Cidades

TROCA

Médico curado da Covid-19 é nomeado secretário de Saúde em Dourados

Troca de comando na pasta ocorre em meio a pandemia

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Em meio a pandemia do coronavírus, prefeita de Dourados, Délia Razuk (PTB), segundo município de Mato Grosso do Sul com maior número de casos da Covid-19 no Estado, exonerou a secretária de Saúde, Berenice de Oliveira Machado.  

Diretor técnico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados, Gecimar Teixeira Júnior, que foi curado da doença, foi nomeado para o cargo.  

Conforme decretos publicados no Diário Oficial do Município, a troca no comando da pasta ocorreu a pedido da até então secretária Berenice.  

O novo secretário foi contaminado com a Covid-19 no mês passado. Ele foi internado no dia 17 de junho em uma unidade de terapia intensiva da cidade e chegou a respirar com ajuda de aparelhos, mas foi curado da doença e retornou ao trabalho, na linha de frente.  

A Secretaria de Saúde de Dourados vem sendo alvo de várias ações e cobranças do Ministério Público Estadual devido as medidas tomadas no enfrentamento a pandemia e, segundo informações do Dourados News, a prefeita já demonstrava insatisfação com o trabalho realizado por Berenice.  

O novo secretário assume em um dos momentos mais críticos da pandemia, até então, com aumento no número de casos e mortes. 

Combate ao crime

Em nova operação, MPMS prende três por desvio em hospital

Os mandados foram cumpridos ontem em Sidrolândia, onde foi preso o diretor de hospital da cidade por suspeita de desviar cerca de R$ 18 milhões da Saúde

08/10/2026 08h20

Em novembro do ano passado, o Ministério Público já havia identificado suposto desvio de R$ 5,4 milhões no hospital

Em novembro do ano passado, o Ministério Público já havia identificado suposto desvio de R$ 5,4 milhões no hospital Foto: Divulgação

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Operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), levou à prisão o diretor-presidente do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, de Sidrolândia, Jacob Meeuvis Breure, suspeito de participar de esquema que teria desviado cerca de R$ 18 milhões da unidade.

A prisão ocorreu na segunda fase da Operação Dirty Pix; além dele foram presos a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

Outros 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

Esta é a segunda vez, em menos de um mês, que um diretor de hospital é preso por investigação do Ministério Público. Em setembro, a então presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, foi presa por participar de suposto esquema de corrupção na unidade. Somados dois supostos esquemas, o rombo seria de R$ 23 milhões à saúde pública.

No caso de Sidrolândia, a investigação teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de convênio firmado entre o governo do Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

“Com o aprofundamento das apurações, especialmente após a deflagração da primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado”, diz o MPMS, em nota.

Segundo o Ministério Público, o esquema atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.
Em 2025, o mesmo diretor já havia sido preso na primeira fase da investigação por supostamente participar de um esquema que teria desviado R$ 5,4 milhões do hospital.

Na época da primeira fase, foram presos, além de Jacob, a ex-vice-prefeita da cidade Cristina Fiuza, o então secretário de Desenvolvimento Rural Cleyton Martins Teixeira, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Enelvo Felini Júnior, e os vereadores e ex-vereadores Adavilton Brandão, Izaqueu de Souza Diniz, Cledinaldo Marcelino Costócio, Ademir Gabardo e Eliel da Silva Vaz.

SANTA CASA

No mês passado, a cúpula da Santa Casa de Campo Grande acabou na cadeia após investigação do Ministério Público descobrir suposto esquema de desvio de recursos públicos para empresas de empresário ligado à então presidente da unidade. 

Em pelo menos dois casos, foram apurados supostos desvios. O primeiro foi na prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços. A estimativa do MPMS é que, no primeiro ano de vigência do contrato, tenha sido desviado R$ 1,4 milhão.

O contrato previa pagamento de R$ 1,8 milhão por ano e tinha vigência de três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. 

Os outros contratos supostamente fraudulentos foram celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico. 

Desses acordos, o MPMS afirma que, somente em 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo de R$ 3,5 milhões à entidade.

Por causa dessa primeira operação foram presos: a então presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima; Rinaldo Hakme Romano, que era diretor administrativo-financeiro; Alessandro Dias Junqueira, então diretor administrativo; Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, diretor de finanças adjunto e conselheiro na época; Monique Gregório de Oliveira, que era supervisora do serviço de arquivo médico e estatística; além do empresário Maurício Aparecido Benites.

Após a Operação Antidotum, deflagrada no dia 11 de setembro, a diretoria foi destituída por determinação judicial, assim como os conselheiros foram retirados do hospital.

* Saiba 

No ano passado, o Jornal Boca do Povo registrou boletim de ocorrência porque, segundo o relato, jornais de uma edição que denunciava o suposto esquema de desvios envolvendo o diretor do hospital teriam sido roubados das bancas em Sidrolândia.

tecnologia

Qual era a sua comunidade no Orkut? Rede marca anúncio para esta quinta

Site da rede social que marcou os anos 2000 anunciou uma "grande mudança" para esta quinta-feira. Criador fala em "reconstruir a internet", mas ainda não confirma o retorno da plataforma

08/10/2026 08h02

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O Orkut, rede social que reuniu milhões de brasileiros nos anos 2000, marcou um "reencontro" com os antigos usuários para esta quinta-feira (8), às 10h, horário de Brasília (9h em Mato Grosso do Sul). O anúncio apareceu no site orkut.com, sem explicar qual será a novidade.

A mensagem é curta. Ela diz apenas que uma grande mudança está sendo preparada e convida o público a voltar ao endereço na hora marcada. Não há capturas de tela, lista de recursos ou confirmação de que uma nova rede social será lançada.

Carta do criador

Na véspera, o engenheiro turco Orkut Büyükkökten, que criou a rede em 2004, divulgou uma carta em que defende uma internet com mais conexão entre pessoas e menos dependência de algoritmos. No texto, ele pede que os leitores entrem no site e registrem seus nomes.

A carta, porém, não confirma que o Orkut volta a funcionar como rede social. Até a manhã desta quinta, o site não oferecia perfis, comunidades ou qualquer recurso de interação.

O que se sabe e o que ainda não se sabe

O que está confirmado:

  • O site orkut.com está ativo e anunciou uma mudança para esta quinta, às 10h.
  • O criador da rede fala publicamente em um novo projeto focado em comunidades.
  • O Brasil é citado há anos por Büyükkökten como mercado prioritário.

O que ainda não está confirmado:

  • Se haverá uma nova rede social, um aplicativo ou apenas um cadastro de interessados.
  • Se o nome "Orkut" será mantido em um eventual produto.
  • Se perfis, fotos ou comunidades antigas poderão ser recuperados. Esse conteúdo foi apagado pelo Google após o fim da plataforma.

Do auge ao fim

Lançado em janeiro de 2004, o Orkut se tornou um fenômeno no Brasil, com scraps, depoimentos e comunidades sobre praticamente qualquer assunto. Em 2011, o Facebook ultrapassou a rede em número de usuários no país. Três anos depois, em 30 de setembro de 2014, o Google encerrou a plataforma.

Desde 2022, o endereço orkut.com exibe mensagens do criador sobre "algo novo" em construção. Nenhuma delas, até agora, resultou em lançamento.

Cuidado com golpes

A expectativa pela volta da rede costuma ser aproveitada por golpistas. Desconfie de links que prometem "recuperar seu Orkut antigo", de aplicativos fora das lojas oficiais e de páginas que pedem senha, CPF ou dados bancários. O único endereço oficial citado pelo criador é orkut.com.

Esta reportagem será atualizada após o anúncio das 10h.

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