Cidades

SANTO AMARO

Maior cemitério da Capital tem quase 20 covas abertas

Irregularidades teriam sido notadas no início deste mês; prefeitura informou que já tem conhecimento da situação e que está providenciando solução para o problema

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O maior cemitério público de Campo Grande, o Santo Amaro, tem quase 50 mil jazigos e deles a reportagem do Correio do Estado descobriu que quase 20 estavam abertos e alguns com os restos mortais à mostra.

De acordo com levantamento feito no início deste mês, haviam 19 covas sem tampas na época, algumas com os sacos de exumação à vista e sofrendo a ação das condições climáticas, o que é irregular.

Os problemas no local, segundo fontes do Correio do Estado que não quiserem se identificar, começaram a se intensificar quando a prefeitura convocou os familiáres de pessoas enterradas no local há muito tempo para que fossem feitas gavetas de concreto.

A necessidade de covas feitas de cimento vem desde 2003, por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), onde se determina que para o licenciamento ambiental dos cemitérios deve ser feita a regularização dos túmulos para se evitar a contaminação do solo e do lençol freático com o chamado necrochorume.

Por causa da demora, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) chegou a abrir investigação sobre o tema e exigiu a regularização das sepulturas nos cemitérios públicos.

A convocação foi intensificada no ano passado. A questão é que a obra deveria ser feita sob responsabilidade dos familiares, que deveriam encontrar quem fazer a gaveta.

Alguns túmulo, como constato pelo jornal, estão com vedação parcial, apenas em uma gaveta, outros não tem qualquer tipo de cobertura.

OBRAS

Fontes consultadas pela reportagem citaram que um dos responsáveis pela implantação das gavetas no local como problemático. Entre os problemas apontados está a demora na entrega de obras.

Este foi o caso da aposentada Vilma Ferreira de Souza, 66 anos, que tem a mãe sepultada no Cemitério Santo Amaro. A família foi convodada para fazer a conversão de cova para gaveta, porém, o processo que seria de 45 dias, demorou mais de três meses, segundo ela.

“Contratamos no ano passado e nos deram prazo de 45 dias para fazer a gaveta, seria em dezembro, mas foi lá no final do ano e nada estava pronto. Depois passou para fevereiro e novamente não estava pronto. Só depois que eu fui lá e cobrei que fizeram, depois do Carnaval. Demorou muito e não foi barato, cobraram R$ 3,6 mil do meu irmão”, contou a aposentada.

O situação estaria ligado a uma funcionária que atua diretamente no cemitério, mas que não é concursada. À reportagem, ela disse desconhecer qualquer problema ligado a obras feitos por ela e negou que a gaveta feita para a mãe de Vilma tivesse extrapolado o prazo.

PREFEITURA

A situação das covas abertas foi informada para a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sisep), que é a responsável por cuidar dos cemitérios públicos em Campo Grande.

Em nota, a Sisep informou que já inicou a cobertura dos túmulos abertos no Cemitério.

“A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informa que está providenciando a solução dos problemas de todas as covas que estão abertas e que são do conhecimento da Secretaria. Só na semana passada foram providenciadas 16 tampas para a parte superior e 28 para as partes do meio, conforme imagens anexadas”, diz nota.

SAIBA

O Cemitério Santo Amaro, localizado na região oeste, tem cerca de 47,6 mil jazigos e é o maior de Campo Grande.

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Transporte Coletivo

Atrasos e ônibus fora do horário rendem derrotas ao Consórcio Guaicurus em Campo Grande

Decisões publicadas nesta sexta-feira mantêm penalidades por atrasos, viagens adiantadas e falta de ônibus articulado; infrações foram registradas em anos anteriores.

11/09/2026 17h59

Decisões mantiveram penalidades contra o Consórcio Guaicurus por atrasos, viagens antes do horário previsto e outras irregularidades no transporte coletivo de Campo Grande.

Decisões mantiveram penalidades contra o Consórcio Guaicurus por atrasos, viagens antes do horário previsto e outras irregularidades no transporte coletivo de Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, sofreu uma sequência de derrotas administrativas em processos envolvendo irregularidades na operação dos ônibus da Capital. Entre os problemas reconhecidos estão atrasos, viagens realizadas antes do horário previsto e até a ausência de veículo articulado em tabela na qual esse tipo de ônibus era exigido pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

As decisões constam na edição desta sexta-feira (11) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) e envolvem autos de infração lavrados em anos anteriores, alguns deles ainda em 2019 e 2022, que chegaram agora ao julgamento administrativo de recursos.

Em diferentes processos, a Junta de Análise e Julgamento de Recursos de Transporte decidiu manter as penalidades impostas ao consórcio.

As decisões aparecem em meio a um cenário de reclamações recorrentes de passageiros sobre o transporte coletivo de Campo Grande.

Usuários convivem com queixas relacionadas a atrasos, longos períodos de espera nos pontos, superlotação e dificuldades para cumprir compromissos quando a programação das linhas não é respeitada.

Nesse contexto, sair antes ou depois do horário previsto não representa apenas uma irregularidade administrativa: pode significar mais tempo no ponto e atraso para chegar ao trabalho, à escola, a consultas médicas ou a outros compromissos.

Em um dos casos, referente ao processo nº 31.729/2022-34, a fiscalização apontou atraso no cumprimento do horário estabelecido para uma viagem.

Ao analisar o recurso apresentado pelo Consórcio Guaicurus, a Junta considerou o atraso comprovado e registrou que a empresa não apresentou prova capaz de contrariar os fatos descritos no auto de infração. O recurso foi negado por unanimidade. 

Situação semelhante aparece no processo nº 31.727/2022-17. Também neste caso, o julgamento concluiu pela existência de atraso e manteve a autuação. O recurso apresentado pelo consórcio foi rejeitado por unanimidade. 

Outro processo, de nº 31.726/2022-46, terminou da mesma maneira. A Junta considerou comprovado o atraso, afirmou que o Consórcio Guaicurus não apresentou prova contrária aos fatos registrados pela fiscalização e manteve a penalidade. 

Ônibus saiu antes do horário

As irregularidades, porém, não se restringem aos atrasos. Uma das decisões trata justamente da situação inversa: ônibus que saiu antes do horário.

No processo nº 31.724/2022-11, a Junta considerou comprovado o adiantamento de uma viagem. Conforme o acórdão, o Consórcio Guaicurus também não apresentou prova suficiente para afastar o conteúdo da autuação. O recurso foi rejeitado e a penalidade mantida. 

Um julgamento envolvendo outro auto avançou ainda mais ao estabelecer qual deve ser a tolerância para considerar uma viagem pontual.

O caso envolvia um ônibus que havia partido oito minutos antes do horário previsto. Inicialmente, a autuação havia sido anulada sob o entendimento de que o adiantamento estaria dentro de uma margem de dez minutos. A Agetran recorreu. 

A Junta reformou a decisão. Segundo o entendimento firmado, a tolerância padrão é de cinco minutos quando não existe Ordem de Serviço da Agetran estabelecendo margem superior.

A legislação permite que esse intervalo seja ampliado até dez minutos, mas essa ampliação não ocorre automaticamente.

Dessa forma, atraso ou adiantamento superior a cinco minutos, sem justificativa aceita pela agência, caracteriza viagem não pontual. A autuação foi considerada procedente e a multa restabelecida. 

Na prática, a decisão estabelece um parâmetro importante para a fiscalização do sistema: não basta considerar automaticamente dez minutos como margem de tolerância. Sem determinação específica da Agetran ampliando esse período, prevalecem os cinco minutos.

Falta de ônibus articulado também virou multa

Outro conjunto de decisões envolve o descumprimento das determinações sobre o tipo de veículo que deveria operar determinadas viagens.

No processo nº 55.723/2019-57, a Junta considerou comprovado que o Consórcio Guaicurus deixou de disponibilizar veículo articulado na tabela exigida pela Agetran. O ônibus articulado é aquele de maior capacidade, formado por duas partes interligadas por uma estrutura flexível, popularmente conhecida como “sanfona”, que permite transportar mais passageiros.

Para os julgadores, a ausência desse tipo de veículo na operação programada configurou infração à Lei Municipal nº 4.584/2007. O recurso do consórcio foi negado por unanimidade.

A mesma irregularidade aparece no processo nº 58.655/2019-13. Novamente, a ausência de ônibus articulado na tabela determinada pela agência foi considerada comprovada e suficiente para manter a penalidade administrativa. 

Argumentos sobre trânsito não afastaram responsabilidade

Em outros julgamentos, a Junta também endureceu o entendimento sobre as justificativas apresentadas para o descumprimento dos horários.

Em um dos processos, os julgadores afirmaram que alegações genéricas relacionadas a congestionamentos, ausência de faixas exclusivas ou falhas sistêmicas não afastam a responsabilidade do prestador do serviço público. O entendimento foi utilizado para manter uma multa por descumprimento de horário. 

Em outro caso, além dessas justificativas, aparecem alegações relacionadas a obras. A Junta entendeu novamente que os argumentos apresentados não foram suficientes para descaracterizar a infração e negou o recurso. 

As decisões publicadas agora reforçam, portanto, uma série de autuações contra a concessionária responsável pelo transporte coletivo da Capital.

Embora os processos tenham origem em infrações registradas em anos anteriores, os julgamentos mantêm penalidades por problemas diretamente ligados à prestação do serviço ao passageiro, como pontualidade e cumprimento da programação determinada pelo poder público.

 

Maus-Tratos

Ex-vereadora de Água Clara é denunciada após simular matar pintinho; veja o vídeo

Simone Chucra aparece segurando o animal e levando-o à boca durante "brincadeira"

11/09/2026 17h45

Suspeita é ex-vereadora do Município de Água Clara

Suspeita é ex-vereadora do Município de Água Clara Divulgação: Governo Federal

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A ex-vereadora da cidade de Água Clara, Simone Chucra, foi denunciada após a publicação de um vídeo nas redes sociais em que aparece segurando um pintinho e simulando que arrancaria a cabeça do animal. A gravação repercutiu nas redes e levou um delegado da Polícia Civil de São Paulo, que atua em defesa da causa animal, a comunicar o caso às autoridades.

Nas imagens, Simone segura o pintinho nas mãos, aproxima o animal da boca e faz o movimento como se fosse arrancar sua cabeça. A situação é apresentada em tom de brincadeira, mas provocou críticas nas redes sociais diante da possibilidade de o comportamento configurar maus-tratos.

Ao comentar a gravação, o delegado classificou a atitude como grave e afirmou ter procurado autoridades de Água Clara para que o caso seja analisado.

A denúncia deverá ser avaliada pelos órgãos competentes, que poderão verificar as circunstâncias da gravação e se houve efetivamente maus-tratos contra o animal. Até o momento, não há informação de que o pintinho tenha sido ferido ou morto durante a gravação.

Simone Chucra foi vereadora de Água Clara e chegou a ser lançada como pré-candidata a deputada estadual pelo MDB em 2022. No período, ela era apresentada como uma das representantes políticas da região do Bolsão.

O vídeo que motivou a denúncia foi publicado nas redes sociais e passou a circular após a manifestação do delegado.

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