Um homem de 84 anos, identificado como Valdomiro Arguello Barbosa, morreu vítima de um atropelamento na manhã desta quarta-feira (12), em Campo Grande.
O acidente aconteceu por volta das 6h50 da manhã, na Avenida Tamandaré, entre a Rua Matão e a Rua Jaboticabal, próximo à área militar, em uma via de fluxo rápido e sem cruzamento, onde os veículos costumam transitar em alta velocidade.
Nas imediações, não existe faixa de pedestre.
O motorista, que preferiu não se identificar, é professor de história, e estava indo para o trabalho. Ele relatou que tentou desviar, tirando o carro para a esquerda, mas não conseguiu evitar a batida.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a vítima não resistiu e morreu antes mesmo que o socorro chegasse ao local.
Ao Correio do Estado, Maria Lúcia, de 52 anos, que transitava na via e presenciou o acidente, contou que o idoso apareceu de forma repentina, e que outro veículo chegou a desviar dele antes do atropelamento.
"Estava um trânsito tranquilo. O [motorista] da frente do condutor envolvido no acidente desviou, freando, e aí quando olhei já vi a batida. Ele [vítima] surgiu do nada. Não tinha um fluxo, um movimento grande", afirmou a testemunha. "Para mim, ele perdeu os sentidos", lamentou.
A perícia chegou ao local pouco depois das 8h da manhã para apurar a dinâmica do acidente. Dependendo do resultado, o motorista pode ser indiciado por homicídio culposo na direção do veículo automotor, quando não há intenção de matar.
Terceira vítima de atropelamento do ano em Campo Grande
Dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito de Campo Grande (Agetran) mostram que outras duas pessoas foram vítimas fatais de atropelamento de janeiro a junho deste ano na Capital.
Queda no número de casos
As mortes de pedestres por atropelamento estão diminuindo em Campo Grande. No primeiro semestre do ano passado, cinco pedestres haviam sido vítimas, o que aponta para uma queda de 40% no número de casos em 2024.
Se compararmos com o ano de 2022, a redução nas ocorrências foi ainda maior, de 70%, já que 10 haviam morrido no primeiro semestre daquele ano.



