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Juíza determina liberdade de marido da cantora Perlla e mais quatro acusados de esquema de pirâmide

Organização criminosa gerou R$ 4,1 bilhões de prejuízo para investidores de mais de 80 países

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Após audiência realizada nesta segunda-feira (7), a juíza Júlia Cavalcante Silva Barbosa, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, determinou a revogação da prisão preventiva dos cinco acusados de integrar um esquema de pirâmide que causou R$ 4,1 bilhões de prejuízo para investidores de mais de 80 países.

Na decisão, Cavalcante explicou que as prisões preventivas eram necessárias apenas para garantir a ordem, e que a medida é muito "extrema" para ser mantida após o fim da coleta de depoimentos.

Além disso, alega que o "desmanche" do esquema criminoso após o início da operação que investiga o caso, a suspensão das atividades da empresa, a apreensão de bens dos investigados e a prisão preventiva dos acusados diminuiram o risco de reiteração delitiva.

Sendo assim, a prisão preventiva foi substituída por prisão cautelar, e foi determinado que os cinco devem comparecer até o dia 10 de cada mês em juízo para informar e justificar as suas atividades.

Receberam liberdade o pastor Ivonélio Abrahão Santos Silva; seu filho, Patrick Abrahão dos Santos, marido da cantora Perlla; Fabiano Lorite de Lima; Diorde Roberto de Araújo Chaves; e Diego Ribeiro chaves.

Os crimes

 

As investigações começaram na cidade de Dourados, após a prisão em flagrante de dois integrantes do grupo e de um segurança particular, que transportavam para o Paraguai 100 mil dólares em esmeraldas, sem a documentação comprobatória da origem legal da pedra preciosa.

Através das investigações, foi identificada a existência de um esquema de pirâmide e, a partir disso, foram encontrados mais envolvidos na organização criminosa.

Em outubro de 2021, a 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande expediu seis mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão mirando um grupo suspeito de envolvimento em um esquema de pirâmide que teria causado R$ 4,1 bilhões de prejuízo em mais de 80 países.

Os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Santa Catarina.

Esquema de Pirâmide

O grupo oferecia pacotes de investimentos, com aportes financeiros que variavam de 15 dólares a 100 mil dólares, com promessa de ganhos diários em percentuais altissímos, que poderiam chegar a 20% ao mês e 300% ao ano.

O lucro seria através de transações no mercado de criptoativos, por supostos traders que seriam responsáveis por multiplicar o valor investido. Eles também incentivavam os investidores a atrair novos clientes, prometendo ganhos sobre os valores investidos pelas novas pessoas atraídaas para o esquema.

Os supostos investimentos também englobavam lucros provenientes de minas de diamantes e esmeraldas, mercado de vinhos, viagens, usina de energia solar e de reciclagem entre outros.

Esquema de pirâmide causou prejuízo a mais de 1,3 milhão de pessoas em 80 países

Esquema de pirâmide causou prejuízo a mais de 1,3 milhão de pessoas em 80 países

Além da pirâmide financeira, a quadrilha também praticava crimes contra o sistema financeiro nacional, evasão de divisas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, usurpação de bens públicos, crime ambiental e estelionato.

Em 2021, o grupo havia lançado duas criptomoedas próprias, sem qualquer base financeira.

Investigação apontou que houve manipulação de mercado para valorizar a criptomoeda artificialmente em 5.500% em 15 horas, com objetivo de manter a pirâmide mais tempo em atividade, já que as moedas digitais foram usadas para pagar os investidores. Com a valorização rápida, no entanto, as criptomoedas perderam o valor de mercado.

Os integrantes do esquema tinham milhões de seguidores nas redes sociais e ostentavam vida luxuosa, atribuindo ao sucesso pessoal e de investimentos. Através das plataformas, captavam investidores.

Também havia apoio da igreja que pertencia a um dos suspeitos e que, sozinha, movimentou mais de R$ 15 milhões, sendo utilizada para a ocultação e lavagem de dinheiro.

Para movimentação do dinheiro, também foram utilizadas as contas bancárias dos investigados, empresas de fachada, parentes e terceiros ligados ao grupo.

Pelas redes sociais, os supostos empresarios afimarvam que estavam legalizados na Estônia e que eram sócios de duas instituições financeiras, mas as empresas não existiam, além do grupo não ter autorização para captação e gestão dos recursos em qualquer país.

Contra os investigados, havia diversos alertas de órgãos financeiros em países como Espanha e Panamá, pela ausência de autorização para operar.

Operação La Casa de Papel

Em outubro do ano passado, a Operação La Casa de Papel apreendeu itens de luxo do grupo de empresários. Dentre os itens, estavam 13 veículos:

  • 1 GM/Opala 72
  • 1 VOLVO XC90 T8 INSCRIPT, 
  • 2 Caminhonetes TOYOTA HILUX, 
  • 1 BMW 325i, 
  • 1  I/BMW X6, 
  • 1 I/Audi A5, 
  • 1 caminhonete VW/Amarok, 
  • 1 PORSCHE CAYENNE, 
  • 1 PORSCHE BOXSTER, 
  • 1 RAGEN ROVER, 
  • 1 Mercedes Benz GLC250 e 
  • 1 GM/Opala, ano 1972; 

Além de um Reboque, uma Lancha HP Aqua I e um Jet Sky.

A Operação encontrou uma carga de material (268 kg de pedras verdes), que se assemelhavam a esmeraldas.

Também, foram apreendidos R$ 21.000; 1280 Euros; 9.250 dólares americanos e 250 mil dólares americanos em cripto ativos, além de joias, relógios e canetas.

Importante frisar que, também foi decretado sequestro de vários imóveis inclusive, que estão espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

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CRIME

Investigação aponta desvio milionário em hospital de MS

Operação Ponto Cego investiga desvio de cerca de R$ 6 milhões; ex-administrador é suspeito de usar dinheiro para comprar bens de alto padrão

06/03/2026 11h40

O suspeito teria utilizado valores desviados do hospital para movimentações financeiras pessoais e aquisição de patrimônio

O suspeito teria utilizado valores desviados do hospital para movimentações financeiras pessoais e aquisição de patrimônio Osvaldo Duarte/ Dourados News

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Ponto Cego para investigar um esquema de desvio de recursos em um hospital particular especializado em oftalmologia, em Dourados. A suspeita é de que cerca de R$ 6 milhões tenham sido retirados indevidamente da instituição por um ex-administrador da unidade.

A ação foi conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia do município e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Jardim Água Boa. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de imóveis situados em condomínios de alto padrão na cidade.

De acordo com as investigações, o suspeito teria utilizado valores desviados do hospital para movimentações financeiras pessoais e aquisição de patrimônio. Entre os crimes apurados estão furto qualificado praticado de forma reiterada, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

As apurações começaram após denúncias indicarem possíveis irregularidades na administração financeira da unidade de saúde. Conforme a Polícia Civil, há indícios de que o investigado transferia recursos da instituição para contas próprias, posteriormente utilizando o dinheiro para adquirir bens.

Em entrevista concedida ao portal Dourados News, o delegado Dermeval Neto afirmou que o suspeito teria se apropriado de valores significativos enquanto exercia a função administrativa no hospital.

“As investigações se iniciaram há alguns meses, quando a Polícia Civil tomou conhecimento de que esse indivíduo, que era o administrador do hospital, realizou o furto de valores que chegariam a cerca de 6 milhões de reais, desviando esses valores para suas contas e adquirindo inclusive bens imóveis em condomínios de luxo em Dourados”, explicou.

Durante a operação desta sexta-feira, três imóveis localizados em condomínios de luxo foram sequestrados judicialmente. A medida tem caráter cautelar e visa garantir a possibilidade de ressarcimento ao hospital caso os crimes sejam confirmados ao final do processo.

Ainda conforme o delegado, a restrição dos imóveis é registrada em cartório, o que impede a venda ou transferência dos bens enquanto a investigação estiver em andamento.

Além das propriedades, os policiais apreenderam objetos avaliados em cerca de R$ 200 mil, incluindo notebooks, telefones celulares e uma arma de fogo que estava em posse do investigado.

Até o momento, não houve prisões. A Polícia Civil informou que, nesta etapa da investigação, o objetivo principal foi reunir provas e assegurar bens que possam ser utilizados para reparar o prejuízo causado à instituição.

Os equipamentos eletrônicos recolhidos serão periciados para identificar a possível participação de outras pessoas no esquema. “Pode haver participação de mais pessoas. Estamos realizando levantamentos para identificar eventuais outros envolvidos”, afirmou o delegado.

De acordo com o portal Dourados News, as investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados conforme a análise do material apreendido.

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Cidade morena

Adriane finalmente alcança R$136 milhões que promete 'pacotão de asfalto'

Contratação de operação de crédito junto à Caixa Econômica foi aprovada na Casa de Leis de Campo Grande, com o dinheiro voltado para pavimentação asfáltica e outras obras

06/03/2026 11h11

Ministério das Cidades divulgou a seleção da proposta da Cidade Morena  no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte), com recursos do FGTS

Ministério das Cidades divulgou a seleção da proposta da Cidade Morena  no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte), com recursos do FGTS Foto: Washington Costa/Ascom MPO

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Valor que promete um "pacotão de asfalto" para Campo Grande, os R$136 milhões por meio do Programa Avançar Cidades foram finalmente liberados para a Capital do Mato Grosso do Sul, conforme consta na portaria número 171 publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (06). 

Como bem descreve a portaria, o Ministério das Cidades divulgou a seleção da proposta da Cidade Morena     no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte), com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), setor público.

Ministério das Cidades divulgou a seleção da proposta da Cidade Morena  no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte), com recursos do FGTS

Ou seja, o montante de R$136.099.957,27 acaba de ser finalmente liberado para implantação de obras de qualificação em diversos bairros no Município de Campo Grande. 

Entenda

Vale lembrar, a contratação dessa operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal foi aprovada pela Câmara em 09 de dezembro, junto de mais R$20 milhões para execução de obras públicas que atendem demandas estruturais da Capital, para melhorar a mobilidade, reduzir alagamentos e ampliar a qualidade de vida nos bairros. 

Os R$ 136 milhões foram aprovados na Casa de Leis de Campo Grande como Projeto de Lei 12.185/25, com o dinheiro investido em pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais.

Ainda em novembro de 2025, a Prefeitura de Campo Grande já havia anunciado um pacote de obras no valor de R$ 544 milhões, com foco na drenagem e asfalto para pelo menos 33 bairros ao longo dos próximos anos.

Esse investimento é fruto de um empréstimo com a Caixa Econômica Federal, em decorrência da aprovação do Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF). A primeira parte do valor seria justamente os R$156 milhões.

O PEF é um programa do Governo Federal que permite que estados e municípios reorganizem suas contas públicas, reunindo ações e ajustes para garantir equilíbrio financeiro, controle de despesas, maior eficiência na gestão e capacidade de pagamento.

Bairros que devem receber os investimentos

  • Vila Nª Sª Aparecida
  • Bosque da Saúde
  • Noroeste
  • Vilas Boas
  • Jardim Auxiliadora
  • Nova Tirandentes
  • Jardim Vitória
  • Anhembi
  • Jardim Los Angeles
  • Parque Residencial Lisboa
  • Porto Galo
  • Aero Rancho
  • Vila Nogueira
  • Vila Amapá
  • Jardim das Nações
  • Guanandi II
  • Tarumã
  • Coophavila II
  • Batistão
  • Jardim Santa Emília
  • Jardim São Conrado
  • Parque dos Girassóis
  • Oliveira
  • Residencial Flores

 

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