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Mortalidade entre idosos imunizados cai pela metade em Mato Grosso do Sul

Até o mês passado, 39,58% dos idosos com mais de 80 anos morriam de Covid-19; agora, são 16,67%

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O porcentual de letalidade da Covid-19 entre idosos com mais de 80 anos despencou pela metade (57,8%) nas últimas cinco semanas em Campo Grande, conforme análise dos microdados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Esse público foi um dos primeiros a receber as vacinas contra a doença, no começo de fevereiro.

A equipe do Correio do Estado comparou a quantidade de óbitos com a de infectados que pertencem a esta faixa etária. Foram levados em consideração apenas os casos considerados suspeitos e confirmados, independentemente do critério de definição (exame positivo ou clínico).

Na primeira semana de janeiro, 17 idosos faleceram na Capital vítimas do novo coronavírus, de um total de 44 novos infectados que passaram a constar nos registros do governo. Isso significa que 36,84% dos pacientes que procuraram os serviços de assistência naquele período não sobreviveram.

A partir daí, tanto o número de positivados quanto o de mortos oscilou nas semanas seguintes, até bater novo pico entre 5 e 11 de fevereiro.

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Naquela semana, Campo Grande teve 32 idosos acima de 80 anos classificados como confirmados para a Covid-19, dos quais 10 morreram, resultando em um porcentual de letalidade de 31,25%.

Foi nesse intervalo de tempo que as primeiras doses dos imunizantes chegaram à cidade. Primeiro foram vacinados os moradores dos asilos e em seguida a campanha foi aberta primeiramente às pessoas com mais de 90 anos.  

Já nos sete dias seguintes, ou seja, entre 12 e 18 de fevereiro, a Covid-19 matou 36,36% dos idosos que pegaram a doença. No período entre 19 e 25 daquele mês, o porcentual subiu para 39,58%.

SEGUNDA DOSE

A essa altura, os primeiros pacientes imunizados já começavam a ser convocados para a segunda e definitiva dose da Coronavac (a vacina de Oxford demora mais para o reforço), garantindo a imunidade prometida. Ao mesmo tempo, a campanha da primeira dose já havia chegado ao público dos 80 anos.

Entre os dias 26 de fevereiro e 4 de março, os dados da SES mostram que 52 idosos pegaram Covid-19 e 16 morreram, baixando o porcentual de letalidade para 30,77%.

Tanto a campanha de vacinação como o contágio pela doença avançaram no dia seguinte, e a letalidade despencou apenas alguns pontos porcentuais entre os dias 5 e 11 de março. Nesse período, foram 19 óbitos em um universo de 63 casos confirmados.

Contudo, entre os dias 12 e 18 de março, embora mais idosos tenham testado positivo para a doença, a parcela dos que não resistiram caiu drasticamente e ficou em 17,31%, com nove mortos entre 52 positivos.

Nesta sexta-feira, completa-se mais uma semana. Até quinta, os dados mostravam que o porcentual continuava caindo. De um total de 36 novos casos positivos, seis não resistiram, o que resulta em um porcentual de 16,67%.

MENOS PACIENTES

E não foi apenas a quantidade de mortos que diminuiu ao longo deste tempo, a média de idade de pacientes também.

No começo do ano até o dia 4 de fevereiro, os idosos que foram infectados com a Covid-19 tinham acima de 89 anos, variando entre 85 anos e 87 anos semana após semana. No intervalo seguinte, já oscilou entre 84 anos e 85 anos.

Para o epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz Julio Croda, é possível ligar esses índices com a imunização do público idoso contra a Covid-19.

“Houve uma redução de 50% em relação aos casos novos, se comparado com dezembro, que havia sido o pior momento da pandemia até então. Hoje a situação está mais crítica, mas, ainda assim, com metade dos pacientes com mais de 80 anos internados em relação ao que foi visto anteriormente”, afirmou à equipe de reportagem.

Quem espera ganhar a imunidade completa e afastar o temor da Covid-19 é a aposentada Neusa Barbosa de Oliveira, de 72 anos. Ela foi vacinada na terça-feira, no ginásio Guanandizão. 

“Eu fui de manhã no Parque Ayrton Senna, mas desisti porque estava muito lotado. Agora cheguei aqui e está vazio, vazio. Foi maravilhoso, uma benção, não vejo a hora de chegar o dia da outra dose”.

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CORUMBÁ

Operação que busca suspeitos na execução de PM chega ao sexto morto

A Sejusp aponta que já ocorreram 75 mortes por intervenção de agentes do Estado em 2026, sendo julho o mês com maior número de vítimas (15).

27/07/2026 09h00

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais Divulgação: BPMChoque

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Um homem, de 49 anos, identificado como Joilson Souza de Oliveira, conhecido pelo vulgo “Chacal”, morreu após entrar em confronto com equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPMChoque) durante a Operação Jovem Guerreiro, em Corumbá.

Segundo informações policiais, as equipes realizavam buscas para localizar um indivíduo que havia rompido a tornozeleira eletrônica e estaria envolvido em crimes recentes.

Durante a ação, os militares localizaram o suspeito nos fundos de uma residência. Conforme o registro da ocorrência, ele estava armado e não obedeceu as ordens para deixar o revólver, permanecendo em posição de confronto.

Assim, os policiais efetuaram disparos, desaramaram o homem e, na sequência, o levaram para receber atendimento médico no Hospital de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos.

Com mais esta morte, são 75 óbitos por intervenção legal de agentes do Estado em 2026, sendo julho o mês com maior número de vítimas (15), de acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública.

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais

No local, foi apreendido um revólver calibre .38 municiado, além de expressivas porções de entorpecentes, embalagens e materiais relacionados ao tráfico de drogas.

Também foi localizada uma tornozeleira eletrônica rompida, mas que não era de Chacal e sim do seu filho, que também tem monitoração eletrônica.

Uma testemunha encontrada no imóvel relatou que havia ido até a residência para fazer uso de entorpecentes junto com o homem.

A Perícia Criminal realizou os levantamentos necessários, e todo o material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes.

Chacal possuia extensa ficha criminal, com delitos entre os anos de 2007 e 2025. Entre os crimes estão:

* 3 delitos de tráfico de drogas (incluindo associação para o tráfico);
* 6 delitos de furto/furto qualificado;
* 2 delitos de receptação;
* 3 delitos de porte ilegal de arma de fogo;
* 2 delitos de disparo de arma de fogo;
* 3 delitos de tentativa de homicídio;
* 3 delitos de ameaça;
* 2 delitos de lesão corporal dolosa;
* 2 delitos de injúria;
* 2 delitos de difamação;
* 1 delito de dano;
* 2 delitos de perturbação da tranquilidade/sossego;
* 1 delito de posse irregular de arma de fogo;
* 1 delito de violação de domicílio.

Operação Jovem Guerreiro

A operação recebeu este nome após o homicídio do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, morto com tiro de fuzil em Corumbá, enquanto perseguia bandidos na noite do dia 30 de junho. A ação tem o objetivo de combater o crime organizado na região de Corumbá e Ladário. 

Com a morte de Chacal, a operação chega a seis óbitos. Todos os suspeitos são apontados como envolvidos direta ou indiretamente com crimes e disputas na fronteira. São eles: Everton da Silva Viana, Rubens Zilio Neto, Luis David Justiniano FloresAlixberto Vasquez Corrales, o "Coiote", e Marlon de Souza Silva.

Além dos confrontos, a operação cumpriu dezenas de mandados de prisão e apreendeu armas de fogo e drogas.

TEMPO

Em MS, 70 municípios estão em alerta para baixa umidade do ar

Índices podem variar entre 20% e 30%, sendo que o indicado é de no mínimo 60%

27/07/2026 08h40

Sol 'de rachar' em plena segunda-feira, 27 de julho de 2026

Sol 'de rachar' em plena segunda-feira, 27 de julho de 2026 Paulo Ribas

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Umidade do ar está extremamente baixa e exige atenção em Mato Grosso do Sul.

Alerta amarelo divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que 70 municípios estão sob risco de baixíssima umidade relativa do ar, com índices entre 20% e 30% nas horas mais quentes do dia. 

Os municípios abrangem as regiões centro, norte, nordeste e leste de Mato Grosso do Sul. Já o extremo sul e parte do sudoeste ficam fora do alerta. Confira:

  • Água Clara
  • Alcinópolis
  • Amambai
  • Anastácio
  • Anaurilândia
  • Angélica
  • Antônio João
  • Aparecida do Taboado
  • Aquidauana
  • Aral Moreira
  • Bandeirantes
  • Bataguassu
  • Batayporã
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Brasilândia
  • Caarapó
  • Camapuã
  • Campo Grande
  • Caracol
  • Cassilândia
  • Chapadão do Sul
  • Corguinho
  • Corumbá
  • Costa Rica
  • Coxim
  • Deodápolis
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Douradina
  • Dourados
  • Fátima do Sul
  • Figueirão
  • Glória de Dourados
  • Guia Lopes da Laguna
  • Inocência
  • Itaporã
  • Ivinhema
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Jateí
  • Juti
  • Ladário
  • Laguna Carapã
  • Maracaju
  • Miranda
  • Naviraí
  • Nioaque
  • Nova Alvorada do Sul
  • Nova Andradina
  • Novo Horizonte do Sul
  • Paraíso das Águas
  • Paranaíba
  • Pedro Gomes
  • Ponta Porã
  • Porto Murtinho
  • Ribas do Rio Pardo
  • Rio Brilhante
  • Rio Negro
  • Rio Verde de Mato Grosso
  • Rochedo
  • Santa Rita do Pardo
  • São Gabriel do Oeste
  • Selvíria
  • Sidrolândia
  • Sonora
  • Taquarussu
  • Terenos
  • Três Lagoas
  • Vicentina

Umidade relativa do ar é a quantidade de água em forma de vapor dispersa pelo ar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade indicada é de no mínimo 60%. O instrumento utilizado para medir a umidade é o higrômetro.

PREVISÃO DO TEMPO

Última semana do mês de julho será de muito calor em Mato Grosso do Sul.

Massa de ar quente e seca, que atua no Estado, causa calorão, sol quente, altas temperaturas, tempo abafado, clima seco, céu limpo, baixa umidade relativa do ar e ausência de chuvas.

Segunda (27), terça (28), quarta (29), quinta (30), sexta-feira (31) e sábado (1°) serão dias extremamente quentes em todas as regiões do Estado.

Além disso, agosto vai começar quente e deve registrar altíssimas temperaturas em pleno inverno, conforme mencionou o meteorologista Natálio Abrahão.

“Com relação as temperaturas em agosto sabe se que será muito quente. Pequena chance de chuva rápida fraca a tarde, mas predominantemente de sol calor elevado e umidade baixa. Mas não temos ainda se poderá ocorrer novas massas de ar frio no decorrer do mês. Iremos saber com mais detalhes no início de agosto”, informou o meteorologista ao Correio do Estado.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo quente e seco requer cuidados aos sul-mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

Sol

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