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EDUCAÇÃO

MS tem 60 municípios abaixo da meta do Ideb, que devem ser cobrados pelo MEC

Ministério da Educação divulgou ontem dados da Educação Básica no País; Estado evoluiu, mas continua com nota inferior

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Pelo menos 60 municípios de Mato Grosso do Sul que estão com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio abaixo do índice nacional vão ser cobrados pelo Ministério da Educação (MEC) para que melhorem os parâmetros da aprendizagem e possibilitem que os estudantes dominem o conhecimento.

Destes, cinco são considerados críticos, por apresentarem índice inferior a 4,9 nos anos iniciais. 

Esta decisão foi anunciada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em coletiva realizada ontem, em Brasília (DF), para divulgar os resultados do Ideb 2025.

A Pasta enfatizou os resultados e destacou a redução do número de municípios com média até 4,9 nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em 2023, eram 1.097 e, agora, são 442.

Para o próximo ciclo, a Pasta se comprometeu a oferecer assistência técnica com ênfase nos processos de aprendizagem e no acompanhamento de ações para estes municípios, sendo cinco de Mato Grosso do Sul: Miranda, Douradina, Ladário, Juti e Sidrolândia.

Na outra ponta, entre os melhores dos anos iniciais do Ensino Fundamental no Estado, apenas 19 municípios estão com conceito superior ao índice de 6,1 nacional, em relação ao ensino público. Nos anos finais do Ensino Fundamental, foram 24 cidades que alcançaram o índice nacional e, no Ensino Médio, 22 chegaram ao patamar do País no ensino público.

O ministro enfatizou que o foco do governo para o próximo ciclo será reforçar a educação nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e também no Ensino Médio.

“Toda a estratégia do Ministério, que vamos apresentar em outubro, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Educação, tem como foco a aprendizagem nessas etapas, sem, claro, esquecer a equidade”, ressaltou, destacando que “mostramos que, após 20 anos, a escola brasileira conseguiu, ao mesmo tempo, melhorar o acesso, melhorar a trajetória desses estudantes, melhorando o fluxo, e melhorar a proficiência”.

Barchini afirmou que, com atenção adequada ao estudante, o sistema educacional “consegue recuperar de uma forma mais rápida” o estudante que reprova, ressaltando que a reprovação desestimula o aluno. 

“Cada estado tem sua estratégia. Ele que vai ter que se virar, a escola vai ter que se virar para fazer com que aquele estudante aprenda e tenha proficiência [conhecimento]”, disse.

O ministro também explicou que o MEC vai observar “se o estado está adotando as medidas corretas e concretas para que aquele estudante não fique para trás [repetência]. Se a rede aprovou oito e caiu proficiência, aí está com problema Não queremos aprovação sem proficiência. A proficiência estará no centro do novo ciclo. Depois de resolver fluxo, melhorar o acesso, vamos trabalhar juntos para que eles possam melhorar a proficiência”.

IDEB GERAL

Levando em conta os dados do Ideb geral, que soma a rede pública e a rede particular, Mato Grosso do Sul tem apenas 10 municípios com conceito superior ao índice de 6,3 nacional nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

São eles: Sonora, Tacuru, Batayporã, Bodoquena, Caracol, Costa Rica, Inocência, Ivinhema, Japorã e Nova Andradina. Essas localidades ajudaram a puxar o Ideb do Estado neste segmento para 5,9.

No Ensino Médio, 10 cidades estão com Ideb superior à média nacional geral de 4,5: Alcinópolis, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Jardim, Naviraí, Paraíso das Águas, Vicentina, Sete Quedas e São Gabriel do Oeste.

Nos anos finais do Ensino Fundamental, que tem conceito 5,3 de parâmetros gerais, apenas 9 cidades têm índice superior: Nova Andradina, Japorã, Ivinhema, Itaquiraí, Glória de Dourados, Fátima do Sul, Coxim, Costa Rica e Bataguassu.

O município de Água Clara teve o melhor Ideb municipal no Estado, com índice 7,2 em 2025, contra 6,7 em 2023.

De acordo com o MEC, de 2023 a 2025, em uma escala de zero a 10, o Ideb do Ensino Fundamental brasileiro nas redes públicas e privadas passou de 6 para 6,3 nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano) e de 5 para 5,3 nos anos finais (do 6º ao 9º ano).

Já o Ideb do Ensino Médio em ambas as redes passou de 4,3 para 4,5. Na avaliação do ministro, com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica, iniciada em 2005.

Relações exteriores

Itamaraty rebaixa relação diplomática com Argentina após novas ofensas de Milei a Lula

A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil

05/08/2026 21h00

Javier Milei, presidente da Argentina

Javier Milei, presidente da Argentina Foto: Divulgação

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O Itamaraty rebaixou nesta a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios. Segundo fontes do Itamaraty, Julio Bitelli, embaixador brasileiro em Buenos Aires, não voltará ao país vizinho.

A medida deve durar enquanto o presidente Javier Milei mantiver as ofensas contra seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva. A embaixada continuará funcionando gerida por um encarregado de negócios, sem a presença do chefe do posto.

A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, por meio de uma nota de protesto.

O anúncio ocorre após uma nova sequência de ataques de Milei ao presidente Lula, em entrevista ao canal LN+. Como mostrou o Estadão/Broadcast, as ofensas deveriam complicar o cenário de normalização diplomática e retardar o retorno de Bitelli à capital argentina. Gestos de distensão eram uma condição para a volta do diplomata.

No domingo, 2, Milei reiterou na entrevista o teor das declarações que havia feito no Brasil, ao participar da convenção que lançou a candidatura oposicionista do senador e aliado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. O presidente argentino afirmou que agiu de forma correta ao chamar o petista de "presidiário", "ladrão" e "corrupto".
 

Até sexta-feira, 31, a ordem no Itamaraty era aguardar sinais de eventual normalização e monitorar a situação política na capital argentina à distância, por meio de contatos diversos do corpo diplomático.

IDEB

Aprendizagem melhora nas escolas públicas de MS, mas tem ligeira queda nas privadas

Nos anos iniciais, ambas as redes estão dentro do considerado adequado, mas no ensino médio, apenas a rede privada alcançou o patamar, mesmo com a queda no índice

05/08/2026 19h22

Aprendizagem avançou na rede pública, mas ainda está abaixo do adequado em alguns níveis de escolaridade

Aprendizagem avançou na rede pública, mas ainda está abaixo do adequado em alguns níveis de escolaridade Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Estudantes de Mato Grosso do Sul apresentaram melhora na aprendizagem de português e matemática na rede pública de ensino, enquanto na rede privada houve ligeira queda, segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), principal indicador de qualidade da área, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).

Os dados mostram que nos anos iniciais do ensino fundamental, a nota média padronizada da rede pública passou de 5,70 em 2023 para 5,99 em 2025. Já na rede privada, a nota média caiu de 7,40 para 7,38.

Em língua portuguesa, na rede pública o nível nos anos iniciais passou de 203,25 pontos em 2023 para 210,28 em 2025, aumento de 7,03 pontos. Em matemática, a nota era de 211,38 e foi para 220,12, crescimento de 8,74.

Na rede privada, a nota de língua portuguesa teve queda de 246,31 para 261,25, enquanto a de matemática teve resultado positivo, passando de 259,49 para 261,25.

Apesar das variações, as notas de português e matemática ficaram acima de 200 nas redes pública e privada nesta etapa de ensino, o que, conforme a escala de proficiência construída pelo Todos pela Educação com base na matriz do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), é considerado grau de aprendizagem adequado.

Nos anos finais do ensino fundamental, ambas as redes de ensino apresentaram melhoria no nível de aprendizagem. Na rede pública, a nota média padronizada passou de 4,98 para 5,8 e nas escolas privadas de 6,46 para 6,57.

Nesta etapa, as notas de português e matemática variaram entre 248,84 a 284,49. Este patamar de pontuação corresponde a um desempenho considerado básico nas duas áreas, pois nesta etapa de ensino, a partir de 300 é caracterizado ensino adequado.

No ensino médio, novamente a rede pública apresentou avanço, com nota média padronizada passando de 4,46 para 4,50, e a privada teve queda, saindo de 6,01 para 5,93.

No entanto, as notas de português tiveram variações que apontam que, mesmo com a queda, a qualidade do aprendizado no ensino privado é superior ao público, pois também é considerado adequado a partir de 300 pontos, patamar que só foi alcançado nas escolas particulares.

Na rede estadual, Português passou de 270,01 pontos para 262,2 pontos entre 2023 e 2025. Já em Matemática, a pontuação foi de 265,27 para 265,80, no mesmo período, considerado ensino básico.

Na rede privada, língua portuguesa passou de 315,47 para 313,68 e matemática de 327,35 para 323,52, o que demonstra que, mesmo com a queda, ainda está dentro do considerado adequado.

Ideb avança em MS

Mato Grosso do Sul apresentou avanços na educação escolar, tanto na rede pública quanto privada, mas ainda continua abaixo das metas e da média nacional.

Divulgada a cada dois anos, a avaliação do Ideb é dividida em três níveis de escolaridade, sendo ensino fundamental anos iniciais, ensino fundamental anos finais e ensino médio.

Mato Grosso do Sul avançou em todos os níveis, apresentando uma crescente nos últimos anos.

De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental anos iniciais do Estado passou de 5,6 para 5,9. A média nacional é de 6,3, enquanto a meta é de 6.

No ensino fundamental anos finais, o índice de Mato Grosso do Sul passou de 4,8 para 5. O País fechou com Ideb de 5,3 e a meta de 5,5.

Já o Ensino Médio foi o que teve o maior salto, passando de 4 para 4,4, o que ficou próximo da média nacional, de 4,5, mas ainda longe da meta de 5,2.

Dos 79 municípios do Estado, 19 têm escolas acima da média nacional nos anos iniciais, 24 nos anos finais e 22 no ensino médio.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, a instituição com melhor pontuação é a Escola Municipal Pingo de Gente, em Nova Andradina, com índice de 7,7.

Nos anos finais do ensino fundamental, o Colégio Militar de Campo Grande é o melhor avaliado, com 6,6.

Já no ensino médio, a Escola Estadual Senador Filinto Muller, em Ivinhema, é o destaque, com Ideb de 5,9.

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