Cidades

LUTO

Morre Marcelo Miranda, ex-governador do Mato Grosso do Sul

Ex-prefeito também da Capital foi responsável por 400 km de energia elétrica entre Campo Grande e Corumbá e pela construção da barragem de Jupiá

Continue lendo...

Imortalizado na história local como ex-governador do Mato Grosso do Sul por dois mandatos e também como chefe do Executivo da Capital, Marcelo Miranda Soares faleceu nesta terça-feira (23) aos 88 anos. 

Como confirmado pelo neto do político mineiro, João Henrique Catan, através das redes sociais, Marcelo Miranda teria "lutado até o último minuto" por meio de suas sessões de hemodiálise. 

"Sempre me preocupei em estar entre os primeiros para agradar a ele, porque via nele o suprassumo da capacidade e da inteligência - ele sempre me dizia que isso não era o mais importante, o que valia era terminar uma tarefa, concluir, chegar até o fim! Felizes os homens que podem beijar seus avôs!", declarou Catan em texto de despedida ao avô. 

Tendo iniciado as sessões de hemodiálise ainda em meados de junho de 2016, o político chegou a ser internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, à época do início do tratamento, com uma infecção nos rins, a terceira que havia sido registrada em um intervalo menor que um semestre.  

Histórico

Prefeito de Campo Grande em 1976, em 1979 Marcelo Miranda tornou-se o segundo governador de Mato Grosso do Sul, cargo que voltou a ocupar no período entre 1987 a 1991.

Nascido e formado em Uberaba (MG), Marcelo esteve como encarregado durante a construção da barragem de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho (SP), e entrou para a política em meados da década de 1970, por convite de Pedro Pedrossian e Levy Dias com o intuito de disputar a cadeira máxima da Capital Campo Grande.

Em entrevista à TV Assembleia ainda em 2011, o político lembrou que logo em sua estreia obteve êxito, registrando "mais votos que a soma dos outros candidatos". À frente da Prefeitura da Capital, criou o programa que juntava todos os investimentos necessários para garantir desde o abastecimento de água potável até a construção de escolas, que chamou de Projeto Cura.

Já em 1979, dois anos após a Divisão do Estado, chegou à cadeira de governador por Mato Grosso do Sul, onde permaneceu inicialmente por quase um ano e quatro meses, até 28 de outubro de 1980. 

Após a passagem de Londres Machado; Pedro Pedrossian; Wilson Barbosa Martins e Ramez Tebet pelo cargo, Marcelo Miranda volta à cadeira máxima do Executivo de MS em março de 1987, onde permaneceu por quatro anos até 1991. 

Eleito governador em 1987, o desafio foi dar infraestrutura para Campo Grande e também levar desenvolvimento ao interior de Mato Grosso do Sul.

Conforme o ex-governador, esse segundo período à frente do Estado tornou-se um momento "conturbado", tendo em vista que um movimento político de oposição era contrário às ações que buscava desempenhar. 

Ainda assim, implantou: 400 km de linha de energia elétrica, entre Campo Grande e Corumbá; criou 15 municípios e pavimentou rodovias importantes para Mato Grosso do Sul que, inclusive, foram posteriormente federalizadas. 

 

Assine o Correio do Estado

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Justiça condena João Amorim a devolver R$ 3 milhões por fraude em obra na MS-228

Decisão atende ação do MPMS e aponta que parte da rodovia no Pantanal ficou sem execução após abandono de obras e medições falsas em contrato com a Agesul

23/06/2026 12h00

Trecho da rodovia MS-228, na região do Pantanal, onde obra de recuperação não teria sido concluída conforme contrato firmado com o Estado

Trecho da rodovia MS-228, na região do Pantanal, onde obra de recuperação não teria sido concluída conforme contrato firmado com o Estado Divulgação

Continue Lendo...

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma empresa de engenharia a ressarcir mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos por irregularidades na execução de obras na rodovia MS-228, no Pantanal. A decisão atende a ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e é um desdobramento da operação Lama Asfáltica.

Segundo a investigação, a contratação foi firmada entre a empresa, identificada como a Proteco Construções Ltda, ligada ao empresário João Amorim e a Agesul para a recuperação de um trecho de aproximadamente 42 quilômetros da MS-228, em Corumbá, com serviços de cascalhamento e drenagem.

No entanto, laudos técnicos e depoimentos reunidos no processo apontaram que parte significativa dos serviços não foi executada. De acordo com o Ministério Público, a obra teria sido interrompida antes da conclusão prevista, deixando cerca de 16 quilômetros sem revestimento adequado e com estruturas de drenagem expostas, o que teria comprometido o tráfego e agravado impactos ambientais e logísticos na região pantaneira.

Ainda conforme a ação, mesmo com a execução parcial, medições e documentos técnicos teriam sido falsificados por responsáveis pela fiscalização e pela própria empresa, permitindo o pagamento integral do contrato como se a obra tivesse sido concluída.

Na decisão, o juiz fixou o ressarcimento solidário ao erário em R$ 3.059.043,51, valor que deverá ser corrigido desde 2015. Além disso, a empresa foi condenada ao pagamento de multa civil de R$ 1,52 milhão, equivalente a 50% do prejuízo apurado.

A sentença também determina a proibição de contratar com o poder público por 10 anos em Mato Grosso do Sul e o pagamento de R$ 250 mil por dano moral coletivo, valor destinado ao Fundo de Defesa de Interesses Difusos Lesados (Funles).

O caso se refere a contratos investigados dentro do conjunto de apurações da operação Lama Asfáltica, que revelou um esquema de fraudes em licitações, medições irregulares e desvios em obras rodoviárias no Estado.

Assine o Correio do Estado

ALIANÇA II

Operação em MS investiga envolvimento de policiais em contrabando

Nesta 2ª fase, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em municípios do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo

23/06/2026 11h15

Cinco policiais militares foram presos por envolvimento no esquema de contrabando, na região Noroeste do Paraná

Cinco policiais militares foram presos por envolvimento no esquema de contrabando, na região Noroeste do Paraná Divulgação: Polícia Federal

Continue Lendo...

 A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a segunda fase da Operação Aliança, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática dos crimes de contrabando, de descaminho e lavagem de capitais.

A primeira fase da operação, deflagrada no início de 2026, prendeu cinco policiais militares por envolvimento no esquema de contrabando na região Noroeste do Paraná.

As investigações apontam que o grupo atuava na incorporação irregular de mercadorias pela fronteira brasileira, contando com a ajuda de agentes públicos, além de uma rede de freteiros e de motoristas responsáveis pelo transporte das cargas contrabandeadas.

Nesta segunda fase, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em municípios do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens dos investigados, expedidas pela Justiça Federal em Guaíra.

Até o momento, foram realizados dois flagrantes de contrabando e descaminho e de posse ilegal de arma de fogo, nas cidades de Umuarama (PR) e de São Paulo (SP).

A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).