Um homem que não teve o nome divulgado, acabou multado em mais de R$ 2 mil, após atear fogo para queimar resídios e terminar incendiando aproximadamente 800 metros da propriedade vizinha em Anastácio.
A Polícia Militar Ambiental de Aquidauana recebeu a denúncia de que um homem estava queimando resíduos de limpeza no quintal em um condomínio.
Devido ao tempo seco, favorável para queimadas, o fogo acabou aumentando e se espalhou para a propriedade vizinha, as chamas destruíram mais de 800 metros de vegetação.
A equipe se deslocou até o local, orientou o autor acerca da legislação ambiental, e recebeu uma autuação administrativa com a multa avaliada em R$2.487,27.
"Essa ação ressalta a importância crucial da destinação adequada dos resíduos sólidos, não apenas por questões legais, mas também devido aos danos ambientais que podem resultar. É importante ressaltar que a queima ao ar livre em áreas urbanas é proibida, especialmente durante períodos de baixa umidade do ar, como o que estamos enfrentando atualmente na região do Pantanal. É fundamental que a população esteja ciente dos prejuízos ambientais e dos riscos à saúde pública causados pelo uso indevido do fogo", disse a Polícia Militar Ambiental por meio de nota.
Devido à baixa umidade do ar, o recomendado é que as pessoas evitem atear fogo e façam o descarte do lixo de outras formas. Em regiões rurais, a recomendação é que evite o uso de queimadas que podem acabar se alastrando e acarretando prejuízos maiores.
Umidade do ar
Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), listou dez cidades sul-mato-grossenses que registraram níveis entre 21 a 30% de umidade do ar, o que é considerado estado de atenção, segundo as recomendações.
Segundo o Climatempo, as cidades do Estado devem seguir apresentando umidade abaixo do recomendado pela OMS, mas com um leve aumento, ficando entre 30 a 40%. O fogo no Pantanal que está acontecendo é o principal motivo para esta queda repentina no índice e o continuar dele.
Estados e Cuidados
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), existem três níveis críticos na baixa umidade do ar e cada um deles apresenta cuidados específicos a serem tomados. São eles:
Estado de Atenção (21 a 30%):
- Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;
- Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins, etc.;
- Permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, etc.;
- Se hidratar bem.
Estado de Alerta (12 a 20%)
- Observar as recomendações do estado de atenção;
- Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas;
- Evitar aglomerações em ambientes fechados;
- Usar soro fisiológico para olhos e narinas.
Estado de Emergência (abaixo de 12%)
- Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
- Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc.;
- Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas, etc., entre 10 e 16 horas;
- Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais, etc.
Há também riscos para a saúde quando a umidade apresentada está acima dos 70%, como criar uma sensação de ar úmido e abafado, o que pode ser desconfortável e também pode propiciar o crescimento de mofo e bolor em ambientes fechados.
** Colaborou Felipe Machado