Cidades

Mato Grosso do Sul

Justiça determina que plano de saúde mantenha tratamento de criança autista

Após laudos indicarem que a troca de clínica poderia causar danos à assistida, ficou determinado que a operadora de saúde continue arcando com os custos

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Os pais de uma criança de 5 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), procuraram a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul ao serem informados, no fim de fevereiro de 2025, que teriam que procurar outra clínica para prosseguir com o tratamento em Três Lagoas.

Seguindo recomendações médicas, a menina faz terapia desde 2023 em uma clínica especializada. O tratamento tem contribuído para seu desenvolvimento, já que ela apresenta dificuldades para falar, socializar e realizar tarefas do dia a dia.

Médicos e terapeutas afirmam que a criança está evoluindo e, por ter desenvolvido vínculo com a equipe de profissionais, é importante que prossiga o tratamento no mesmo local.


Ainda conforme relatado pelos profissionais, cortar abruptamente a ligação estabelecida pode prejudicar o progresso, tendo em vista que crianças com autismo precisam de rotina e familiaridade para seu desenvolvimento.

Segundo laudos médicos e relatórios terapêuticos, a assistida apresentou avanços significativos com o tratamento e foi indicada a seguir com as sessões na mesma clínica e com a mesma equipe, devido à importância do vínculo terapêutico estabelecido.

“A quebra desse vínculo, conforme advertido pelos profissionais de saúde, poderia acarretar regressão no quadro clínico da criança, devido à rigidez de rotina comum em pessoas com TEA”, pontuou o defensor público Flávio Antonio de Oliveira.

Interrupção


No final de fevereiro de 2025, a família foi informada pelo plano de saúde de que a clínica deixaria de ser credenciada e, portanto, a criança teria que continuar o tratamento em outro local.

Preocupados com a possibilidade de retrocesso no desenvolvimento da filha, os pais recorreram à Defensoria Pública, que entrou na Justiça com um pedido de tutela de urgência para garantir a continuidade do atendimento no mesmo local.

O defensor público Flávio Antonio de Oliveira explicou que a criança realiza tratamento de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) na clínica, o qual tem se mostrado fundamental para seu desenvolvimento.

A Justiça reconheceu o risco de dano à saúde da criança e determinou que o plano de saúde continue custeando o tratamento na clínica, considerando essencial a preservação do vínculo terapêutico estabelecido.

“A interrupção ou mudança forçada do local de tratamento, especialmente sem respaldo técnico adequado, viola não somente o direito à saúde, mas também o princípio da dignidade da pessoa humana. O vínculo terapêutico é peça fundamental na evolução clínica de crianças com autismo”, destacou o defensor.

Com a decisão, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul garantiu a continuidade do tratamento da criança diagnosticada com TEA, na mesma clínica e com a equipe que já a acompanha.

“A intervenção terapêutica tem sido fundamental para o desenvolvimento da criança, que apresenta atraso global do desenvolvimento, dificuldades de fala, socialização e autonomia em atividades básicas do dia a dia”, detalhou o defensor.

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IVINHEMA

Ginásio de Prefeitura com irregularidades sanitárias e estruturais firma TAC com MPE

Prefeito "Mais Louco do Brasil" tem prazo de oito meses para regularizar situação de poliesportivo e oferecer segurança à população

24/07/2026 09h00

Ginásio Municipal de Ivinhema tem oito meses para regularizar situação de insalubridade

Ginásio Municipal de Ivinhema tem oito meses para regularizar situação de insalubridade Divulgação

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Após apresentar condições de segurança preocupantes para a segurança dos frequentadores, o Ginásio Poliesportivo Municipal de Ivinhema firmou um acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Promotoria de Justiça do município para correção das irregularidades investigadas anteriormente.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevê o período de oito meses para a Prefeitura de Ivinhema, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer adequar o espaço para utilização popular.

A necessidade de reestruturação e investigação do MPE veio após relatório de vistoria do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária no local. As equipes indicaram ao menos cinco mudanças e reformas estruturais no local para que fosse seguro à população.

No relatório há alguns itens de segurança como extintores, iluminação e sinalização de emergência, mas foi registrado a ausência do certificado que confirma a operacionalização do espaço dentro das normas de prevenção e combate a incêndio e pânico.

A Vigilância Sanitária apontou uma série de irregularidades sanitárias observadas in loco que indicavam a insalubridade estabelecida no local, como frestas e outros meios de acesso a aves que permanencem no interior do local, bem como goteiras infiltrações. Com isso, foram exigidas:

  • regularização dos alvarás sanitário e de localização;
  • elaboração e aprovação do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP);
  • limpeza de caixa d'água por empresa especializada;
  • substituição de bebedouros;
  • adequações elétricas;
  • melhorias em banheiros e vestiários;
  • instalação de lixeiras apropriadas;
  • ralos na área da cozinha;
  • e outras medidas voltadas à higiene e ao uso seguro do espaço.

A notificação foi enviada ao Prefeito "Mais Louco do Brasil", Juliano Ferro (PL), com o prazo de 10 dias para respostas e a indicação de que se houve interesse solicitasse o acordo, por meio de TAC.

O termo estabelece a suspensão das atividades até a conclusão das intervenções e obtenção de licenças solicitadas. Além de garantir que durante o período ocorra preservação patrimonial dos equipamentos do local.

Ficou sob responsabilidade do Município encaminhar ao MPE relatórios detalhados a cada 60 dias, com fotografias que comprovem o andamento das obras e providências adotadas para adequação, com objetivo de acompanhar o cumprimento das obrigações assumidas pelo TAC, bem como assegurar que a reabertura apenas aconteça quando todas as solicitações técnicas forem atendidas.

O não cumprimento do TAC prevê multa diária de 20 UFERMS (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul), que considerando o valor unitário de R$ 55,47 fixado pela Secretaria de Estado de Fazenda, equivale a cerca de R$ 1.109,40 por dia.

A penalidade vale para o descumprimento de qualquer obrigação assumida, sem prejuízo da adoção de medidas judiciais, ou seja, o MPE ainda pode processar o Município além da imposição de multa financeira.

Após regularização de todas as medidas e adequação do espaço integralmente conforme firmado no TAC, o inquérito civil será aquivado e encerrado a atuação extrajudicial sobre o caso.

TRÁFICO

Batalhão do Choque apreende quase 400 kg de droga em Campo Grande

Até o momento, ninguém foi preso, mas as investigações prosseguem para identificar os responsáveis pelo transporte da carga ilícita, sua origem e o destino.

24/07/2026 08h15

A ação de combate a facções criminosas ocorreu na noite de quinta-feira

A ação de combate a facções criminosas ocorreu na noite de quinta-feira Divulgação: Polícia Federal

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Equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), com apoio do Batalhão de Polícia de Choque, apreenderam aproximadamente 390 kg de maconha e 800 g de haxixe.

A ação de combate a facções criminosas ocorreu na noite de quinta-feira (23), em Campo Grande. 

Os entorpecentes foram localizados durante a operação e encaminhados à autoridade policial para os procedimentos legais. 

A ação de combate a facções criminosas ocorreu na noite de quinta-feira

De acordo com a Polícia Federal, ninguém foi preso, mas as investigações prosseguem para identificar os responsáveis pelo transporte da carga ilícita, sua origem e o destino.

 

 

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