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Saúde Pública

Justiça trava contratação de R$ 106 milhões para gerir hospital em MS

Liminar do TJMS suspende homologação do Isac e impede assinatura, execução e transferência da gestão do Hospital Regional de Ponta Porã até nova decisão

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) suspendeu o avanço da contratação do Instituto Saúde e Cidadania (Isac) para administrar o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã. O contrato de gestão estava estimado em R$ 106,3 milhões por ano.

A decisão liminar foi proferida pelo desembargador Nélio Stábile no Mandado de Segurança nº 1419741-26.2026.8.12.0000, apresentado pelo Instituto Social Mais Saúde (ISMS), organização que atualmente administra o hospital por meio de um contrato emergencial.

A ordem judicial atinge os efeitos do ato de homologação publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no dia 25 de agosto.

Com isso, o Estado está impedido de formalizar ou iniciar a execução do contrato com o Isac, assim como de realizar qualquer procedimento de transição ou transferência da administração da unidade hospitalar.

O desembargador determinou ainda que, caso o contrato já tenha sido assinado, sua execução permaneça suspensa. A proibição continuará valendo até que uma nova decisão seja proferida no processo.

Na prática, a liminar congela a mudança de comando do Hospital Regional de Ponta Porã. A decisão não determina a interrupção dos atendimentos, mas impede que o Isac assuma a administração, os serviços, os funcionários, os equipamentos e as demais estruturas operacionais da unidade.

A própria Comissão de Contratação da SES reconheceu oficialmente a suspensão. Em reunião realizada no dia 31 de agosto, o presidente e os integrantes do colegiado registraram que a homologação estava suspensa, assim como todos os atos materiais de transição. A ata foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira.

Contrato milionário

O Isac havia sido declarado vencedor do Chamamento Público nº 001/2025, destinado à escolha de uma organização social para gerenciar, operacionalizar e executar os atendimentos ambulatoriais, as internações e os demais serviços do Hospital Regional de Ponta Porã.

A proposta apresentada pelo instituto previa um custo mensal de R$ 8.859.405,68, equivalente a R$ 106.312.868,15 por ano. O ISMS, que também chegou à etapa final, propôs R$ 9.276.788,50 mensais, ou R$ 111.321.462 por ano.

A diferença entre as propostas foi de aproximadamente R$ 417,3 mil por mês e de R$ 5 milhões em um período de 12 meses. Na classificação final divulgada durante o processo, o Isac alcançou 101,06 pontos, enquanto o ISMS ficou com 99 pontos.

Ao homologar o resultado, o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, declarou o Isac vencedor e informou que a assinatura do contrato deveria ocorrer em até 60 dias após a publicação.

A homologação, entretanto, durou apenas três dias sem restrições. Publicado em 25 de agosto, o ato teve seus efeitos suspensos pela decisão judicial proferida em 28 de agosto.

Disputa atravessou o TCE

Antes de chegar ao Tribunal de Justiça, o chamamento público já havia enfrentado uma sequência de questionamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). Durante a tramitação, foram expedidas decisões suspendendo e retomando o processo, além de determinações relacionadas à pontuação das organizações participantes.

O próprio ato de homologação da SES cita decisões do TCE que, em momentos diferentes, suspenderam o chamamento, revogaram as restrições, determinaram a redução de pontos do ISMS e permitiram o prosseguimento das etapas do certame.

Depois da liberação no Tribunal de Contas, a Secretaria de Saúde avançou para a homologação do Isac. O ISMS, porém, recorreu ao Poder Judiciário e incluiu entre as autoridades apontadas no processo o conselheiro relator do caso no TCE, o presidente da Comissão de Contratação e o secretário estadual de Saúde.

O ISMS aparece nos registros da própria Secretaria de Saúde como responsável pela administração emergencial do hospital.

Uma planilha de pagamentos da SES informa o repasse de R$ 7.881.330,11 ao instituto referente à competência de agosto de 2026, no âmbito do Contrato de Gestão Emergencial nº 01/2026.

Decisão ainda é provisória

A suspensão concedida pelo TJMS tem caráter liminar e não representa o julgamento definitivo da disputa. A Justiça não anulou o chamamento público, não desclassificou o Isac e ainda não decidiu quem tem razão no processo.

O desembargador determinou que o ISMS altere a ação, no prazo de 15 dias, para incluir o Isac como parte diretamente interessada. O instituto também deverá complementar as despesas processuais. Se essas exigências não forem cumpridas, a ação poderá ser rejeitada e a liminar, revogada.

Depois da regularização, o Isac será citado para apresentar sua defesa. O relator do processo no TCE, o secretário estadual de Saúde e o presidente da Comissão de Contratação também deverão prestar informações. Na sequência, o caso será encaminhado ao Ministério Público.

Enquanto essas etapas não forem concluídas e não houver nova deliberação judicial, permanecem suspensas a contratação do Isac e qualquer tentativa de transferência da gestão do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto.

A disputa deixa novamente indefinido o futuro administrativo de uma das principais unidades públicas de saúde da região de fronteira.

O hospital continuará funcionando, mas a escolha da organização que deverá comandar sua estrutura e administrar um orçamento superior a R$ 100 milhões anuais volta a depender do desfecho de uma batalha judicial.

Lazer

Semana terá ingressos a partir de R$ 10 para curtir filmes em família

Cinemark, UCI e Cinépolis participam da promoção entre 10 e 16 de setembro

01/09/2026 15h30

Por uma semana, ingressos de cinema irão custar R$10

Por uma semana, ingressos de cinema irão custar R$10 Reprodução

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Ir ao cinema, escolher um filme para assistir com a família e ainda gastar menos vai ficar mais fácil em Campo Grande. Entre os dias 10 e 16 de setembro, a cidade participa da Semana do Cinema, campanha nacional que terá ingressos a partir de R$ 10 nas redes Cinemark, UCI e Cinépolis.

A promoção é uma oportunidade para quem gosta da experiência de assistir a um filme na tela grande, mas também para quem procura um programa de lazer para fazer com crianças, amigos ou familiares sem precisar gastar tanto. A ação inclui filmes que já estão em cartaz e títulos que chegam aos cinemas durante o período.

Quanto custa

Na Cinemark, sessões 2D, 3D e XD iniciadas até 16h59 custam R$ 10. A partir das 17h, o valor passa para R$ 12. Nas salas Prime e nas poltronas D-BOX, os ingressos custam R$ 20 nas sessões da tarde e R$ 24 nos demais horários.

Na UCI, as sessões iniciadas até 16h59 também ficam em R$ 10. Depois das 17h, o valor passa para R$ 12.

Já na Cinépolis, os ingressos das salas tradicionais e Macro XE partem de R$ 10, enquanto a Sala VIP terá desconto de 60%. Os preços podem variar conforme a sessão e a unidade.

Além dos ingressos, as redes também terão promoções nas bombonieres, com opções de combos de pipoca e bebidas. 

O que assistir

A programação da semana inclui filmes para diferentes públicos. Entre os títulos em destaque estão “Minha Melhor Amiga”, com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, além de estreias como “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”, “Código Vingança” e “Maravilhosa Árvore”.

Também seguem entre as opções filmes como “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e “A Odisseia”, que estão entre os lançamentos de maior destaque do período.

A lista definitiva de filmes e horários deve ser conferida diretamente na programação de cada cinema, já que a oferta de títulos pode mudar de uma unidade para outra.

 

Operação Imperium

Operação prende cinco e apreende cocaína, maconha e dinheiro em MS

Ação da Polícia Civil cumpriu mandados contra suspeitos de envolvimento com tráfico e organização criminosa

01/09/2026 14h15

Reprodução/PCMS

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Cinco pessoas foram presas e drogas, dinheiro em espécie e outros materiais foram apreendidos durante a Operação Imperium, deflagrada nesta terça-feira (1º) em Jardim e Guia Lopes da Laguna, no interior de Mato Grosso do Sul. A ação da Polícia Civil teve como alvo suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e organizações criminosas.

Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça durante as investigações. Além das prisões determinadas judicialmente, alguns suspeitos foram presos em flagrante durante as diligências.

Entre os materiais apreendidos estão cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie e outros itens que, segundo os investigadores, estão relacionados ao tráfico de drogas.

Os cinco presos são apontados pela investigação como possíveis integrantes ou ligados a organizações criminosas. A polícia também investiga a possível participação dos suspeitos em crimes violentos registrados na região.

A operação foi coordenada pelas Delegacias de Polícia de Jardim e Guia Lopes da Laguna e contou com equipes do Garras, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia Especializada de Repressão a Furto e Roubo de Veículos (Defurv) e do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados.

Também participaram equipes das delegacias regionais de Aquidauana, Ponta Porã, Bonito, Bela Vista e Nioaque, além da Polícia Militar.

A investigação continua para esclarecer a participação de cada um dos presos nos crimes apurados e identificar outros possíveis envolvidos.

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