Cidades

CAARAPÓ

Marginais voltam a abater gado em propriedade rural

Marginais voltam a abater gado em propriedade rural

CAARAPÓ

24/05/2011 - 00h00
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Um crime que já se tornou rotineiro e vem causando prejuízos aos produtores rurais de Caarapó, o abate de gado, voltou a ser praticado na última semana, desta vez na fazenda São José, de propriedade do produtor e empresário Olavo Caneppele.
 

Segundo o administrador da fazenda, Jair Barbosa Holosbach, de 39 anos, no último dia 19 os funcionários foram vacinar o gado e deram falta de uma vaca leiteira. Ao procurarem pelo animal no pasto, encontram somente a carcaça da vaca, a cerca de 200 metros da rodovia.
 

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil.

Educação

Vale Universidade ajudou 19 mil jovens em MS

Entre 2015 e 2022, programa facilitou acesso ao ensino superior e mudou a trajetória de estudantes que não podiam pagar uma faculdade

09/09/2026 17h26

Pâmela Cabral foi beneficiada pelo programa

Pâmela Cabral foi beneficiada pelo programa Divulgação

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O sonho de cursar uma faculdade e construir uma carreira profissional ganhou um novo caminho para 19 mil jovens de Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022, período em que Reinaldo Azambuja governou o Estado. Por meio do Programa Vale Universidade, estudantes que não tinham condições de arcar com as mensalidades tiveram acesso ao ensino superior.

Agora, Reinaldo, candidato ao Senado pelo PL, afirma que pretende levar para Brasília a defesa de políticas públicas voltadas à educação e à criação de oportunidades para jovens de baixa renda.

Entre os estudantes beneficiados está a psicóloga Pâmela Cabral. Aos 16 anos, ela começou a trabalhar como menor aprendiz no Governo de Mato Grosso do Sul e conheceu o Vale Universidade. Sem condições financeiras para pagar uma graduação, encontrou no programa a possibilidade de realizar o sonho de cursar uma faculdade.

“Para mim, essa oportunidade significou muito mais do que uma bolsa de estudos. Antes de conhecer o Vale Universidade, eu sequer imaginava que seria possível realizar o sonho de cursar uma faculdade, principalmente por saber que os custos de uma instituição particular estavam muito além daquilo que eu poderia pagar”, afirmou.

Pâmela se inscreveu no programa aos 17 anos e foi selecionada. Segundo ela, a bolsa abriu uma possibilidade que antes parecia distante.

“A bolsa tornou possível a realização de um sonho que eu carregava comigo e me mostrou que, apesar das dificuldades financeiras, eu também poderia ter acesso a uma formação superior e construir o futuro que desejava”, contou.

A graduação foi concluída em dezembro de 2022. Um mês depois, em janeiro de 2023, Pâmela conseguiu trabalho em uma clínica particular de Campo Grande, onde permanece até hoje. Ela começou como recepcionista e, depois de obter o registro profissional, passou a atuar como psicóloga autônoma.

“Desde então, sigo trabalhando como psicóloga, atendendo crianças, adolescentes e adultos, e também sou pós-graduada na área de Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada). É muito significativo para mim olhar para essa trajetória e perceber que tudo começou com uma oportunidade que, em determinado momento da minha vida, tornou possível aquilo que parecia tão distante”, disse.

Para Pâmela, o programa foi decisivo não apenas para a formação acadêmica, mas também para a construção da carreira e da independência financeira. Ao longo desse período, ela também constituiu sua família.

“Hoje, tenho ao meu lado meu marido, Osley, e minha filha, Merylin, que são a minha base, minha força e minha maior motivação. Tenho orgulho de poder proporcionar à minha filha uma vida com segurança, amor e boas oportunidades”, afirmou.

Segundo ela, a bolsa mudou sua trajetória. “Ela me deu a oportunidade de sonhar, de acreditar em mim e, principalmente, de transformar esses sonhos em realidade”, disse.

Na época, o Vale Universidade previa que os acadêmicos beneficiados arcassem com 10% do valor integral da mensalidade. O Governo do Estado custeava 70%, enquanto a instituição de ensino ficava responsável pelos 20% restantes.

A história de Pâmela é apresentada como exemplo do impacto da política pública, que possibilitou o acesso ao ensino superior para milhares de estudantes sul-mato-grossenses. Para Reinaldo, ampliar oportunidades de formação é também uma forma de estimular o desenvolvimento do Estado.

Segundo o candidato, políticas públicas de acesso à educação produzem efeitos que ultrapassam a trajetória individual dos estudantes e alcançam suas famílias e a sociedade.

“Quando a gente cria oportunidades, não está apenas ajudando um jovem a entrar na universidade. Estamos abrindo portas para que ele possa construir uma profissão, conquistar sua independência e transformar a realidade da sua família”, afirmou Reinaldo.

O candidato disse ainda que pretende defender, em Brasília, medidas voltadas à ampliação dessas oportunidades.

“Foi isso que fizemos em Mato Grosso do Sul e é isso que quero continuar fazendo em Brasília: buscar recursos, defender políticas públicas e criar oportunidades para que mais pessoas possam realizar seus sonhos e construir um futuro melhor”, afirmou.
 

MOTORISTAS DE APP

Campo Grande pode ganhar ponto de apoio para 28 mil motoristas de aplicativo

Programa federal prevê espaço com banheiros, cozinha, área de descanso e Wi-Fi, mas implantação depende da adesão da Prefeitura.

09/09/2026 17h01

Motoristas e entregadores de aplicativo podem ganhar estrutura com área de descanso, banheiros, cozinha e Wi-Fi em Campo Grande.

Motoristas e entregadores de aplicativo podem ganhar estrutura com área de descanso, banheiros, cozinha e Wi-Fi em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Motoristas de aplicativo e entregadores de Campo Grande podem ganhar um espaço público destinado a descanso, alimentação e apoio durante a jornada de trabalho. A estrutura faz parte do Programa Parada Certa, iniciativa do Governo Federal que pode ser implantada na Capital, mas depende da adesão da Prefeitura para sair do papel.

A proposta prevê a instalação de um ponto de apoio equipado com ar-condicionado, sala de descanso, banheiros, cozinha, micro-ondas, freezer e acesso à internet por Wi-Fi.

O objetivo é oferecer uma estrutura básica para profissionais que passam grande parte do dia nas ruas e, muitas vezes, não dispõem de local adequado para fazer refeições, utilizar o banheiro ou descansar entre uma corrida e outra.

A implantação ganhou força após reunião com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República e da Associação dos Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul (Applic-MS), quando foram apresentados os procedimentos necessários para que Campo Grande participe do programa.

De acordo com o consultor da Secretaria-Geral da Presidência da República, Abílio Borges, Campo Grande reúne aproximadamente 28 mil motoristas de aplicativo, enquanto Mato Grosso do Sul teria cerca de 90 mil profissionais vinculados à atividade.

“É de suma importância a implantação da Parada Certa, porque nós temos aqui em Campo Grande 28 mil motoristas de aplicativos. Nós temos 90 mil no Estado. Então, é uma categoria expressiva”, afirmou.

Segundo Borges, em determinados períodos, aproximadamente 3 mil motoristas e entregadores podem estar trabalhando simultaneamente nas ruas da Capital, o que reforçaria a necessidade de uma estrutura específica para atender a categoria.

Adesão depende da prefeitura

Apesar de fazer parte de uma iniciativa federal, a instalação do ponto de apoio depende de providências do município. Para aderir ao programa, a Prefeitura de Campo Grande precisa manifestar formalmente interesse e disponibilizar um terreno público com área mínima de 500 metros quadrados.

O município também deverá assumir responsabilidades relacionadas à infraestrutura necessária para funcionamento do espaço, além de segurança, limpeza, zeladoria e manutenção.

Com as orientações repassadas pelo Governo Federal, o assunto foi encaminhado ao Executivo municipal por meio do Ofício nº 201/2026, apresentado pelo vereador Landmark à prefeita Adriane Lopes.

O documento solicita uma agenda institucional para apresentação do programa e discussão sobre a possibilidade de implantação na Capital.

A partir de agora, portanto, o avanço da proposta depende da manifestação da administração municipal e da avaliação sobre a disponibilidade de uma área pública que atenda às exigências do programa.

Para Abílio Borges, a estrutura serviria como suporte aos profissionais durante a rotina de trabalho e poderia contribuir para melhorar as condições em que motoristas e entregadores prestam os serviços.

“Hoje é imprescindível para a população de Campo Grande. O Parada Certa vem dar um suporte, uma logística ao trabalho desses profissionais”, declarou.

Caso a Prefeitura manifeste interesse e cumpra as exigências previstas, Campo Grande poderá avançar nas tratativas para receber o ponto de apoio. Até o momento, porém, não há confirmação de local para instalação nem prazo para que a estrutura seja implantada.

Prefeitura é questionada

A reportagem do Correio do Estado procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber se o município pretende aderir ao Programa Parada Certa, se já existe uma área pública que possa receber a estrutura e se há previsão para uma reunião com representantes do Governo Federal.

Também foram solicitadas informações sobre os custos e as responsabilidades que ficariam a cargo do município. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

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