Jaqueline Coelho Katayama, de 40 anos, transformou sua dor em superação e luto em força.
Ela encontrou forças na corrida para seguir em frente, após enfrentar um câncer de rinofaringe e, anos depois, perder o irmão para a doença.
O divisor de águas em sua vida foi em 2025, quando seu sobrinho, filho do irmão que faleceu, participou de uma corrida de rua convidado pelo Pernas Solidárias, oportunidade a qual ela pôde acompanhar o garoto.
Pernas Solidária é um projeto social e esportivo que promove a inclusão de pessoas com deficiência física ou intelectual em corridas de rua. A iniciativa disponibiliza triciclos adaptados a cadeirantes que querem participar da corrida, com um condutor (voluntário) que empurra o meio de locomoção. A ação permite que a PcD vivencie a emoção da corrida.
Neste caso, Jaque foi a condutora do triciclo de seu sobrinho e ambos correram juntos. Foi nesse dia que ela passou a enxergar na corrida uma forma de manter viva a memória do irmão.
“Aquele dia foi muito emocionante, foi a virada de chave. A vibração das pessoas, ver o Pedro ali, todo feliz, vibrando, e eu pensei: é isso que vou fazer a partir de agora. Vou correr, por mim, pelo meu sobrinho, pelo meu irmão. Foi o dia mais especial da minha vida”, disse Jaque, emocionada.
De quebra, ela ainda puxar a família toda para a corrida: o esposo, e a filha, de apenas 7 anos, também se tornaram fãs do esporte.
A dor pode paralisar, mas também pode impulsionar.
Geladeira escondia passagem entre a residência do empresário e imóvel apontado pela polícia como local de desmanche. Foto: Reprodução/Policia Civil.


