Cidades

casamento

Maioria das mulheres não adota o sobrenome dos maridos em MS

Em mais de 300 mil casamentos realizados no Estado, apenas 5,2 mil mulheres adotaram o sobrenome dos maridos, sendo o menor índice da história

Continue lendo...

O número de mulheres que adotam o sobrenome dos maridos ao se casar atingiu o menor índice desde a edição do Código Civil de 2002, que entrou em vigor em 2003, em Mato Grosso do Sul. No ano passado, as mulheres só adotaram os sobrenomes em 34,2% dos casamentos.

Levantamento dos Cartórios de Registro Civil do Mato Grosso do Sul aponta que em 2024 foram realizados  303.612 casamentos no Estado, sendo que em apenas 5.206 a mulher adotou o sobrenome do marido.

Em 2003, este número totalizava 4.987 adoções de sobrenome dos maridos pelas mulheres dentre um total de 8.793 casamentos.

Lucas Zamperlini, diretor da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Mato Grosso do Sul (Arpen/MS), afirma que os números do levantamento traduzem um novo momento da sociedade.

"Os números mostram uma sociedade que evolui e onde as escolhas individuais ganham mais espaço. A manutenção do sobrenome próprio tem se tornado uma decisão consciente e cada vez mais comum entre os casais”, destaca.

Além da possibilidade da não adoção do nome do marido, a entrada do novo Código Civil também trouxe outras modificações para os relacionamentos, como novos regimes de bens e a escolha da adoção do sobrenome da mulher pelo marido.

Esta novidade não foi tão incorporada pelos esposos, com apenas 0,49% dos maridos adotando o sobrenome das esposas.

Em 2003, em números absolutos, de um total de 303.612 casamentos, em apenas 86 casos o homem adotou o sobrenome da mulher.

No último ano, esta opção só ocorreu em 146 casamentos, de um total de 15.206 celebrações.

Por outro lado, os casais têm optado cada vez mais pela não alteração dos nomes de solteiro, opção que hoje ocorre em 50,4% dos casamentos e que em 2003 acontecia em 14,5% das celebrações. 

Outra opção que também registrou aumento foi a da inclusão de sobrenome por ambos os cônjuges no casamento, possibilidade permitida pelo novo Código Civil.

Em 2023, a inclusão por ambos os cônjuges acontecia em 9,94% dos matrimônios e, em 2024, passou a ocorrer em 18,2% dos casamentos.

Saiba

Novas mudanças, ocorridas recentemente com a edição da Lei Federal nº 14.382/22 facilitaram as mudanças de sobrenomes, abrindo-se a possibilidade de inclusão de sobrenomes familiares a qualquer tempo, bastando a comprovação do vínculo, assim como a inclusão ou exclusão de sobrenome em razão do casamento ou do divórcio.

Da mesma forma, filhos podem acrescentar sobrenomes em virtude da alteração do sobrenome dos pais.

 

Cidades

Cão Orelha: adolescentes investigados voltam ao País e têm celulares apreendidos em aeroporto

Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento

29/01/2026 19h00

Cão Orelha

Cão Orelha Reprodução

Continue Lendo...

Dois dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Santa Catarina, que estavam nos Estados Unidos em uma viagem escolar à Disney, tiveram celulares e roupas apreendidos pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 29, no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos por agentes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA). As ordens judiciais foram expedidas após as polícias Civil e Federal identificarem a antecipação do voo de retorno dos adolescentes ao Brasil.

Procurada, a defesa dos suspeitos informou que a volta dos jovens foi articulada com a polícia e confirmou que eles entregaram os aparelhos telefônicos e outros pertences às autoridades dentro de uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento.

Os celulares apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para extração de dados, assim como os demais equipamentos recolhidos em busca e apreensão na última segunda-feira, 26. Também foi solicitada a emissão de laudo de corpo de delito do animal.

Orelha morreu em janeiro deste ano após ter sido supostamente agredido por um grupo de adolescentes. Dois dos investigados estavam em viagem aos Estados Unidos quando a Polícia Civil instaurou o inquérito para apurar a morte do cachorro e o crime de coação. Três familiares dos adolescentes foram indiciados por coagir testemunhas do caso (saiba mais abaixo).

Na quarta-feira, 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte obtiveram na Justiça uma liminar que determina que plataformas digitais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok excluam postagens com informações pessoais sobre os investigados Segundo a defesa, o conteúdo divulgado infringe normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Morte do cão Orelha

Orelha tinha 10 anos e era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, na capital catarinense. Neste mês, ele foi encontrado gravemente ferido, agonizando, e morreu durante atendimento veterinário que tentava reverter o quadro clínico causado pelas agressões.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro. As investigações apontam ao menos quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.

As autoridades também apuram se o mesmo grupo tentou afogar outro cão comunitário, na mesma praia, no início de janeiro.

O caso resultou na abertura de dois inquéritos: um para investigar a morte do animal e outro para apurar o crime de coação. De acordo com a polícia, parentes dos adolescentes teriam coagido pessoas que testemunharam o episódio. Por esse motivo, três adultos foram indiciados. Os nomes não foram divulgados pelos delegados, o que impediu o contato com as defesas.

Na última segunda-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Celulares e notebooks foram recolhidos. Todo o material, incluindo os aparelhos apreendidos nesta quinta-feira no aeroporto, será submetido à perícia.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente, também acompanha o caso.

 

POLÍCIA

Receita Federal apreende R$ 1 milhão em mercadorias irregulares do Paraguai

Os produtos estavam armazenados em uma empresa do setor de logística, na Capital, que atua como shopping virtual (marketplace)

29/01/2026 18h30

Continue Lendo...

Uma operação conjunta da Receita Federal em Campo Grande e da Coordenadoria de Fiscalização de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS), deflagrada nesta quinta-feira (29), resultou na apreensão de mais de 2 mil produtos importados irregularmente do Paraguai.

As mercadorias estavam armazenadas em uma empresa do setor de logística, na Capital, que atua como shopping virtual (marketplace) e foram avaliadas em cerca de R$ 1 milhão.

Entre os itens apreendidos estão brinquedos, balanças eletrônicas, kits de malas e produtos para camping. Ao todo, os produtos apreendidos lotaram dois caminhões-baú e foram encaminhados ao depósito de mercadorias apreendidas da Receita Federal em Campo Grande

A ação foi desencadeada a partir de levantamentos da área de inteligência fiscal dos dois órgãos, com o objetivo de combater ilícitos tributários em Mato Grosso do Sul.

Dinheiro destinado às entidades sociais 

Em 2025, a alfândega da Receita Federal em Ponta Porã destinou um volume expressivo de mercadorias apreendidas para entidades públicas e privadas sem fins lucrativos. O valor total das doações ultrapassou R$ 66,2 milhões.

As destinações atenderam instituições com atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, além de organizações de referência nacional, ampliando o alcance das ações e gerando impacto social em áreas como assistência social, saúde, educação e segurança pública.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).