Cidades

Meio ambiente

Marina Silva vem a MS para assinar termo de cooperação para proteção do Pantanal

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, liderará uma cerimônia crucial nesta quinta-feira (18) no Bioparque Pantanal, com o governo de Mato Grosso do Sul para assinar um termo de cooperação para a preservação do Pantanal

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Na busca por soluções colaborativas para proteger o Pantanal, o governo de Mato Grosso do Sul realizará um marco histórico nesta quinta-feira (18). Em uma cerimônia no auditório do Bioparque Pantanal, a partir das 8h30, a ministra do Meio Ambiente e defensora incansável da conservação ambiental, Marina Silva, estará presente para liderar a assinatura de um termo de cooperação pela preservação do bioma.

A iniciativa visa unir esforços entre o governo local, o Ministério do Meio Ambiente e o governo de Mato Grosso para garantir a defesa, proteção e desenvolvimento sustentável do Pantanal, que se estende por ambos os estados.

Junto ao governador Eduardo Riedel e ao governador mato-grossense Mauro Mendes, Marina Silva, juntamente com os respectivos secretários responsáveis pelas pastas ambientais, ratificará o compromisso mútuo de harmonizar a legislação sobre o uso responsável dos recursos naturais do Pantanal.

Além disso, será elaborado um Plano Integrado de Prevenção, Preparação, Resposta e Responsabilização a Incêndios Florestais específico para o bioma Pantanal, enquanto se intensificará o monitoramento da fauna silvestre e o estímulo à produção sustentável na região.

Os secretários de Meio Ambiente de ambos os estados, Jaime Verruck e Mauren Lazzaretti, respectivamente, junto aos secretários de Segurança Pública, Antonio Carlos Videira (MS) e César Augusto de Camargo Roveri (MT), também serão signatários do termo. Essas pastas se integram no esforço conjunto em defesa do bioma.

Com uma vigência de cinco anos, o termo será gerido por um Grupo de Trabalho com representantes igualitários dos dois estados, refletindo o compromisso comum com a preservação do Pantanal.

O momento será ainda mais emblemático, já que a assinatura coincidirá com o 'Seminário sobre as Causas e Consequências do Desmatamento no Pantanal', evento promovido pelo Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas. Este evento ampliará o diálogo e a conscientização sobre os desafios enfrentados pelo Pantanal e reforçará o compromisso de todos os envolvidos em proteger esse patrimônio natural inestimável.

Lei do Pantanal

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, em dezembro do ano passado, a ministra ao lado do governador Eduardo Riedel (PSDB) e de produtores rurais e ambientalistas,  participou da sanção da Lei do Pantanal.

Na ocasião, a Marina Silva também anunciou a pretensão de criar um fundo nacional para os biomas brasileiros. Um dos objetivos é beneficiar financeiramente iniciativas de preservação do bioma, proibir o plantio de monoculturas no Pantanal e estabelecer novas normas para autorizações de desmatamento. 

"Esse esforço de ter uma lei para preservar o Pantanal estabelece critérios de como vai ser feito daqui para a frente a supressão vegetal, que só poderá acontecer se você não tiver graves penalidades ambientais, só poderá acontecer se obedecer aos critérios técnicos, só poderá acontecer se tiver o cadastro ambiental rural, uma série de critérios", comentou Marina Silva, sobre alguns pontos da lei. 

A ministra ressaltou ainda que, se o Estado não sinalizasse a iniciativa de criar uma lei que abrangesse a preservação do bioma e a regulamentação das atividades econômicas no Pantanal, isso seria feito por meio do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). 

Por sua vez, o governador Eduardo Riedel disse que o governo do Estado vai entrar com cerca de R$ 40 milhões em recursos, assim que o Fundo Clima Pantanal estiver efetivamente instituído, dando um "exemplo" para atrair outras iniciativas. 

"O governo aporta dando exemplo, com projetos específicos que vão ao encontro do espírito da lei, da preservação e da produção sustentável. E todas as empresas, instituições e governos que estiverem de fora e tiverem interesse de participar de bons projetos para o bioma Pantanal vão ter no fundo um espaço para angariar recurso e garantir que o Pantanal continue sendo preservado", disse o governador. 

*Colaborou Ketlen Gomes

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Justiça

Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro

Procurador-geral da República se manifestou em sessão do STF

15/09/2026 21h00

Rosinei Coutinho/STF

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.  

"Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse Gonet.

Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero, que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master.

Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que "Gonet é firme".

Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível "reverter isso com Paulo ou Andrei". De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação.

"Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República", comentou Gonet em seguida.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. 

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Saúde

Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados

15/09/2026 19h00

Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram, segundo o governo federal, 608 mil procedimentos a mais.

“O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos e ocorre após o país alcançar, em 2025, 14,9 milhões de cirurgias eletivas”, afirmou o governo federal, em nota.

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados. Os maiores crescimentos foram vistos no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Parte dos procedimentos foram realizados no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, representando 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. O programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS, por meio de ampliação de mutirões assistenciais, utilização de unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.

A projeção do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima dos 14,9 milhões registrados em 2025.

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