Cidades

ALERTA NEGADO

Mesmo sem O temporal previsto pelo Inmet, tempo esfria em MS

Na quinta-feira (17), o Inmet e o Cemtec divulgaram risco de chuva forte, acompanhada de granizo e ventos fortes para sexta-feira (18) e sábado (19), mas isso, até agora, acabou não acontecendo

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Na quinta-feira (17), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec) alertaram para uma possível tempestade que aconteceria pelos próximos dois dias em todo o estado, mas isso acabou não ocorrendo e os sul-mato-grossenses presenciaram nuvens carregadas, mas sem chuva, porém com um clima mais fresco e nublado.

Segundo o divulgado pelos institutos meteorológicos, estava previsto para acontecer chuvas de até 50 mm por dia, acompanhadas de granizo e ventos de 40 a 60 km/h em todo o estado. Já o Cemtec seguiu o órgão nacional e indicou um tempo ainda mais instável, com o avanço de uma frente fria decorrente da baixa pressão atmosférica. 

Com isso, o favorecimento de “nebulosidade, chuvas, tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo” ganhariam força e as precipitações ultrapassariam os 40 mm em 24h. Porém, apenas a queda de temperatura e o clima nebuloso foram vistos pelos sul-mato-grossenses, acompanhadas de um pouquíssimo volume de precipitação.

De acordo com dados do próprio Inmet desta sexta-feira, Rio Brilhante foi a cidade de MS que mais choveu, com 20 mm, seguido Amambaí, com 16,4 mm, e Dourados, com 9,2 mm, bem menos do que o previsto por eles. Já na capital, que viu um forte temporal acontecer na cidade há quase duas semanas, marcou apenas 3,4 mm neste dia 18.

Acerca das temperaturas, não dá para dizer que os institutos erraram, já que algumas cidades chegaram a indicar mínimas entre 19°C e 24°C. Amambaí novamente aparece entre as primeiras cidades com menor temperatura registrada nesta sexta-feira, com 18.6°C, seguido por Ponta Porã, com 19.7°C, e Costa Rica, com 19.8°C. Em Campo Grande, a menor temperatura foi 21.3°C.

Previsão - final de semana

Mesmo com o erro na previsão desta sexta-feira, os alertas seguem em todo o estado para uma possível tempestade. A previsão deste sábado (19) mostra novamente condições favoráveis para aumento de nebulosidade, chuvas e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de ventos e até mesmo a queda pontual de granizo.

  • Para Campo Grande, estão previstas temperatura mínima de 22°C e máxima de 27°C. Chove.
  • região do Pantanal deve registrar temperaturas entre 22°C e 29°C. Deve chover.
  • Em Porto Murtinho é esperada a mínima de 23°C e a máxima de 31°C. Pode chover.
  • Norte do estado deve registrar temperatura mínima de 21°C e máxima de 29°C. Há previsão de chuva.
  • As cidades da região do Bolsão, no leste do estado, terão temperaturas entre 21°C e 29°C. Irá chover.
  • Anaurilândia terá mínima de 20°C e máxima de 26°C. Há possibilidade de chuva.
  • região da Grande Dourados deve registrar mínima de 20°C e máxima de 29°C. Há previsão de chuva.
  • Estão previstas para Ponta Porã temperaturas entre 20°C e 25°C. Pode chover.
  • Já a região de Iguatemi terá temperatura mínima de 20°C e máxima de 27°C. Há possibilidade de chuva.

Segundo o Cemtec, espera-se um tempo mais firme no domingo (20), com chance de chuva apenas nas regiões centro-norte e nordeste do estado, mas ainda nebuloso e frio, com temperaturas entre 18°C e 30°C, a depender da região analisada. Ventos de 30 km/h e 50 km/h também estão previstos para o dia.

Alertas de tempestades

Nesta manhã, o Inmet emitiu um alerta laranja (perigo) para tempestade em 21 cidades do Mato Grosso do Sul. Segundo o aviso, há potencial de "chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos". Os municipíos que fazem parte destes avisos são:

  • Água Clara
  • Alcinópolis
  • Aparecida do Taboado
  • Bandeirantes
  • Camapuã
  • Cassilândia
  • Chapadão do Sul
  • Corumbá
  • Costa Rica
  • Coxim
  • Figueirão
  • Inocência
  • Paraíso das Águas
  • Paranaíba
  • Pedro Gomes
  • Ribas do Rio Pardo
  • Rio Verde de Mato Grosso
  • São Gabriel do Oeste
  • Selvíria
  • Sonora
  • Três Lagoas

Ainda, outras cidades sul-mato-grossenses aparecem no alerta amarelo (perigo potencial), do qual revelam um risco menor de temporal, mas que deve ter preocupação e cuidados da população sobre.

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migração ilegal

Criminosos que atravessavam haitianos ilegalmente de Corumbá para a Bolívia são condenados

Os chamados coiotes cobravam valores abusivos para levar migrantes de forma ilegal ao país vizinho através de travessia clandestina

05/06/2026 17h30

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como "Trilha do Gaúcho" Foto: Divulgação / PF

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A 1ª Vara Federal de Corumbá condenou oito pessoas por participação em um esquema criminoso que promovia a migração ilegal, através da travessia de estrangeiros, principalmente haitianos, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As penas variam de três a 11 anos de prisão.

Conforme a Justiça Federal, o grupo criminoso atuou entre outubro e dezembro de 2021, transportando os estrangeiros de forma clandestino para o país vizinho de Mato Grosso do Sul, visando lucro, em ações coordenadas e repetidas, caracterizando crime continuado.

Os acusados foram presos em dezembro de 2021, durante a Operação Fom'Ale II, deflagrada pela Polícia Federal. Na ocasião foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a investigação que levou a prisão do grupo detectou que os criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.

Nos períodos da manhã e noite, os criminosos, que atuavam como coiotes, buscavam meios de atravessar ilegalmente os migrantes, entre eles diversas crianças e mulheres grávidas, sempre exigindo dinheiro para tal fim.

Já dentro da trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” bolivianos, que tinham a função de mostrar o percurso até a Bolívia, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos, mediante o pagamento de valores abusivos.

O esquema tinha divisão de tarefas: alguns integrantes captavam migrantes na rodoviária, outros faziam o transporte até casas de passagem e a fronteira, enquanto havia responsáveis por hospedagem e articulação com atravessadores bolivianos. 

As investigações indicaram que os migrantes pagavam valores que chegavam a 150 dólares por pessoa para a travessia ilegal.

Em ocasiões em que os “coiotes” foram acompanhados pelos policiais, foi possível observar que, ao menos uma vez, cidadãos haitianos foram abandonados no meio da rua, após os criminosos perceberem a aproximação da polícia.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito investigados, imputando-lhes os crimes de promoção de migração ilegal e organização criminosa.

Sentença

O juiz federal substituto, Rubens Petrucci Junior, ao julgar o processo, enfatizou que a prática envolvia “exploração econômica sistemática de migrantes em situação de máxima vulnerabilidade”, além de riscos impostos durante travessias clandestinas. 

“A atividade cruzava sistematicamente a fronteira Brasil-Bolívia, com acordos e pagamentos envolvendo bolivianos e operações até o Chile”, registrou o magistrado na sentença. 

O conjunto de provas, que incluem depoimentos, monitoramentos e dados de celulares, demonstrou, segundo o juiz federal, a atuação coordenada do grupo, resultando na condenação dos investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e integração em organização criminosa, nos termos da denúncia.

Investigação

Cemitério de MS entra na mira do MP por superlotação e armazenamento de ossos irregular

Denúncia de moradores afirma que o Cemitério chegou a realizar a exumação dos ossos de um familiar e não sabiam o paradeiro da ossada

05/06/2026 17h15

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz Divulgação/MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação contra o Cemitério Público Municipal de Naviraí para apurar irregularidades no funcionamento. 

Entre as denúncias, a investigação foca em falhas na realização de exumações, controle administrativo ineficaz ou inexistente e possíveis violações à dignidade humana. 

A motivação do inquérito foi o relato de moradores do município, localizado a aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, que afirmaram que encontraram túmulos abertos quando foram ao local sepultar familiares. 

Em um dos casos, teria acontecido a exumação dos restos mortais de um dos mortos sem a comunicação prévia à família e sem informação precisa a respeito do local exato do armazenamento dos ossos. Na tumba do familiar morto, estaria sepultada outra pessoa, que não teria relação alguma com a família.

Durante a visita do MP ao local, foram constatados vários problemas, como a ausência de registros confiáveis, a inexistência de um sistema eficiente de controle, além do armazenamento inadequado de ossadas, inclusive sem identificação. 

Foram encontrados, ainda, ossos humanos mantidos de forma irregular no ossuário, contrariando normal legais e princípios básicos de respeito à dignidade da pessoa humana. 

A investigação também identificou uma possíbel superlotação no cemitério, com indícios da utilização irregular de áreas de circulação comum para novos sepultamentos. 

O desenterramento de restos mortais deve seguir critérios estabelecidos pela legislação municipal, além da realização do registro detalhado de todas as movimentações do corpo. 

Segundo o MPMS, isso não vinha sendo cumprido no estabelecimento público. 

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e requisitou a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes de violação de sepultura e ocultação de cadáver. 

Em resposta, o município de Naviraí apresentou ao MP informações sobre medidos para reorganização do serviço, como a implantação de um sistema informatizado para controle e revisão de processos internos. 

No entanto, de acordo com o MP, o próprio levantamento reconhece falhas em gestões anteriores e lacunas nos registros de exumações.

"Mais do que uma questão administrativa, o funcionamento adequado de um cemitério envolve direitos fundamentais, como o respeito à memória dos falecidos e o direito das famílias de saber o destino de seus entes queridos. Ao conduzir a investigação, o MPMS reforça seu papel na defesa da cidadania, da dignidade humana e do interesse coletivo", afirmou o Ministério Público em nota. 

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficazFonte: Reprodução MPMS

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