Cidades

números estranhos

MS emplaca 60 mil veículos por ano, mas boletos de IPVA só encolhem

Para 2026 o Estado emitiu menos boletos de cobrança de IPVA que em 2016, primeiro ano de aumento da alíquota do imposto

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Apesar de todos os anos serem emplacados em torno de 60 mil novos veículos em Mato Grosso do Sul, segundo dados do Detran, a quantidade de veículos sobre os quais incide IPVA cai ano após ano. Em 2026, por exemplo, o volume será menor que em 2016, primeiro ano em que a alíquota aumentou de 2,5% para 3,5% (em 2022 o percentural recuou para 3%) 

Conforme dados da Secretaria de Fazenda, em janeiro de 2016 foram emitidos 915.333 boletos para cobrança de IPVA. Agora, segundo a Sefaz, foram lançadas 867.755. Isso representa queda de 5,2% em uma década.

Mas, se a comparação for com o ano de 2021, a queda é bem mais significativa. No início daquele ano foram lançados 1,121 milhão de cobranças. De lá para cá, a redução do número de veículos sobre os quais incide o imposto chega 22,6%. 

A explicação para a queda significativa naquele ano é que a partir de 2022 não incide mais imposto sobre veículos com mais de 15 anos de fabricação. Até então, a isenção era para veículos com mais de 20 anos. 

QUEDA CONTINUADA

Mas, apesar de o número de veículos novos emplacados anualmente ser quase o dobro do que aqueles que passam a ter isenção, a quantidade de veículos sobre os quais incide o imposto não para de cair

No começo de 2022, por exemplo, foram 924.056 boletos de cobrança. No ano seguinte, no começo de 2023, o volume recuou para 909.785. Depois, no começo de 2024, a administração estadual informou ter emitido 898.515 boletos. No começo deste ano, a quantidade recuou para 872,9 mil e para o próximo ano, serão 867.755, conforme dados oficiais informados pela Sefaz. 

Ao mesmo tempo, conforme dados do Detran, em 2023 foram emplacados 60.466 veículos novos em Mato Grosso do Sul, que concede isenção de IPVA nos primeiros doze meses. No ano seguinte, o número subiu para 68.825.

E é justamente nesta isenção de IPVA que pode estar a explicação para este estranho fenômeno de grande número de emplacamentos novos e ao mesmo tempo de redução no número de veículos com incidência de impostos. 

A reportagem do Correio do Estado procurou a Sefaz em busca de explicações sobre esta disparidade dos números, mas não obteve retorno. Porém, um despachante ouvido pela reportagem acredita que muita gente compre veículo novo em Mato Grosso do Sul e depois de 12 meses faça a transferência para outros estados. 

A alíquota de IPVA nos estados vizinhos de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná tem sido praticamente a mesma que em Mato Grosso do Sul nos últimos anos, o que descarta a possibilidade de moradores estarem "mudando o endereço do carro" em busca de imposto menor. 

RISCO DE FUGA

A partir de 2026, porém, isso tende  acontecer. É que o Paraná reduziu a alíquota de 3,5% para 1,9% para carros e caminhonetes, o que pode gerar uma onda de transferências em busca de redução tributária. 

Caso o dono do carro mais caro registrado em Mato Grosso do Sul fizer isso, por exemplo, ele terá uma economia de R$ 33,2 mil. De acordo com a Sefaz,  Bentley Conti GT Mulcp, ano 2021, tem valor venal de R$ 3.018.120,00 e o IPVA de 2026 será de R$ 90.543,60. Se ele fizesse a transferência para algum endereço no Paraná, pagaria R$ 57.344,28. 

Se todos os boletos lançados para 2026 fossem pagos em dia, o poder público arrecadaria 14% a mais que no ano passado e chegaria a R$ 1,37 bilhão. Metade deste valor ficaria com a administração estadual e o restate, com as prefeitura. Porém, pelo menos 10% deste valor não chega a entrar nos cofres. 

No final do ano passado Secretaria de Fazenda  estimou faturamento da ordem de R$ 1,2 bilhão. Porém, o calote, por enquanto, está em R$ 104.568.565,25. Parte disso ainda tende a entrar nos cofres ao longo dos próximos anos, uma vez que os proprietários são obrigados a pagar o imposto quando revendem os veículos. 

Ao contrário dos anos anteriores, quando o prazo para pagamento com direito a desconto de 15% ou pagamento da primeira parcela expirava no final de janeiro, em 2026 este prazo é até 5 de janeiro. 

A frota total de veículos registrada no Detran estava em 1.943.216 nesta terça-feira (30). Desse total, 629.894 têm até dez anos de fabricação. Outros 751.195 estão na faixa entre 11 e 20 anos de uso. Supondo que a metade destes tenha menos de 15 anos, a quantidade de veículos com até 15 anos registrada no Detran de Mato Grosso do Sul é da ordem de 1 milhão. 

 

EDUCAÇÃO

Governo de MS renova contrato de cursos profissionalizantes por R$ 43 milhões

Quatro empresas prestam o serviço para inserir jovens no mercado de trabalho

19/02/2026 10h30

Cursos profissionalizantes gratuitos Pronatec Mulheres

Cursos profissionalizantes gratuitos Pronatec Mulheres Arquivo Pronatec/Governo de MS

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Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SED), prorrogou o contrato de prestação de serviços de fornecimento de cursos profissionalizantes e inserção do jovens no mercado de trabalho.

Ao todo, são quatro empresas contratadas: Escola Padrão; Gradual Estudo e Gestão; Instituto de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Educacional e Murano Gastronomia e Eventos.

O objetivo de cursos profissionalizantes é preparar jovens de forma rápida e prática para executar funções específicas exigidas pelo mercado de trabalho, nas áreas de beleza (cabeleireiro, barbeiro, maquiagem e alongamento de cílios), gastronomia (confeitaria e cozinha), administração (auxiliar administrativo, recursos humanos (RH) e departamento pessoal), entre outros.

Os contratos têm os valores de R$ 4.233.964; R$ 8.785.475; R$ 22.440.009 e R$ 7.726.984, respectivamente, totalizando R$ 43.186.432.

O prazo foi prorrogado por mais 12 meses, de 12 de fevereiro de 2026 a 11 de fevereiro de 2027. O documento foi assinado pelo secretário de Educação, Hélio Daher e por um representante de cada empresa.

Extrato do termo aditivo foi publicado, nesta quinta-feira (19), no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS). Veja o trecho redigido na íntegra:

Cursos profissionalizantes gratuitos Pronatec Mulheres
Cursos profissionalizantes gratuitos Pronatec Mulheres

CAMPO GRANDE

Quase 24 horas depois do temporal, moradores ainda esperam por remoção de árvores

Granizo, ventos de até 57 km/h, queda de árvores, alagamentos e falta de energia marcaram a quarta-feira na Capital

19/02/2026 10h15

Apesar de rua estar interditada, ainda não há previsão de retirada

Apesar de rua estar interditada, ainda não há previsão de retirada Marcelo Victor

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Quase 24 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quarta-feira (18), moradores ainda convivem com os reflexos da chuva intensa que provocou queda de árvores, abertura de buracos nas vias, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diferentes regiões da cidade.

Na Rua Terlice Maria, duas árvores de grande porte caíram quase na mesma quadra, uma delas na esquina com a Rua Tercelia de Melo. As duas faixas da via precisaram ser interditadas por causa do bloqueio total da pista.

Conforme a Defesa Civil, equipes estiveram no local para organizar o trânsito, mas a retirada das árvores ficou sob responsabilidade da prefeitura. Até o momento, não há previsão para a remoção.

Apesar de rua estar interditada, ainda não há previsão de retiradaRua está fechada após árvores caírem durnte temporal - Marcelo Victor

Apesar do impacto, os troncos não atingiram a rede elétrica e o fornecimento de energia nas residências próximas não foi comprometido.

Falta de energia por mais de quatro horas

No Bairro Jardim Itapuã, moradores da Rua Itabepe, esquina com a Rua Estremosa, relataram falta de energia por cerca de quatro horas após a substituição de um transformador. Segundo uma moradora, a luz caiu por volta das 14h e só foi restabelecida às 19h30.

De acordo com os relatos, o problema é antigo na região, que possui rede elétrica mais antiga. Enquanto o bairro vizinho Sírio Libanês teve o fornecimento normalizado antes, aproximadamente 70 residências do Jardim Itapuã permaneceram sem energia até a conclusão do serviço.

Apesar de rua estar interditada, ainda não há previsão de retiradaMoradores ficaram sem luz por mais de 4 horas - Whatsapp Correio do Estado

Em nota, a concessionária informou que o temporal causou danos em diversas áreas da cidade, com árvores arrancadas e objetos arremessados contra a rede elétrica. As equipes atuaram de forma contínua, inclusive durante a madrugada, realizando reparos e reconstrução da rede danificada. A empresa afirmou ainda que nenhum bairro teve o fornecimento interrompido por completo.

A distribuidora orienta que, em caso de tempestades, a população procure abrigo em local seguro, desligue aparelhos da tomada e não se aproxime de cabos rompidos ou objetos sobre a rede elétrica. O atendimento pode ser solicitado via WhatsApp Gisa, aplicativo Energisa On ou pelo telefone 0800 722 7272.

Granizo, ventos fortes e alagamentos

O temporal foi registrado em dois períodos na quarta-feira: no fim da manhã e novamente por volta das 20h, com duração média de uma hora e meia em cada episódio. Houve registro de granizo de grande porte, que atingiu veículos em diferentes pontos da Capital.

Apesar de rua estar interditada, ainda não há previsão de retiradaGranizos atingiu veículos em diferentes pontos da Capital - foto enviada via Whatsapp

Dados meteorológicos apontaram acumulado de 27,8 milímetros de chuva durante a noite e mais 20,2 milímetros durante a madrugada, além de ventos sucessivos que chegaram a 54,5 km/h e 57,6 km/h nas regiões do Aeroporto e da Vila Popular.

Os impactos também foram sentidos no trânsito. A Avenida Tamandaré transbordou na altura da Rua Carlota de Almeida Lemos, causando alagamento e dificultando a passagem de veículos. Moradores registraram a situação em vídeo e relataram ser comum esse tipo de situação neste trecho.

 

- Crédito: Regiane Rocha Bernardo

Além disso, novos buracos surgiram em vias da cidade. Na esquina da Avenida Heráclito Diniz Figueiredo com a Rua Theodomiro Serra, próximo a um quebra-molas, a cratera aberta após a chuva representa risco para condutores.

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