Cidades

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Menino tem braço dilacerado por tigre no zoológico no PR

Menino tem braço dilacerado por tigre no zoológico no PR

catve

31/07/2014 - 02h00
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Um menino de 11 anos foi atacado por um tigre na tarde desta quarta-feira (30), no Zoológico de Cascavel. Ele passeava com o pai e um irmão de 3 anos de idade quando ocorreu o ataque.


Socorristas e o médico do Siate prestaram os primeiros atendimentos a criança que foi levada às pressas ao Hospital Universitário (HUOP). Ele teve uma laceração (nervos arrancados) completa no braço direito, e precisou ser entubado ainda no local. 

Uma família de Santa Catarina também visitava o espaço. De acordo com eles, o menino estava em uma área proibida (entre a grade de proteção e a grade das jaulas) e dava comida para o tigre e também para o leão, além de acariciá-los. Eles filmaram, pois acharam um absurdo a situação.

Nas imagens o menino tira comida do bolso e fornece ao animal. O braço dele entra por completo entre as grades. Em outros momentos ele corre de um lado para o outro. O tigre se sente incomodado.

A família resolve ir embora, pois também estavam com crianças, e não concordavam com a atitude. Logo depois escutaram os gritos e retornaram. O professor de música Ricardo Espíndola foi quem auxiliou o pai a retirar o menino de perto da jaula. 

Eles deitam o menino no chão e aguardam pelo socorro médico. Segundo relatos, a todo momento a criança grita implorando pelo braço, pois já não o sentia. "Ele estava dando pedaços de alimento, carne e passando a mão, mexendo na pata, nós terminamos de ver os animais, íamos para casa, escutamos os gritos, eu falei, deu problema. Descemos e vimos o pai desesperado correndo com o menino com o braço pendurado, eu ajudei a tirá-lo de perto da grade e chamamos a ambulância", relatou Ricardo. "Ele conversava, mas estava em estado de choque, já falava coisas sem nexo, falava que iria morrer".

A noiva de Ricardo, Fernanda Aparecida Matias, disse que pensou que o pai trabalhava do zoológico por isso a intimidade da criança com os animais. "Ele disse que o menino gostava de bicho mesmo". Ela continua, "o pai estava junto e o menino sempre com o braço para dentro da tela , tentando tratar, tirando coxinha de dentro do bolso, a gente achou "deve trabalhar aqui", nós olhávamos mas ao mesmo tempo ficávamos revoltados porque ele mexia no bicho e o bicho não queria, estava irritado. Falamos quer saber vamos embora, porque o pai não fazia nada e assim que saímos escutamos os gritos e voltamos e o meu noivo ajudou a tirá-lo com o braço daquele jeito". 

De acordo com a bióloga do Zoo, Vanilce Oliveira, o tigre que atacou o menino chama-se Hu, tem 3 anos de idade incompletos e é um dos felinos mais dóceis do parque. Ele pesa cerca de 230 quilos e é acostumado com a visitação, mas acredita-se que a maneira com que houve a exposição gerou stress para o animal que acabou atacando o menino numa forma de espantá-lo.

Outra questão levantada pela bióloga é que o animal estava bem tratado, por isso não atacou por fome. Ele foi colocado em uma área de manejo e ficará em observação. "A gente procura manter os guardas mais nesta área, eles foram fazer ronda no recinto dos macacos e neste momento o pai se aproveitou da ausência do guarda para fazer este ato. Vamos verificar com a supervisão o que realmente ocorreu e se for uma atitude errada do guarda, nós vamos tomar as medidas cabíveis", explicou Lauri DallAgnol. 

Próximo ao recinto dos leões há uma guarita, onde segundo o chefe da Guarda Patrimonial, fica um dos guardas, que no momento estaria no recinto dos macacos. Ele relata que vai apurar se houve falha do servidor.

CIDADE MORENA

'Pitbulls à solta' fazem nova vítima e voltam a tirar a paz de moradores; vídeos

Com animais mortos pelo casal de cães de grande porte, população sofrimento vivido nas "mãos" - ou melhor, patas - de um casal de "pitbulls" soltos em Campo Grande

10/05/2026 11h29

Cães apresentam inclusive a mesma pelagem dos casos registrados em meados de setembro do ano passado, tratando-se de um cão preto com mancha branca ao redor do pescoço e um segundo todo marrom. 

Cães apresentam inclusive a mesma pelagem dos casos registrados em meados de setembro do ano passado, tratando-se de um cão preto com mancha branca ao redor do pescoço e um segundo todo marrom.  Reprodução

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Menos de um ano desde o último registro, os moradores do Portal Caiobá em Campo Grande "perderam" novamente a paz recentemente graças ao retorno de um casal de pit bulls que ficam à solta pelas ruas do bairro, avançando tanto em moradores quanto em animais de menor porte que acabam vítimas na boca desses cachorros. 

Mais especificamente na região do Riviera Park, a localidade que já traz dificuldades aos moradores pela falta de infraestrutura, graças às ruas que ainda não possuem pavimentação, agora traz novamente a preocupação com dois cães de grande porte que ficam à solta pelas ruas do bairro. 

Como relata uma denunciante ao Correio do Estado, os moradores locais viveram um breve período de paz ao perceberem que, aparentemente, os possíveis donos teriam saído de mudança do local, uma vez que a residência em questão teria sido reformada, com a instalação de um novo portão fechado.  

Nota-se, pelos vídeos registrados recentemente, que os cães apresentam inclusive a mesma pelagem dos casos registrados em meados de setembro do ano passado, tratando-se de um cão preto com mancha branca ao redor do pescoço e um segundo todo marrom. 

"Pensamos que, se os pitbulls estivessem lá dentro eles estariam trancados. Mas eles haviam levado os animais embora... e agora isso, acabaram de matar outro cachorrinho e na sexta-feira (08), à tarde, já haviam matado um primeiro na rua", diz a moradora.

Segundo ela, os vídeos voltaram a circular nos grupos dos moradores locais, seguido de relatos de novas vítimas do casal de pit bulls. 

"Além do barro, porque nosso bairro não é asfaltado, então está impossível andar nessas ruas. Tem uma vizinha que só anda a pé, uma senhora, e como faz para andar assim com um cachorro solto que é agressivo", questiona. 

Relembre

Ao fim de agosto de 2025 os moradores do Portal Caiobá se uniram em denúncia, por não suportarem mais o sofrimento vivido nas "mãos" - ou melhor, patas - de um casal de "pit bulls" soltos quando os donos saíam para trabalhar. 

Com um "passeio" pelo bairro que sempre acabava com ataques a outros cães e forçando a população local a se proteger como podem, as gravações que circulavam deixavam claro o perigo constante na altura do número 107 da rua Antônio Garcia dos Santos Medeiros.

À época, ao Correio do Estado, os moradores já evidenciaram esse comportamento dos vizinhos que costumam "se mudar e reaparecer", indo e voltando da residência com certa frequência. 

Como a Antônio Garcia dos Santos Medeiros trata-se de uma rua curta, os moradores se encontram à deriva e as crianças já não podem sequer brincar no trecho, o que costumava ser rotineiro há alguns meses. 

Tendo a realidade cotidiana alterada para uma espécie de pesadelo, os locais relembram inclusive uma noite de tristeza, quando ao apagar das luzes os "pit bulls" arrastaram um cachorro menor para o mato para mais um ataque. 

Nesta noite, devido à falta de visibilidade, o resgate ao animal em questão foi inviável, restando aos moradores deitar a cabeça no travesseiro enquanto escutavam os gritos do animal que estava sendo morto pelos dois cachorros. 

Classificando a situação como "insustentável", os vizinhos que se organizam em um grupo do bairro se dizem todos "aterrorizados", esperando que uma situação para o problema apareça o quanto antes. 

Conforme denúncia, a situação desses cachorros que são muito agressivos já foi comunicada inclusive à polícia que, por sua, vez repassou aos moradores que nada poderia fazer, enquanto o próprio Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) afirma que não pode "levar os 'pit bulls'" sem um flagrante desses animais soltos. 

Como consta na legislação brasileira, tutores são responsabilizados caso não cumpram com suas obrigações de cuidado e vigilância, como previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/98. 

Esse texto específico trata dos crimes ambientais e tipifica como crime maus-tratos contra animais, prevendo pena de detenção que varia de 3 meses a 1 ano e multa, além de prever agravantes em caso de morte do animal.

Além disso, o artigo 936 do Código Civil também estabelece que o proprietário do animal é responsável pelos danos causados por ele, quando não tomados os cuidados necessários.

Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista, a Decat, que atende casos de maus-tratos com animais, fica localizada na rua 07 de setembro nº 2.421, atendendo pelos telefones (67) 99626-4741 / 99940-4644 / 3325-2567 / 3382-9271 

 

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CAMPO GRANDE

Sensação de -3,2°C leva quase cem pessoas para ponto de acolhimento na Capital

Neste domingo (10) também haverá atendimento do Inverno Acolhedor no Parque Ayrton Senna, com início às 18h e café da manhã garantido no Centro POP na segunda (11)

10/05/2026 10h32

Houve ainda o atendimento de quatro cães que acompanhavam os acolhidos, com disponibilização de ração, cobertas e orientações veterinárias

Houve ainda o atendimento de quatro cães que acompanhavam os acolhidos, com disponibilização de ração, cobertas e orientações veterinárias Reprodução/SAS

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Balanço repassado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) aponta que quase cem pessoas buscaram acolhimento, durante a madrugada mais fria do ano até então, no ponto de acolhimento do Parque Ayrton Senna diante da sensação térmica chegou a -3,2ºC da madrugada de hoje (10). 

Conforme a SAS, a primeira noite do chamado Inverno Acolhedor registrou 90 atendimentos, com os primeiros ônibus com pessoas em situação de rua chegando ao local pouco antes das 18h, já com mais de 60 acolhidos.

Graças à acentuada queda das temperaturas observada durante a noite, mais pessoas buscaram o ponto e passaram pela triagem da Secretaria de Assistência Social para garantir agasalhos, cobertores, chá quente e marmitas produzidas pela Associação Nova Criatura em parceria com a SAS. 

 

Além disso, houve o atendimento de quatro cães que acompanhavam os acolhidos, com disponibilização de ração, cobertas e orientações veterinárias para os animais através da Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea).

Essa estrutura no Parque Ayrton Senna conta com o trabalho de equipes do Consultório na Rua, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que realizaram atendimentos médicos em salas devidamente preparadas para o pernoite.

Depois do atendimento, até 06h deste domingo, os presentes foram levados até a Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFA), um espaço com acesso à alimentação onde as pessoas também puderam realizar higiene pessoal.

Como bem destaca a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, a ação é de extrema importância para atendimento da população mais vulnerável da Capital durante o período de frio intenso.

“Nosso objetivo é oferecer não apenas um espaço para passar a noite, mas um atendimento humanizado e integrado que possa ser a porta de entrada para uma mudança de realidade, assegurando que ninguém precise enfrentar as baixas temperaturas desamparado nas ruas da Capital”, cita ela em nota. 

Acolhimento

Neste domingo (10), como bem abordado no Correio do Estado, também haverá atendimento do Inverno Acolhedor no Parque Ayrton Senna, com a pernoite iniciando às 18h, onde haverá: 

  1. Apoio de equipes de saúde;
  2. Atendimento para pets, com ração e cobertas.
  3. Colchões, lençóis e cobertores;
  4. Espaço coberto e aquecido para dormir;
  5. Jantar e água;

Para aqueles que buscarem o atendimento hoje (10), na rua Jornalista Valdir Lago, número 512 do bairro Aero Rancho, haverá o café da manhã servido na segunda-feira (11) no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), que fica localizado na rua Joel Dibo, 255 na região central. 

As equipes costumam ser compostas por educadores sociais e psicólogos, revezando-se em plantões ao longo de toda a semana, com atendimento 24 horas. 

Nas áreas de maior circulação, como na região central, por exemplo, as equipes do Seas atuam tanto através de denúncias quanto por meio das ações de busca ativa. 

Diante de um chamado, os profissionais se dirigem até o local indicado para realizar o atendimento e oferecer acolhimento. 

Em casos de recusa, cabe esclarecer, as equipes seguem com o acompanhamento e retornam aos locais com novas abordagens, o que reforça o vínculo e a oferta de apoio. 

Importante frisar que não é possível levar essas pessoas, mesmo que em situação de rua, à força, uma vez que a decisão de não aceitar o acolhimento é um direito garantido pela Constituição Federal.

Disponíveis 24 horas, o Serviço pode ser acionado através do telefone 156, ou dos números: (67) 99660-6539 e (67) 99660-1469.

A continuidade desse acolhimento na segunda-feira (11) depende ainda da previsão do tempo. 

 

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