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Região Leste

Polícia prende suspeitos em MT por envolvimento em onda de assassinatos em MS

Operação integrada entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso mira facções criminosas ligadas a homicídios em Três Lagoas, Paranaíba e Aparecida do Taboado

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A Polícia Civil, em ação integrada entre unidades de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Suppressio, com foco no combate a homicídios e ao avanço de organizações criminosas na região leste do Estado.

A ofensiva resultou no cumprimento de mandados judiciais, prisões temporárias e uma prisão em flagrante.

A operação foi coordenada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia de Paranaíba, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) e do Núcleo de Inteligência de Rondonópolis (MT).

Segundo a Polícia Civil, as investigações reuniram elementos que apontam a participação dos suspeitos em, pelo menos, cinco homicídios registrados nos municípios de Três Lagoas, Paranaíba e Aparecida do Taboado.

Em Três Lagoas, na última segunda-feira (4), foi preso Caíque Natan de Souza, de 27 anos, apontado como suspeito de envolvimento em crimes violentos na cidade.

Conforme a polícia, ele foi localizado após trabalho de inteligência do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Três Lagoas e estava em posse de armas de fogo, munições e outros elementos ligados aos delitos investigados.

Já nesta quarta-feira, equipes policiais realizaram buscas em Paranaíba para apreensão de provas documentais e digitais que devem reforçar o inquérito policial.

Em ação interestadual realizada em Rondonópolis (MT), investigadores de Paranaíba, com apoio das forças de segurança mato-grossenses, localizaram e prenderam outros dois investigados, identificados pelas iniciais E.P.D.C. e G.M.S.

O delegado responsável pelas investigações afirmou que os homicídios possuem relação com disputas territoriais entre facções criminosas na região.

“Tivemos alguns homicídios que teriam relação com facções criminosas, em conflito pela tentativa de tomar espaço, até pela localização geográfica do nosso município, que faz divisa com outros estados”, explicou.

Ainda segundo o delegado, o trabalho do SIG foi fundamental para identificar os envolvidos e solicitar as medidas judiciais.

“O pessoal do Serviço de Investigações Gerais levantou alguns dados e chegamos à conclusão de que integrantes de uma organização criminosa estariam envolvidos em, pelo menos, dois homicídios realizados na região. Apresentamos o pedido de prisão ao juiz, que foi prontamente deferido”, destacou.

O delegado também ressaltou a integração entre as forças policiais dos dois estados durante a operação.


“Com o apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, realizamos um trabalho de inteligência que levantou os endereços dos investigados. Também pedimos mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pela Justiça. Graças à integração das forças de segurança de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conseguimos prender pelo menos três indivíduos relacionados aos homicídios no nosso Estado”, afirmou.

Conforme a Polícia Civil, o nome da operação “Suppressio” faz referência à supressão e ao impedimento das atividades criminosas ligadas a execuções, disputas territoriais e ataques violentos.

Relembre os casos em Três Lagoas

No sábado (2), um homem identificado como Pedro Augusto Otaviano dos Santos, conhecido como “Cabelinho”, foi morto a tiros em frente a uma residência na Rua Michel Thomé, no bairro Vila Nova.

Já no domingo, na Circular da Lagoa, um dos principais pontos turísticos da cidade, um casal de jovens foi baleado enquanto trabalhava em uma lanchonete. Na ocasião, a jovem Kailayne Mirele Esperidião, de 19 anos, foi atingida por nove disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros e morreu no local.

O namorado da vítima, Gabriel dos Santos Souza, de 18 anos, também foi baleado ao tentar protegê-la. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo na manhã desta terça-feira (5).

No bairro Interlagos, um homem foi baleado dentro de um bar após ser chamado pelo nome pelo autor dos disparos, que efetuou cerca de três tiros. A vítima foi atingida no rosto e no ombro, sendo socorrida em estado grave.

Outro caso envolveu um jovem de 21 anos, baleado por ocupantes de um veículo. Ele foi atingido por três disparos e também encaminhado ao hospital.

A Polícia Civil investiga os casos e trabalha para identificar possíveis conexões entre as ocorrências.

Assassinato em Paranaíba

Segundo informações policiais, uma dupla em uma motocicleta chegou à residência da vítima e, sem descer do veículo, efetuou diversos disparos. O crime aconteceu na noite de 14 de abril, na frente de familiares do rapaz.

A vítima, conhecida como “Kamikase”, era casada e morava na região. Conforme registros policiais, ele possuía extensa ficha criminal, com passagens por diversos crimes e prisões anteriores.

De acordo com a polícia, foram efetuados 16 disparos, dos quais 13 atingiram a vítima.

Desenrola Fies

Mais de 22 mil estudantes de MS podem renegociar dívida do FIES

Em todo o Estado, as dívidas com possibilidade de negociação chegam a R$ 1,6 bilhão

13/05/2026 17h00

O Fies é um programa do governo federal para financiamento de graduação de estudantes em cursos superiores

O Fies é um programa do governo federal para financiamento de graduação de estudantes em cursos superiores FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em Mato Grosso do Sul, mais de 22,4 mil estudantes com contratos em atraso podem negociar suas dívidas por meio do Desenrola Fies a partir de hoje (13). Ao todo, são 22.421 contratos passíveis de negociação.

O programa desenvolvido pelo Governo Federal oferece condições para a quitação de dívidas vinculadas a instituições de ensino, com descontos que podem chegar a até 99% do valor total. Em todo o Estado, as dívidas com possibilidade de renegociação chegam a R$ 1,6 bilhão.

A expectativa do programa é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de dívidas estudantis em todo o Brasil, com saldo devedor que ultrapassa R$ 83,14 bilhões.

Podem participar quem teve contrato firmado até 2017 e que estava em fase de pagamento até o dia 4 de maio de 2026. O prazo para as negociações se encerram no dia 31 de dezembro deste ano. 

Condições

Para os débitos vencidos há mais de 90 dias, o estudante pode optar pelo pagamento à vista com desconto nas multas e redução de até 12% do valor principal. Se preferir, pode escolher o parcelamento da dívida em até 150 parcelas mensais, com redução de 100% dos juros e multas. 

No caso de estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) em situação de vulnerabilidade social, débitos vencidos há mais de 360 dias podem ser quitados de forma integral com desconto de até 99% do valor. 

Para os débitos vencidos acima deste prazo podem ser liquidados com desconto de até 77% do valor. 

Já para os estudantes em dia com os pagamentos ou com atrasos de até 360 dias, o programa oferece a opção de pagamento integral, com 12% de desconto sobre o saldo devedor. Segundo o Governo, essa medida "visa facilitar o encerramento antecipado do contrato, garatindo uma redução direta no montante devedor". 

Como renegociar

Para renegociar as dívidas, é preciso seguir o seguinte passo a passo:

  1. Acessar o canal digital pelo aplicativo ou portal - entre os dias 13 de maio e 31 de dezembro de 2026, acesse o aplicativo do banco onde o contrato foi firmado (Caixa ou Banco do Brasil). 
  2. Solicitar a adesão - no aplicativo ou portal, selecione a opção de renegociação do Fies e veja qual modalidade está disponível para o seu perfil de dívida.
  3. Validação dos termos - leia e aceite o termo aditivo de forma eletrônica. Se for necessário a assinatura de fiadores, o sistema irá mostrar como proceder.
  4. Efetuar o pagamento - com as etapas finalizadas, gere o boleto para pagamento ou autorize o débito da parcela de entrada diretamente pelo aplicativo ou portal. 
  5. Acompanhar a regularização - após a confirmação do pagamento, é feita a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplência de forma automática de acordo com o cronograma de pagamento. 

Escândalo Pré-Eleitoral

"Dark Horse" domina buscas no Brasil na tarde desta quarta-feira

Interesse pelo filme sobre Bolsonaro disparou de zero a 100 em menos de três horas após revelação do Intercept sobre negociação milionária entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro

13/05/2026 16h38

Gerado com IA por Correio do Estado

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O termo "dark horse" saiu do absoluto silêncio digital para ocupar o topo das buscas no Brasil na tarde desta quarta-feira, 13 de maio. Os dados de volume de buscas mostram que o interesse era nulo até as 14h (horário de Brasília) e atingiu o pico máximo por volta das 16h24, num crescimento que levou menos de três horas para ir de zero a cem.

Fonte: Google Trends

O pico coincide com a proximidade do lançamento do longa-metragem americano de mesmo nome. Dark Horse é um filme biográfico norte-americano dirigido por Cyrus Nowrasteh e escrito por Mário Frias, com previsão de estreia para 11 de setembro de 2026. O longa retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, com foco no atentado a faca sofrido pelo então candidato. 

Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo, estrela o filme no papel de Bolsonaro. A escalação do ator americano foi um dos elementos que mais alimentaram a repercussão do projeto nas redes sociais e na imprensa desde o fim de 2025.

A produção não é isenta de polêmicas. Segundo o Intercept Brasil, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações financeiras ligadas ao projeto, com recursos que teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As investigações sobre a origem do financiamento seguem em aberto.

As controvérsias também se estenderam às condições de trabalho no set. Pelo menos 14 figurantes recorreram à Justiça alegando condições "humilhantes", incluindo denúncias de agressões, atrasos em pagamentos, fornecimento de alimentos estragados e restrições abusivas ao uso de banheiros.

Mesmo antes do lançamento, a produção já acumulou um embate jurídico inusitado. Após a divulgação do teaser, a equipe da cantora Beyoncé entrou com ação judicial pedindo a retirada da música "Survivor", do Destiny's Child, utilizada sem autorização. 

O diretor Nowrasteh descreveu o projeto como "um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque", com ambições que vão além do mercado brasileiro.

Os produtores esperam repetir o desempenho de Som da Liberdade (2023), também estrelado por Caviezel, que arrecadou US$ 184 milhões nos Estados Unidos  com o Brasil figurando entre seus maiores mercados internacionais. Deadline

Com estreia marcada para setembro, o filme promete manter o debate aquecido nos próximos meses dentro e fora das telas.

O escândalo

O que transformou o filme numa bomba política foi a reportagem publicada pelo Intercept Brasil na tarde desta quarta-feira. Mensagens obtidas pelo veículo indicam conexão direta entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro que está preso. Documentos indicam que R$ 61 milhões teriam sido enviados aos Estados Unidos por meio de um fundo ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. 

O valor total negociado é ainda maior. Segundo a investigação, Vorcaro teria prometido repassar US$ 24 milhões  cerca de R$ 134 milhões na cotação da época  para viabilizar o longa. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto. 

As mensagens reveladas são diretas e comprometedoras. Em 16 de novembro de 2025, Flávio escreveu a Vorcaro pelo WhatsApp: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!" mensagem enviada apenas um dia antes da prisão do banqueiro, que tentava deixar o país acusado de operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. 

A intimidade entre os dois ia além da formalidade financeira. Em 7 de novembro, após Flávio enviar a Vorcaro um vídeo de visualização única, o senador escreveu: "Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc". Vorcaro respondeu: "Que demais. Ficou perfeito." 

Há também registros de Flávio cobrando diretamente os repasses atrasados. Em áudio de setembro de 2025, o senador demonstra desconforto: "Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme." 

Em outra gravação, a preocupação era com a reputação internacional do projeto. Flávio alerta Vorcaro: "Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim." 

A teia financeira

O esquema de repasse envolve intermediários com histórico investigativo. Os empresários Thiago Miranda e Fabiano Zettel este último identificado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro participaram como intermediários nas negociações. 

A produtora do filme no Brasil também está no centro das investigações. Em dezembro de 2025, o Intercept revelou que Karina Ferreira da Gama, produtora executiva do filme no Brasil, havia recebido pelo menos R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para operar um contrato de Wi-Fi público sem concluir as entregas previstas. Desde março, o Ministério Público está investigando o contrato. 

As consequências políticas

A repercussão foi imediata em Brasília. Órgãos públicos já iniciaram procedimentos para apurar se o financiamento do longa-metragem configurou crime de lavagem de dinheiro ou caixa dois, dada a origem dos recursos provenientes de um banqueiro sob investigação e o trâmite internacional das verbas. Revista Fórum

O impacto sobre a candidatura de Flávio à Presidência é considerado devastador por articuladores políticos. O consenso entre eles é que a proximidade afetuosa com Vorcaro cria uma "mancha inapagável" na imagem de "renovação" e "honestidade" que a extrema direita insistia em projetar para 2026. Revista Fórum

Questionado pela imprensa, o senador recuou e negou tudo. Ao ser abordado por jornalistas do Intercept nas proximidades do Supremo Tribunal Federal, Flávio reagiu em tom de deboche: "É mentira, pelo amor de Deus, de onde você tirou isso? É dinheiro privado, dinheiro privado, dinheiro privado", afirmou antes de deixar o local. 

Às 16h24 desta quarta-feira, enquanto a curva de buscas por "dark horse" atingia seu pico no Brasil, o que estava em jogo não era mais um filme era uma candidatura presidencial, uma investigação criminal e a pergunta que o país tentava responder em tempo real: quem, afinal, financia o azarão?

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