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entrevista da semana

'Mudança de ambiente exige a transformação do Exército', ressalta comandante Enzo

'Mudança de ambiente exige a transformação do Exército', ressalta comandante Enzo

THIAGO GOMES

19/05/2013 - 19h00
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Nesta segunda-feira (20), o general de exército Enzo Martins Peri, comandante do Exército, desembarca em Campo Grande para visita de três dias, quando verificará a situação dos grandes projetos em execução na área do Comando Militar do Oeste (CMO). Ouvido pelo Correio do Estado, ele fala sobre o papel e os investimentos em andamento no Exército.

CORREIO PERGUNTA: Em sua Diretriz Geral o senhor enfatiza que o Brasil está em mudanças e que ao Exército, nesse contexto, cabe transformar-se, num processo de longo prazo, amplo e profundo. Quais as principais mudanças já efetivadas na Força?

ENZO PERI: As sociedades modernas estão totalmente imersas na chamada “era do conhecimento” – consequência da explosão tecnológica que o mundo experimenta com rapidez cada vez maior. O Brasil não é exceção. Em todas as áreas há conceitos que reinaram absolutos durante a “era industrial” que, diante do novo cenário, vêm perdendo validade. Entre esses, há vários paradigmas referentes às formas de conduzir a política internacional e de empregar a expressão militar do poder nacional que estão sendo diretamente afetados.

Mundo afora, observa-se gradativa modificação das relações de poder entre países e entre estes e um sem número de atores não estatais. Em alguns casos, essa mudança tem provocado instabilidades e incertezas além das fronteiras de um país ou região do globo, gerando o aparecimento de conflitos locais e regionais.

Apesar de estarem permeados por novos ingredientes, muitos desses conflitos permanecem marcados pelo emprego da violência. A evolução do ambiente onde atua a Força Terrestre, que mencionamos, demanda urgente e significativa transformação no modo de operar. A participação do vetor militar ficou mais complexa, por ocorrer primordialmente em ambientes com a presença da população civil, concentrada em núcleos urbanos, o que, em muitos casos, reduz a possibilidade de identificar o oponente/adversário.

Além disso, a inserção de novos atores no contexto dos conflitos – inclusive atores não estatais – é uma realidade. Atuar em meio a essa diversidade de atores com interesses e objetivos nem sempre coincidentes gera um poderoso desafio.

Para as tropas terrestres de um país, torna-se obrigatório acompanhar o avanço tecnológico e adotar soluções que potencializem suas capacidades de atuação na defesa do Estado.

Todo esse conjunto de fatores demanda que o Exército aperfeiçoe e desenvolva novas capacidades de atuação. É exatamente isso que faz o Exército neste momento de transformação, com a adoção do conceito operacional das “Operações no Amplo Espectro”.

Esse conceito define a gama de capacidades que devemos obter/aperfeiçoar e manter, para permitir que o Estado Brasileiro empregue sua Força Terrestre de maneira adequada, precisa e proporcional às ameaças que se apresentem.

Nos últimos anos, o País tem buscado a elevação de sua estatura internacional, não escondendo o desejo de vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Porque essa meta passa, necessariamente pelo reaparelhamento de suas Forças, especialmente do Exército?
Ao assumir compromissos internacionais de grande relevância, todos os segmentos que compõem o Poder Nacional de um país precisam estar à altura do novo status. A Estratégia Nacional de Defesa preconiza que as Forças Armadas desempenhem responsabilidades crescentes em operações de manutenção da paz. Em tais operações, as Forças agirão sob a orientação das Nações Unidas ou em apoio a iniciativas de órgãos multilaterais da região, pois o fortalecimento do sistema de segurança coletiva é benéfico à paz mundial e à defesa nacional.

Somente o Exército deve consumir perto de R$ 57 bilhões em investimentos, quase a metade dos R$ 124 bilhões previstos para o reaparelhamento das Forças Armadas. O montante atende às expectativas ou ainda está aquém de suas necessidades e metas?
Os R$ 57 bilhões em investimentos abrangem apenas os projetos estratégicos Sisfron, Proteger, Defesa Cibernética, Guarani, Astros 2020, Defesa Antiaérea e Recuperação da Capacidade Opeacional, no período de 2012 a 2031.

Em decorrência dos investimentos propostos, o Exército está trabalhando em projetos considerados estratégicos, explicitados no Livro Branco de Defesa Nacional. Nesse contexto está o Sisfron. Qual a importância do projeto para o País?
A implantação do Sisfron deverá incrementar a capacidade de o Estado brasileiro monitorar a faixa de fronteira terrestre, produzindo informações confiáveis e oportunas para a tomada de decisões e permitindo maior efetividade em ações de defesa ou contra delitos transfronteiriços e ambientais, em cumprimento aos dispositivos constitucionais e legais que regem o assunto, mormente em operações conjuntas e interagências.

E o que dizer de outros empreendimentos, igualmente estratégicos, como o Proteger, Astros 2020, Guarani, Recop e Defesa Cibernética?
O Proteger, em síntese, reforçará a vertente preventiva da proteção das estruturas estratégicas terrestres nacionais, com base em atividades de cooperação interagências integradas e permanentes, o que demandará o incremento nas capacidades do Exército Brasileiro e das demais agências parceiras, capacitando-as para fazerem frente aos novos desafios de proteção desse imenso patrimônio do Brasil.

O Astros 2020 dotará a Força Terrestre de meios capazes de prestar apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade, a fim de dissuadir a concentração de forças hostis junto à fronteira terrestre, contribuindo no desenvolvimento de novas tecnologias.

O projeto Guarani abrange o desenvolvimento de novas famílias de viaturas blindadas de rodas, a fim de dotar a Força Terrestre de meios para incrementar a dissuasão e a defesa do território nacional

O Recop trata das necessidades imediatas para atender a uma demanda reprimida de equipamentos e adestramento, com o objetivo de dotar as unidades operacionais de material de emprego militar, em seu nível mínimo, imprescindível ao seu emprego operacional, com a finalidade de atender às exigências de defesa da Pátria

O projeto Defesa Cibernética reveste-se de crucial importância na medida em que integra, em ação colaborativa, os setores público, privado, empresarial e acadêmico em favor do fomento da indústria nacional de defesa, tanto na aquisição de conhecimento, quanto na geração de empregos, bem como na indução da indústria nacional em favor da produção de sistemas inovadores, ainda, na contribuição da defesa das infraestruturas críticas da Nação e no incremento da pesquisa científica, além de contribuir para o desenvolvimento tecnológico do setor cibernético nacional.

As missões de garantia da lei e da ordem, denominadas Operações de GLO, e mesmo as missões internacionais de paz, como a Minustah (Haiti), não desvirtuam o papel principal do Exército?
De modo algum essas duas missões desvirtuam a missão principal do Exército. Pelo contrário, porque a constituição textualmente expressa a missão das Forças Armadas, aí inclusa o Exército, ao afirmar que elas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Logo, garantia da lei e da ordem, conforme as disposições legais vigentes, é um dos papeis do Exército. Digo dentro das disposições legais vigentes porque, no estado democrático de direito, a atuação das Forças Armadas tem por parâmetro a lei. E o sistema legal brasileiro, a partir da Constituição, estabelece primariamente a garantia da ordem pública como atribuição dos órgãos de segurança pública. Apenas quando esse aparato de segurança pública é tido por insuficiente, inexistente ou indisponível por quem de direito, é que haverá a determinação do presidente da República para a atuação das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem, mediante coordenação com os órgãos de segurança pública. Por isso que se diz essa atuação possui caráter excepcional, episódico e temporário.

Quanto à atuação em missões de paz, essas também estão no contexto das missões principais do Exército, em especial naquilo que a constituição define como defesa da pátria.

De fato, a realização de missões de paz, sob a égide das Nações Unidas ou em apoio a iniciativas de órgãos multilaterais da região, visa a fortalecer o sistema de segurança coletiva global, com benefícios para paz mundial, o que repercute positivamente para a defesa nacional.

O País está no cenário de megaoperação militar, a Ágata Brasil, com a mobilização de 25 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica, além de órgãos de apoio, numa movimentação interagências nas regiões de fronteira. Em que isso contribui para a sensação de segurança da população?
O objetivo maior dessa operação conjunta e interagências é o represamento de ilícitos na origem, evitando-se seu transbordamento para os grandes centros, colaborando com os OSP e todas as agências nos níveis federal, estadual e municipal. É fato que o quadro conjuntural das ações das organizações criminosas diminui a percepção de segurança da população, principalmente, nos grandes centros, onde os acontecimentos possuem maior visibilidade junto a todas as modalidades de mídia.

Assim, a contribuição dessa operação para o aumento dessa percepção, está atrelada à consequente redução dos delitos, pelo simples fato de diminuição da oferta de drogas e contrabandos, entre outros, afetando as rotinas dos que agem à margem da lei. 

Infraestrutura

Duplicação da BR-262 de Campo Grande a Terenos não tem previsão para sair do papel

Ministro dos Transportes afirmou que trecho de Terenos a Anastácio deve ser licitado entre o fim deste ano e o começo de 2027

01/08/2026 07h40

Trecho entre Campo Grande e Terenos está em fase de projeto, que tem previsão para ser concluído apenas no segundo semestre de 2027

Trecho entre Campo Grande e Terenos está em fase de projeto, que tem previsão para ser concluído apenas no segundo semestre de 2027 Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A duplicação do trecho entre Campo Grande e Terenos da BR-262, que compreende a extensão de 42,6 quilômetros, não tem previsão de sair do papel, com projeto ainda sendo elaborado pela empresa contratada. Na mesma rodovia, trecho entre Terenos e Anastácio, superior a 100 km, deve receber duplicação em 2027.

Nesta sexta-feira, o ministro dos Transportes, George Santoro, visitou Mato Grosso do Sul para entregar a pavimentação do quarto lote da BR-419, em Aquidauana, e para visitar a obra da duplicação da BR-163, em Campo Grande. 

No interior, Santoro anunciou que 105,7 km entre Terenos e Anastácio devem receber a nova pista em breve.

No portal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), é possível verificar que as obras serão divididas em dois lotes. O primeiro, com extensão de 59,9 km, vai de Terenos a Dois Irmãos do Buriti, do km 383,9 ao km 443,8. Já o segundo lote vai de Dois Irmãos do Buriti até Anastácio, do km 443,8 ao km 489,6, com extensão de 45,8 km.

Ao Correio do Estado, o ministro confirmou que o projeto está perto de ser finalizado e deve ser licitado no fim deste ano. Ainda segundo ele, a previsão é de que as obras de um dos lotes comece no fim do primeiro semestre de 2027, enquanto o outro lote deve ficar para os últimos seis meses do ano que vem.

“A gente está falando de duplicar a BR-262 inteira, só que o primeiro trecho já está em andamento e no outro trecho serão dois lotes que a gente está acabando o projeto e vai licitar agora no fim do ano para começar um trecho já no fim do primeiro semestre e o segundo trecho ao longo do segundo semestre”, explica.

O primeiro trecho citado por Santoro, que está “em andamento”, é o que compreende os 42,6 km de Campo Grande a Terenos. Porém, de acordo com o portal do Dnit, o projeto ainda está sendo elaborado pela empresa Houer Engenharia Ltda., que foi contratada em julho do ano passado para executar os estudos, e ainda não tem previsão de sair do papel.

O contrato com a Houer vai até agosto de 2027. Caso o projeto seja finalizado apenas no segundo semestre do ano que vem, a tendência é que o lançamento da licitação ocorra meses depois e as obras comecem a ser executadas somente em 2028. Contudo, nenhum dos prazos foi oficializado pelo Dnit ou pelo ministro dos Transportes até o momento.

Para execução da obra de duplicação serão necessários em torno de R$ 200 milhões, uma vez que existe a necessidade de construção de viadutos e de pontes sobre os córregos Anhanduizinho e Imbirussu, entre outros.

A BR-262 em Mato Grosso do Sul liga a divisa com São Paulo (em Três Lagoas) até a fronteira com a Bolívia (em Corumbá), com extensão total de cerca de 783 km no Estado.

Trecho dela, entre Campo Grande e Três Lagoas, integra a Rota da Celulose, assinado em fevereiro deste ano com o Consórcio Caminhos da Celulose. Com contrato de 30 anos, abrange 870,3 km de várias rodovias e prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos totais de melhorias e operação.

SUSPENSÃO

Vale lembrar que, em janeiro de 2025, cerca de um mês depois de ser anunciada, a licitação para contratação do projeto executivo para a duplicação da BR-262, entre a Capital e Terenos, foi suspensa por tempo indeterminado pelo Dnit. 

Inicialmente prevista para ser aberta em 12 de fevereiro do mesmo ano, a autarquia federal disse que a suspensão ocorreu para correção do edital original. Pouco tempo depois, em abril, o edital foi republicado e conseguiu ser licitado.

ACIDENTES

Conforme matéria do Correio do Estado, de janeiro a novembro de 2025, a BR-262 registrou 266 acidentes e 34 óbitos em Mato Grosso do Sul, número semelhante ao registrado em 2024, quando foram 307 colisões e 33 mortes.

Os números ficaram atrás da BR-163, que registrou 702 acidentes e 42 óbitos em 2025 e 783 colisões e 63 mortes em 2024. A BR-163 corta Mato Grosso do Sul de norte a sul. Tem 845,4 km de extensão e cruza 21 cidades, entre elas, Dourados e Campo Grande.

Meio ambiente

Comunidades criam soluções para mitigar efeitos da crise climática

Indígenas, quilombolas, periféricos e rurais são os que mais sofrem

31/07/2026 21h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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As populações que mais sofrem com os eventos extremos da crise climática no Brasil são aquelas que encontram mais dificuldades para acessar políticas públicas e recursos de adaptação e prevenção. As comunidades vulnerabilizadas, no entanto, passaram a criar soluções para as mudanças do clima.

A conclusão é do relatório As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades, elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais.

Comunidades negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais estão entre as mais expostas a enchentes, secas e ondas de calor. Muitas delas, no entanto, já têm desenvolvido soluções próprias para enfrentar os impactos da crise climática. O Greenpeace defende que as comunidades ocupem posição central no desenvolvimento das políticas de adaptação.

A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, reforça a necessidade de incorporar a justiça climática e o combate ao racismo ambiental às políticas de adaptação.

“Em um país marcado por desigualdades históricas de acesso à moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura, os impactos dos eventos extremos tendem a se concentrar justamente nos territórios que já enfrentam maior precariedade”, disse, em nota.

A organização cita que, em Recife (PE), por exemplo, comunidades como Ilha de Deus, Coque e Mustardinha enfrentaram alagamentos severos nos últimos anos. Em Belém (PA) e na Ilha do Marajó (PA), a combinação de enchentes, marés altas, falta de drenagem e saneamento tem afetado principalmente comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, as temperaturas internas das moradias podem chegar a até 8°C acima da média urbana, com sensação térmica superior a 60°C, afetando especialmente crianças, idosos e mulheres. No Vale do Jequitinhonha (MG), comunidades quilombolas enfrentam longos períodos de estiagem, que afetam cultivos de milho, feijão e mandioca.

Experiências locais

Em uma região afetada pela falta de saneamento básico, o Coletivo Utopia Negra se juntou à comunidade da Vila do Carmo do Maruanum, na área rural de Macapá (AP), para instalar uma fossa séptica biodigestora (FSB). A tecnologia, de baixo custo e adaptável para áreas alagáveis, trata o esgoto por biodigestão e evita a contaminação do solo e da água.

Na comunidade do Horto, no Rio de Janeiro, as ações lideradas pelo projeto Horto Natureza, que foi fundado por um morador, incluem limpezas coletivas, plantio de árvores e educação ambiental. Cercada pela Mata Atlântica e atravessada pelo Rio dos Macacos, a comunidade garantiu coleta regular de lixo, acesso a saneamento básico e a despoluição do rio.

“A limpeza contínua do rio e a gestão adequada de resíduos — realizadas em parceria com autoridades públicas — são resultado de um longo processo de organização comunitária que garantiu direitos fundamentais. Esses esforços ajudam a prevenir enchentes e danos relacionados à água, além de assegurar uma melhor qualidade de vida”, avalia o Greenpeace.

A comunidade de Vila Arraes, em Recife (PE), elaborou um plano comunitário de contingência, adaptação e mitigação dos efeitos das chuvas, coordenado pelo Espaço GRIS Solidário, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Houve ainda formações com a Defesa Civil sobre protocolos de emergência durante enchentes do Rio Capibaribe e riscos de eletrocussão.

Falta de recursos

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas comunidades é a dificuldade de acesso aos recursos destinados à agenda climática. Segundo o Greenpeace, a maior parte dos recursos é distribuída por meio de instrumentos de crédito, o que dificulta o acesso por comunidades e organizações locais. O relatório também chama atenção para a burocracia envolvida na elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos.

“Ampliar a adaptação climática exige, portanto, não apenas aumentar o volume de recursos, mas mudar a forma como eles são distribuídos, garantindo acesso direto às comunidades e fortalecendo iniciativas que já funcionam nos territórios”, afirmou o porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.

Rodrigo acrescenta que as comunidades que vivem diariamente os efeitos da crise climática já acumulam conhecimento, práticas e soluções capazes de orientar políticas públicas mais eficazes e justas. “O desafio, agora, é reconhecer esse protagonismo, garantir recursos e transformar experiências locais em políticas de escala nacional”, finalizou.

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