Cidades

Força Tarefa-RS

Médico campo-grandense presta auxílio como voluntário para ajudar desabrigados em Porto Alegre

Casal de Campo Grande está atuando na linha de frente, neste domingo (05) em Porto Alegre prestando auxílio nos abrigos em ação do Ministério Público do Rio Grande do Sul

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Atendendo ao chamado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o médico psiquiatra Lucas Pacini, e a jornalista Sarah Santos, se uniram a diversos profissionais que estão atuando em abrigos para auxiliar a população de desabrigados em decorrência da chuva, em Porto Alegre (RS). 

A jornalista, juntamente com o marido, ambos de Campo Grande, mudou há cerca de dois meses para a Capital gaúcha com o esposo, Lucas Pacini, que passou em um concurso para atender como médico psiquiatra em um hospital da região.

No sábado (04) a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, emitiu alerta para risco de inundação que atingiu diversas regiões de Porto Alegre devido ao alto volume do Lago Guaíba, que subiu mais de cinco metros, sendo o maior nível registrado.

Diante da situação de pessoas desabrigadas que vieram de outros municípios e também da própria Porto Alegre, o Ministério Público (MPRS) para atender a demanda da população fez o recrutamento de profissionais para trabalhar na linha de frente.

"A gente se envolveu como voluntariado com o Ministério Público, eles fizeram um recrutamento de médicos, meu esposo se candidatou e eu fui acompanhando junto com o MP. Estamos indo de abrigo em abrigo, para recolher, saber quais são as demandas, oferecer ajuda no que for necessário, e aí o MP, com todo esse suporte, anota as demandas e vai contribuindo com o que cada abrigo precisa. A gente já passou no abrigo do SESC, da Protásil Alves, e agora nós estamos no abrigo da Igreja Luterana", disse Sarah.

 

O médico psiquiatra Lucas Pacini atuando em abrigos em Porto Alegre (RS) / Arquivo Correio do Estado

Somando a força tarefa com o que cada um pode oferecer para ajudar a diminuir o sofrimento da população, a jornalista Sarah Santos, também está acompanhando a Caravana e relatou ao Correio do Estado que a situação dos abrigos é caótica.

"E o que eu tenho visto em relação aos abrigos é [uma] coisa que eu nunca imaginei que veria na minha vida.  Porque são muitas famílias nesses abrigos, são muitas pessoas com familiares perdidos que não sabem onde estão seus familiares. A gente conversou especificamente com uma mulher que saiu de casa, o esposo não quis sair, então ela saiu com os filhos, a casa inundou, ela não teve mais notícias do esposo e ela está no estado de crise, de ansiedade mesmo, querendo saber onde o esposo está. Tem mais pessoas com familiares perdidos e não se tem resposta, porque são milhares de pessoas, é uma demanda muito grande, a Defesa Civil está fazendo tudo o que pode, mas é muito difícil unir todas essas informações", contou Sarah.

Além da força tarefa organizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, estão atuando na linha de frente pessoas da sociedade civil, igrejas e até times de futebol. 

"Se não tivesse essa organização da sociedade civil, realmente não sei, sabe? Não sei como seria. E tem mais uma questão, e essa questão especialmente no interior, onde a inundação é maior e muitas das vezes eles recebem menos atenção porque é mais difícil chegar. Quando a água descer, muitos corpos vão aparecer, muitas pessoas que infelizmente morreram nas enchentes vão submergir na água e o número de mortos com certeza vai aumentar. E é uma realidade muito triste. O estado inteiro, embaixo da água, centenas de cidades envolvidas. Mas a gente tem tentado fazer o mínimo pelo menos para diminuir e mitigar os efeitos disso tudo', pontuou Sarah.

Na caravana em que estão os campo-grandenses prestam suporte a promotora de Justiça, Anelise Grehs, o motorista, enquanto Lucas presta a ajuda com a assistência médica, Sarah Santos contribui fazendo o levantamento do que as pessoas estão precisando. 

"Toda Porto Alegre fez uma grande força tarefa. Então são pessoas o tempo todo disponibilizando seus serviços, suas habilidades, aí a gente vai nos abrigos, pergunta o que tá precisando, aí, por exemplo, agora a gente chegou aqui numa paróquia que eles estavam precisando de assistente social, eu entrei em contato, já teve gente se dispondo", explicou.

 

 

Evacuação

Ainda, segundo relato feito por Sarah, neste sábado (04) um dique explodiu no bairro Sarandi, localizado na região norte de Porto Alegre (RS) onde residem  91,3 mil moradores. A Defesa Civil recomendou que a população evacuasse o local.  "Provavelmente são mais vítimas, é uma situação catastrófica".

O número de resgates realizados entre a sexta-feira (03) e este domingo (05), é de 1,6 mil, conforme dados da Defesa Civil de Porto Alegre. O socorro a população envolveu o Corpo de Bombeiros (CMB/RS), Exército Brasileiro e voluntários. 

Divulgação Defesa Civil do Rio Grande do Sul

Por meio da rede social X (antigo Twitter), a Defesa Civil informou que áreas mais altas não correm o risco de serem afetadas pela enchente conforme as outras regiões. 

"A mancha em vermelho representa prováveis áreas de risco sob influência da atual elevação do Guaíba. Nem todos os locais cobertos pela mancha serão atingidos da mesma forma. É preciso considerar a altura do terreno. Quem mora em áreas mais baixas deve buscar abrigo em locais seguros, longe da zona vermelha do mapa", alertou o órgão.

Segundo nota divulgada no site da Prefeitura de Porto Alegre, o nível do Cais Mauá - região portuária -, atingiu 5,53 metros e está gerando oscilações que desembocam no Lago Guaíba e provocou as enchentes nos bairros do centro e Centro Histórico, na rodoviária, e o Mercadão Municipal, vários pontos turísticos de Porto Alegre estão completamente alagados.

O monitoramento está sendo feito pela equipe técnica que acompanha a situação pelo Centro Coordenação de Serviços (Ceic-POA).

A Prefeitura, em acordo com o sindicato de lojistas, entendeu que os estabelecimentos comerciais devem ficar fechados até a terça-feira (07), nos bairros que foram atingidos pela água. 

 

 

A área Central e a Orla em Porto Alegre está sem energia, e podem ocorrer interrupções de sinal da internet, páginas como o Ministério Público (MPRS) estão fora do ar, indicando o problema em decorrência das forte chuvas.

 

Ajude

O site da Prefeitura de Porto Alegre colocou uma página para quem deseja fazer doações, para acessar basta clicar aqui

Crédito vídeo: @ph_chico

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TRÊS LAGOAS

Jovem do PCC avança com faca contra a PM e morre baleada em MS

Uma moradora solicitou ajuda aos policiais, informando que a mulher estava armada com uma faca e a ameaçava de morte

14/09/2026 07h30

Tais Eduarda Souza Rossi era conhecida como

Tais Eduarda Souza Rossi era conhecida como "Talicinha do PCC" Reprodução

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Uma jovem, de 18 anos, identificada como Tais Eduarda Souza Rossi, vulgo “Talicinha do PCC", foi morta pela Polícia Militar após ameaçar os agentes com uma faca, no município de Três Lagoas. Com mais este caso, Mato Grosso do Sul chega a 135 mortes por intervenção policial, superando o recorde de 2023, quando teve 131 registros. Um adolescente de 15 anos foi apreendido.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada depois que uma moradora da região dos “predinhos” no condomínio Pardal solicitou ajuda, informando que Tais teria ido até seu apartamento, armada com uma faca e ameaçando matá-la.

A mulher relatou estar amedrontada porque se encontrava na residência somente com seus filhos menores.

A equipe policial foi até o endereço indicado e encontrou Tais na porta de um apartamento com uma faca em punho. Os policiais determinaram que ela largasse a arma branca, porém a ordem não foi obedecida e a jovem avançou contra os agentes com a faca.

Diante da situação, os policiais efetuaram dois disparos de arma de fogo conta a jovem. Tais foi socorrida e encaminhada ao Hospital Auxiliadora pela própria polícia, mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, ameaça, resistência, desacato e desobediência.

aviação

Comissários e pilotos têm maior risco de morrer de câncer relacionado à radiação, diz estudo

Exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes

13/09/2026 23h00

MARCELO VICTOR

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Comissários de bordo e pilotos correm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação - ainda mais do que pessoas que trabalham com materiais radioativos, de acordo com um novo estudo. A radiação cósmica vem do espaço. Apenas uma pequena quantidade atinge a superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.

Até agora, havia evidências limitadas, provenientes de pequenos estudos, sugerindo que a exposição à radiação se traduz em taxas mais altas de mortalidade por câncer entre pessoas que viajam de avião com frequência - particularmente pilotos e comissários de bordo. A nova pesquisa "traz novas e importantes evidências para essa questão", escreveram dois especialistas em radiação australianos que não participaram da pesquisa, em um comentário que acompanha o estudo.

O trabalho, publicado em agosto na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados de mais de 12 milhões de certidões de óbito dos Estados Unidos, com informações sobre as ocupações das pessoas. Os autores analisaram as taxas de mortalidade por cânceres relacionados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.

Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo apresentaram a maior porcentagem de mortes por cânceres relacionados à radiação, seguidos pelos pilotos, segundo os pesquisadores. Para essas duas profissões, a probabilidade de morte foi excepcionalmente alta para cada tipo de câncer relacionado à radiação.

Nenhum dos grupos apresentou taxas de mortalidade acima do normal por cânceres não relacionados à exposição à radiação, observaram os autores do comentário, Catherine Olsen e Ken Karipidis. Esse fato "apoia a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores socioeconômicos ou de estilo de vida, é a causa do excesso observado", escreveram eles

Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chances de morrer de câncer relacionado à radiação do que a população trabalhadora em geral, e os pilotos tinham cerca de 36% mais chances.

Em termos de risco absoluto, cerca de 6,9% das mortes de comissários de bordo foram causadas por esses tipos de câncer - aproximadamente 1 em cada 14. Entre os pilotos, o índice foi de 6,7%. Para a população trabalhadora em geral, foi de 5%, afirmou o primeiro autor do estudo, Vishal Patel, da Faculdade de Medicina de Harvard.

Os autores reconheceram algumas limitações em seu estudo. Eles não sabem quanta exposição cada comissário de bordo e piloto teve durante o voo ou por outras fontes. Também é possível que as ocupações tenham sido classificadas incorretamente em algumas certidões de óbito.

Eles também não conseguiram explorar outro possível fator específico das profissões: o risco de câncer pode ser agravado pela interrupção frequente do relógio biológico, que pode ser afetado pelo jet lag, pela travessia de fusos horários e por horários de trabalho irregulares.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos reconhece que as tripulações aéreas estão expostas à radiação ionizante, mas o governo americano não estabelece limites de dose nem exige monitoramento, observaram os autores. "Não se pode gerir uma exposição que se decidiu não medir", disse Patel por e-mail.

Sara Nelson, que lidera um sindicato que representa 55 mil comissários de bordo, afirma que o relatório reforça a necessidade de levar a exposição à radiação a sério, como a entidade vem sugerindo há anos.

"O risco é conhecido, mas a tripulação não é treinada nem informada. E ninguém está assumindo a responsabilidade", avalia Sara, presidente da Associação de Comissários de Voo (AFA-CWA).

Exames dermatológicos anuais podem ser recomendados para todas as pessoas que trabalham em voos de alta altitude, e mulheres nessas profissões podem querer fazer mamografias mais cedo ou com mais frequência, escreveram Olsen e Karipidis. Os médicos que atendem pilotos e comissários de bordo também devem ter um "alto nível de suspeita" de câncer ao avaliar esses pacientes, afirmaram.

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