Cidades

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MS tem 25 crianças vivendo em presídios

MS tem 25 crianças vivendo em presídios

Redação

22/03/2010 - 08h43
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Mato Grosso do Sul tem pelo menos 25 crianças “presas”. São meninos e meninas filhos de mulheres detentas e que convivem com a rotina dos presídios. Eles ficam com as mães até, pelo menos, completar seis meses de vida. Depois, a ida definitiva para a casa de parentes ou mesmo para abrigos depende das autorizações judiciais. De acordo com a Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen), há berçários para as crianças somente em Campo Grande e Corumbá. No Estabelecimento Penal Feminino “Carlos Alberto Jonas Giordano”, em Corumbá, o espaço é adequado para bebês de até oito meses e foi inaugurado recentemente, devendo entrar em funcionamento hoje. Ainda segundo a Agepen, há projetos para construção de berçários nas outras cinco unidades penais femininas de Mato Grosso do Sul. No Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, na Capital, há sete crianças e nove devem nascer nos próximos meses. Em Corumbá, há 12 filhos de detentas como acompanhantes, enquanto no Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante há três bebês e uma grávida. Paralelamente, no presídio de Ponta Porã há duas crianças (entre dois meses e dois anos) e duas internas grávidas. Em Bataguassu, conforme acompanhamento da Agência Estadual de Administração Penitenciária, há um bebê de dois meses e nenhuma interna grávida. Em Três Lagoas, é o inverso de Bataguassu, ou seja, não há bebê como acompanhante, mas há uma interna gestante. Em São Gabriel do Oeste, não há bebês nem grávidas. Corumbá O berçário de Corumbá, que deve entrar em funcionamento hoje, foi estruturado pela prefeitura do município, por meio de uma parceria com a Agepen, e conta com área total de 102,37 metros quadrados, consistindo em um dormitório, sala de recreação, copa, varanda e um banheiro. No local serão atendidos bebês de até oito meses de idade, ou que estejam em período de amamentação. Atualmente, existem cinco bebês nessa faixa etária no estabelecimento penal. Outras sete crianças já são atendidas por uma creche externa ao presídio. No caso daquelas que recebem atendimento externo, uma van disponibilizada pela prefeitura, e com acompanhamento de uma representante da Pastoral Carcerária, fica encarregada de fazer o transporte do presídio à creche, assim como o seu retorno. De acordo com a diretora da unidade penal, Laila Ramos Hassan, “os bebês ficarão no berçário no período entre as 8h e as 16h, com todos os cuidados necessários, inclusive com o intervalo para a amamentação”, destaca. As mulheres selecionadas para o trabalho no berçário passaram por uma capacitação promovida pela prefeitura, e durante o treinamento receberam noções de higiene, saúde, como cuidar dos bebês e outras atividades. Pelo trabalho, as internas terão direito à remição de pena, onde, para cada três dias trabalhados, um é diminuído do total a ser cumprido. Amparo legal A permanência de crianças em presídios é situação criada em obediência à Lei de Execução Penal (LEP), que determina que os estabelecimentos penais destinados a mulheres serão dotados de berçário, onde as condenadas possam cuidar de seus filhos, inclusive, amamentálos, no mínimo, até seis meses de idade. A mesma lei fixa que a penitenciária de mulheres será dotada de seção para gestante e parturiente e de creche para abrigar crianças maiores de seis meses e menores de sete anos, com a finalidade de assistir a criança desamparada, enquanto a responsável estiver presa. A Lei nº 11.942, de 2009, deu nova redação a artigos da Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 (Execução Penal), para assegurar às mães presas e aos recém-nascidos condições mínimas de assistência.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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