. No interior do veículo, os agentes localizaram cerca de dois quilos de maconha, além de 40 munições calibre 7,62, armamento de uso restrito, comumente empregado em fuzil de alto poder de fogo.

Diante do flagrante, a mulher foi encaminhada à delegacia e autuada pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de munição de uso restrito. O material foi encaminhado para perícia, e o caso segue sob investigação para apurar a possível participação de outros envolvidos no esquema.

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tribunal de justiça

No topo do ranking salarial, juízes de MS elevam produtividade em 9%

Magistrados de primeira instância julgaram 512 mil processos ao longo de 2025, ante 469,8 mil no ano anterior

12/01/2026 10h55

Ao longo do ano passado, 465 novos processos deram entrada nos fóruns. No mesmo período, 463 mil foram arquivados

Ao longo do ano passado, 465 novos processos deram entrada nos fóruns. No mesmo período, 463 mil foram arquivados

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Com salários que em 2024 tiveram uma média mensal de R$ 151.256,00, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça, os juízes de primeira instância de Mato Grosso do Sul elevam em 9% o número de ações julgadas em 2025 na comparação com o ano anterior, conforme dados divulgados pelo Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12).

Ao longo de 2025 foram 512.032 processos julgado, ante 469.870 no ano anterior. As decisões interlocutórias também cresceram, passando de 615.007 em 2024 para 671.351 em 2025, novamente um acréscimo de cerca de 9%. Já os despachos somaram 975.969 em 2025, frente a 939.687 no ano anterior.

Outro destaque é o volume de movimentações processuais, que alcançou 44,5 milhões em 2025, superando as cerca de 42 milhões registradas em 2024. No mesmo período, os fóruns receberam 465.558 novos processos e promoveu o arquivamento de 463.237 feitos, demonstrando equilíbrio entre entrada e saída de demandas.

MAIORES CIDADES

As comarcas de entrância especial tiveram papel fundamental no resultado. Campo Grande, maior comarca do Estado, concentrou o maior volume de trabalho em 2025, com 207.632 processos distribuídos e 272.779 julgados. A capital também liderou em despachos (449.647), decisões interlocutórias (321.662) e movimentações processuais (20.143.642), além de 239.620 processos arquivados.

Na sequência, Dourados registrou 35.704 processos distribuídos e 35.455 julgados, praticamente igualando a entrada e a saída de processos.

Três Lagoas apresentou 22.621 processos distribuídos e 19.556 julgados, com 50.588 despachos, 36.187 decisões interlocutórias e 2.152.786 movimentações processuais, além de 18.893 processos arquivados.
Em Corumbá, foram 12.291 processos distribuídos, com 13.916 julgados e 13.802 arquivamentos, demonstrando capacidade de reduzir o estoque processual.
 

SUPERSALÁRIOS

O aumento no número de casos julgados aconteceu no ano seguinte ao da elevação em 25,6% nos custos salariais dos magistrados estaduais. Em 2023, o custo médio era de R$ 120,354,00, deixando Mato Grosso do Sul em primeiro lugar no ranking dos magistrados mais caros do país. 

Em 2024, apesar do aumento,  o Estado foi superado pelo Rio de Janeiro, onde o custo médio mensal subiu de R$ 92.643,00 para R$ 162.897,00. Mas, o valor médio de R$ 151 por mês não se refere somente aos juízes de primeira instância. Os 37 desembargadores, os que recebem os salários mais altos, também estão incluídos.

A disparada nos custos não foi exclusividade de Mato Grosso do Sul. O CNJ apontou que, em média, os valores cresceram em 20% na despesa por magistrado em todo o país, passando de R$ 73.777,00 para R$ 92.752,00 mensais.

Os dados mostram que os juízes de Mato Grosso do Sul custam 63% acima da média nacional. Porém, se a comparação for Amazonas, estado onde é registrado tem o menor custo, de R$ 41.555,00, a diferença é de 263%. 
 
 

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