Cidades

GESTÃO PÚBLICA

Lupa do Cidadão vence 1° maratona Hackathon de Mato Grosso do Sul

Projetos buscam a desburocratização do Estado

RAFAEL RIBEIRO (com assessoria)

05/08/2019 - 10h57
Continue lendo...

A ansiedade das 11 equipes participantes do 1° Hack MS teve fim às 18h40 de domingo (4), quando foram anunciados os três projetos vencedores da maratona que durou 48 horas e distribuiu R$ 18 mil em premiações. O primeiro lugar foi para o projeto Lupa do Cidadão, desenvolvido por cinco jovens da área de TI, que elaboraram uma plataforma que simplifica dados do Portal da Transparência e direciona os gráficos para as redes sociais onde, segundo eles, a população passa grande parte do tempo: Instagram e Facebook. O protótipo apresentado usou dados relacionados a educação.  

"O objetivo é expandir a integração nas áreas de interesse da sociedade”, explicou Alessandro Willian, porta voz da equipe denominada Zeus Coders, que classifica a experiência como positiva. “É uma sensação de dever cumprido. Além do prêmio, levamos conhecimento, amizade, porque apesar de trabalharmos juntos, essa é uma experiência que vamos levar para o resto da vida, de conhecer pessoas, e ver de perto como é o empreendedorismo aqui no Mato Grosso do Sul”, comemora.

A segunda colocação ficou com a equipe Strike Up com o desenvolvimento do aplicativo #Licid, voltado à ampliação da transparência nas compras públicas. A ferramenta reunirá uma base de dados de empresas participantes dos processos licitatórios do Governo do Estado, e além simplificar as informações para a sociedade, “irá ajudar o Governo a fazer melhores contratações de compras e serviços”, conforme detalhou a equipe. De acordo com o layout do protótipo, os dados serão separados por área, e o cidadão poderá escolher uma opção e visualizar de forma simplificada o que procura.

O terceiro lugar foi para a equipe Quat.i que desenvolveu o protótipo do aplicativo denominado “Capi”, que usa inteligência artificial para aproximar a população dos serviços públicos. “A Capi nasceu com uma missão de integrar e trazer uma proximidade da pessoa com todos os serviços públicos. Temos uma visão muito próspera para ela, que é integrar, por exemplo, o agendamento de serviço na rede pública, tudo isso ao alcance da mão”, explicou César Bassani, um dos integrantes da equipe.

Ao todo 60 participantes passaram o fim de semana pesquisando, e programando soluções tecnológicas a fim de aumentar a “Transparência, Controle Social e Combate à Corrupção” na gestão pública. O resultado desses três dias de maratona foram 11 ferramentas apresentadas à banca julgadora: Páginas web, aplicativos, games, e instrumentos tecnológicos que simplificam informações e serviços oferecidos à sociedade.

Na avaliação do controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão, o evento surpreendeu pelo engajamento das equipes. “Durante as apresentações, vimos aqui muita coisa legal que a gente pode sentar, e tentar desenvolver, para que tenhamos um Governo com maior controle e gerência sobre suas implementações, e uma sociedade mais crítica e participativa nos seus direitos”, pontuou.

O diretor presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), Marcio de Araujo Pereira, compôs a banca julgadora, e definiu os trabalhos como de alto nível. “Vejo projetos de nível muito alto, acima até do que esperava. Todas as propostas são viáveis, e o mais importante é que todos os projetos podem ser implantados, principalmente porque levam a transparência da gestão pública, e tem baixo custo de implantação. Quanto mais transparente melhor para todo mundo. A gente consegue tomar melhores decisões, e a sociedade consegue acompanhar melhor” avalia.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) também foi parceira do Governo Estado na realização do evento, e durante a premiação, o reitor da instituição, Marcelo Turine, parabenizou o Governo pela iniciativa pela ação inédita no Estado. “O futuro é a educação, o futuro é ciência e tecnologia, o futuro é o empreendedorismo. E cada dia mais as administrações públicas em todas as suas instancias, seja ela estadual, municipal ou federal, tem que ter soluções criativas para que a sociedade acompanhe no dia a dia os gastos públicos”, elencou.

Além dos participantes, o evento contou com outras 60 pessoas atuando na mentoria dos grupos, e suporte do evento.  Alguns, tiveram papel fundamental e estratégico na realização. Assim como a trainee da CGE, Amanda Vieira, que há um ano, sentiu a mesma felicidade das equipes, ao ter seu projeto entre os vencedores do Prêmio de Inovação na Gestão Publica. A emoção se repetiu neste fim de semana, ao ver que o projeto Hackathon foi colocado em prática e rendera bons frutos à sociedade.

“O Hack MS é um sinal de avanço, porque a gente vem de um prêmio de inovação na gestão pública. Então a gente vê pela implementação do projeto, que realmente é possível inovar no setor público, tem espaço para isso”, comemora.

A maratona também é uma forma de incentivar a população a participar de forma ativa da gestão pública. Com apenas 18 anos, Pedro Pavan integrou uma das equipes e falou da importância da participação da juventude. “O jovem hoje em dia, tem uma vontade muito grande de mudar a sociedade. O jovem não pensa pequeno, ele quer mudar o mundo. Tenho certeza que com o esforço de todos, pode sim acontecer. E foi o que vimos aqui, e tivemos como resultado, projetos incríveis e transformadores”.

Cerca de 30 mentores, das áreas de gestão pública, transparência, design, desenvolvimento e negócios, atuaram no suporte às equipes durante o evento. A troca de experiências foi destacada por Nilson Oliveira, especialista em gestão pública, transparência e controle social, que veio de São Paulo para o Hack MS. “Como consultor tanto de empresas, mas principalmente de governos e Banco Mundial, fiquei feliz de trazer um cabedal de visão de organismo internacional voltado para os dados brasileiros. E eu não sei se mais ofereci ou mais recebi. Talvez eu tenha mais recebido. Não só dos participantes, das equipes, mas muito dos demais mentores”.

Para a realização do 1° Hack MS o Governo do Estado, através da Controladoria Geral do Estado (CGE), contou com o apoio do Sebrae – Living Lab MS, Pantanal Incubadora Mista de Empresas, da UFMS, Fundação Escola de Governo (Escolagov), Superintendência de Gestão da Informação (SGI), Unigran Capital, Ministério Público Estadual (MPE), e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect).

Queda de preços

Após restrição da Anvisa, supermercados liquidam produtos Ypê na Capital

Itens não afetados por restrições sanitária sofreram queda de preço em alguns mercados

12/05/2026 18h15

Supermercado da rede Pires, no bairro Piratininga

Supermercado da rede Pires, no bairro Piratininga Foto: Alison Silva / Correio do Estado

Continue Lendo...

Após a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para recolhimento de produtos da marca Ypê com lotes terminados em "1", supermercados de Campo Grande adotaram medidas diferentes diante da restrição. Enquanto alguns estabelecimentos simplesmente "evaporaram" com os itens da marca das prateleiras, outros aproveitaram para liquidar produtos não afetados pela decisão, reduzindo preços para atrair consumidores.

Na bairro Piratininga, um mercado da Rede Pires liquidar produtos da marca que não foram atingidos pela determinação sanitária. O sabão em pó Tixan Ypê de 2,2 kg passou de R$ 18,55 para R$ 16,95, desconto de aproximadamente 10%. Na mesma unidade, a água sanitária caiu de R$ 9,99 para R$ 7,98. Ambos os produtos seguem liberados para comercialização.

A movimentação chamou atenção dos consumidores. A dona de casa Marta Jesus Saldanha, 43 anos, procurava pelo desinfetante Ipê, mas não encontrou o produto desejado.

"Queria o desinfetante Ypê, aqui é barato, em outros locais custa cerca de R$ 8, e aqui cerca de R$ 3". Sem encontrar o produto na prateleira , pegou de outra marca, e saiu rreclamando. 'Essa Anvisa é sem vergonha, nada disso aí é verdade", declarou.

Por sua vez, a feirante Arlidia Lemes, 56 anos, contou que decidiu descartar um dos produtos após acompanhar as notícias sobre o recolhimento.

"Sendo muito sincera, eu acompanhei as notícias e estava utilizando um produto do lote contaminado, joguei fora, e continuei usando outros produtos, como a água sanitária", declarou.

Questionada, disse que pessoas da família "deram ombros" para a determinação sanitária. "Minha filha disse que vai continuar usando, mesmo os do lote estragado, está utilizando normalmente na casa dela. Eu sou medrosa, tive pneumonia recentemente e joguei o detergente fora, sabão em pó meu marido já comprou de outra marca", destacou.

Supermercado da rede Pires, no bairro PiratiningaDe modo geral, detergentes Ypê "evaporaram" ou seguem lacrados ainda nas prateleiras - Gerson Oliveira / CE
De modo geral, detergentes Ypê "evaporaram" das prateleiras / Gerson Oliveira - CE

Histórico

A determinação da Anvisa foi publicada na última quinta-feira (7). Segundo o órgão, durante inspeção foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

De acordo com a agência, os problemas comprometem os requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos patogênicos.

A proibição vale apenas para produtos fabricados em Amparo (SP) cujo número do lote termina com o algarismo "1", como no exemplo L20341.

Confira os produtos proibidos:

Lava-louças (Detergentes Líquidos)

  • Ypê Clear Care
  • Ypê com Enzimas Ativas (todas as versões)
  • Ypê Toque Suave (todas as versões)
  • Ypê Green
  • Ypê Clear

Lava-roupas Líquidos (Tixan e Ypê)

  • Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Tixan Ypê Antibac
  • Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Tixan Ypê Green
  • Tixan Ypê Express
  • Tixan Ypê Power Act
  • Tixan Ypê Premium
  • Tixan Ypê Maciez
  • Lava-roupas Líquido Ypê (versões tradicionais)

Desinfetantes

  • Ypê Bak (todas as fragrâncias)
  • Atol (Uso Geral e Perfumado)
  • Pinho Ypê

O que não está proibido:

  • Sabão em pó (Tixan ou Ypê)
  • Água Sanitária
  • Amaciantes tradicionais e concentrados
  • Sabão em barra
  • Qualquer produto cujo lote não termine em "1"

Serviço*  

A recomendação da Anvisa é para que consumidores não utilizem produtos da lista cujos lotes terminem em "1". Nestes casos, a orientação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa pelo telefone 0800 1300 544 para solicitar substituição gratuita.

Em outros pontos da Capital, supermercados optaram apenas pela retirada dos produtos das prateleiras até esclarecimentos sobre a situação.

Assine o Correio do Estado

SES

MS não tem casos confirmados de hantavírus há 7 anos

Última confirmação foi no ano de 2019. Em 2026, a SES investiga um caso suspeito na Capital

12/05/2026 17h45

Doença é transmitida pela inalação de partículas presentes em roedores infectados

Doença é transmitida pela inalação de partículas presentes em roedores infectados Divulgação

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul não tem casos de hantavirose confirmados desde o ano de 2019.  A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em uma nota informativa sobre as medidas de vigilância e prevenção relacionadas à doença. 

Neste momento, a Secretaria investiga um caso suspeito de hantavirose em Campo Grande. O paciente deu entrada como caso suspeito de leptospirose, mas o protocolo determina que sejam feitos exames relacionados a outras doenças com sintomas parecidos. O resultado definitivo deve sair em até 60 dias. 

A hantavirose é uma zoonose viral aguda, transmitida pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e salivas de roedores silvestres infectados. 

Na série histórica de casos, de 2015 a 2026 foram notificados 107 casos suspeitos da doença no Estado, sendo somente 7 confirmados (7%). Os casos se concentraram principalmente em Campo Grande e em Corumbá. 

2015
Campo Grande - 1

2016
Campo Grande - 1

2017
Corumbá - 4

2019
Campo Grande - 1

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, Mato Grosso do Sul possui uma estrutura permanente para preparação e resposta em casos de doenças de potencial impacto à saúde pública. 

“Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, afirmou. 

Além disso, a Secretaria ressalta que o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose entre as condições graves prioritárias monitoradas pela vigilância estadual. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as principais áreas de concentração da doença estão nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do País, principalmente em áreas rurais de atividades voltadas à agricultura. 

Com isso, os trabalhadores rurais e profissionais de limpeza de silos e galpões fechados estão entre os grupos mais expostos. 

Em todo o Brasil, até maio de 2026, foram registrados 7 casos confirmados de hantavírus e um óbito nas áreas rurais do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

Entre 1993 e 2025, foram 2.412 casos confirmados no País e 926 óbitos. 

Sintomas

No período inicial da doença, os sintomas costumam vir de várias formas, incluindo febre, dores musculares, dor na região lombar, dor abdominal, cansaço intenso, forte dor de cabeça e sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. 

Esses sintomas costumam durar até seis dias, chegando a duas semanas em casos isolados, antes de apresentar uma melhora temporária. 

O aparecimento de tosse seca é sinal de alerta, pois indica que a doença começou a evoluir para um comprometimento pulmonar e cardiovascular, levando ao aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar e redução da oxigenação no sangue. 

Além disso, alguns pacientes podem ter as funções renais comprometidas. A rápida evolução do quadro e agravamento das complicações nessa fase faz com que seja a com maior risco de óbito. 

Não há medicamento específico para o tratamento das infecções por hantavírus. O tratamento é feito através de suporte clínico para controlar os sintomas e complicações da doença, podendo incluir hemodiálise, suporte respiratório com oxigenação e medidas para prevenir ou tratar quadros de choque. 

Entre as maneiras de prevenção e controle da doença, se destacam:

  • evitar o acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos ou materiais que possam servir de abrigo e alimento para roedores;
  • manter alimentos, rações e grãos armazenados em recipientes fechados;
  • vedar frestas e aberturas em residências, depósitos e galpões;
  • realizar a limpeza de ambientes fehcados e possivelmente contaminados após ventilação mínima de 30 minutos;
  • não varrer locais com sinais de roedores secos, evitando a propagação de partículas;
  • utilizar pano úmido com detergente ou solução desinfetante durante a limpeza;
  • utilizar equipamentos de proteção individual como luvas, máscaras e óculos de proteção em situações de risco ou investigações ambientais.

  •  

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).