Cidades

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Moradores revoltados querem investimentos

Moradores revoltados querem investimentos

Redação

14/02/2010 - 04h54
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Enquanto a Prefeitura de Campo Grande pretende gastar mais de R$ 50 milhões em obras como a do Centro de Belas Artes, a de uma praia artificial, e ainda incrementar a merenda escolar com carne bovina orgânica e de avestruz, famílias do Bairro Costa Verde, em Campo Grande, estão revoltadas com a falta de investimentos no local. Os moradores reclamam que estão sem coleta de lixo, não há linha de ônibus, as ruas foram invadidas pelo mato, animais peçonhentos têm invadido as residências e em dias de chuva não é possível sair a pé de casa sem se sujar. Em represália ao abandono, os moradores ameaçam invadir uma área de propriedade da prefeitura que foi tomada pelo mato e está servindo de criadouro para animais peçonhentos como cobras, aranhas e escorpiões. “Se o Nelsinho Trad não quer essa área, nós vamos lotear e falar para pessoas que não possuem casa vir morar aqui. Pelo menos vai ter alguém para cuidar”, ameaçou a dona de casa Elizabethe Caldeira Rocha. Além de conviverem com a sujeira, os moradores ainda ficam suscetíveis a contrair doenças como leishmaniose e dengue. Elizabethe, por exemplo, se recupera da dengue. A jovem Claudiane Dias Alves, 27 anos, está com a filha Mariana, 4 anos, fazendo tratamento contra leishmaniose após ter ficado 30 dias internada. “Ela pegou a doença lá em casa, sendo que a gente nem tem cachorro. Imagina quanto mosquito que transmite dengue e leishmaniose não existem aqui nesse bairro sujo e esquecido pelas nossas autoridades”, reclamou Claudiane. A falta de iluminação também preocupa os moradores que precisam sair ou chegar à noite em casa. “Durante a noite sair aqui é um grande risco. Para dizer a verdade, é um desafio. Temos que pegar o ônibus no Bairro Monte Castelo – Bairro mais próximo do local – e para chegar até lá temos que andar bastante”, disse a moradora Joana Conceição Alves, 55 anos. Ela fez questão de ressaltar que paga pela iluminação pública que não existe. “Além de cobrar a luz que não tem, o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) não falha. O lixeiro não sabe nosso endereço para passar aqui, mas a fatura do IPTU a prefeitura manda sem falta”, enfatizou Joana. O comerciante Cléber de Holanda Tiago, 33 anos, lamentou a situação do bairro e disse que as pessoas nem conseguem chegar até seu comércio porque a situação da via é muito precária. “Só quem mora perto mesmo para ir comprar alguma coisa. Os que moram um pouco longe não querem enfrentar a lama da rua. Isso é vergonhoso até porque pagamos todos os impostos”, salientou Cléber.

MENSAGENS FALSAS

Golpistas se passam por servidores da Agetran para aplicar fraudes

O órgão público reitera que não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do WhatsApp

13/03/2026 17h30

A população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2395

A população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2395

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Nesta sexta-feira (13), a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) tomou conhecimento de tentativas de golpe em que criminosos utilizaram o nome do órgão público e a imagem da instituição para envio de mensagens à população.

A população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2395

A Agetran informa que as notificações oficiais relacionadas a infrações de trânsito são encaminhadas exclusivamente pelos seguintes canais:

  • correspondência enviada pelos Correios,
  • aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CNH Brasil)
  • publicações no Diário Oficial do Município.

Já as infrações de mobilidade são comunicadas por meio de correspondência enviada pelos Correios, por equipes de fiscalização devidamente identificadas e também por meio de publicações no Diário Oficial do Município.

O cidadão ao receber mensagens dessa natureza não deve efetuar qualquer tipo de pagamento e não deve fornecer dados pessoais, devendo desconsiderar o contato, segundo orientações da agência.

A Agetran disse que já está adotando as medidas cabíveis para apurar os fatos e identificar os responsáveis pelo uso indevido do nome da instituição.

O órgão público reitera que não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do aplicativo WhatsApp.

Serviço

Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, a população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agência Municipal de Transporte e Trânsito – Av Gury Marques, 2395 – Universitário.

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MPMS

Suspeito de matar segurança durante aniversário de Ivinhema é condenado três anos após o crime

José Edilson foi condenado a 19 anos e 10 meses de prisão pela morte de Vitor Hugo Branquinho Camargo com quatro tiros após confusão na festa em 2023

13/03/2026 17h15

Crime aconteceu em 2023 e foi motivado por uma

Crime aconteceu em 2023 e foi motivado por uma "futilidade", segundo o MPMS Divulgação / Montagem Correio do Estado

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Após acusações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentadas durante o Tribunal do Júri realizado na última quinta-feira (12), José Edilson da Silva Cordeiro, de 46 anos, foi condenado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, acusado de homicídio pela morte de Vitor Hugo Branquinho Camargo, de 25 anos, durante a comemoração de aniversário do município de Ivinhema, em 2023. 

O crime aconteceu na madrugada do dia 11 de novembro de 2023, quando Vitor Hugo trabalhava como segurança no evento em comemoração aos 60 anos da cidade.

A vítima trabalhava como entregador durante o dia e como caixa da mesma empresa durante a noite, e realizava “bicos” como segurança para pagar sua faculdade. 

Segundo a denúncia do MPMS, José Edilson teria se desentendido com a equipe de segurança e disparado quatro tiros no jovem. Durante a instrução do processo, o Ministério Público alegou que o homicídio foi motivado por uma “futilidade”. 

A acusação do réu também provou que o ato foi praticado de forma que a vítima não teve como se defender, já que a autópsia revelou que o jovem foi atingido pelas costas enquanto corria e, posteriormente, quando já estava caída e imóvel no chão. 

A confusão teve início quando o sobrinho do acusado foi retirado da festa por estar sem camiseta, o que contrariava as regras do evento, que ocorria na Praça de Eventos da cidade. 

Conforme a denúncia, durante a confusão, o celular de José Edilson teria caído no chão após um esbarrão com um dos seguranças, o que teria o deixado exaltado. Irritado, ele foi até o carro, pegou uma arma de fogo e retornou à festa. 

Pouco tempo depois, ele voltou a se aproximar de Vitor Hugo, sacou a arma e disparou contra ele. A vítima tentou correr em direção a um camarote, mas caiu no chão. Mesmo caído, ele ainda teria sido atingido por novos tiros. 

Ao todo, foram quatro disparos contra o jovem, que morreu no local. Após o crime, o acusado fugiu. 

Na decisão desta quinta-feira, além do homicídio duplamente qualificado, o réu foi condenado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. 

Na sentença, o Juízo ressaltou a culpa do autor, já que ele saiu do evento para buscar a arma de fogo e retornou ao local para efetuar o crime. 

Com o veredito, foi expedida a sentença de execução penal e o acusado aguarda orientação do Supremo Tribunal Federal para o início do cumprimento da pena. 


 

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