Cidades

CAMPO GRANDE

Médica denuncia transfobia e falta de estrutura em UPA de Campo Grande

Profissional relata expulsão durante plantão, uso de pronomes errados e falhas graves em equipamentos de emergência

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Uma médica que atua na rede pública de saúde de Campo Grande registrou boletim de ocorrência após denunciar episódios de transfobia, suposta expulsão arbitrária do plantão e falhas estruturais graves em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Conforme o relato, a profissional assumiu o plantão na sala de emergência no início da tarde de domingo (12), encontrando o setor superlotado e com múltiplos pacientes em estado grave. Entre os casos, havia situações de choque séptico, insuficiência respiratória, crise falcêmica e doenças cardíacas.

Durante o atendimento, a médica afirma ter enfrentado dificuldades estruturais críticas, incluindo a falta de equipamentos adequados para a ventilação mecânica. Segundo ela, no momento de uma intubação de emergência, o único ambu disponível apresentou falha e se desmontou, sendo necessário o uso improvisado de um equipamento pediátrico para manter o paciente ventilado.

Ainda conforme o registro, outro incidente ocorreu quando o cuff do tubo foi danificado durante a assistência, exigindo nova intubação em um cenário já considerado instável.

Conflito durante atendimento

A situação se agravou com a chegada da diretora médica da unidade, acionada para avaliar problemas estruturais e dar suporte ao fluxo de atendimento. De acordo com a denúncia, antes mesmo de receber informações clínicas sobre o caso, a superior teria iniciado uma abordagem considerada inadequada pela profissional.

A médica relata que foi tratada de forma desrespeitosa, com o uso reiterado de pronomes masculinos, mesmo após correções. Segundo o boletim, a situação evoluiu para um desentendimento, no qual a diretora teria elevado o tom de voz e determinado a saída imediata da profissional do plantão, além de afirmar que ela não poderia mais atuar na unidade.

A denunciante afirma que solicitou formalização por escrito da ordem, alegando não poder abandonar o plantão sem respaldo legal, mas o pedido teria sido negado.

Diante do ocorrido, a médica acionou a Polícia Militar e, posteriormente, formalizou a denúncia na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol).

O caso foi registrado, inicialmente, como possível prática de discriminação por identidade de gênero, com base na Lei nº 7.716/89, que trata de crimes resultantes de preconceito. A tipificação pode ser alterada ao longo das investigações.

A profissional também aponta possível abuso de autoridade e questiona as condições de trabalho na unidade, destacando riscos à segurança de pacientes e da equipe médica.

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VOTAÇÃO

Câmara vota projeto que garante merenda adaptada para alunos com necessidades especiais

Entre elas estão: Transtorno do Espectro Autista (TEA), anemia, intolerância à lactose, diabetes, hipertensão, obesidade, etc

13/04/2026 10h30

Licitação suspensa merenda escolar

Licitação suspensa merenda escolar Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votam nesta terça-feira (14) o Projeto De Lei Legislativo nº 11936/2025, que institui o Programa de Apoio à Alimentação Escolar Inclusiva (PAAI) para alunos com necessidades alimentares específicas na Rede Municipal. O texto é de autoria do vereador Leinha (Avante)

Estas necessidades incluem Transtorno do Espectro Autista (TEA), anemia, doença celíaca e intolerância à lactose; disfagia, dificuldades de mastigação ou outras condições que exijam dieta pastosa; diabetes, hipertensão e obesidade.

Caso seja aprovado, a execução do PAAI será objeto de acompanhamento e fiscalização pelo Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE).

Solicitação

A inclusão do aluno no PAAI se dará mediante solicitação dos pais ou responsáveis junto à unidade escolar em que o aluno está matriculado, instruída com, no mínimo, um dos seguintes documentos:

I - laudo médico ou relatório nutricional;
II - comprovação da seletividade alimentar associada ao transtorno por profissional da área de saúde ou educação;
III - orientações e prescrições emitidas por nutricionistas e demais profissionais de
saúde que acompanhem o aluno.

Segundo o texto da proposta, a adaptação da merenda escolar será organizada com base em eixos de cardápios especiais, conforme dispuser o regulamento da lei, garantindo a análise individualizada para casos excepcionais.

Quando a complexidade da dieta ou a inviabilidade temporária de fornecimento pelo Poder Público o justificar, poderá ser autorizado que os pais ou responsáveis legais forneçam a refeição do aluno, a ser consumida no ambiente escolar.

Competências

Cabe às Secretarias Municipais de Educação e Saúde adotar as medidas necessárias para o cumprimento da lei, incluindo:

I - elaborar e implementar os cardápios especiais, sob a responsabilidade técnica de nutricionista;
II - assegurar o acompanhamento nutricional específico aos alunos beneficiários do PAAI;
III - promover capacitação periódica dos profissionais responsáveis pela manipulação e fornecimento da alimentação escolar.

A justificativa apresentada na proposta para implantação deste PL é que esta proposição não se limita a um mero ajuste administrativo, mas representa um imperativo de saúde pública e um avanço na concretização dos direitos fundamentais à alimentação e à educação.

Ao assegurar refeições adequadas para estes alunos, o PAAI visa promover o pleno desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem e o rendimento escolar desses estudantes.

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CAMPO GRANDE

PM atira em colega de farda após confusão em supermercado

Sargento achou que a ocasião tratava-se de um roubo e atirou contra PM à paisana do Batalhão de Choque

13/04/2026 10h20

Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local

Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local Foto: Redes Sociais

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Policial militar atirou em um colega de farda, na noite deste domingo (12), após uma confusão em um supermercado localizado na avenida Amaro Castro Lima, bairro Nova Campo Grande, na Capital.

O disparo atingiu o pé do policial, que teve o dedo dilacerado. A vítima é um policial do Batalhão de Choque que estava à paisana. O autor do disparo seria um sargento da PMMS.

Conforme apurado pela reportagem, tudo começou com uma confusão no estacionamento do supermercado, quando o sargento achou que a ocasião tratava-se de um roubo.

O PM de folga se envolveu em uma discussão com crianças, adolescentes e adultos, próximo aos carros, por motivos desconhecidos. Em determinado momento, algumas pessoas começaram a gritar “pega ladrão” e, o militar foi em direção a rua, tentando sair da confusão. Mas, foi perseguido por vários populares.

O sargento foi chamado sob possível alerta de furto na região, quando se deparou com a perseguição, ao acreditar que se tratava de um suspeito em fuga.

Neste momento, atirou contra o PM de folga na região do pé. Mas, ele não sabia que o rapaz era um colega de farda.

O PM do Batalhão de Choque foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado a Santa Casa. Não se sabe seu estado de saúde.

Além do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para isolar a área, entender a dinâmica da ocorrência, fazer a perícia e apreender a arma. Todos os envolvidos compareceram até a delegacia para prestar esclarecimentos.

O caso foi registrado como calúnia, vias de fato e lesão corporal e, além disso, será investigado pelas autoridades.

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