Após a divulgação da foto do estuprador, preso ontem em operação conjunta da Polícia Civil e Militar, mais três vítimas reconheceram hoje o acusado. Os crimes teriam sido cometidos no mês passado, na Rua Euler de Azevedo e nos bairros Aero Rancho e Nova Lima. As informações foram divulgadas nesta manhã durante coletiva na Delegacia Geral de Polícia Civil para apresentação de Robson Vander Lan, de 29 anos, que estuprou na segunda-feira uma estudante de Química em um matagal dentro da UFMS.
Após a foto ser divulgada na imprensa, mais três mulheres ligaram na delegacia e disseram reconhecer o autor. Questionado a respeito dos crimes pela imprensa, Robson nega. "Não vou pagar pelo que os outros fizeram", disse ele, assumindo a autoria do estupro da acadêmica, na segunda-feira.
Mesmo marcado pela profissão de tatuador, a polícia teve dificuldades em identificá-lo. Segundo informações, Robson chegou a se apresentar na batalhão da polícia militar na tarde de ontem e foi liberado em seguida. Ao olhar para a parede com a foto do procurado, os policiais se deram conta de que era Robson e capturaram o homem.
Fim da guerra de braço
Para acabar com as especulações em torno de que polícia prendeu o acusado, a delegada Christiane Grossi declarou que "a polícia civil investiga e a polícia militar prende, como aconteceu ontem, quando os policiais o levaram para a delegacia". Ela ressalta as diversas forças envolvidas, tanto a civil como a militar, nas buscas em toda a cidade entre segunda-feira e a tarde de ontem, com a participação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), da Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e do 4º DP.
Coletiva
Durante a coletiva nesta manhã, Robson estava bastante nervoso, respirava profundamente mas em momento nenhum quebrou a aparência de calma ou se alterou, mesmo quando questionado a respeito dos outros crimes que cometeu. Cheio de tatuagens que ele mesmo fez, Robson carrega uma marca nas costas "sobrevivendo no inferno", nomes femininos que diz ser das primas, das quais alega não ter abusado e uma marca no órgão genital com a inscrição "baixinha".
Ele é acusado de estuprar uma menina quando tinha 12 anos de idade, junto com amigos. Ele chegou a torturar a criança, apagando bitucas de cigarro na pele da garota. Em 2000, ele matou a facadas a ex-namorada de 19 anos, grávida. Estava foragido do regime semiaberto e cometeu um furto no dia 28 de maio de 2006, levando uma carteira, um aparelho de som e um celular de uma casa na Vila Belo Horizonte.
Estava solto, por um alvará de soltura emitido pelo poder judiciário, desde o dia 7 de agosto de 2009, quando passou do regime semiaberto para a liberdade.
Final "feliz"
A delegada responsável pelas investigações, Christiane Grossi, comentou que a menina está feliz porque a polícia conseguiu prender o acusado e finalizar as investigações.
Christiane comenta sempre sobre a garota destacando o equilíbrio dela e a colaboração da família, pontos que julga serem fundamentais para a conclusão rápida deste caso específico. "Ela [a acadêmica] relata que Robson pediu para que ela ficasse em cima dele e fechasse os olhos. Pensando que ele iria matá-la, ela ouviu passos na ponte e aproveitou para fugir, e ele correu para o sentido oposto", revela a delegada.
A jovem tomará os remédios, distribuído para as vítimas de estupro, por um mês e tem acompanhamento psicológico.
Atualizada às 12h27min para acréscimo de informações



