Cidades

em risco

Guariroba, principal manancial da Capital, está assoreando

Programa ambiental do município para conservação foi interrompido há dois anos

DA REDAÇÃO

06/03/2015 - 00h00
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O Córrego Guariroba, manancial responsável por 40% abastecimento da água de Campo Grande, está assoreando e deve ter seu tempo de vida reduzido em curto prazo.

Para minimizar o problema, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) vai intensificar as ações do programa Manancial Vivo, pagando produtores rurais e custeando 40% das obras de recuperação das propriedades na bacia.  O manejo inadequado do solo, sem cobertura vegetal em boa parte das propriedades rurais da Bacia e a destruição da mata ciliar são os principais motivos para o problema ter se agravado nos últimos anos.  

A Prefeitura Campo Grande paralisou o Programa há dois anos. A verba de R$ 1,6 milhão reservada para executar as ações de recuperação ambiental ficou ‘congelada’, segundo a secretaria, pela instabilidade política das mudanças de gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) e Gilmar Olarte (PP). 

(*) A reportagem, de Lairtes Chaves, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.

 

TECNOLOGIA

Ponte da Rota Bioceânica terá sensores para monitoramento de carga em tempo real

Estrutura que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta entra na fase final e deve ser concluída em agosto de 2026

20/02/2026 09h32

Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a estrutura está a cerca de 101 metros do fechamento total

Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a estrutura está a cerca de 101 metros do fechamento total Divulgação

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A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que conecta Porto Murtinho a Carmelo Peralta, passará a incorporar um sistema de sensores eletrônicos para monitoramento estrutural em tempo real. Os equipamentos serão instalados nos dois pilares principais e nos cabos de sustentação, com a função de medir cargas e acompanhar os esforços da ponte durante a circulação de veículos.

Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a estrutura está a cerca de 101 metros do fechamento total. A conclusão da chamada "aduela de fechamento", peça que une definitivamente os dois lados da ponte, está prevista para o fim de maio, conforme o cronograma da obra.

Após essa etapa, serão executados serviços como a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto armado para unir os lados brasileiro e paraguaio, o retensionamento dos 168 estais que sustentam o vão central e a colocação de 168 amortecedores nesses cabos. O sistema de sensores enviará dados contínuos a computadores responsáveis por acompanhar o comportamento da estrutura, inclusive em situações de maior carga.

Também estão previstos iluminação fluvial para navegação no Rio Paraguai, acabamento do piso, instalação de grades de proteção e implantação de ciclovia. Na sequência, a obra deve avançar para asfaltamento, pintura, sinalização e iluminação ornamental.

A ponte integra o chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica, que pretende ligar portos do norte do Chile ao Brasil, passando por Paraguai e Argentina. A estimativa é de que o corredor reduza em mais de 9,7 mil quilômetros a rota marítima de exportações brasileiras com destino à Ásia. Em viagens para a China, a projeção é de redução de até 23% no tempo de transporte, o equivalente a 12 a 17 dias.

Além da estrutura da ponte e de seus acessos, estão previstas áreas alfandegárias integradas em ambos os lados da fronteira. De acordo com estimativa da Receita Federal, o fluxo inicial pode alcançar 250 caminhões por dia, com possibilidade de aumento conforme a rota passe a ser utilizada de forma regular.

A entrega completa da obra está prevista para agosto de 2026.

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Operação Metanol

Conveniência tem açougue interditado e carne descartada em Campo Grande

A fiscalização apreendeu bebidas adquiridas em fábrica clandestina, constatou a falta de documentação para a venda de carnes e identificou péssimas condições estruturais no açougue

20/02/2026 09h11

Divulgação PCMS

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Durante inspeção que deu continuidade às investigações da Operação Metanol, uma conveniência teve bebidas adulteradas e de descaminho apreendidas, além do açougue interditado, em Campo Grande.

A ação ocorreu na Multimarcas Conveniência e Açougue, localizada na Rua Zulmira Borba, no bairro Nova Lima, na quinta-feira (19), e foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon).

A operação é um desmembramento da ação realizada em novembro de 2025, quando, durante o cerco ao metanol no Estado, foi desencadeada operação contra uma fábrica em Terenos que, segundo fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estava com a produção suspensa desde março de 2023.

Embora Mato Grosso do Sul não tenha registrado nenhum caso de morte por ingestão de metanol, o “pente-fino” realizado em diversos estabelecimentos e na fábrica, localizada na Estrada Colônia no município de Terenos, resultou na investigação de comércios que adquiriam a bebida envasada no local, chegando até o estabelecimento no bairro Nova Lima.

Participaram da operação integrantes do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e agentes da perícia científica.

Na Multimarcas Conveniência e Açougue, foi confirmado o armazenamento de 54 garrafas de vodca Shirlok, de 900 ml, a mesma produzida na fábrica clandestina em Terenos.

Também foi constatada a exposição para venda de bebidas descaminhadas e produtos contrabandeados, como uísque, licor, cachaça e cigarros importados.

Açougue interditado

O estabelecimento possui um expositor de carnes na entrada, com várias bandejas e cortes bovinos sem identificação, em desacordo com a legislação.

Ao serem questionados sobre o alvará sanitário e a autorização do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), necessária para a manipulação de alimentos, os responsáveis não apresentaram os documentos.

Na vistoria, além da falta de autorização para comercialização de carnes, a equipe verificou péssimas condições estruturais no açougue, que foi interditado pelo SIM.

Também foram descartados aproximadamente 400 kg de carne por manipulação inadequada, além da apreensão de bebidas e cigarros.

Os proprietários não foram autuados em flagrante, pois não estavam no local no momento da fiscalização, mas vão responder por crimes contra as relações de consumo, que consistem em:

  • II – vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais ou que não corresponda à respectiva classificação oficial;
  • IX – vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo.

Outro caso

Em desdobramentos da Operação Metanol, uma conveniência foi alvo de fiscalização, onde foram localizadas bebidas que seriam produzidas em uma fábrica clandestina, no estabelecimento que fica na rua dos Cientistas, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), em parceria com o Procon e a Vigilância Sanitária, ocorre oito dias após a operação que interditou a fábrica clandestina em Terenos.

No dia 6, agentes da Decon estiveram na fábrica e flagraram funcionárias lavando garrafas que posteriormente receberiam rótulos para serem envasadas. Durante a inspeção, encontraram garrafas de vodka Shirlof.

A investigação teve início após serem encontrados, na fábrica em Terenos, pedidos de venda das bebidas destinados à conveniência Kamel. Durante a fiscalização, a equipe localizou garrafas de bebidas que podem ter sido adulteradas.

Entre as irregularidades, constataram que o CNPJ da conveniência estava sendo utilizado pela fábrica, que fica a 330 quilômetros do comércio, o que, conforme a polícia destacou, indica a “má-fé” da empresa em “esquentar” notas fiscais e os rótulos das bebidas.

Batida

Quando os fiscais chegaram ao comércio, havia apenas uma vendedora. Ela informou o nome do proprietário, que será intimado para prestar esclarecimentos assim que for localizado.

No local, foram encontradas 58 garrafas de bebida com a marca Shirlof, a mesma produzida na fábrica de Terenos, dispostas na prateleira para venda.

A investigação continua para identificar quem estava fornecendo o álcool utilizado para a fabricação das bebidas, assim como identificar quais outros estabelecimentos mantinham comércio com a fábrica clandestina de Terenos.

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