Cidades

Ivinhema

Prefeitura do "mais louco do Brasil" superfaturou verba da merenda, diz CGU

Administração de Juliano Ferro (PSDB), reeleito no domingo, teria superfaturado R$ 229,4 mil para alimentação dos estudantes das escolas públicas

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A prefeitura de Ivinhema, administrada pelo prefeito Juliano Ferro (PSDB) — que também é influenciador nas horas vagas — praticou superfaturamento de recursos federais na compra de merenda escolar, conforme apontado pela Controladoria-Geral da União (CGU) em relatório publicado no mês passado.

O sobrepreço que resultou no superfaturamento ocorreu na compra de itens como carne bovina, carne de frango, ovos de galinha, pão, leite e outros alimentos destinados aos estudantes das escolas públicas do município.

O total do superfaturamento, segundo apurou o Correio do Estado com a CGU, é de R$ 229,4 mil. Juliano Ferro foi reeleito no domingo (6) com 88% dos votos. A população aprovou sua administração, apesar das inconsistências administrativas.

Na data da eleição, o relatório da CGU ainda não havia sido divulgado na imprensa, apenas nos canais internos da Controladoria-Geral da União.

O maior sobrepreço na compra de itens da merenda escolar ocorreu na aquisição de carne bovina.

Enquanto os supermercados de Ivinhema consultados pela CGU cobravam, em média, R$ 33,99 pelo quilo do alimento nas especificações contidas no edital, o município pagou R$ 44,90 pelo produto, resultando em uma diferença de R$ 10,91 por quilo.

Como foram adquiridos 9 mil quilos de carne durante o período analisado, o sobrepreço na compra de carne bovina foi de R$ 98.190,00.

Além disso, houve sobrepreço, com posterior superfaturamento, na compra de pão francês.

A prefeitura pagou R$ 16,20 pelo quilo do pão, enquanto o preço estipulado no Diário Oficial, que deveria ser seguido, era de R$ 10,61, gerando uma diferença de R$ 61.490,00 em recursos públicos repassados pelo governo federal.

A administração do “prefeito mais louco do Brasil” terá de explicar essa discrepância.

“Houve prática de superfaturamento decorrente de sobrepreço contratual no Pregão Eletrônico nº 21/2022 no valor apurado de R$ 224.955,00 (R$ 155.515,00 em favor da C E G de Matos EIRELI e R$ 69.440,00 em favor da B A Marques LTDA), o equivalente a 20% do valor da amostra (10 itens de maior materialidade financeira — 81,03% do valor total adjudicado)”, apontou a CGU em seu relatório.

Para efeito de comparação, o valor utilizado para a compra dos itens foi de R$ 778,2 mil. Ainda segundo a CGU, os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foram devidamente transferidos.

A prefeitura de Ivinhema não ofereceu qualquer explicação ao órgão federal de controle sobre as inconsistências encontradas.

O sobrepreço foi identificado nos seguintes itens:

  • 12 mil quilos de frango: sobrepreço de R$ 14,1 mil;
  • 12 mil litros de leite pasteurizado: sobrepreço de R$ 17,4 mil;
  • 3 mil litros de óleo de soja refinado: sobrepreço de R$ 12,4 mil;
  • 3 mil quilos de feijão carioquinha tipo 1: sobrepreço de R$ 2,1 mil;
  • 3 mil dúzias de ovos de galinha brancos: sobrepreço de R$ 1,4 mil;
  • 2 mil quilos de cenoura: sobrepreço de R$ 15,3 mil;
  • 2,5 mil quilos de repolho: sobrepreço de R$ 10,025 mil;
  • 9 mil quilos de carne bovina: sobrepreço de R$ 98,1 mil;
  • 11 mil pães franceses: sobrepreço de R$ 14,1 mil.

Em contrapartida, o município pagou um item com preço abaixo da média de mercado: R$ 7,6 mil pela compra de 6 mil quilos de coxa e sobrecoxa de frango.

O total do sobrepreço e possível superfaturamento é de R$ 224,5 mil.


Excentricidade e investigações

Nas redes sociais, Juliano Ferro é conhecido como “o prefeito mais louco do Brasil”. No Instagram, por exemplo, ele tem 760 mil seguidores. 

Mas não é só por isso que ele conhecido. Ferro também é conhecido por ser alvo de várias investigações e operações.

Na operação mais recente, Ferro foi alvo de investigação da Polícia Federal por suposta falsidade na declaração de seu patrimônio à Justiça Eleitoral. 

Em junho último, decisão liminar na 2ª Vara de Ivinhema proibiu Juliano Ferro de praticar atos de promoção pessoal e de ocupar ou permanecer em lugar de destaque em eventos custeados com recursos públicos no Município.

Em 2021, o prefeito foi alvo do Ministério Público por desrespeitar decreto que ele mesmo havia assinado proibindo aglomerações e acabou flagrado participando de uma festa em uma fazenda.

Além disso, foi alvo de investigação por conta das seguidas rifas de veículos das quais participa e das quais diz ter tirado boa parte de seu atual patrimônio.

Em outra investigação, cujo teor está sob sigilo,  são apuradas “eventuais ilegalidades em processos de inexigibilidade de licitação para contratação de artistas pelo Município de Ivinhema nos anos de 2021, 2022, 2023 e 2024”. 

Em maio, sem citar uma ação específica, o prefeito atribiu as investigações contra ele “a pessoas do mal”.

“Toda vez que você se tornar grande, pessoas fracas vão se levantar contra você. Pessoas do mal vão se levantar contra você, eles vão te atacar e isso faz parte do processo de crescimento…”, postou em vídeo no Instagram.
 

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finalmente

Novo acesso às Moreninhas terá investimento de mais R$ 58 milhões

Primeira etapa do novo acesso está pronta há quase dois anos e nesta quarta-feira (1) saiu o aviso para licitação da segunda etapa do projeto que receberá R$ 128 milhões

01/07/2026 11h30

Concluída há quase dois anos, a primeira etapa do projeto acaba em meio a uma pastagem na região sul de Campo Grande

Concluída há quase dois anos, a primeira etapa do projeto acaba em meio a uma pastagem na região sul de Campo Grande

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Quase dois anos depois de concluir a primeira etapa das obras, o Governo de Mato Grosso do Sul lançou nesta quarta-feira (1) o aviso de licitação para conclusão do chamado novo acesso à região das Moreninhas e prevê investimento de até R$ 57.980.488,49. 

Iniciadas em dezembro de 2022, as obras de pavimentação, drenagem, recapeamento de asfalto, construção de ponte e ciclovias da primeia etapa consumiram em torno de R$ 54 milhões. Além disso, quase R$ 16 milhões foram destinados à desapropriação de imóveis desapropriados ao longo do percurso onde esta segunda etapa será instalada. 

Então, somando os três valores, o projeto que abrirá uma nova via estruturante para conectar a região sul de Campo Grande à região centreal vai consumir pelo menos R$ 128 milhões. Em 2023, quando chegou a ser lançado um edital para a segunda etapa, o valor foi estimado em R$ 32 milhões. Agora, o montante praticamente dobrou. 

Esta segunda etapa começa a partir do final da Avenida Rita Vieira (na Avenida Guaicurus), percorre em torno de dez quadras a Rua Salomão Abdala, na região do Bairro Itamaracá, e depois percorre quase dois quilômetros em meio a uma região desabitada até chegar à Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas. 

Para implantação desta avenida foi necessário desapropriar total ou parcialmente 52 imóveis na região. As indenizações foram bancadas pelo Governo do Estado e alguns dos proprietários ainda contestam os valores das indenizações na Justiça.

Na quinta-feira da semana passada, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) assinou convênio com a prefeitura de Campo Grande liberando mais  R$ 5,59 milhões à prefeitura de Campo Grande para custear o restante destas desapropriações. 

A abertura das propostas das empresas interessadas nesta segunda etapa está prevista para o dia 20 de julho e o prazo para a conclusão da obra será de dois anos, contado a partir da assinatura da ordem de serviço. A primeira etapa foi executada pela Construtora Anfer, cujos proprietários têm série de terrenos que serão beneficiados pelo traçado desta nova avenida. 

O objetivo deste novo acesso às Moreninhas, segundo o Governo do Estado, é criar uma alternativa de ligação entre aquela região da cidade com outras áreas da cidade, desafogando o tráfego em avenidas como a Guaicurus, Costa e Silva, Gury Marques e Eduardo Elias Zahran.

Inicialmente, a primeira etapa foi licitata por R$ 41,33 milhões. Mas, com os aditivos e inclusão de recapeamento de novas ruas, o valor chegou a quase R$ 54 milhões. 

Nesta segunda etapa, um dos maiores valores será destinado à construção de uma ponte sobre o Córrego Lageado, de 23,5 metros. Na primeira etapa já foi construída outra ponte, mas sobre o Córrego Poção, que logo depois desemboga no Lageado. 

Concluída há quase dois anos, a primeira etapa do projeto acaba em meio a uma pastagem na região sul de Campo GrandeDestaque em azul aponta o traçado que terá a avenida que servirá como um segundo acesso à região das Moreninhas

Saúde nas Escolas

Aluno Imunizado alcança 98,7% das cidades e aplica 30 mil doses

A primeira edição foi aderida por 78 dos 79 municípios sul-mato-grossenses

01/07/2026 11h15

A iniciativa resultou na aplicação de 30.339 doses de vacinas e alcançou adesão de 78 municípios sul-mato-grossenses

A iniciativa resultou na aplicação de 30.339 doses de vacinas e alcançou adesão de 78 municípios sul-mato-grossenses Foto: André Lima/SES

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Coordenadoria Estadual de Imunização e em colaboração da Secretaria de Estado de Educação (SED), elaborou uma iniciativa focada na imunização de jovens nas escolas. 

A primeira edição da Estratégia Aluno Imunizado foi amplamente consolidada em todo o estado, alcançando uma marca de adesão de 98,7% entre as cidades do estado, uma vez que 78 dos 79, fizeram parte da campanha. 

Além da boa adesão entre os municípios, ao todo foram aplicadas cerca de 30.339 doses de vacina, reforçando a imunização de jovens em idade escolar. 

E apesar de em Mato Grosso do Sul a estratégia ter sido desenvolvida por órgãos locais, a iniciativa parte do Ministério da Saúde, que em fevereiro deste ano, publicou Portaria GM/MS nº 10.205, para apoiar e fomentar a vacinação nas escolas de crianças e adolescentes menores de 15 anos. 

AMPLIAÇÃO NA PROTEÇÃO

A ação nas escolas serviu para imunizar os jovens contra diversas doenças, seja ela viral ou não. 

E dentre os imunizantes mais aplicados a vacina contra a influenza foi de longe a mais aplicada, com 17.275 doses, representando aproximadamente 57% de todas as aplicações realizadas durante a estratégia. 

Outros imunobiológicos que também tiveram destaque foram, Meningocócica ACWY (1.717 doses), HPV Quadrivalente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos (1.551 doses), Difteria e Tétano – dT (1.126 doses) e Febre Amarela (1.059 doses).

Além dessas vacinas, também foram administradas doses de imunizantes como Poliomielite (VIP), com 926 doses; Hepatite B, com 891; Pneumocócica 10-valente, com 784; Tríplice Viral, com 771; e DTP Infantil, com 643 doses.

ADESÃO ENTRE AS CIDADES 

Dentre os 78 municípios que foram favoráveis a aderir à iniciativa,a  cidade de Rio Brilhante, liderou o ranking estadual, com 4.018 doses aplicadas, na sequência Três Lagoas com 2.212. 

Completando o top 5, estão os municípios de Corumbá (2.020), Chapadão do Sul (1.589) e Coxim (1.563). Em conjunto, as cinco cidades representam aproximadamente 37,6% das aplicações realizadas no Estado.

As cidades de Aquidauana (1.372), Nova Alvorada do Sul (1.040), Bataguassu (958), Naviraí (956) e Água Clara (866), formam o top 10 com maior quantitativo de doses aplicadas. 

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