Cidades

COP15

Mapa digital vai monitorar atropelamentos de animais em rodovias de MS

Plataforma do MPMS será lançada durante conferência internacional sobre espécies migratórias, em Campo Grande, e promete orientar políticas de proteção da fauna e segurança nas estradas

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Uma plataforma digital voltada ao monitoramento de atropelamentos de animais silvestres nas estradas de Mato Grosso do Sul será lançada ainda neste mês, durante um evento internacional realizado em Campo Grande. Batizada de Mapa de Colisões com a Fauna (Cofauna) a ferramenta permitirá identificar, com precisão geográfica, os pontos das rodovias onde ocorrem mais acidentes envolvendo animais.

A iniciativa é do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Núcleo Ambiental, e será apresentada oficialmente durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15 da CMS), que ocorre entre os dias 23 e 29 de março na capital sul-mato-grossense.

A plataforma reúne dados sobre atropelamentos em rodovias estaduais e federais, além de registros dentro do perímetro urbano de Campo Grande. O objetivo é transformar informações dispersas em um banco de dados capaz de orientar decisões ambientais e de infraestrutura.

Segundo o coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS, promotor de Justiça Luciano Furtado Loubet, o sistema permitirá identificar com exatidão os trechos mais críticos, onde há maior incidência de colisões com animais.

Com essas informações, órgãos públicos poderão direcionar medidas preventivas, como a instalação de passagens de fauna, cercamentos e outras estruturas que evitem que animais tenham acesso às pistas. A ferramenta também deve auxiliar processos de licenciamento ambiental e concessões rodoviárias.

Além do impacto ambiental, o monitoramento também busca reduzir riscos de acidentes envolvendo motoristas. Colisões com animais de grande porte, comuns em algumas rodovias do Estado, podem provocar danos graves a veículos e colocar vidas em perigo.

Trabalho conjunto

O desenvolvimento do Cofauna é resultado de uma articulação entre diferentes instituições que integram o Fórum Rota Sustentável de Prevenção a Colisões com a Fauna Silvestre, criado em 2024 sob coordenação do MPMS.

O grupo reúne órgãos públicos, como Tribunal de Contas do Estado, Ibama, Imasul, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar Rodoviária, além de universidades e organizações ambientais.

Desde sua criação, o fórum tem participado de discussões técnicas relacionadas a concessões e obras em rodovias estratégicas do Estado, como as MS-040, MS-338, MS-395, além das federais BR-262 e BR-267.

Em 2025, vistorias realizadas por técnicos do grupo identificaram trechos considerados críticos, onde foi recomendada a instalação de cercamento ao longo das rodovias para evitar o acesso de animais à pista.

Com o lançamento durante a conferência internacional, a expectativa é que o sistema desenvolvido em Mato Grosso do Sul sirva como referência para outras regiões do país e até para iniciativas em nível internacional.

A proposta é conciliar a expansão da infraestrutura de transporte com estratégias mais eficientes de preservação da fauna, especialmente em um estado que abriga importantes corredores ecológicos e espécies migratórias.

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estragos

Tempestade derruba árvores, destelha casas e deixa vários bairros sem luz em Campo Grande

Temporal foi acompanhado de queda de granizo e rajadas fortes de vento; alerta permanece para esta sexta-feira

10/09/2026 18h11

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel Foto: Reprodução

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O temporal previsto pela meteorologia chegou a Campo Grande no fim da tarde desta quinta-feira (10), acompanhado de granizo, fortes rajadas de vento e chuva intensa, que causaram diversos estrados na cidade.

A mudança no tempo foi rápida, com nuvens carregadas encobrindo o céu acompanhada da ventania e, na sequência, veio a chuva de forte intensidade e a queda de granizo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83,88 km/h por volta das 18h.

Em poucos minutos,  alguns transtornos já foram registrados, como semáforos desligados, queda de energia em diversos bairros e alagamentos. 

 Nas redes sociais, há registro de destalhamento de casas e comércio.

Na Esplanada Ferroviária, parte do Armazém Cultural foi totalmente destelhado.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, parte do teto de vidro desabou durante a tempestade e parte da estrutura caiu na área da recepção. Informações iniciais são de que nenhum paciente foi atingido.

Queda de árvore ocorreu em vários locais, dentre eles, houve registro na Avenida Capital, Avenida Bandeirantes, Avenida Hiroshima, dentre outros. 

No Fort Atacadista da Avenida Ernersto Geisel, um letreiro caiu sobre a avenida, ficando atravessado sobre a via. Não há informação de vítimas.

 Em nota, a concessionária de energia elétrica, Energisa, infomou que há várias demandas pela cidade e que as equipes já foram acionadas e estão nas ruas.

 

Alerta

O risco de tempestade ja havia sido alertado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Defesa Civil Municipal.

Nesta quinta, o risco aumentou e o alerta evoluiu para laranja, com vigência para até às 23h59 desta sexta-feira (11).

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. 

 A orientação é que caso seja atingido por alguma intempérie, a população acione a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

 Nos casos em que a queda total ou parcial da árvore acontecer sobre a fiação e houver riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Operação Resgate VI

Seis trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Força-tarefa nacional foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

10/09/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Seis trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Corumbá e Jardim, durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados da ação foram divulgados nesta quinta-feira (9).

Em Mato Grosso do Sul, as fiscalizações foram realizadas entre 27 de julho e 30 de agosto, com diligências em quatro propriedades rurais de Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. 

Em Corumbá, três trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural do município. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou, em 19 de agosto, uma audiência extrajudicial com o empregador para buscar a garantia dos direitos das vítimas.

Não houve acordo durante a audiência, mas, posteriormente, o representante jurídico do empregador informou interesse em buscar uma solução extrajudicial para o caso.

Em Jardim, outras três pessoas foram resgatadas. Após a fiscalização, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que determinaram o registro dos trabalhadores, o recolhimento do FGTS, a adequação das condições de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias.

Os acordos também estabeleceram o pagamento de indenizações por danos morais individuais às vítimas, além de indenização por dano moral coletivo.

Além das medidas relacionadas aos empregadores, os trabalhadores resgatados foram encaminhados às Secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim. O objetivo é garantir acesso aos serviços públicos e oferecer suporte na busca por novas oportunidades de trabalho.

A força-tarefa em Mato Grosso do Sul contou com a participação do MPT-MS e apoio da Polícia do Ministério Público da União (MPU), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Nacional

No país, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve o maior número de resgates, seguido por Mato Grosso, com dois, e pelo Distrito Federal, com um.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, o resultado demonstra a necessidade de manter uma atuação permanente e articulada das instituições para combater o trabalho escravo contemporâneo.

O coordenador da Conaete do MPT-MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, destacou que o perfil das vítimas identificado no estado envolve trabalhadores encontrados em propriedades rurais isoladas e inseridos em ciclos de vulnerabilidade social que, em alguns casos, começam ainda na infância.

Para o procurador, o trabalho análogo à escravidão não deve ser tratado como um episódio isolado, já que a exploração está relacionada à vulnerabilidade dos trabalhadores e à informalidade utilizada para reduzir custos e ampliar a margem de lucro.

 

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