Cidades

João Paulo II

Mais de 1,5 mil celebram beatificação

Mais de 1,5 mil celebram beatificação

Milena Crestani e Anahi Zurutuza

01/05/2011 - 09h25
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Cerca de 1,5 mil pessoas acompanham a missa comemorativa da beatificação de João Paulo II, que teve início hoje pela manhã, às 8 horas. O ato religioso acontece no local conhecido como Área do Papa, palco de uma celebração realizada por João Paulo II no dia 16 de outubro de 1991, quando ele visitou Campo Grande.

A missa é celebrada pelo arcebispo Dom Vitório Pavanello. Os católicos seguram bandeiras amarelas remetendo a cor do Vaticano. A maioria das pessoas acompanha a celebração sentada. Segundo a equipe de organização da Igreja Católica, foram colocadas mais de mil cadeiras e todas estão ocupadas. Alguns fieis acompanham a missa em pé.

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, acompanha a celebração nesta manhã e afirmou que vai articular com a Câmara de Vereadores a aprovação de emendas para atender pedido dos religiosos de construção de uma capela para os católicos que visitam a Praça do Papa.

Beatificação

O papa Bento 16 proclamou beato seu antecessor, João Paulo 2º, em uma solene cerimônia com a presença de mais de 1 milhão de pessoas que lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano neste domingo, informou a polícia de Roma.

A cerimônia teve início às 10 horas no horário local (5h de Brasília), pelo papa e outros 800 sacerdotes presentes. Com um cálice e mitra que foram usados nos últimos anos de pontificado de João Paulo II e com uma vestimenta que também pertenceu a seu antecessor, Bento XVI abriu a cerimônia com uma saudação em latim, que foi traduzida simultaneamente em espanhol, francês, português, francês, inglês, alemão e polonês pela Rádio Vaticano.

O milagre atribuído ao Papa é a recuperação da saúde da Irmã Marie Simon Pierre, religiosa francesa, de forma considerada inexplicável pela Igreja Católica, a cura do Mal de Parkinson, tida como peça chave para a beatificação.

Segundo a Folha de São Paulo, o Vaticano já procura, entre 1.500 relatos de outros milagres atribuídos ao papa, mais um para que ele seja transformado em santo.

Aniversariante

Lenda Mike Tyson supera derrotas dentro e fora dos ringues para alcançar 60 anos

O "Homem Mais Malvado do Planeta"

30/06/2026 22h00

Getty Images

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Uma infância triste com o pai ausente e a mãe alcoólatra. Uma adolescência violenta repleta de prisões e contato com o mundo do crime. O início no boxe apadrinhado por um mestre da modalidade que o adotou como um filho. Vitórias fulminantes, título mundial imediato, queda, condenação por estupro, retorno, novas conquistas e derrotas dentro e fora do ringue, drogas, morte da filha, 'fundo do poço' e novo ressurgimento com cinema, teatro e televisão. A lenda Mike Tyson atinge inesperados 60 anos.

Quando Tyson ganhou o título mundial pela primeira vez em novembro de 1986 fez uma previsão: "Sou o campeão mundial mais novo e serei o mais velho, mas não sei se viverei muito tempo." Dono do cinturão do Conselho Mundial de Boxe aos 20 anos, 4 meses e 22 dias, o "Iron Man" não se tornou o campeão mais velho, mas atingiu uma idade que nunca imaginou atingir por causa da 'louca' rotina diária.

Tyson atinge a velhice graças à ajuda da mulher Lakiha Spicer e a convivência com os três filhos menores, que o ajudaram a superar os problemas e desenvolver uma carreira na TV, na internet, no teatro e até no cinema.

Antes de largar o boxe, Tyson colocou seu nome entre os maiores pugilistas de todos os tempos. Era pequeno para peso pesado (1,81 metro de altura), mas com uma rapidez de peso leve. Acumulou 28 vitórias, com 26 nocautes, para ser campeão mundial. Assombrou o mundo até 1990, quando se apresentou fora de forma para perder para James Buster Douglas na maior zebra do boxe em todos os tempos. As apostas eram 42-1 a favor de Tyson.

Em 1992, quando se preparava para retomar os cinturões, foi acusado e condenado por estupro da modelo Desireé Washington, Miss America Negra, em Indiana. Condenado a seis anos de prisão no Indiana Youth Center, fichado com o número 922335, em um dos acontecimentos mais repercutidos da época.

Cumpriu três anos e saiu em liberdade condicional. O lendário Muhammad Ali foi recepcioná-lo em uma mesquita porque ele havia se convertido para o islamismo. Voltou a lutar seis meses depois e foi campeão de novo março de 1996, quando derrotou o inglês Frank Bruno. Voltou a menosprezar seus adversários e perdeu para Evander Holyfield. Em 1997, perdeu a credibilidade ao morder as orelhas do mesmo Holyfield em um dos momentos mais bizarros do esporte.

Tyson pagou US$ 3 milhões de multa (10% de sua bolsa) e teve a licença de boxeador cassada por um ano. Teve mais duas condenações pequenas por brigas no trânsito. Retornou em 1999 e nem Don King estava ao seu lado.

Somou uma série de vitórias conturbadas, como a que venceu o ítalo-americano Lou Savarese, ao derrubar o adversário e o juiz no primeiro assalto, em Glasgow, na Escócia. Espancou por dois assaltos o polonês Andrew Golota, mas foi flagrado no exame médico para maconha, em Auburn Hills, Michigan.

Mesmo assim, em 2002, por causa de seu carisma, obteve a chance de desafiar o campeão Lennox Lewis, em Memphis. O pré-luta foi tumultuado, com Tyson causando grande confusão na entrevista coletiva, ao partir para a briga e até morder a perna de Lewis. O acontecimento fez com que uma fila de seguranças fosse colocada em diagonal no ringue para impedir que os dois lutadores se agredissem antes do gongo inicial. Tyson venceu o primeiro assalto, mas, sem preparo físico, apanhou até cair no oitavo round.

Depois disso, Tyson fez a tatuagem no rosto e somou vexames diante de lutadores de terceira categoria até 'pendurar' as luvas em 2005. Em pouco tempo, atingiu os 140 quilos de peso e se afundou nas drogas e na bebida. Em 2009, tomou o maior nocaute de sua vida com a morte de sua filha Exodus, de quatro anos, enforcada na esteira de exercícios em sua casa em Phoenix

O que poderia ter sido o ponto final na vida de Tyson acabou sendo um novo reinício. Com a companhia inseparável e aconselhadora da mulher Lakiha Spicer, o ex-boxeador mudou a alimentação, perdeu 40 quilos, retomou os exercícios físicos, passou a ser figura carimbada em programas de TV e da internet.

Ganhou um programa semanal no canal Animal Planet sobre corrida de pombos, sua paixão desde a infância, apresentou um monólogo ("Mike Tyson: A verdade indiscutível"), dirigido por Spike Lee, na Broadway, em Nova York, fez parte do elenco do filme "Quando Beber Não Case", além de inúmeros comerciais e eventos por todo o mundo. Como empresário, comprou uma propriedade na Califórnia, onde passou a plantar Cannabis e sua marca gerou US$ 150 milhões em 2023.

Para manter o nome ligado ao boxe e a lenda viva, Tyson não se afasta dos ringues. Em 2020, em plena pandemia, fez uma luta exibição com Roy Jones Jr. Em 2024, lutou contra o youtuber Jake Paul. Agora planeja nova exibição contra Floyd Mayweather.

Como se vê, o Kid Dynamite está longe de sair de cena. O garoto pobre do Brooklyn poderia ter sido o maior boxeador de todos os tempos para muitos se não abandonasse a equipe de Cus D’Amato, em 1988, para ficar subordinado às loucuras de Don King. Recentemente, ele disse que sua morte está próxima.

Será que Tyson está indo para o fundo do poço mais uma vez para ressurgir e superar o fracasso com a mesma força que derrubou seus adversários? Vida longa, ao "Homem Mais Malvado do Planeta".

Canceladas

Sefaz cancela inscrições estaduais e bloqueia operações de empresas em MS

Comércio, distribuidoras, empresas de logística, energia solar e agronegócio estão entre os contribuintes atingidos; medida impede emissão de notas fiscais e pode afetar clientes e fornecedores

30/06/2026 18h01

Foto: Álvaro Rezende

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Empresas de diversos setores da economia de Mato Grosso do Sul tiveram as inscrições estaduais canceladas pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS), em uma medida que impede a emissão de notas fiscais e restringe a realização de operações comerciais sujeitas ao ICMS até que as pendências sejam regularizadas.

O cancelamento foi oficializado por ato declaratório publicado no Diário Oficial do Estado e integra as ações de fiscalização e atualização do cadastro de contribuintes.

Entre as empresas atingidas estão a Comercial Itália Ltda., Conflux Representação Comercial Ltda., CRS Representações e Comércio Ltda., Dias Distribuidora Ltda., Izabelino Arce Comércio de Aço e Inox Ltda., PG Farias de Freitas Ltda., RC de Farias Comércio e Importação Ltda., Sana Representações Ltda., Starknet Comércio Ltda. e Tony Car Latas e Acessórios para Veículos Ltda., todas sediadas em Campo Grande.

No interior do Estado, também tiveram as inscrições estaduais canceladas a Pecuária BR S.A., de Aquidauana, a Electrosol Energia Solar Ltda., de Costa Rica, e a AN Logística e Serviços Ltda., de Três Lagoas. O ato ainda alcança outros contribuintes e empresas de menor porte distribuídos por diferentes municípios de Mato Grosso do Sul.

Na prática, o cancelamento da inscrição estadual impede que os contribuintes emitam notas fiscais eletrônicas, realizem operações na condição de inscritos no cadastro estadual e utilizem créditos tributários relacionados ao ICMS.

Além disso, a legislação estabelece que documentos fiscais emitidos após o cancelamento podem ser considerados inidôneos, produzindo reflexos nas relações comerciais com clientes e fornecedores.

Os efeitos da medida podem atingir toda a cadeia de negócios. Empresas que fornecem mercadorias ou serviços às organizações com inscrição cancelada precisam verificar a situação cadastral antes de concluir novas operações, enquanto clientes podem enfrentar atrasos na entrega de produtos ou na prestação de serviços caso as atividades dependam da emissão regular de documentos fiscais.

Especialistas também alertam que operações realizadas com contribuintes em situação irregular podem gerar transtornos administrativos e tributários para os envolvidos.

Segundo a Sefaz, o cancelamento ocorre nas hipóteses previstas pelo Regulamento do ICMS de Mato Grosso do Sul, especialmente quando o contribuinte deixa de regularizar pendências fiscais ou cadastrais após período de suspensão da inscrição estadual.

O objetivo é manter atualizado o cadastro de contribuintes, reforçar o controle das operações fiscais e reduzir riscos de irregularidades no ambiente de negócios.

Embora produza efeitos imediatos, a medida não significa, por si só, o encerramento definitivo das atividades das empresas nem configura condenação por fraude ou crime tributário.

A legislação permite que os contribuintes solicitem a reativação da inscrição estadual, desde que comprovem a regularização das pendências que motivaram o cancelamento e atendam às exigências estabelecidas pela administração tributária estadual.

Até lá, entretanto, permanecem impedidos de exercer diversas operações fiscais previstas na legislação.

 

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