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A energia do Tarô da semana entre 31 de agosto e 06 de setembro. Parar também é uma forma de seguir

Sob a regência do Quatro de Espadas, a semana pede uma pausa consciente para recuperar as energias, silenciar os excessos e reorganizar a mente antes de retomar o movimento. É tempo de respeitar os próprios limites.

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Há semanas em que o melhor movimento é não fazer movimento algum. Depois de períodos de tensão, excesso de estímulos e desgaste acumulado, chega um momento em que insistir deixa de ser força e começa a ser desperdício de energia.

É como se a vida colocasse a mão no nosso ombro e dissesse, com delicadeza, mas sem muita negociação: agora, pare um pouco.

Nesta semana, temos o Quatro de Espadas como carta regente. E dificilmente haveria imagem mais adequada para um momento que pede desaceleração, recuperação e, principalmente, uma relação mais consciente com os nossos próprios limites.

O Quatro de Espadas é uma carta de pausa. Mas não de qualquer pausa.

Não é o descanso de quem desistiu. Não é a fuga de quem não quer lidar com a realidade. Tampouco é aquela “folga” em que o corpo está parado, mas a cabeça continua funcionando a mil por hora. É uma pausa necessária.

A imagem tradicional da carta mostra um cavaleiro deitado, em repouso, dentro de uma igreja. Três espadas estão suspensas acima dele e uma quarta permanece ao seu lado. Ele não está lutando. As armas continuam ali, mas, por enquanto, não precisam estar em suas mãos.

É uma imagem poderosa porque fala de uma coisa que nem sempre sabemos fazer: interromper a batalha antes de nos tornarmos a própria batalha.

Há problemas que não serão resolvidos hoje. Conversas que podem esperar até que a emoção diminua. Decisões que precisam de uma noite de sono. Projetos que precisam ser vistos de longe. E sentimentos que não precisam ser analisados até a exaustão para serem legítimos.

O Quatro de Espadas nos lembra que nem tudo precisa de uma resposta imediata. Às vezes, precisamos apenas de silêncio suficiente para conseguir ouvir o que já sabemos.

O descanso como necessidade, não como prêmio

Vivemos em uma cultura que transformou produtividade em medida de valor. Descansar, muitas vezes, vem acompanhado de culpa. Se não estamos produzindo, parece que estamos ficando para trás.

E assim passamos a tratar o descanso como uma recompensa: primeiro terminamos tudo, depois descansamos. O problema é que nunca terminamos tudo.

Sempre haverá uma mensagem para responder, uma tarefa para entregar, uma pendência para resolver, alguém esperando alguma coisa de nós. Se esperarmos o mundo ficar completamente em ordem para finalmente descansar, provavelmente nunca vamos descansar.

O Quatro de Espadas propõe uma inversão dessa lógica. Você não precisa estar exausto para merecer uma pausa. E talvez esse seja um dos recados mais importantes da semana.

O corpo costuma perceber antes da mente quando chegamos ao limite. A irritação aumenta. A concentração diminui. O sono deixa de reparar. Pequenas coisas ganham proporções enormes. Ficamos mais reativos, mais impacientes, mais sensíveis.

Por isso, esta é uma semana para observar onde você está insistindo além da conta. Onde está dizendo “eu aguento” quando, na verdade, gostaria de dizer “eu preciso parar”.

O Quatro de Espadas não pede que você abandone seus planos. Pede que você recupere as condições internas para continuar.

Entre um capítulo e outro

Existe ainda outra dimensão muito bonita nessa carta. O Quatro vem depois do Três de Espadas, associado à dor, às rupturas e às feridas emocionais. E antes do Cinco de Espadas, que nos coloca novamente diante de conflitos e disputas. O Quatro está exatamente no meio.

É o intervalo entre aquilo que já aconteceu e aquilo que ainda vai acontecer. E esse intervalo não é vazio. É nele que assimilamos experiências. É nele que uma ferida começa a cicatrizar. É nele que entendemos o que uma situação veio nos ensinar. É nele que recuperamos forças para escolher o próximo caminho.

Talvez você esteja vivendo justamente esse espaço entre capítulos. Ainda não sabe exatamente o que vem depois, mas já sabe que não pode continuar exatamente como antes. Não tenha tanta pressa de preencher esse vazio. Algumas respostas precisam nascer no silêncio.

No amor

Para os casais, o Quatro de Espadas pode indicar uma fase mais silenciosa, que não necessariamente significa distanciamento, mas a necessidade de recuperar o equilíbrio depois de um período desgastante.

Se houve tensão, talvez seja melhor dar um tempo antes de insistir em uma conversa. Uma pausa pode ajudar a retomá-la de outra maneira.

Mas atenção: dar espaço não pode virar uma maneira de desaparecer. O Quatro de Espadas pede pausa, não abandono. Vale perguntar: estamos dando um tempo para recuperar a relação ou para evitar aquilo que precisa ser encarado?

Para quem está solteiro (a), a carta pode indicar um período de recolhimento. Depois de uma relação intensa ou de uma decepção, estar só pode ser justamente o que permite recuperar a própria identidade.

Antes de perguntar “quem vem agora?”, talvez seja mais importante perguntar: “Como eu estou depois de tudo o que vivi?”

No trabalho e na carreira

No trabalho, o Quatro de Espadas pede uma pausa, descanso e recuperação após um período de estresse ou projetos difíceis. Esta é uma boa semana para se afastar um pouco das tensões, rever prioridades e enxergar o que realmente precisa ser feito.

Se existe uma decisão profissional importante, talvez ela não precise ser tomada no auge da ansiedade. Deixe a mente descansar e veja o que permanece quando o cansaço diminui.

Porque existe uma diferença entre “eu não quero mais isso” e “eu não aguento mais isso do jeito que está”. Às vezes, a resposta não é desistir. É mudar o ritmo.

No dinheiro

Nas questões financeiras, o Quatro de Espadas recomenda prudência. É uma carta de conservação, revisão e estabilidade, não de grandes movimentos.

Se existe uma decisão importante, evite agir por impulso ou sob pressão. Adiar uma movimentação por alguns dias pode ser mais inteligente do que decidir no limite.

É um bom momento para organizar, rever gastos e preservar o que já foi conquistado. Em vez de perguntar “o que posso fazer para crescer mais?”, talvez a pergunta da semana seja: “O que preciso preservar?”

Nem sempre crescer significa avançar. Às vezes, crescer é aprender a não colocar em risco aquilo que já construímos.

A paz que está por trás da carta

Existe um detalhe muito bonito na imagem do Quatro de Espadas: no canto superior do vitral aparece a palavra PAX, “paz” em latim. E talvez essa seja a palavra secreta da carta. Paz. Não a paz de uma vida sem problemas — isso provavelmente não existe —, mas a paz de não precisar lutar contra tudo o tempo inteiro. Como diz uma frase atribuída a Mahatma Gandhi: “A paz não é a ausência de conflito, mas a capacidade de lidar com ele.”

Porque paz também é saber quando baixar as armas, reconhecer os próprios limites e aceitar que nem toda batalha precisa ser vencida hoje.

Grande parte do nosso sofrimento nasce da tentativa de controlar aquilo que não está sob nosso controle. Queremos controlar o resultado, a resposta do outro, o tempo das coisas, o futuro, as escolhas alheias. E, nessa tentativa, gastamos uma quantidade enorme de energia.

O Quatro de Espadas pergunta: O que está roubando a sua paz porque você ainda insiste em controlar?

Pode ser uma relação. Uma expectativa. Uma decisão. Um caminho profissional. Uma imagem de como você imaginava que determinada situação deveria acontecer.

Talvez seja hora de aceitar que algumas coisas não vão acontecer da maneira que você planejou. E existe uma liberdade enorme nisso.

Quando paramos de tentar controlar o resultado, recuperamos energia para escolher o que fazer com aquilo que realmente está ao nosso alcance.

O Quatro de Espadas não quer que permaneçamos deitados para sempre. O cavaleiro da ilustração da carta vai precisar se levantar. As espadas continuam esperando.

A vida continua. Mas ele também não precisa se levantar antes da hora. Essa é a sabedoria da carta: saber quando é tempo de agir e quando é tempo de recuperar forças.

O conselho da semana

Nesta semana, escolha suas batalhas. Diminua o ruído. Durma um pouco mais. Faça uma caminhada. Fique em silêncio. Leia. Tome um banho demorado. Permita-se uma tarde sem tanta produtividade. Diga não àquilo que você só aceitaria por obrigação.

E, principalmente, não sinta culpa nem angústia por fazer uma pausa. A energia do Quatro de Espadas pode ser desconfortável justamente porque o recolhimento nem sempre traz tranquilidade imediata.

Quando finalmente paramos, podemos nos deparar com o cansaço, a inquietação e até com sentimentos que a correria ajudava a manter à distância.

Mas é preciso confiar no tempo da pausa.

Há sementes que crescem no escuro. Há feridas que começam a cicatrizar quando finalmente paramos de mexer nelas. Há respostas que só aparecem quando deixamos de persegui-las.

E há momentos em que o movimento mais importante é simplesmente deitar as espadas no chão.

O Quatro de Espadas chega para lembrar que a vida não é feita apenas de ação, conquista e movimento. Também existe um tempo para respirar, integrar o que vivemos e recuperar as forças.

Principalmente quando precisamos de uma trégua depois de uma “apunhalada” da vida, quando fomos feridos por uma situação, por alguém ou até pelas nossas próprias escolhas.

Nessas horas, parar não significa fraqueza. Significa dar àquilo que doeu o tempo necessário para cicatrizar.

E, quando chegar a hora de levantar, talvez você descubra que não precisava de uma nova estratégia. Precisava apenas de energia para enxergar com clareza o próximo passo.

A pausa não interrompe o caminho. Às vezes, ela é exatamente o que permite que a gente continue.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Diálogo

O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) recebeu 903.554 votos, a maior... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (14)

14/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Paulo Coelho - Escritor brasileiro

"Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia”.

FELPUDA 

O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) recebeu 903.554 votos, a maior votação para o Senado na história de Mato Grosso do Sul. O resultado consolida o ex-governador como presidente estadual do PL e principal liderança do partido no Estado. A legenda elegeu os dois senadores, três dos oito deputados federais, nove dos 24 deputados estaduais, e passa a ter a maior bancada sul-mato-grossense tanto na Câmara quanto na Assembleia. Na política, quem é bem votado não só se torna o “cacique da aldeia”, como também passa a dar as cartas. 

Diálogo

Especial

Entre os dias 26 e 30 deste mês, acontecerá a Mega Semana da Mega Sena. Serão cinco sorteios consecutivos correspondentes aos concursos 3076, 3077, 3078, 3079 e 3080.  A modalidade, em caráter especial, terá sorteios de segunda a sexta-feira, substituindo o calendário regular de concursos.

Mais

Após o encerramento dos concursos especiais, a Mega-Sena retomará seu calendário regular de sorteios e fará a abertura das vendas paralelas da Mega da Virada 2026, prevista para novembro. O limite de horário permanece o mesmo adotado nos concursos regulares.

DiálogoDra. Luciana Darrot - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoValentina Herszage - Foto: Lu Prezia

Bênção!

Nos bastidores, já ferve a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de MS. Duas correntes disputam o segundo posto político mais cobiçado do Estado, e não é à toa: a Casa administra mais de meio bilhão de reais, quantia que boa parte dos 79 municípios de MS nem sonha em ter no caixa. Só que ninguém se elege presidente da Assembleia sem a bênção do governo. E é quando a queda de braço costuma terminar sempre do mesmo jeito: chapa de consenso.

Vilã

A inflação ganhou força após a deflação registrada em agosto, subindo para 0,82% em setembro, apontam dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estimulada pela disparada dos preços das contas de luz, a variação é a maior para o mês desde 2021. Em 12 meses ela atingiu 4,58%, estourando novamente o teto da meta de 4,5% do Conselho Monetário Nacional.

Encolheu

Nem mesmo com votação recorde de Camila Jara, o PT conseguiu eleger dois deputados federais. Os seus companheiros não contribuíram para alcançar o quociente eleitoral. A diferença da votação de Camila de quase 155 mil votos para o segundo mais votado do PT é bem grande. Esse companheiro na disputa para Câmara Federal é Elias Ishy. Ele obteve apenas 18.045 votos. Não conseguiu conquistar a cadeira de Vander Loubet, que desistiu da reeleição para concorrer ao Senado. Como se vê...

ANIVERSARIANTES 

  • Renata Paula Possari Mendonça, 
  • Marçal Gonçalves Leite Filho, 
  • Silmara Silva Guimarães,
  • José Octaviano de Andrade,
  • Lilian Ajul Miyasato de Arruda, 
  • Ney Correa Dias,
  • Elaine Soares de Moraes,
  • Ernestina Braz Dias,
  • Deonisio Guedin Neto Deotti,
  • Manoel Macena de Souza,
  • Dr. Eduardo Ferreira da Motta,
  • Fernanda Barros Piovano,
  • Kátia Moreira Carneiro,
  • Leda Santiago Ramos,
  • Regiane Aparecida  Ferreira,
  • Iria Pedrassa Ortiz,
  • João Carlos Correa Fernandes,
  • Ivone Paetzold Soares, 
  • Tereza da Silva,
  • Marcio de Almeida,
  • Luely Sperandio da Costa,
  • Cid Ramos de Oliveira,
  • Paulo Cesar Zeni,
  • Dra. Fátima Aparecida Antônio Margarido, 
  • Geovana Souza,
  • Vera Denise Diogo Chama,
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  • Wlademir de Souza Volk,
  • Noilza Rodrigues Noronha,
  • Cecília do Carmo Raslan Silva, 
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  • Suzana Carolina Franco,
  • Mário Henrique Lima,
  • Gilberto de Oliveira Cardoso.

Colaborou com Tatyane Gameiro

MÚSICA

De Campo Grande ao Top do Spotify: quem escreveu "Flash", a música da trend dos perfumes

Gabriel Guima conta como a música nasceu em uma sessão em Goiânia, como chegou a Hugo & Guilherme e o que muda na vida de quem compõe quando uma canção explode

13/10/2026 14h37

ARQUIVO PESSOAL

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No dia em que terminaram de escrever "Flash", em 18 de agosto de 2025, os quatro compositores criaram um grupo de mensagens chamado "FLASH - TOP 1". Pouco mais de um ano depois, a música gravada por Hugo & Guilherme está entre as mais ouvidas do país e virou trilha da trend em que famosos e anônimos mostram suas coleções de perfume nas redes. Por trás dela estão quatro amigos que saíram de Campo Grande para compor em Goiânia.

Um deles é Gabriel Guima, de 30 anos, nascido em Campo Grande e criado na região do Monte Castelo.

"A Flash nasceu de quatro amigos que saíram de Campo Grande pra escrever esse sucesso em Goiânia", conta. Os parceiros são Atayde Filho e Rafa Conter, também nascidos na Capital, e Will Andrade, que nasceu em Rondonópolis (MT), mas sempre morou em Campo Grande.

Lançada pela dupla em agosto, a faixa já soma mais de 23 milhões de reproduções no Spotify e ocupa o 3º lugar do ranking diário da plataforma no Brasil, com quase 1 milhão de execuções por dia, segundo o levantamento de domingo (11).

A primeira gravação da música, feita pela dupla Lucas & Higor, também está entre as mais ouvidas do país, com mais de 20 milhões de reproduções. Somadas, as duas versões passam de 43 milhões de plays só no Spotify. No YouTube, o clipe oficial de Hugo & Guilherme já passava de 23 milhões de visualizações na semana passada.

No último domingo (11), a música ganhou uma versão em forró gravada por Zé Vaqueiro, com participação de Hugo & Guilherme, durante o DVD "Diamante – Ao Vivo em Belém".

Uma ideia, um violão e um refrão pronto

Segundo Gabriel, a música foi montada em etapas, cada parceiro somando uma parte. Atayde Filho chegou com a história e leu a ideia para o grupo. Gabriel pegou o violão e criou a melodia do começo. Will Andrade mexeu na entrada da segunda parte. O refrão veio de uma vez só. "O Rafa saiu do quarto e soltou o refrão inteiro", lembra. Depois, os quatro definiram juntos a repetição do refrão e fecharam a canção.

"Quando terminamos, todos estávamos convictos de que tínhamos feito algo especial ali", diz.
A música foi gravada primeiro pela dupla Lucas e Higor, que não tinha exclusividade sobre ela. Foi por esse registro, de acordo com Gabriel, que Hugo & Guilherme conheceram "Flash" e decidiram gravá-la com exclusividade.

A trend dos perfumes, segundo ele, partiu de Guilherme, que coleciona fragrâncias, e de Zé Vaqueiro, e se espalhou de forma orgânica, sem ação de marca. "Sempre acreditamos muito no potencial dela, mas essa proporção que tomou acredito que ninguém imaginava", afirma. Para ele, o que está acontecendo é inédito no mercado da composição, "e acreditamos que está só no começo".

Sobre a versão em forró, a avaliação é positiva. "Acho que encaixou perfeitamente. Acredito que deu outro gás pra música, em todos os sentidos."

Do palco para a composição

Gabriel começou a compor profissionalmente em 2019, quando ainda cantava em dupla com Marco Antônio, que hoje segue carreira solo com o projeto CountryBoy. Marco escrevia desde os 13 anos, e os dois precisavam de repertório para gravar um DVD. Foi assim que Gabriel entrou no processo de criação. "Comecei a entender como funcionava e o quão importante era a composição, que é onde a música nasce", diz.

Em 2023, ele se mudou para Goiânia para ficar mais perto do mercado. Em 2025, deixou os palcos para se dedicar só à composição. Hoje, segundo ele, são praticamente 100 músicas gravadas, entre elas "Tem Amor, Tem Volta", de Jorge & Mateus, no álbum Check-in (2024); "Oposto", do Grupo Menos é Mais, no Churrasquinho 3; "Vai que Bate um Vento", de Fiduma & Jeca com Rio Negro & Solimões; e "Piscininha" e "Cessar Fogo", de João Gustavo & Murilo.

O compositor e o sucesso

Quando uma música vira trend, explica Gabriel, a divulgação e o consumo da obra aumentam, e o retorno financeiro acompanha. Em "Flash", os direitos são divididos de forma igual entre os quatro autores.

Perguntado se o compositor ainda é invisível no sertanejo, ele discorda, mas faz ressalvas. "Não somos invisíveis, mas acredito que muitas coisas em relação a isso podem melhorar e precisam mudar. O importante é o compositor saber o seu valor e dar o devido valor à sua obra."

A letra de "Flash" brinca com o duplo sentido. Sobre críticas, Gabriel defende a liberdade de quem escreve. "Pra nós, o limite e a interpretação ficam pra quem ouve. Por isso, nós, compositores, temos o direito de explorar a licença poética."

A rota Campo Grande–Goiânia

Gabriel afirma que existe uma cena de composição sertaneja em Mato Grosso do Sul, mas que ela já foi mais forte. Ele conhece muitos compositores de Campo Grande que hoje vivem em Goiânia, que aponta como um dos principais polos do setor, ao lado de Londrina, Fortaleza e São Paulo.

Para quem está começando no Estado, o conselho é unir "estratégia, persistência e estudo de mercado", usar a internet para divulgar as músicas e criar contato com artistas, e, sempre que possível, passar temporadas em Goiânia para compor por lá.
Sobre os próximos passos, ele não adianta nomes. "Tem muita coisa boa pra vir, muita música boa saindo. Se Deus quiser, em breve estarei contando muitas novidades."

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