Cidades

VESPASIANO MARTINS

Moradores resistem a sair de casas que correm risco iminente de desabar

Emha propôs reassentamento em outra área, mas moradores resistem e pode haver reintegração de posse

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Casas construídas no loteamento Vespasiano Martins foram condenadas, após laudo técnico apontar risco de desabamento iminente. Por conta do problema, equipe da Agência Municipal de Habitação (Emha) propôs, nesta segunda-feira (2), que 42 famílias que moram no local sejam reassentadas em outra área, próxima do loteamento, com construção de novas moradias. A proposta tem resistência da maioria dos moradores.

Casas foram entregues em 2016 a ex-moradores da favela Cidade de Deus. No ano passado, laudo técnico emitido pela empresa Etelo Engenharia de Estruturas constatou que, em decorrência do lençol freático aflorante, todas as 42 moradias foram condenadas por apresentarem diversas patologias de construção, mediante uso de técnicas inadequadas para o tipo de solo.

A situação apresenta riscos a vida de crianças, idosos e de demais pessoas da comunidade e, por este motivo, os moradores não poderão permanecer no local. Por conta da construção em local inadequado, famílias relataram que convivem há anos com umidade excessiva, destelhamento de casas, rachaduras nas paredes, entre outros problemas.

Diante do risco iminente de desabamento das moradias condenadas do loteamento , a solução proposta aos moradores foi o reassentamento em outra área e construção das novas unidades habitacionais mediante o novo Credihabita, programa da Agência Municipal de Habitação que possibilita a compra de materiais de construção e contratação de assistência técnica especializada.

A proposta não foi bem aceita pela maioria das famílias que residem no local, segundo a diretora de Desenvolvimento Social da Emha, Maria Helena Bughi. “Apesar de apresentarmos essa proposta definitiva, cerca de 30 famílias ainda não assinaram o documento de adesão, o que nos deixa muito preocupados. Apenas 12 das 42 [famílias] que aqui residem tiveram a consciência de que é preciso deixar o local. Não há mais condições deles permanecerem e não podemos ser coniventes quanto ao risco grave em que todos os moradores daqui estão sujeitos”, disse.

Diretor-presidente da Emha, Enéas Netto, disse que as famílias que residem no Vespasiano não acreditam ser necessário o reassentamento em outra área e chegaram a hostilizar os servidores da Agência de Habitação.

Enéas afirma que os moradores não podem ficar nas residências, pois a situação traz risco a integridade física, e a prefeitura não será omissa diante do caso.

“A Agência Municipal de Habitação irá solicitar à Procuradoria Geral do Município para que adote as medidas cabíveis de reintegração de posse da área”, afirmou.

Pavimentação Asfáltica

Pacote de R$ 40 milhões prevê asfalto em 10 bairros de Campo Grande

Contratos publicados pela prefeitura contemplam regiões do Anhanduizinho e integram plano de R$ 640 milhões em obras de infraestrutura até 2028

19/06/2026 14h59

Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande oficializou nesta quinta-feira (18) a contratação de quase R$ 40 milhões em obras de pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e sinalização viária que irão beneficiar dez bairros da Capital.

Os contratos foram publicados em edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) e representam uma das etapas do programa de infraestrutura urbana previsto para os próximos anos.

As intervenções contemplam os residenciais Flores, União II, Girassóis e Oliveira, além do Jardim das Nações, Bairro Los Angeles, Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. As obras estão concentradas principalmente na região do Anhanduizinho, uma das áreas que historicamente registra demandas relacionadas à pavimentação e drenagem.

O conjunto de investimentos integra um pacote mais amplo de recursos destinados à infraestrutura urbana. Para 2026, Campo Grande deverá contar com R$ 240 milhões para obras do setor, sendo R$ 100 milhões provenientes de emendas de bancada e outros R$ 140 milhões oriundos de financiamento federal.

Os recursos fazem parte de um planejamento que prevê investimentos de aproximadamente R$ 640 milhões em pavimentação e drenagem até 2028.

Entre os contratos formalizados, R$ 7,3 milhões serão aplicados nos residenciais Flores, União II, Girassóis e Oliveira. O Jardim das Nações receberá R$ 10,3 milhões, enquanto o Bairro Los Angeles contará com investimento de R$ 10,1 milhões. Já o Complexo Aero Rancho ficará com a maior parcela dos recursos anunciados nesta etapa, somando R$ 11,8 milhões.

As obras incluem a implantação de sistemas de drenagem para captação das águas da chuva, pavimentação de vias e serviços de sinalização viária.

A expectativa é reduzir problemas recorrentes relacionados à poeira, lama e escoamento inadequado das águas pluviais, além de melhorar as condições de tráfego para moradores das regiões contempladas.

Com a assinatura dos contratos, a próxima fase será a emissão das ordens de serviço para o início dos trabalhos. A execução ficará sob responsabilidade das empresas contratadas, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Os contratos possuem prazos de execução que variam entre 180 e 270 dias. A expectativa é que as obras avancem ao longo dos próximos meses, ampliando a infraestrutura urbana em bairros que aguardam melhorias há anos.

Bairros contemplados pelo pacote de obras

  • Residencial Flores - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Parque Residencial União II - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Parque Residencial dos Girassóis - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Residencial Oliveira - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Jardim das Nações - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Bairro Los Angeles - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Aero Rancho - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Vila Nogueira - pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Vila Aimoré -  pavimentação, drenagem e sinalização viária
  • Vila Amapá - pavimentação, drenagem e sinalização viária

Investimentos por região

  • Residencial Flores, União II, Girassóis e Oliveira - R$ 7,3 milhões
  • Jardim das Nações - R$ 10,3 milhões
  • Los Angeles - R$ 10,1 milhões
  • Complexo Aero Rancho (incluindo Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá) - R$ 11,8 milhões

Total dos contratos publicados: R$ 39,5 milhões em obras de pavimentação, drenagem e sinalização.

Estudos Técnicos

Trânsito intenso motiva novos estudos em cruzamentos de Campo Grande

Levantamentos técnicos e monitoramento veicular buscam identificar gargalos e subsidiar futuras intervenções na mobilidade urbana

19/06/2026 14h42

Foto: Divulgação

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) está realizando uma série de estudos técnicos em diferentes regiões de Campo Grande para avaliar as condições de circulação de veículos e pedestres.

Os levantamentos têm como objetivo identificar demandas do sistema viário e reunir informações que possam subsidiar futuras decisões relacionadas ao trânsito e à mobilidade urbana.

As análises estão concentradas em cruzamentos e corredores com grande movimentação, locais onde o fluxo intenso costuma exigir acompanhamento mais detalhado das condições de tráfego.

Entre os pontos monitorados está o cruzamento da Rua Spipe Calarge com a Avenida Toros Puxian, uma das vias que registra elevado volume de veículos ao longo do dia.

Segundo a Agência, os estudos fazem parte de um diagnóstico desenvolvido em diversas regiões da cidade para compreender melhor o comportamento do trânsito e as particularidades de cada localidade.

A intenção é reunir dados que permitam avaliar possíveis necessidades de adequações ou intervenções futuras.

Para auxiliar nesse processo, a Agetran passou a utilizar equipamentos de monitoramento e contagem veicular capazes de registrar o fluxo de veículos e os movimentos mais frequentes realizados pelos motoristas nos cruzamentos analisados.

As informações coletadas ajudam a medir o volume de tráfego e a identificar padrões de circulação.

Os dados também poderão ser utilizados em estudos de impacto e em avaliações técnicas relacionadas à mobilidade urbana.

A partir dos levantamentos, será possível comparar as condições observadas em diferentes regiões e verificar quais medidas podem ser adotadas para melhorar a circulação e reduzir conflitos no trânsito.

Os estudos seguem em andamento e não há prazo definido para a conclusão do diagnóstico. A expectativa é que os resultados sirvam de base para futuras ações voltadas à organização do tráfego e à segurança viária em Campo Grande.

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