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Rios da Prata e Formoso se tornam áreas de preservação permanente

Autoridades das cidades de Bonito e Jardim lutam pela lei de proteção desde 2018, quando os primeiros sinais de turbidez nos dois rios foram encontrados

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A le que visa a proteção ambiental dos rios da Prata e Formoso, em Bonito-MS e Jardim-MS, foi sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

A iniciativa foi proposta no dia 25 de novembro de 2021 e, aprovada por unanimidade, nesta quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa.

A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado de hoje (16). 

De acordo com o governador Reinaldo Azambuja, com a lei, o território de 13.659 hectares torna-se área de preservação permanente.

A nova norma será gerenciada pelo poder público, que também irá  gerir o território. 

Segundo Azambuja, a legislação contribuirá para a preservação do Rio Formoso e do Rio da Prata. 

O governador destaca que intervenções humanas nos leitos dos rios causaram turvamento das águas cristalinas. 

O projeto necessitou de amplo estudo, comandado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), e teve participação das prefeituras de Bonito, Jardim, do Ministério Público do Estado e da Famasul, e serviu de base para a formação do projeto. 

De acordo com o governador, os órgãos compreenderam que a área deveria ser protegida. 

Essa área vai ficar intocável. Os proprietários podem vender como cota de reserva legal, mas não vão poder fazer nenhum tipo de atividade”, declarou Reinaldo. 

O cadastramento dos produtores rurais foi realizado no “Cadastro Ambiental Rural”. 

O objetivo da lei é evitar alterações no uso do solo da região, que podem levar terra e outros sedimentos juntos com as águas das chuvas para dentro dos rios, o que provoca turbidez das águas e coloca em risco o turismo dos municípios de Bonito e Jardim. 

O secretário de Estado e de Meio Ambiente, Jaime Verruck, informou que para definir o local de preservação permanente, foram percorridas todas as áreas que banham os dois rios, e que  foi estabelecido um marco físico. 

Para o titular da Semagro, a lei pensa na preservação do meio ambiente do estado e do desenvolvimento da atividade turística com sustentabilidade. 

Luta pela proteção

Desde o final de 2018, quando os primeiros registros de turbidez nas águas dos rios Formoso e Prata foram encontrados, o Governo e a Agesul construíram barreiras para impedir a erosão e acidentes ambientais. 

Porém, a medida não foi capaz de suprir a grande quantidade de sedimentos que foram trazidos, por meio das chuvas, aos rios. 

Em 22 de março de 2019, foi aprovado que as ações mecanizadas de preparo do solo nas propriedades rurais localizadas nos municípios de Bonito e Jardim apresentem à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) um projeto técnico de manejo e conservação do solo e água antes de serem executados. 

A medida teve intuito de preservar a integridade dos recursos hídricos naquela região (principalmente os banhados e nascentes). 

Reduzir o impacto do carreamento de sedimentos aos rios e córregos, principalmente no período de chuvas e evitar maiores prejuízos ao meio ambiente e atividades econômicas coexistentes em Bonito e Jardim, como a agricultura e o turismo.

No dia 25 de novembro de 2021, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), entregou pessoalmente o projeto de proteção dos rios Formoso e Prata ao deputado Paulo Corrêa (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). 

A proposta cria a Área Prioritária Banhados das nascentes do Rio da Prata e do Rio Formoso para ações governamentais relativas à qualidade ambiental e ao equilíbrio ecológico.

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carência

Justiça suspende cobranças do Fies a médico residente de Campo Grande

Homem teve 83% do curso de Medicina financiado pelo Fies e iniciou residência médica no Hospital Regional, tendo concedida a extensão do prazo de carência

15/04/2026 18h30

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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Um médico conseguiu na Justiça o direito à prorrogação do prazo de carência do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o período da residência em Clínica Médica. A decisão é do juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

O magistrado determinou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão da cobrança das parcelas enquanto durar a especialização.

Conforme a Justiça Federal, o homem se formou Medicina em 2022, tendo cerca de 83% do curso financiado pelo Fies, e ingressou em programa de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Apesar de atender aos requisitos legais, ele relatou dificuldades técnicas para efetivar o pedido administrativo de extensão da carência, e recorreu ao Judiciário. 

Ao analisar o mérito, o juiz federal ressaltou que a legislação assegura a extensão da carência do Fies aos graduados em Medicina que ingressam em programas de residência médica nas especialidades consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

“Verifica-se que a parte autora preenche os requisitos instituídos pela Lei nº 10.260/2001, visto que está inscrita no Programa SisFies, possui graduação em Medicina e ingressou em programa de residência médica em especialidade prioritária”, afirmou o magistrado. 

A sentença também afastou a tese de que o benefício só poderia ser concedido a contratos em fase de carência.

Para o juiz federal, não há base legal para impedir a concessão do direito quando o financiamento está em fase de amortização. 

Além disso, o magistrado destacou o caráter social do Fies e a finalidade pública da norma, que busca incentivar a formação de médicos em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trata-se de benefício vigente no sistema jurídico, instituído em favor de estudantes de Medicina que, ao ingressarem em programa de residência médica classificado como prioritário, fazem jus à dilação do período de carência para amortização do financiamento estudantil”, concluiu. 

Assim, a Justiça Federal julgou o pedido procedente e reconheceu o direito à suspensão das cobranças do contrato Fies durante todo o período da residência em Clínica Médica, prorrogando o prazo de carência.

 

Fogo controlado

Ar-condicionado pega fogo e causa incêndio em bloco da UFMS

Incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva

15/04/2026 17h55

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

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Um princípio de incêndio atingiu o Complexo Multiuso 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira (15), em Campo Grande. O fogo, que teria começado em um aparelho de ar-condicionado em uma das salas do bloco, foi controlado rapidamente por equipes da instituição e pelo Corpo de Bombeiros, sem registro de feridos.

De acordo com informações apuradas, o incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva. A situação gerou tumulto momentâneo, com alunos deixando o local às pressas assim que perceberam a fumaça.

A equipe da Prefeitura Universitária da UFMS iniciou o controle das chamas ainda nos primeiros minutos, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado conforme o Plano de Contingência da instituição. A rápida atuação evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do prédio, destacou a universidade.

Foto: Reprodução 

“Foi um instante de tumulto, os alunos saíram rapidamente da sala, e foi muito bom que o fogo foi controlado rapidamente pelo Corpo de Bombeiros”, relatou um estudante de psicologia, que preferiu não se identificar.

As causas do incêndio ainda devem ser apuradas. A universidade não informou, até o fechamento desta matéria, se haverá interdição do espaço ou suspensão das atividades no bloco afetado. 

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