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Mato Grosso do Sul tem 28 mil famílias cadastradas à espera de terras

Na semana passada, o governo federal anunciou a suspensão da reforma agrária no País

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A suspensão da reforma agrária no Brasil  pode afetar pelo menos 28 mil famílias cadastradas no Programa Nacional de Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul.

A medida foi anunciada na semana passada, após a indicação do general João Carlos de Jesus Corrêa para comandar o Instituto Nacional de Coloniação e Reforma Agrária (Incra) feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Os superintendentes regionais foram avisados da decisão e desde então não foi mais permitida nem mesmo vistorias em imóveis rurais. Sem a desapropriação, também fica impedida a crianção de novos assentamentos. O Estado não tem novos assentamentos há cinco anos. 

Os valores destinados para a reforma agrária afetam o orçamento e, por esse motivo, o compromisso de enviar os recursos por meio do Governo foram cancelados, de acordo com o general. Pelo menos 250 processos de aquisição de terras que tramitam no Incra devem ser paralisados e novas ações não poderão ter início. A quantidade de processos em andamento no Estado não foi divulgada. Entre 2018 a 2019, o orçamento destinado à aquisição de imóveis rurais para a reforma agrária reduziu 50%, caindo de R$ 83,7 milhões para R$ 42 milhões. Em 2015, o valor destinado para aquisição de imóveis era de R$ 800 milhões. 

Ainda de acordo com informações do Incra, nenhum assentamento foi criado e nenhum imóvel foi desapropriado nos dois primeiros meses do governo Bolsonaro. O Instituto tem atuado apenas na segunda etapa da reforma agrária, em legalizações de terras que já foram desapropriadas e emissão de títulos definitivo de posse da terra.

O superintendente do Incra em MS, Humberto César Mota Maciel, foi procurado para explicar a suspensão da reforma, mas por meio da assessoria de imprensa o Instuto informou que o representante estava em Brasília (DF) para uma reunião.

SITUAÇÃO
Das 28 mil famílias cadastradas pelo Incra no Estado, aproximadamente 2 mil recebem cestas básicas mensalmente. Os inscritos estão sendo atualizados desde 2017, por isso os números são aproximados. Ainda segundo o Instituto, em MS existem cerca de 100 acampamentos compostos por famílias que aguardam o avanço da Reforma Agrária para serem contempladas com uma propriedade rural.
Há cinco anos sem novos assentamentos, o Incra no Estado havia retomado há dois anos as tratativas com o Governo Federal para vistorias em propriedades rurais na tentativa de destravar e avançar a reforma agrária, que agora foi paralisada. Com o início desses trabalhos em 2017, não há previsão para que novos assentamentos saiam.

Reportagem publicada pelo Correio do Estado em 11 de abril do ano passado mostrou que total de 4.287 mil lotes da reforma agrária, em 204 assentamentos de Mato Grosso do Sul estão vazios e sem qualquer utilidade. 

Números do próprio Incra apontam que em algumas cidades, a quantidade de parcelamentos abandonados supera o montante ocupado e a superintendência regional do órgão apontava para compra e venda de terras como principal irregularidade que levava à desocupação. Mas os assentados alegavam isolamento, assistência falha, falta de água, fraudes e negligência por parte do Incra.

Sem receber assistência por parte do Incra, assentados estão abandonando ou vendendo as terras que ganharam do governo, o que é ilegal. Diante do pouco efetivo e da lentidão do Instituto em apurar as irregularidades o Ministério Público Federal (MPF) abriu - no ano passado - mais da uma dúzia de procedimentos que investigam a situação.

Um dos casos mais emblemáticos de 2018 foi relativo ao abandono de 11 lotes em Corumbá. As terras foram deixadas para trás, no Projeto de Assetamento Tamarineiro II Sul. O caso é investigado pelo MPF, que também apura a suposta intenção de venda das terras por parte dos beneficiários e a morosidade do Incra em tomar providências quanto a situação.

alerta fake

Após invasão hacker, Defesa Civil diz que está trabalhando em plataforma mais segura

Segundo as investigações, foram disparados pelo menos 10 alertas diferentes em cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande na madrugada de sexta (19) para sábado (20)

21/06/2026 12h30

Alerta chegou aos celulares de Campo Grande pouco antes da 1 hora da manhã de sábado (20)

Alerta chegou aos celulares de Campo Grande pouco antes da 1 hora da manhã de sábado (20) Reprodução

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Após um ataque hacker emitir um alerta sonoro para aparelhos celulares em vários estados brasileiros na madrugada do último sábado (20), a Defesa Civil afirmou que uma  nova versão da plataforma de alertas já está em desenvolvimento para aprimorar o sistema de segurança do sistema. 

Em coletiva na manhã de ontem (20), o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wonlei Wolff, explicou que ainda não se sabe ao certo quantos celulares receberam as mensagens e que, em breve, a perícia irá revelar como aconteceu a invasão. 

"Após a péricia, teremos em breve informações bastante seguras de como aconteceu esse ataque a nossa plataforma e, no menor tempo possível, é uma questão de prioridade do Governo Federal ativar essa nova versão que garanta mais segurança ao sistema e aos usuários do sistema Defesa Civil Alerta", afirmou.

"Estamos tratando o caso com o máximo rigor técnico. Nosso compromisso é assegurar que os sistemas de alerta funcionem com total confiabilidade, garantindo a proteção da população brasileira”, completou o secretário.

A Polícia Federal já está trabalhando nas apurações sobre o acesso indedivo à plataforma. A partir do diagnóstico, serão implementadas medida para reforçar a segurança do sistema. 

A plataforma foi bloqueada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e suspendeu as contas dos usuários envolvidas no incidente. As informações de login e senha das contas foram entregues à perícia. 

O caso 

No início da madrugada deste sábado (20) moradores de diversos estados brasileiros receberam um Alerta Extremo enviado supostamente pelas pastas locais com a palavra misantropia, que quer dizer "horror à humanidade ou aversão à natureza humana".

A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A notificação chegou a celulares localizados no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro, São Paulo , Bahia e Mato Grosso do Sul. Neste último estado, o alerta chegou exatamente à meia noite, quanto o tempo estava chuvoso, o que fez com que o alerta fosse levado a sério por muita gente.

Os alertas

O Defesa Civil Alerta é um sistema de notificação de desastres enviado via telefone celular que envia mensagens de texto estilo pop-up na tela do celular, sobrepostas ao conteúdo sendo acessado naquele momento, a todos os aparelhos compatíveis conectados às redes móveis 4G e 5G, localizados nas regiões com risco de desastres naturais ou outras situações emergenciais.

Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

Não há necessidade de cadastro prévio ou quaisquer providências adicionais para recebimento das notificações via Defesa Civil Alerta.

Nesta tecnologia, há dois tipos de alertas: extremo e severo. O primeiro é o nível máximo de alerta, caracterizado por severidade muito alta, nível de confiança observada ou provável e urgência imediata. Já o segundo se diferencia por ter urgência esperada, representando um tempo maior para que a população adote as orientações de autoproteção. 

No caso do alerta extremo a mensagem acionará um sinal sonoro no celular, semelhante a uma sirene, ainda que o aparelho esteja no modo silencioso, o que vai permitir maior eficiência do alerta nas situações de risco. Foi esse alerta que apitou durante a madrugada de sábado e assustou várias pessoas.

No caso do alerta severo, o sinal sonoro será um “beep” similar ao do SMS e não irá soar no modo silencioso. 

nova estação

Inverno chega com sensação de 0,3ºC em MS

As temperaturas chegaram a 6,5ºC na região Sul do Estado nesta madrugada; em Campo Grande, a sensação térmica chegou a 5,5ºC

21/06/2026 10h00

Na Capital, domingo amanheceu com céu azul, sol e temperaturas baixas

Na Capital, domingo amanheceu com céu azul, sol e temperaturas baixas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O inverno oficialmente chegou ao Brasil e derrubou as temperaturas durante a madrugada deste domingo (21) em Mato Grosso do Sul. 

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que a sensação térmica em algumas cidades do Estado se aproximaram de 0ºC, especialmente no sul e na fronteira. 

Em Ponta Porã, os termômetros registraram 7,4ºC, mas a sensação térmica chegou a apenas 0,3ºC, a menor do Estado. Em Iguatemi, a temperatura chegou a 8,3ºC com sensação de 1,3ºC. 

Em Caarapó, os termômetros marcaram 9,6ºC, com sensação de 8,7ºC. Em Campo Grande, a madrugada chegou a 11,4ºC com sensação térmica de 5,5ºC. 

A menor temperatura registrada no Estado foi em Sete Quedas, de 6,5ºC durante esta madrugada. Nas regiões mais ao norte de Mato Grosso do Sul, também fez frio. Em Corumbá, a mínima foi de 10,6ºC, enquanto Três Lagoas registrou 12,3ºC. 

Ao longo deste domingo, as temperaturas tendem a subir, chegando a 25ºC em Campo Grande, 23ºC em Dourados e 28ºC em Coxim. 

Previsão da semana

A partir de segunda-feira (22), uma nova frente fria avança por todo o Estado. Em Campo Grande, as máximas não passam de 17ºC e as mínimas podem chegar a 7ºC. 

Em Ponta Porã e região extremo sul do Estado, as mínimas chegam a 4ºC e as máximas não passam de 17ºC, acompanhadas de nevoeiro, sol e variação de nebulosidade. 

Em Corumbá e região, há risco de chuva irregular durante a semana, derrubando as máximas para 23ºC. As mínimas chegam a 9ºC entre quinta-feira e sexta-feira que vem. 

Em Coxim, também há chances de chuva entre a próxima terça-feira e quarta-feira. As máximas esperadas não passam de 21ºC até quinta-feira e as mínimas chegam a 11ºC. 

De acordo com o Inmet, todo o Estado está em alerta amarelo para chuvas intensas e declínio de temperatura a partir de terça-feira (23). Isso significa que há chances de grandes acumulados de chuva (até 50 milímetros por dia) acompanhados de rajadas de vento e descargas elétricas. 

Além disso, o alerta indica uma queda brusca de temperatura, entre 3ºC e 5ºC, que pode causar impactos na saúde, começando já na madrugada desta segunda-feira (22). 

Inverno 2026

Inverno 2026

O inverno de 2026 se iniciou às 4h24 (horário de MS) deste domingo (21) e se estende até às 20h05 de 22 de setembro, dia e hora do equinócio da primavera, no Hemisfério Sul. 

A última madrugada, entra os dias 20 e 21, foi a mais longa do ano. 

De acordo com o Climatempo, o inverno de 2026 terá características especiais e atípicas em várias regiões do Brasil, devido ao rápido fortalecimento do fenômeno El Niño, que teve início oficial na primeira semana de junho de 2026.

A temperatura da água do oceano Pacífico Equatorial, entre a costa do Peru e a Indonésia, deve continuar em rápido aquecimento no decorrer do inverno no Hemisfério Sul (verão no Hemisfério Norte), confirmando o fortalecimento do El Niño. 

O máximo do El Niño deve ocorrer durante a primavera e o verão de 2026, mas os primeiros impactos no clima no Brasil já serão sentidos ao longo do inverno.

Durante a estação, são esperadas duas frentes frias: uma na próxima semana e outra em julho, com previsão para uma possível terceira frente fria no final do mês. Mesmo assim, a previsão para o inverno deste ano é de uma estação quente, com ondas de calor e chuvas irregulares, condições consideradas os primeiros impactos do El Niño no clima do País. 

 

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