Cidades

No meio da rua

Idoso é preso em flagrante praticando ato sexual com cadela em cidade de MS

A Polícia já teria sido acionada na manhã de hoje (13) pelo mesmo motivo, mas não teria localizado o homem.

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Um idoso de 81 anos foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (13) em Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande, suspeito de cometer zoofilia (ato sexual contra animais) com uma cadela. 

De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada para comparecer na Rua Arthur da Costa e Silva, onde o idoso estaria deitado com a calça aberta sobre a sombra de uma árvore na entrada da residência no endereço com uma cadela deitada ao seu lado. 

O ato foi registrado em vídeo por testemunhas que alegaram que o homem estava praticando atos inibitórios para satisfação sexual contra o animal. 

Uma testemunha afirmou que o idoso também praticou o ato no período da manhã e que a Polícia Militar foi acionada, mas não conseguiu localizar o homem quando chegou à localização. 

Mesmo sendo pego em flagrante, o idoso negou os fatos. Segundo o Jornal da Nova, populares relataram que a cadela apresentava lesões visíveis na região genital. 

O animal foi resgatado pela ONG protetora dos animais “Mãos que acolhem”, que deve realizar sua avaliação médica, bem como assumir a responsabilidade pela cadela. 

O idoso foi preso em flagrante pela Polícia Militar e pela Polícia Civil e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina. 

Ele foi autuado por maus-tratos a animais, crime que consta na Lei de Crimes Ambientais, com pena dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda de animais. 

O próximo passo do preso é passar por audiência de custódia, onde a Justiça deve decidir s ele continuará detido ou passará a responder ao processo em liberdade.

Fonte: Jornal da Nova

É crime?

Em 2024, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) deu entrada ao Senado no projeto de lei que tipifica a zoofilia como crime. O texto altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/1998) e a leia que regulamenta a prisão temporária, estabelecendo pena de reclusão de doias a seis anos, multa e proibição da guarda do animal, prevendo, ainda, o aumento da pena ao dobro quando a prática provocar a morte do animal. 

Já em 2025, seguiu para andamento na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 4875/24, que estabelece a possibilidade de castração química aos praticantes do crime. 

Nestes casos, a castração química será feita com uso de medicamentos inibidores da libido, conforme regulamentação do Ministério da Saúde, cumulativamente a essas penas. 
 

*Com informações do Jornal da Nova

Inclusão

Prefeitura assina lei que autoriza meia entrada para acompanhantes de pessoas com deficiência

O não cumprimento das atribuições pode acarretar multa de R$ 5 mil aos estabelecimentos

01/04/2026 15h00

Até dois acompanhantes de PcD têm direito a 50% de desconto em eventos

Até dois acompanhantes de PcD têm direito a 50% de desconto em eventos Divulgação

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou no Diário Oficial Municipal (Diogrande) da última terça-feira (31) a aprovação da Lei 7.600, que dá direito à meia-entrada para até dois acompanhantes de pessoas com deficiência em eventos culturais, esportivos, educativos e de lazer. 

O direito da meia entrada a acompanhantes independe de qualquer vínculo de parentesco ou empregatício da pessoa com deficiência, podendo ser familiar de qualquer grau até amigos e cuidadores. 

Basta uma declaração simples, sendo vedada a exigência de laudo adicional específico para justificar a presença dos acompanhantes.

Os ingressos dos acompanhantes devem ser adquiridos para o mesmo evento, horário, data e setor do beneficiário, podendo ser adquiridos juntos ou separados, inclusive pela internet. 

Além disso, pela legislação, os estabelecimentos ficam obrigados a:

  • informar de forma clara o direito ao benefício;
  • disponibilizar canais acessíveis e compatíveis com tecnologias assistivas, especialmente na venda on-line;
  • capacitar equipes para realizar o acolhimento adequado, evitando constrangimentos;
  • evitar qualquer prática discriminatória ou exigência desproporcional;

O descumprimento de qualquer medida imposta pode gerar advertência até multa de R$ 5 mil, podendo ser acumulada em até 100% a cada ocorrência. 

A lei foi proposta pelo vereador Juari Lopes Pinto, o Professor Juari (PSDB) e foi aprovada na Câmara Municipal no dia 20 de março.

Meia entrada

Atualmente, os grupos que têm direito a 50% de desconto em ingressos para eventos culturais, esportivos e de lazer no Brasil são:

  • estudantes;
  • idosos com 60 anos ou mais;
  • jovens de baixa renda com idade entre 15 e 29 anos inscritos no CadÚnico;
  • pessoas com deficiência (PCD), incluindo acompanhante;
  • doadores de sangue inscritos no Hemosul (para MS).

Cinemas, teatros, espetáculos musicais, circenses, museus e eventos esportivos (shows, jogos) devem reservar 40% do total de ingressos para a meia-entrada. 

Quem se enquadra como PCD

Pessoa com Deficiência (PCD) é quem possui impedimentos de longo prazo, sejam físicios, mentais, intelectuais ou sensoriais que possam dificultar sua participação plena na sociedade. 

Entre os exemplos, estão:

  • Deficiência física: pessoas com paralisia cerebral, amputações, má-formação, doenças generativas, próteses, paraplegia, tetraplegia;
  • Deficiência visual: cegueira total, baixa visão ou visão monocular;
  • Deficiência auditiva: surdez total ou parcial;
  • Deficiência intelectual: limitações significativas no funcionamento intelectual e comportamento adaptativo;
  • Deficiência mental ou psicossocial: transtornos mentais severos que causam limitações graves;
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA);
     

Fila de Espera

Pacientes esperam mais de quatro anos por exame em Campo Grande

Com 650 pedidos de exames, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul verificou que a demanda está concentrada em um hospital que oferece nove vagas mensais

01/04/2026 14h44

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou investigação para avaliar mais de 650 pedidos pela realização de polissonografia na rede pública municipal de Campo Grande.

O inquérito civil foi aberto após a constatação de que centenas de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) esperam há mais de quatro anos pelo exame, considerado essencial para o diagnóstico de distúrbios do sono e de doenças que comprometem a saúde e a qualidade de vida.

Segundo registros enviados à 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), existem mais de 650 pedidos de exames pendentes, sendo o mais antigo datado de março de 2022.


Fila de espera

Ainda segundo o MPMS, o tempo médio de espera chega a 70 meses, ultrapassando o limite considerado aceitável pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que classifica como excessivos prazos superiores a 100 dias para exames eletivos.

O levantamento demonstrou que a oferta do procedimento está concentrada no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap/Ebserh), que disponibiliza apenas nove vagas por mês.

Para se ter ideia, entre setembro de 2024 e agosto de 2025, foram realizados 117 exames — número insuficiente diante da demanda acumulada.

Com isso, o MPMS solicitou informações detalhadas à Sesau e à Secretaria de Estado de Saúde (SES) sobre medidas para ampliar a oferta, incluindo cópia do edital de credenciamento em elaboração e a possibilidade de contratualização com novos prestadores.

Também cobrou esclarecimentos do Humap sobre sua capacidade instalada e potencial de expansão.

Além da falta de vagas, o Ministério Público apontou problemas estruturais, como a ausência de registro do exame no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e a inexistência de classificação ocupacional específica para o profissional executor,  fatores que dificultam o planejamento da rede.

Falta de comparecimento

Outro desafio é o elevado índice de faltas. Em outubro de 2025, apenas 11 dos 24 pacientes agendados compareceram para realizar o exame.

A atuação da Promotoria de Justiça integra um esforço mais amplo de fiscalização das filas de exames especializados em Campo Grande, que incluem procedimentos como ressonância magnética, colonoscopia e endoscopia digestiva.
 

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