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TRANSPORTE PÚBLICO

Justiça manda Prefeitura intervir no Consórcio Guaicurus

De acordo com a decisão, o Município tem um prazo de 30 dias para instauração de processo administrativo de intervenção, nomear um interventor e apresentar um plano de ação para a regularização do Transporte Coletivo

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O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul reconheceu a existência dos indícios de má gestão e execução do transporte coletivo de Campo Grande e decidiu dar andamento à Ação Popular que pede a intervenção da Prefeitura Municipal no serviço operado pelo Consórcio Guaicurus. 

A decisão determina que, em até 30 dias, o Município instaure um processo administrativo de intervenção no contrato com o Consórcio, além de nomear um interventor e apresentar um plano de ação com cronograma para a regularização da situação do Transporte Urbano, sob pena de multa diária de R$ 300 mil. 

A Tutela de Urgência foi deferida pelo juíz Eduardo Lacerda Trevisan, na ação ajuizada pelo advogado Lucas Gabriel de Souza Queiroz Batista em desfavor da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Agência Municipal de Transportes e Trânsito (Agetran), Consórcio Guaicurus SA e Município de Campo Grande. 

Para o autor, o Consórcio deve ser penalizado por frota velha e precária, falta de manutenção e inexistência de seguros obrigatórios, além de irregularidades financeiras, como a transferência de R$ 32 milhões para a empresa Viação Cidade dos Ipês sem justificativa e a omissão contábil de receitas e fluxos de caixa desde 2012, como constatado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo. 

Por outro lado, o Município de Campo Grande deve ser responsabilizado por omissão de fiscalização, ausência de auditoria operacional, técnica e financeiras desde 2018, e continuidade de repasse dos subsídios milionários ao Consórcio “sem contrapartida efetiva de melhoria do serviço”. 

“Alego que não obstante as recomendações da CPI, a Prefeitura Municipal nada fez e essa inércia estatal configura verdadeira conduta lesiva passível de controle judicial. Que do ato omissivo lesivo é necessária intervenção corretiva por intermédio da presente ação popular”, escreve a decisão. 

TERCEIRO DIA DE GREVE

Campo Grande passa pelo terceiro dia consecutivo sem funcionamento do transporte público em decorrência da greve dos motoristas dos ônibus iniciada na segunda-feira (15). 

Os trabalhadores reivindicam o pagamento salarial, já que o Consórcio alegou não ter dinheiro para efetuar o pagamento do 13º dos servidores e nem do vale. 

Durante uma audiência de conciliação nesta terça-feira (16), O desembargador federal do trabalho, César Palumbo, do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24) determinou que 70% das frotas funcionassem nos horários de pico (entre 6h e 8h30/17h às 20h) e 50% da frota funcionasse em horário normal (entre 8h30 e 17h/20h às 00h), sob pena de multa no valor de R$ 200 mil por dia. 

No entanto, os motoristas não acataram a ordem judicial e prolongaram a paralisação. Com isso, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande leva multa de R$ 200 mil diários valor elevado após a audiência de ontem, que não chegou a nenhuma conciliação. 

O Presidente do sindicato, Demétrio Freitas, foi a favor da retomada do mínimo exigido em lei, mas foi voto geral dos motoristas venceu.

“A população está sofrendo muito, vai para três dias sem ônibus em Campo Grande, mas o trabalhador também precisa receber. Todo mundo que trabalha precisa receber seus vencimentos”, disse.

A greve afeta 100 mil usuários, que usam o transporte coletivo diariamente para ir e voltar do trabalho. 
 

Na liderança

MS domina ranking de cidades mais quentes do País

Mesmo com as altas temperaturas, o Estado está em risco para tempestade e chuvas intensas

19/02/2026 16h00

MS sofre com calorão de verão

MS sofre com calorão de verão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul vem de um período de verdadeiro calorão nos últimos dias. De forma específica, nesta quinta-feira (19), quatro cidades sul-mato-grossenses dominaram o ranking das cidades mais quentes do Brasil até às 15 horas de hoje, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Porto Murtinho e Amambaí lideraram a lista, com temperaturas que chegaram a 37,9°C. Em seguida, aparece o município de Corumbá, com 37,8°C, seguido por Maracaju, com 37,4°C. 

MS sofre com calorão de verãoReprodução Inmet

O Estado também teve destaque nos índices de umidade relativa do ar devido aos baixos níveis observados. A cidade de Amambai registrou 28% de umidade, menor valor do País, mesmo índice registrado em Surubim, em Pernambuco. 

A cidade de Monteiro, na Paraíba, foi a terceira colocada no ranking, com 29%, seguido por Araçuai, em Minas Gerais, que registrou 30% de umidade relativa do ar. 

As altas temperaturas no Estado nos últimos dias são causadas pela circulação anticiclônica em médios níveis da atmosfera. O fenômeno tem previsão de perder intensidade nos próximos dias, permitindo o retorno gradual de chuvas no Estado. 

Assim, mesmo com as altas temperaturas, todo o território sul-mato-grossense está em alerta para chuvas intensas e tempestades, com chance de grandes volumes de chuva (até 10 milímetros por dia), acompanhadas de rajadas de vento intensas, podendo ultrapassar os 100 km/h, e chances de granizo. 

Há risco de corte de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e estragos em plantações. 

Segundo a previsão divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), na quinta-feira e na sexta-feira são esperadas pancadas de chuvas e aumento da nebulosidade ao longo do dia em diversas regiões. I

Isso porque o aquecimento diurno e a disponibilidade de umidade na atmosfera tendem a favorecer a formação de instabilidades, especialmente na região centro-sul do Estado, podendo ocorrer chuvas com descargas elétricas e rajadas de vento na região. 

Já nas regiões pantaneiras e sudoeste, as temperaturas tendem a continuar altas, podendo chegar a 38ºC, atrelados a baixos valores de umidade relativa do ar, entre 20% e 40%. 

No final de semana, a previsão indica tempo com sol e variação de nebulosidade ao longo dos dias, com condições favoráveis à pancadas de chuva típicas de verão. Em pontos isolados, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades, com possibilidade de acumulados significativos, podendo ultrapassar os 40 milímetros em 24 horas. 

Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, são esperadas mínimas entre 21°C e 23°C e máximas podendo chegar a 35°C. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas chegam a 23°C e as máximas chegam a 36°C. 

Já no Bolsão, Norte e Leste do Estado, as mínimas variam entre 21°C e 24°C e as máximas esperadas chegam a 34°C. 

Na Capital, o final de semana deve ser de temperaturas amenas, com máxima de 30°C e previsão de chuva todos os dias até a próxima segunda-feira (23). 

MS sofre com calorão de verãoFonte: Inmet

Estragos

No final da tarde de ontem (18), vários municípios do Estado, especialmente no interior, já foram atingidos por temporais que causaram estragos. 

Em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande, a tempestade, acompanhada de ventos fortes, derrubou árvores e arrancou as telhas de zinco da Secretaria Municipal de Educação.

Com a ventania, o metal atingiu a fiação da rede elétrica, interrompendo o fornecimento de energia, e caiu sobre carros estacionados. Não houve informações feridos.

Ainda conforme a Defesa Civil, até o fim da tarde foram registradas ao menos 12 quedas de árvores. Pela manhã, a prefeitura informou que as equipes seguem mobilizadas na poda de galhos para desobstruir as vias.

Em Chapadão do Sul, os ventos chegaram a 67,7 km/h, com 16 milímetros de chuva e registro de 610 raios. Segundo o meteorologista Natálio Abrão Filho, a temperatura de 32,1 °C caiu bruscamente para 16,1 °C.

Houve ainda registro de chuva de granizo que, conforme o site Chapadense News, teve duração de 30 minutos. Algumas casas chegaram a ser invadidas pela água, e galhos caíram em ruas e avenidas, que ficaram alagadas.

Em Naviraí, a poeira que encobriu o município assustou moradores, que chegaram a comparar a situação com tempestades de areia no deserto do Saara.

 

 


 

Campo Grande

Prefeitura "esquece" decoração natalina na Praça Ary Coelho

Conforme edital, desligamento e retirada da decoração deveria ser feito até o fim de janeiro

19/02/2026 15h30

Árvore de Natal continua na Praça da Ary Coelho

Árvore de Natal continua na Praça da Ary Coelho Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Passadas as festividades natalinas e carnavalescas, a decoração de Natal da Praça Ary Coelho permanece instalada. Quem passa pela região se incomoda com os adornos, que neste momento, apenas ocupam parte do espaço público e conforme edital, deveriam ser desligados e retirados até o fim de janeiro. 

De fato, conforme o contrato, a Construtora JCL Ltda deveria ter removido a estrutura até dia 30 do último mês. A empresa vencedora da licitação foi responsável pela decoração natalina de Campo Grande em 2025 pelo valor de R$ 1.756.999,98. O montante ficou 9,55% mais barato do que o previsto em edital, que era de R$ 1.942.572,45. 

Conforme o edital, estavam previstas a instalação de mangueiras luminosas de led branco quente (âmbar), verde e azuis pelas avenidas Afonso Pena, Duque de Caxias e Mato Grosso.

Na 14 de Julho, a decoração recebeu flâmulas natalinas, bolas metálicas iluminadas, árvores naturais de porte médio, árvores em formato de cone, anjo iluminado e pórticos metálicos.

A Praça Ary Coelho foi decorada com portais de entrada até o coreto, além de iluminação nas árvores naturais.

Complementaram a decoração em outras vias estrelas dos mais variados tamanhos, árvores de arabesco, cometas, botas, bicicletas, pirâmides e pórticos, entre outros.

Também foram decoradas as rotatórias da Ceará com Joaquim Murtinho; Duque de Caxias com a Entrada da Nova Campo Grande; da João Arinos com Pedrossian; Três Barras com Marques de Lavradio; Consul Assaf Trad com Zulmira Borba; Gury Marques na rotatória da Coca-Cola; Filinto Muller no Lago do Amor; dentre outras. A iluminação também foi aplicada ao Paço Municipal.

Consultada pelo Correio do Estado, a prefeitura municipal não retornou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto. 

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