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MEC atrasa divulgação da 2ª chamada do Prouni pelo terceiro dia

O Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer, os candidatos usam os resultados do Enem

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O MEC (Ministério da Educação) atrasou pelo terceiro dia seguido a divulgação dos resultados da segunda chamada do Prouni (Programa Universidade para Todos). Problemas técnicos têm afetado o carregamento dos resultados na plataforma federal de acesso ao ensino superior.

O cronograma inicial previa que os resultados saíssem na terça (27), mas candidatos a bolsas em universidades privadas não conseguiram acessar os resultados. Após receber reclamações de atraso, a pasta declarou que a divulgação ocorria na quarta (18). 

No sistema de acesso, o ministério de Camilo Santana somente atualizou a data, sem qualquer explicação aos candidatos.

"As equipes técnicas da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Stic) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu) estão trabalhando para divulgar os resultados da segunda chamada do Prouni o mais rápido possível", diz nota do ministério.

O Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer, os candidatos usam os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e se inscrevem em um sistema específico do governo federal.

A previsão é que os candidatos contemplados na segunda chamada tenham até o dia 12 de março para comprovar as informações prestadas e garantir a vaga. Depois será aberto um novo prazo, entre os dias 18 e 19 de março, para quem desejar se cadastrar na lista de espera.

O atraso e a falta de esclarecimentos causaram indignação entre estudantes, que têm publicado reclamações nas redes sociais.


Essa edição do Prouni oferta 406.428 bolsas em 1.028 instituições participantes.

Esse é mais um de uma série de problemas envolvendo os sistemas de seleção para o ensino superior na gestão Lula (PT).

No dia 6 de fevereiro, devido a um erro na divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o ministério voltou a ter dificuldade na entrega dos aprovados da primeira chamada para o Prouni.

Durante toda a tarde, o portal ficou fora do ar e os candidatos não conseguiram acessar os resultados, que só foram publicados no início da noite.

Já em relação ao Sisu, que oferece vagas em universidades federais também a partir da prova do Enem, foram dois problemas. Além do atraso na divulgação, o MEC liberou indevidamente resultados provisórios, que ainda não estavam homologados. Conforme a pasta, os dados errados ficaram disponíveis por 25 minutos.

Assim, estudantes que antes chegaram a aparecer como aprovados na primeira lista descobriram que, na verdade, não haviam conseguido a vaga. A pasta alegou problemas técnicos.

Novo problema ocorreu na divulgação dos resultados da lista de espera do Sisu, que deveria ter acontecido no dia 16 de fevereiro, mas por orientação do MEC, as universidades e institutos federais adiaram a divulgação ou retificaram a publicação dos aprovados. Procurada por telefone e email diversas vezes, a pasta não deu explicações sobre as ocorrências.

A reportagem levantou que houve problemas em mais de 20 instituições em todo país nas convocações para essa etapa de "repescagem", que seleciona quem não foi aprovado em primeira chamada, em janeiro.

Não foi esclarecido se o reprocessamento das listas alterou a classificação dos candidatos, como havia ocorrido na divulgação da primeira chamada.

 

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Assustou!

Formação de nuvem funil deixa campo-grandenses apreensivos

O fenômeno não é normal, mas acontece em formação de tempestades e caso toque no solo, pode se tornar um tornado.

12/04/2024 18h22

Reprodução/

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A formação de uma nuvem de funil no início da tarde de hoje (12), na região sul de Campo Grande, deixou os moradores apreensivos, após registrarem o momento da formação de um cone entre as nuvens

A nuvem funil é criada com a rotatividade do vento, criando nuvens em formato de funil, que se estende desde a base da nuvem, porém ela não atinge a superfície. 

Conforme informações de meteorologistas, a nuvem funil é o primeiro estágio de desenvolvimento de um tornado, e ela é associada a nuvens de tempestades. 

A formação dela ocorre quando há presença de vórtices no interior de uma nuvem. O mesociclone ou vórtice é responsável pela rotação da coluna de ar dentro da nuvem. 

Quando ocorre este movimento se origina o encontro de fortes correntes de ar em direções opostas, formando o funil. Dependendo da intensidade dos ventos, ela pode tonar no solo, o que acarreta um tornado.  


Nuvem funil assusta moradores durante formação de temporal em Sidrolândia 

No início deste ano, em Sidrolândia, a formação de uma nuvem funil, deixou trabalhadores de um frigorífico de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, apreensivos. No momento da formação dessas nuvens, o tempo estava fechado com possibilidade de chuva na região.      

Segundo depoimento de trabalhadores que se depararam com a nuvem, relataram que não ventava no momento da formação desse funil. 

Buscando entender o porquê deste fenômeno em Mato Grosso do Sul, o meteorologista do Cemtec, Vinicius Sperling, disse que o funil não é algo raro, mas pode ocorrer em outras ocasiões.

“Esse funil  não é algo normal, mas também não é raro, até porque já tivemos casos parecidos no ano passado. O que ocorreu é que essa nuvem funil que geralmente é uma nuvem mais intensa foi criada por causa de um choque entre um ar mais quente com um ar mais instável e acabou criando uma vórtice da base, que sai de uma ponta da nuvem girando em direção ao solo. Resumindo, esse fenômeno é parecido com um tornado, por ocorrer mais próximo à superfície”, explicou.  

Apesar de ser um fenômeno parecido com um tornado, o meteorologista da Cemtec explica que não é preciso se apavorar, mas buscar proteção, em caso de formação de nuvens mais pesadas para chuvas.  

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Política

Lula adere a rede rival de Musk após movimento da esquerda contra X

Bluesky recebeu autoridades brasileiras nos últimos dias em protesto a Elon Musk

12/04/2024 18h00

(Imagem: AliSpective/Shutterstock)

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O presidente Lula (PT) aderiu nesta sexta-feira (12) a Bluesky ("céu azul", em inglês), rede social rival do X de Elon Musk.
A plataforma, que inicialmente proibia a entrada de chefes de Estado, anunciou a mudança de posição também nesta sexta.

Lula fez a sua primeira publicação na rede pela manhã, sobre evento em Campo Grande (MS) de habilitação de frigoríficos para exportação de carne para China. O perfil tem a mesma descrição e foto que no X.

A criação do perfil oficial do presidente ocorre após movimento de integrantes da esquerda brasileira contra o X, antigo Twitter.

O empresário embarcou na onda de bolsonaristas e trava uma disputa com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem tem chamado de ditador. Moraes, por sua vez, determinou a investigação de Musk, que ameaçou liberar contas bloqueadas na Justiça por fake news.

Anunciada pela primeira vez em 2019, a Bluesky chegou no Brasil no ano passado. A rede, criada por Jack Dorsey, fundador do Twitter, surgiu como um projeto interno à plataforma de microblogs, mas ganhou vida própria quando Dorsey deixou a presidência da rede no final de 2021.

Mas foi nesta semana que a plataforma começou a receber adesão em peso de autoridades, num movimento de retaliação a Musk.

Políticos como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já criaram seus perfis na rede.

"Prestação de serviço não pode transformar-se em imposição de vontade. Quem opera no Brasil tem de respeitar as regras, a democracia e a Constituição. Ameaças não tiram nossa liberdade, nem podem penalizar seguidores por suas posições", disse.

Ministros da Esplanada, Jorge Messias (AGU) e Paulo Pimenta (Secom), também aderiram à Bluesky.

O chefe da Secom fez críticas a Musk, sem citá-lo nominalmente. "Não vamos permitir que ninguém, independente do dinheiro e do poder que tenha afronte nossa pátria. Não vamos transigir diante de ameaças e não vamos tolerar impunemente nenhum ato que atente contra nossa democracia", disse.

Pimenta disse ainda que o Brasil não será "tutelado" pelas plataformas de redes sociais.
Já Messias publicou uma foto da constituição e reiterou apoio ao STF e aos seus ministros. "Todos os que amam a democracia precisam se unir para defendê-la das ameaças que buscam garrotear a liberdade, nas palavras de Ulysses Guimãres", afirmou.

As atitudes de Musk de atacar Moraes e desobedecer ordens judiciais levaram autoridades a sair em defesa do ministro e do STF nos últimos dias. O magistrado, por sua vez, afirmou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".

O presidente Lula já fez críticas a Elon Musk nos últimos dias, mas sem citá-lo nominalmente. Ele disse que o empresário nunca produziu "um pé de capim no Brasil" e defendeu o STF.

"Temos uma coisa muito séria nesse país e no mundo que é se a gente quer viver em um regime democrático ou não. Se a gente vai permitir que o mundo viva a xenofobia do extremismo. Que é o que está acontecendo", disse, na última quarta-feira (10).


 

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