Cidades

AÇÃO CAUTELAR

Justiça impede que membro do PCC e mais três tenham progressão para o semiaberto

A 1ª Vara de Execuções Penais de Campo Grande antecipou o processo, utilizando o argumento de "superlotação carcerária", "razões humanitárias" e princípios de ressocialização

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) suspendeu a progressão de regime concedida de forma irregular a quatro sentenciados da Capital. A decisão impede a transferência para o semiaberto de três presos que não cumpriram o tempo de pena exigido por lei e de um quarto detento comprovadamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) entrou com o pedido, por meio da 50ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, para suspender as progressões.

A promotora de justiça Bianka Karina Barros da Costa foi quem interpôs as medidas cautelares. Ela contesta as decisões da 1ª Vara de Execuções Penais de Campo Grande, que utilizou, em três dos casos, justificativas como "superlotação carcerária", "razões humanitárias" e princípios de ressocialização para antecipar a progressão, mesmo reconhecendo que os presos não haviam preenchido o tempo de cumprimento da pena.

Com o deferimento das tutelas de urgência em dezembro de 2025, a Agepen foi comunicada para sustar imediatamente as transferências. Os quatro sentenciados deverão permanecer no regime prisional vigente até o cumprimento integral dos requisitos legais ou o julgamento definitivo dos Agravos em Execução.

Veto legal a integrante de facção

A Justiça impediu a progressão de regime de um sentenciado que, segundo relatório de inteligência da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), mantém ligação com uma das principais facções criminosas do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A 1ª Vara de Execução Penal havia autorizado sua transferência para o semiaberto, prevista para o final de dezembro de 2025. Porém, o MPMS recorreu fundamentando-se no Pacote Anticrime (Lei nº 13.964/2019), que veda a progressão a condenados que mantenham vínculos associativos com organizações criminosas.

O relator da 3ª Câmara Criminal, Desembargador Fernando Paes de Campos, deferiu a liminar para impedir a progressão ao semiaberto, classificando o relatório da Agepen como prova idônea.

Na decisão, o magistrado alertou para o risco à segurança pública: "A colocação de integrante ativo de organização criminosa em regime menos rigoroso potencializa sua capacidade de comunicação externa e de articulação delitiva".

Antecipação indevida e violação à isonomia

No primeiro caso, o cálculo de pena apontava que o preso só teria direito ao benefício em 16 de março de 2026. Ao analisar o recurso, o relator convocado, juiz Ricardo Gomes Façanha, acolheu a tese ministerial de que o artigo 112 da Lei de Execução Penal (LEP) é de cumprimento obrigatório.

"Não é juridicamente admissível a concessão da progressão antes do implemento do lapso temporal legalmente exigido", afirmou o magistrado, alertando que a decisão de primeiro grau comprometia a credibilidade da execução penal.

Situação semelhante ocorreu com o segundo reeducando, cuja progressão foi deferida cerca de três meses antes do prazo legal. Este previsto para 17 de março de 2026. O relator do caso, desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, concedeu a liminar para suspender a medida, destacando a flagrante ilegalidade da decisão original diante do não cumprimento dos requisitos da LEP.

No terceiro caso, o preso foi autorizado a migrar para o semiaberto mais de dois meses antes da data correta (11 de fevereiro de 2026). A 2ª Câmara Criminal, sob relatoria do desembargador José Ale Ahmad Netto, acatou o pedido do MPMS.

O desembargador reforçou que, além de ferir a legalidade, a antecipação fere o princípio da igualdade entre os detentos: "A decisão atentou contra a isonomia com os demais presos que se encontram em situação semelhante".

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SUS

Raio-X com Inteligência Artificial permitirá diagnóstico quase em tempo real em Campo Grande

Equipamento portátil estará disponível na rede pública para auxiliar diagnóstico precoce de doenças respiratórias

12/03/2026 18h35

Secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela apresentou a nova tecnologia

Secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela apresentou a nova tecnologia Foto: Divulgação / PMCG

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Campo Grande terá uma nova tecnologia na rede pública de saúde para auxiliar no diagnóstico precoce de doenças respiratórias, especialmente entre as pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA). Trata-se de um equipamento de raio-X com Inteligência Artificial, que permite a realização de exames com resultado inicial praticamente em tempo real.

A apresentação da nova tecnologia foi feito nesta quinta-feira (12). O Raio-X com IA faz parte do Projeto A Hora é Agora, voltado à linha de cuidado do HIV, e será disponibilizada prioritariamente ao Centro Especializado em Doenças Infectoparasitárias (CEDIP) e ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Brandão Vilela, disse que a incorporação do novo equipamento representa um avanço na modernização da rede de atendimento do município.

“Essa tecnologia alia mobilidade e inteligência artificial para tornar o diagnóstico mais rápido e preciso, fortalecendo a rede municipal de saúde", avaliou.

Um dos diferenciais do equipamento é a mobilidade. O aparelho portátil pesa 3,5 quilos, pode ser montado praticamente em qualquer espaço e suporta pacientes de até 300 quilos. O sistema possui, ainda, tecnologia de grade virtual que ajuda nos diagnósticos.

Embora o foco principal seja o rastreamento da tuberculose, a tecnologia também auxilia na identificação de diversas outras doenças.

“Após adquirir a imagem e com poucos comandos, o sistema analisa o exame. O forte dele é sugerir diagnóstico de tuberculose, mas também ajuda na detecção de mais de dez patologias, com precisão entre 97% a 99% para achados comuns em exames de tórax, como nódulos pulmonares, lesões malignas, pneumonia, pneumotórax e outros”, explicou Fernando Operman,  especialista do sistema Fujifilm.

Na avaliação da gerente da Rede de Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Andreia Silva, a ferramenta passa a ser mais um suporte para a equipe de saúde no processo de avaliação dos exames.

“O objetivo principal seria o rastreamento da tuberculose com essa nova tecnologia oportunizando o tempo resposta para tomada de decisão clínica. Ele norteará a tomada de decisão. O diagnóstico é feito pelo profissional médico, sempre”, explicou.

Tecnologia

A tecnologia integra a estratégia chamada Radiografia Rápida com Inteligência Artificial (Raia), que combina um aparelho de raio-X ultraportátil com um software de Detecção Assistida por Computador (CAD).

Essa ferramenta permite realizar o exame no modelo point of care, ou seja, próximo ao paciente, com interpretação inicial imediata das imagens.

O médico infectologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Filipe Perine, reforçou que a adoção do equipamento favorece a tomada de decisão clínica oportuna, deve contribuir para reduzir o tempo entre o exame e o início do tratamento, além de ampliar o acesso ao diagnóstico entre as pessoas mais vulneráveis.

“Com a nova tecnologia, a expectativa é fortalecer o cuidado integral às pessoas vivendo com HIV/Aids e aumentar a capacidade de rastreamento precoce da tuberculose, que é uma das principais causas de morte nesse grupo”, salientou o médico.

Para garantir a assertividade na implantação, profissionais das equipes assistenciais e de gestão da Sesau participaram de um treinamento voltado ao manuseio do equipamento, interpretação dos resultados gerados pela IA e integração da nova ferramenta ao fluxo de atendimento dos serviços.

Não foram divulgadas informações sobre quando a nova tecnologia estará disponível nas unidades de saúde.

* Com assessoria

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

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A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

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